http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9535779.html
12 de Abril de 2009, 10:10
Lisboa, 12 Abr (Lusa) - Uns chegam ao hospital com fome e falta de higiene, outros entram com ténis de marca, mas mal alimentados. São meninos com carências alimentares originadas pela crise que o Amadora-Sintra começou a identificar há um ano e meio.
A situação foi relatada à Lusa pela assistente social do Serviço de Pediatria do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), Madalena Barros, que associa o problema à debilitada situação económica de muitas famílias.
Também o director-geral da Saúde, Francisco George, admite que já existem "casos pontuais" de crianças com fome devido à crise, mas "ainda não constituem um problema de dimensão preocupante".
Para a assistente social do Amadora-Sintra, os casos até agora registados podem dividir-se em dois tipos diferentes: "Existem meninos que dão entrada no Hospital Fernando Fonseca com fome e em más condições de higiene e de vestuário e outros que chegam bem arranjados, mas mal alimentados".
Traçando o perfil destas últimas famílias, Madalena Barros disse que são sobretudo famílias monoparentais que "gerem um bocadinho mal o orçamento que têm" e não querem ser "diferentes dos outros"
São mães com "a escolaridade obrigatória ou nem isso" que se preocupam mais com "a imagem do que com os cuidados básicos".
"Andar com uns ténis rotos ou umas calças usadas estigmatiza-os como pessoas carenciadas", elucidou Madalena Barros, acrescentando que muitos destes casos são de crianças entre os quatro e os seis anos.
Estas famílias "valorizam muito o aspecto, mas deixam cair as coisas importantes e fundamentais", como a alimentação, a saúde e a educação, o que "compromete o bem-estar das crianças", sublinhou.
A abordagem do hospital nestas situações é "sempre estratégica no sentido de capacitar a família e nunca de a confrontar com estas fragilidades".
...
Lembrou que as crianças pressionam os pais para lhes comprarem objectos e roupas de marca para não serem postos de lado pelos colegas e, como os "pais estão pouco disponíveis para os filhos no dia-a-dia, tendem a compensá-los materialmente".
"Se calhar essas crianças não estão a ser devidamente alimentadas pelas mesmas razões. Ou seja, os pais também cedem na alimentação que eles querem", sublinhou, lembrando que esta situação dá origem a erros alimentares que conduzem a situações de obesidade, mas também podem conduzir a situações de carências.
HN.
Lusa
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Itália/Sismo: Terminada buscas de sobreviventes nos escombros
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9546011.html
12 de Abril de 2009, 10:56
Roma, 12 Abr (Lusa) - Todas as pessoas desaparecidas nos desabamentos causados pelo sismo na Itália já foram encontradas, na maioria mortas, pelo que as equipas de socorro deixaram hoje de procurar cadáveres, informou fonte dos bombeiros.
Os bombeiros não crêem que sob os escombros ainda estejam pessoas vivas, sete dias após o sismo, por considerarem que ninguém sobrevive em tais condições mais que cinco dias.
O actual balanço de vítimas do terramoto na região de Abruzos está estabelecido em 293 mortos, tendo os serviços de socorros retirado com vida dos escombros centena e meia de pessoas nos últimos dias.
As autoridades italianas mandaram abrir um inquérito para avaliar se a dimensão da tragédia se deveu a problemas técnicos de construção de edifícios, nomeadamente o não cumprimento dos procedimentos legais anti-sismos.
O jornal Corriere della Sera afirma hoje que as suspeitas sobre anomalias na construção podem ser uma realidade, tendo alguns peritos concluído que no caso do lar estudantil que desabou em Aquila os pilares foram fabricados com uma quantidade de ferro inferior ao que a lei obriga, razão de o edifício não ter resistido.
Um especialista, Alfredo Rossini, considerou hoje que muitos edifícios foram construídos com areia do mar (de custo inferior mas com salinidade que corrói o ferro das cofragens).
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, volta hoje a Aquila para passar a Páscoa com os desalojados.
JMS.
Lusa/Fim
12 de Abril de 2009, 10:56
Roma, 12 Abr (Lusa) - Todas as pessoas desaparecidas nos desabamentos causados pelo sismo na Itália já foram encontradas, na maioria mortas, pelo que as equipas de socorro deixaram hoje de procurar cadáveres, informou fonte dos bombeiros.
Os bombeiros não crêem que sob os escombros ainda estejam pessoas vivas, sete dias após o sismo, por considerarem que ninguém sobrevive em tais condições mais que cinco dias.
O actual balanço de vítimas do terramoto na região de Abruzos está estabelecido em 293 mortos, tendo os serviços de socorros retirado com vida dos escombros centena e meia de pessoas nos últimos dias.
As autoridades italianas mandaram abrir um inquérito para avaliar se a dimensão da tragédia se deveu a problemas técnicos de construção de edifícios, nomeadamente o não cumprimento dos procedimentos legais anti-sismos.
O jornal Corriere della Sera afirma hoje que as suspeitas sobre anomalias na construção podem ser uma realidade, tendo alguns peritos concluído que no caso do lar estudantil que desabou em Aquila os pilares foram fabricados com uma quantidade de ferro inferior ao que a lei obriga, razão de o edifício não ter resistido.
Um especialista, Alfredo Rossini, considerou hoje que muitos edifícios foram construídos com areia do mar (de custo inferior mas com salinidade que corrói o ferro das cofragens).
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, volta hoje a Aquila para passar a Páscoa com os desalojados.
JMS.
Lusa/Fim
Nobel da Paz de 2007 discursa em Lisboa esta terça-feira
Diário Digital 2009.04.13
O economista indiano Rajendra Pachauri, cujo combate contra as alterações climáticas lhe valeram o Nobel da Paz 2007, é o convidado deste ano da conferência “Futuro Sustentável”, uma iniciativa que decorre terça-feira em Lisboa.
Rajendra Pachauri é um reconhecido cientista ambiental e reputado professor universitário de 68 anos que repartiu o Nobel da Paz 2007, o mais importante galardão político do mundo, com o ex-presidente norte-americano Al Gore.
Pachauri é conhecido por salientar repetidamente o impacto das alterações climáticas nos países mais pobres, designadamente na saúde das populações, agravada pela escassez de água e pelo fluxos migratórios que produz de multidões famintas à procura da sobrevivência nos países ricos do Ocidente.
O programa de conferências Futuro Sustentável, que inclui várias iniciativas ao longo deste mês, pretende “contribuir para a divulgação alargada das várias dimensões do desenvolvimento sustentável colocando-as na agenda mediática e política”, referem os promotores da iniciativa, o Banco Espírito Santo e o Jornal Expresso.
A edição de 2008 da iniciativa ganhou notoriedade, mesmo a nível internacional, quando o convidado desse ano, o músico e activista Bob Geldof, afirmou que “Angola é um país gerido por criminosos”.
O orador deste ano é desde 2002 presidente do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e foi Membro do Conselho Consultivo Económico do primeiro-ministro da India.
Vegetariano convicto, em parte por seguir a religião hindú mas também devido ao impacto que a produção de carne tem no meio ambiente, Rajendra Pachauri fez a sua formação de nível médio na Índia e trabalhou numa fábrica de locomotivas, antes de ingressar na Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde estudou engenharia industrial e economia e se tornou professor assistente.
O Nobel da Paz 2007 foi-lhe atribuido pela sua actividade no Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.
Diário Digital / Lusa
Rajendra Pachauri é um reconhecido cientista ambiental e reputado professor universitário de 68 anos que repartiu o Nobel da Paz 2007, o mais importante galardão político do mundo, com o ex-presidente norte-americano Al Gore.
Pachauri é conhecido por salientar repetidamente o impacto das alterações climáticas nos países mais pobres, designadamente na saúde das populações, agravada pela escassez de água e pelo fluxos migratórios que produz de multidões famintas à procura da sobrevivência nos países ricos do Ocidente.
O programa de conferências Futuro Sustentável, que inclui várias iniciativas ao longo deste mês, pretende “contribuir para a divulgação alargada das várias dimensões do desenvolvimento sustentável colocando-as na agenda mediática e política”, referem os promotores da iniciativa, o Banco Espírito Santo e o Jornal Expresso.
A edição de 2008 da iniciativa ganhou notoriedade, mesmo a nível internacional, quando o convidado desse ano, o músico e activista Bob Geldof, afirmou que “Angola é um país gerido por criminosos”.
O orador deste ano é desde 2002 presidente do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e foi Membro do Conselho Consultivo Económico do primeiro-ministro da India.
Vegetariano convicto, em parte por seguir a religião hindú mas também devido ao impacto que a produção de carne tem no meio ambiente, Rajendra Pachauri fez a sua formação de nível médio na Índia e trabalhou numa fábrica de locomotivas, antes de ingressar na Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde estudou engenharia industrial e economia e se tornou professor assistente.
O Nobel da Paz 2007 foi-lhe atribuido pela sua actividade no Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.
Diário Digital / Lusa
domingo, 12 de abril de 2009
Sismo em Itália

http://jn.sapo.pt/Dossies/dossie.aspx?content_id=1194836&dossier=Sismo%20em%20It%E1lia
JN 2009-04-08 MIGUEL CONDE COUTNHO, em Aquila
As pernas tremem por segundos e depois é o pânico
O dia seguinte ao sismo ainda é de sobressalto. As réplicas que se fazem sentir não deixam ninguém descansado. Quem sobreviveu quer esquecer.
O dia seguinte ao sismo ainda é de sobressalto. As réplicas que se fazem sentir não deixam ninguém descansado. Quem sobreviveu quer esquecer.
Vêm sem avisar, duram três ou quatro segundos e espalham o pânico generalizado. As cópias não são da dimensão do original, mas, ainda assim, as réplicas do sismo que esta segunda-feira sacudiu a região italiana de Abruzzo são suficientemente agressivas para não deixar nada nem ninguém no mesmo lugar durante muito tempo.
As pernas tremem, ao ritmo das oscilações da terra, e os gritos de pânico generalizam-se. Ontem, uma destas réplicas provocou um morto. O silêncio irrompe, depois, porque ninguém sabe muito bem o que dizer, como reagir.
O mesmo silêncio que rivaliza com as lamúrias de desespero de todos quantos vagueiam por entre os escombros e nos campos improvisados que as autoridades montaram nas imediações, à procura ora de amigos, ora de familiares. Ou simplesmente à procura de um porquê.
Paolo, 23 anos, é apenas um deles. Este jovem italiano perdeu um amigo para o amontoado de pedras e ferros. Está preso no escuro. Agarrado ao prato de massa, olhos carregados, diz não saber se há-de ter esperança. "Vi a casa de alguns amigos meus cair à frente dos meus olhos", conta. Sempre viveu em Aquila com os pais. Acabou por ter sorte. A casa onde vive não sofreu muitos danos. Os pais estão bem, mas dormem numa das tendas.
Há famílias inteiras que tentam comer o que lhes é dado pelas equipas de socorro. Vive-se uma tranquilidade possível. O silêncio é apenas cortado pelos geradores de elctricidade, espalhados um pouco por todo o campo para alimentar os fortes holofotes que iluminam as cerca de 100 tendas de campanha azuis onde dormem os que já conseguem dormir. Os outros, macambúzios, caminham sem destino. Há gente em pijama, há desgraçados abraçados a mochilas.
Mas as histórias felizes são facilmente ofuscadas pelas tragédias que se vão desenterrando entre os escombros. Também ontem, as equipas de resgate encontraram os cadáveres dos quatro jovens que haviam desaparecido numa residência estudantil da cidade. "Estão mortos. É uma tragédia", afirmou o reitor da Universidade de Aquila, Ferdinando di Orio. Com estas vítimas, estimam-se que 235 pessoas tenham morrido em consequência do terremoto, de 5,8 graus na escala Richter, que assolou Abruzzo. Os feridos rondam os 1500, 100 dos quais em estado considerado grave. E há ainda 34 desaparecidos.
"É um desastre sério. Agora nós devemos reconstruir e isso exigirá grandes quantias de dinheiro", anuiu o primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, cujo Governo já enfrenta um alto défice e uma grande dívida pública.
Aquila foi abalada também de outra forma. A ajuda demora a chegar porque a geografia se alterou profundamente. As linhas de autocarro estão cortadas. O comboio que parte de Roma não vai além de Terni, cidade a cerca 80 quilómteros da cidade que concentrou a tragédia. Aquila esconde-se por detrás de uma estrada sinuosa, que corta montanhas que parecem nunca acabar. Para lá, poucos querem ir. Só passam ambulâncias, carros da polícia e de bombeiros.
Num dos campos de apoio, o maior dos improvisados, cerca de mil deslocados são ajudados por centenas de voluntários da Protecção Civil italiana que trabalham sem descanso. Matteo, um dos voluntários, fez questão de dizer ao JN há quantas horas está em Aquila: 47. Descansou menos de uma. "É impossível descansar, porque as tendas são para as pessoas. Nós não temos onde dormir", desabafa. O mais provável é que durma com os colegas na pickup que os trouxe.
As pernas tremem, ao ritmo das oscilações da terra, e os gritos de pânico generalizam-se. Ontem, uma destas réplicas provocou um morto. O silêncio irrompe, depois, porque ninguém sabe muito bem o que dizer, como reagir.
O mesmo silêncio que rivaliza com as lamúrias de desespero de todos quantos vagueiam por entre os escombros e nos campos improvisados que as autoridades montaram nas imediações, à procura ora de amigos, ora de familiares. Ou simplesmente à procura de um porquê.
Paolo, 23 anos, é apenas um deles. Este jovem italiano perdeu um amigo para o amontoado de pedras e ferros. Está preso no escuro. Agarrado ao prato de massa, olhos carregados, diz não saber se há-de ter esperança. "Vi a casa de alguns amigos meus cair à frente dos meus olhos", conta. Sempre viveu em Aquila com os pais. Acabou por ter sorte. A casa onde vive não sofreu muitos danos. Os pais estão bem, mas dormem numa das tendas.
Há famílias inteiras que tentam comer o que lhes é dado pelas equipas de socorro. Vive-se uma tranquilidade possível. O silêncio é apenas cortado pelos geradores de elctricidade, espalhados um pouco por todo o campo para alimentar os fortes holofotes que iluminam as cerca de 100 tendas de campanha azuis onde dormem os que já conseguem dormir. Os outros, macambúzios, caminham sem destino. Há gente em pijama, há desgraçados abraçados a mochilas.
Mas as histórias felizes são facilmente ofuscadas pelas tragédias que se vão desenterrando entre os escombros. Também ontem, as equipas de resgate encontraram os cadáveres dos quatro jovens que haviam desaparecido numa residência estudantil da cidade. "Estão mortos. É uma tragédia", afirmou o reitor da Universidade de Aquila, Ferdinando di Orio. Com estas vítimas, estimam-se que 235 pessoas tenham morrido em consequência do terremoto, de 5,8 graus na escala Richter, que assolou Abruzzo. Os feridos rondam os 1500, 100 dos quais em estado considerado grave. E há ainda 34 desaparecidos.
"É um desastre sério. Agora nós devemos reconstruir e isso exigirá grandes quantias de dinheiro", anuiu o primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, cujo Governo já enfrenta um alto défice e uma grande dívida pública.
Aquila foi abalada também de outra forma. A ajuda demora a chegar porque a geografia se alterou profundamente. As linhas de autocarro estão cortadas. O comboio que parte de Roma não vai além de Terni, cidade a cerca 80 quilómteros da cidade que concentrou a tragédia. Aquila esconde-se por detrás de uma estrada sinuosa, que corta montanhas que parecem nunca acabar. Para lá, poucos querem ir. Só passam ambulâncias, carros da polícia e de bombeiros.
Num dos campos de apoio, o maior dos improvisados, cerca de mil deslocados são ajudados por centenas de voluntários da Protecção Civil italiana que trabalham sem descanso. Matteo, um dos voluntários, fez questão de dizer ao JN há quantas horas está em Aquila: 47. Descansou menos de uma. "É impossível descansar, porque as tendas são para as pessoas. Nós não temos onde dormir", desabafa. O mais provável é que durma com os colegas na pickup que os trouxe.
Areia do mar com cimento terá fragilizado construções recentes
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1199326
JN 2009.04.12
"Por que é que no sismo de Abruzzo caíram tantas casas construídas recentemente?"
Uma adolescente chorava para lá da fita de protecção que previne a entrada numa das zonas vedadas de Coppito. Esperava à porta de casa pelos seus pais. Tinham finalmente conseguido autorização para entrar e buscar alguns dos seus pertences. O resgate teve de ser rápido. Trouxeram três sacos de plástico com roupa, alguma comida e duas televisões.
A casa praticamente não sofreu danos. E nem assim há autorização para o ansiado regresso definitivo. "Talvez daqui a um mês ou dois", disse ao JN Loretta Archangeli, incorfomada. O risco de colapso, dizem as autoridades, é real. "Por que é que no sismo de Abruzzo caíram tantas casas construídas recentemente?", perguntava-se ontem no matutino italiano "Corriere della Serra".
O sismo deixou a nu os defeitos de construção dos edifícios da região, que supostamente desde 1980 deveriam ser à prova de sismo. Foi encontrada nos escombros areia do mar misturada com cimento, cujo sal terá corroído, e assim fragilizado, as estruturas de algumas das casas.
JN 2009.04.12
"Por que é que no sismo de Abruzzo caíram tantas casas construídas recentemente?"
Uma adolescente chorava para lá da fita de protecção que previne a entrada numa das zonas vedadas de Coppito. Esperava à porta de casa pelos seus pais. Tinham finalmente conseguido autorização para entrar e buscar alguns dos seus pertences. O resgate teve de ser rápido. Trouxeram três sacos de plástico com roupa, alguma comida e duas televisões.
A casa praticamente não sofreu danos. E nem assim há autorização para o ansiado regresso definitivo. "Talvez daqui a um mês ou dois", disse ao JN Loretta Archangeli, incorfomada. O risco de colapso, dizem as autoridades, é real. "Por que é que no sismo de Abruzzo caíram tantas casas construídas recentemente?", perguntava-se ontem no matutino italiano "Corriere della Serra".
O sismo deixou a nu os defeitos de construção dos edifícios da região, que supostamente desde 1980 deveriam ser à prova de sismo. Foi encontrada nos escombros areia do mar misturada com cimento, cujo sal terá corroído, e assim fragilizado, as estruturas de algumas das casas.
Os amanhãs não cantam em Aquila
MIGUEL CONDE COUTINHO
Mais de 24 mil pessoas estão a sofrer o drama de terem perdido tudo. Os custos de reconstrução estão avaliados em 3 mil milhões de euros. Contudo, há muitas dúvidas e muito receio quanto ao futuro da região.
Não sabemos como será viver assim sem outra escolha, quando antes se tinha tudo. Dormir dentro de uma tenda com mais seis ou quinze pessoas que não se conhece.
Ter de esperar em longas filas para tomar o pequeno-almoço, para almoçar e para jantar. Ter de pedir papel higiénico.
Ter de usar as casas de banho de plástico sujas e nauseabundas partilhadas com outras mil pessoas. Ter de tomar banho em duches comuns. Ter de comer em bancos de jardim ou no chão.
Não ter roupa própria ou sequer pasta de dentes. Não por um fim-de-semana de férias, como Silvio Berlusconi chegou a dizer numa tirada infeliz, esta quarta-feira, mas por tempo indeterminado, sem saber quando se poderá voltar a sentar no nosso sofá ou cozinhar a nossa comida.
Pior ainda, ter de suportar a perda de um filho, de uma mãe ou de um amigo longe do conforto das nossas coisas, longe das paredes que guardam as memórias que nos dão alento.
São cerca de 24 mil as pessoas que vivem assim na região de Abruzzo, depois do sismo que arrasou, na segunda-feira, aldeias inteiras, destruiu monumentos históricos e parou o coração de Aquila, deixando para trás ruas cobertas de pedras e poeira, casas sujeitas a saques, negócios fechados, cidades sem água, luz ou esperança. Numa espécie de campos de refugiados, em plena Europa.
Não sabemos quanto tempo durarão as forças dos milhares de bombeiros, polícias e voluntários que vieram para Aquila logo nas horas seguintes ao primeiro abalo e que trabalharam sem parar para servir, ajudar e salvar dos escombros os que resistiram.
Que montaram centenas de tendas, que organizaram os campos e que dormiram esacassas horas em camiões, ambulâncias ou carrinhas.
Que protegeram dos olhares forçados pela curiosidade mórbida os que queriam apenas privacidade.
Tudo isto enquanto o chão voltava a tremer, uma e outra vez, lançando novamente o pânico, os gritos e a "paura", o medo, a palavra mais falada pelos italianos de Abruzzo durante uma semana de caos.
Morreram 291 pessoas. Centenas ficaram feridas. Houve um funeral em que foram enterrados 205 caixões. Alguns dos sobreviventes encontraram conforto em Deus, foram às capelas improvisadas dentro dos campos.
Agradeceram, através dos padres que se espalharam pela região, o milagre de estarem vivos e falaram de um novo sentido para a vida.
Outros concentraram-se nos seus filhos, nas crianças que corriam por todo o lado, exibindo os únicos sorrisos que se viram durante estes dias, alheias ao ambiente triste que as rodeava totalmente.
Uma semana após o sismo que tudo mudou em Aquila, ainda não se sabe o que fazer com estas pessoas.
Os custos de uma reconstrução estão estimados em 3 mil milhões de euros. Silvio Berlusconi disse na sexta-feira que iria oferecer algumas das suas casas mas, mesmo sendo o primeiro-ministro também o segundo homem mais rico de Itália, serão certamente insuficientes para tantos desalojados.
Há medo que a Máfia, como já aconteceu no passado em Itália, desvie os fundos disponibilizados para as ajudas.
Há medo que os campos, agora de emergência, se transformem em residências permanentes assim que a atenção mediática desapareça.
Há medo do futuro. Os amanhãs não cantam em Aquila.
Mais de 24 mil pessoas estão a sofrer o drama de terem perdido tudo. Os custos de reconstrução estão avaliados em 3 mil milhões de euros. Contudo, há muitas dúvidas e muito receio quanto ao futuro da região.
Não sabemos como será viver assim sem outra escolha, quando antes se tinha tudo. Dormir dentro de uma tenda com mais seis ou quinze pessoas que não se conhece.
Ter de esperar em longas filas para tomar o pequeno-almoço, para almoçar e para jantar. Ter de pedir papel higiénico.
Ter de usar as casas de banho de plástico sujas e nauseabundas partilhadas com outras mil pessoas. Ter de tomar banho em duches comuns. Ter de comer em bancos de jardim ou no chão.
Não ter roupa própria ou sequer pasta de dentes. Não por um fim-de-semana de férias, como Silvio Berlusconi chegou a dizer numa tirada infeliz, esta quarta-feira, mas por tempo indeterminado, sem saber quando se poderá voltar a sentar no nosso sofá ou cozinhar a nossa comida.
Pior ainda, ter de suportar a perda de um filho, de uma mãe ou de um amigo longe do conforto das nossas coisas, longe das paredes que guardam as memórias que nos dão alento.
São cerca de 24 mil as pessoas que vivem assim na região de Abruzzo, depois do sismo que arrasou, na segunda-feira, aldeias inteiras, destruiu monumentos históricos e parou o coração de Aquila, deixando para trás ruas cobertas de pedras e poeira, casas sujeitas a saques, negócios fechados, cidades sem água, luz ou esperança. Numa espécie de campos de refugiados, em plena Europa.
Não sabemos quanto tempo durarão as forças dos milhares de bombeiros, polícias e voluntários que vieram para Aquila logo nas horas seguintes ao primeiro abalo e que trabalharam sem parar para servir, ajudar e salvar dos escombros os que resistiram.
Que montaram centenas de tendas, que organizaram os campos e que dormiram esacassas horas em camiões, ambulâncias ou carrinhas.
Que protegeram dos olhares forçados pela curiosidade mórbida os que queriam apenas privacidade.
Tudo isto enquanto o chão voltava a tremer, uma e outra vez, lançando novamente o pânico, os gritos e a "paura", o medo, a palavra mais falada pelos italianos de Abruzzo durante uma semana de caos.
Morreram 291 pessoas. Centenas ficaram feridas. Houve um funeral em que foram enterrados 205 caixões. Alguns dos sobreviventes encontraram conforto em Deus, foram às capelas improvisadas dentro dos campos.
Agradeceram, através dos padres que se espalharam pela região, o milagre de estarem vivos e falaram de um novo sentido para a vida.
Outros concentraram-se nos seus filhos, nas crianças que corriam por todo o lado, exibindo os únicos sorrisos que se viram durante estes dias, alheias ao ambiente triste que as rodeava totalmente.
Uma semana após o sismo que tudo mudou em Aquila, ainda não se sabe o que fazer com estas pessoas.
Os custos de uma reconstrução estão estimados em 3 mil milhões de euros. Silvio Berlusconi disse na sexta-feira que iria oferecer algumas das suas casas mas, mesmo sendo o primeiro-ministro também o segundo homem mais rico de Itália, serão certamente insuficientes para tantos desalojados.
Há medo que a Máfia, como já aconteceu no passado em Itália, desvie os fundos disponibilizados para as ajudas.
Há medo que os campos, agora de emergência, se transformem em residências permanentes assim que a atenção mediática desapareça.
Há medo do futuro. Os amanhãs não cantam em Aquila.
Obras no Empire State visam reduzir emissões poluentes
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=382220&page=1
Diário Digital
O edifício Empire State, em Nova Iorque, vai ser alvo de intervenções que visam torná-lo mais amigo do ambiente, reduzindo as emissões poluentes e poupando energia, segundo declarações dos proprietários.
O investimento de cerca de 500 milhões de dólares (cerca de 377,9 milhões de euros) vai permitir poupar energia em até 38%. A primeira parte do projecto estará concluída em 2010.
O anúncio foi feito pelo Mayor Michael Bloomberg e pelo antigo presidente norte-americano Bill Clinton, segundo a Folha Online.
Clinton destacou que o projecto constitui uma «magnífica oportunidade» para contribuir para a luta contra as alterações climáticas já vez que, no actual contexto de dificuldades económicas, «poupa-se dinheiro e energia». «Com estes projectos inovadores, além de proteger o planeta, reactiva-se a economia», afirmou Clinton.
A iniciativa que tem o nome do antigo presidente ultrapassa a intervenção no arranha-céus de Nova Iorque, levando esforços semelhantes a 40 das maiores cidades do mundo, pelo meio ambiente.
O representante da empresa proprietária do edifício, Anthony Malkin, disse que as emissões poluentes dos edifícios comerciais e residenciais das cidades são muito grandes e, no caso de Nova Iorque, podem chegar até 70%.
Malkin explicou que, apesar de a maioria dos novos edifícios ser construída com respeito pelo ambiente, «a chave para obter progressos substanciais está em reduzir os custos energéticos e de emissões poluentes dos que já estão construídos».
Diário Digital
O edifício Empire State, em Nova Iorque, vai ser alvo de intervenções que visam torná-lo mais amigo do ambiente, reduzindo as emissões poluentes e poupando energia, segundo declarações dos proprietários.
O investimento de cerca de 500 milhões de dólares (cerca de 377,9 milhões de euros) vai permitir poupar energia em até 38%. A primeira parte do projecto estará concluída em 2010.
O anúncio foi feito pelo Mayor Michael Bloomberg e pelo antigo presidente norte-americano Bill Clinton, segundo a Folha Online.
Clinton destacou que o projecto constitui uma «magnífica oportunidade» para contribuir para a luta contra as alterações climáticas já vez que, no actual contexto de dificuldades económicas, «poupa-se dinheiro e energia». «Com estes projectos inovadores, além de proteger o planeta, reactiva-se a economia», afirmou Clinton.
A iniciativa que tem o nome do antigo presidente ultrapassa a intervenção no arranha-céus de Nova Iorque, levando esforços semelhantes a 40 das maiores cidades do mundo, pelo meio ambiente.
O representante da empresa proprietária do edifício, Anthony Malkin, disse que as emissões poluentes dos edifícios comerciais e residenciais das cidades são muito grandes e, no caso de Nova Iorque, podem chegar até 70%.
Malkin explicou que, apesar de a maioria dos novos edifícios ser construída com respeito pelo ambiente, «a chave para obter progressos substanciais está em reduzir os custos energéticos e de emissões poluentes dos que já estão construídos».
Sismo em Itália - Fotos Jornal "SOL"





Número de mortos sobe para 291
O balanço de vítimas do sismo de segunda-feira em Itália, que castigou sobretudo a cidade de Aquila (centro) e arredores, é agora de 291 mortos depois de ter sido encontrado mais um cadáver, informou fonte dos bombeiros.
Buscas intensas têm estado a ser feitas desde sexta-feira nos escombros de um edifício de quatro andares no centro da cidade de Aquila após terem sido detectados «sinais de vida» por um aparelho técnico e por cães especializados.
«É um trabalho demorado e muito difícil, mas estes sinais indicaram a possibilidade de haver ali um ser vivo, seja pessoa ou animal», explicou o porta-voz do serviço de bombeiros, Luca Cari, em declaração à cadeia de televisão Sky TG24.
As buscas para socorrer eventuais sobreviventes deve terminar domingo, uma semana após o violento tremor de terra que abalou a região de Abruzzo, no centro do país, na segunda-feira.
O cadáver agora encontrado é de uma mulher, disse a mesma fonte.
O balanço de vítimas do sismo de segunda-feira em Itália, que castigou sobretudo a cidade de Aquila (centro) e arredores, é agora de 291 mortos depois de ter sido encontrado mais um cadáver, informou fonte dos bombeiros.
Buscas intensas têm estado a ser feitas desde sexta-feira nos escombros de um edifício de quatro andares no centro da cidade de Aquila após terem sido detectados «sinais de vida» por um aparelho técnico e por cães especializados.
«É um trabalho demorado e muito difícil, mas estes sinais indicaram a possibilidade de haver ali um ser vivo, seja pessoa ou animal», explicou o porta-voz do serviço de bombeiros, Luca Cari, em declaração à cadeia de televisão Sky TG24.
As buscas para socorrer eventuais sobreviventes deve terminar domingo, uma semana após o violento tremor de terra que abalou a região de Abruzzo, no centro do país, na segunda-feira.
O cadáver agora encontrado é de uma mulher, disse a mesma fonte.
Em Directo, DITO&FEITO 10/04/09
DITO&FEITO 10/04/09
Publicação: 10 April 09 09:00 AM
EM POUCOS dias, José Sócrates e o seu Governo avançaram com processos judiciais contra três jornalistas do Público, contra a TVI, contra o SOL, devido à divulgação de notícias relacionadas com o caso Freeport ou matérias afins. E até interpuseram uma queixa-crime contra um jornalista do DN por causa de um normal artigo de opinião, em tom de crítica irónica e corrosiva mas não ofensiva, que terá desagradado particularmente à irritadiça susceptibilidade do primeiro-ministro. Não há memória, no passado recente, de um chefe de Governo com tão exacerbado furor punitivo contra a comunicação social e com tamanha incompatibilidade de conviver com uma informação livre e plural, sem dependências nem constrangimentos, e, por isso, inconveniente para os poderes em exercício.
Sócrates revela-se um paroquial aprendiz de Berlusconi, na sua fúria antidemocrática contra a diversidade de críticas e opiniões que ponham em causa a sua figura, os seus actos, o seu transitório poder.
MAS este passo, o dos processos em tribunal e ameaças de pesadas indemnizações, é apenas o coroar de uma estratégia de condicionamento e intimidação da comunicação social não alinhada com o Governo. Estratégia que começou com pressões directas, de Sócrates e dos seus assessores, sobre vários jornalistas por ocasião das primeiras notícias sobre a sua estranha licenciatura na Universidade Independente. Que prosseguiu com manobras de coacção e de asfixia financeira sobre patrões e empresas de media. Que se acentuou, perante a sucessão de episódios mal esclarecidos da vida e da carreira de Sócrates, com intervenções e inquéritos da ERC em oportuna convergência com as reclamações do próprio.
E que culminou agora, já em desespero de causa devido ao continuado desgaste do caso Freeport, com pressões sobre magistrados e o poder judicial acompanhadas desta chuva de processos à la carte contra jornalistas e órgãos de comunicação social.
São sinais preocupantes de intolerância face a princípios e direitos basilares da vida democrática. E sintomas de uma perigosa deriva para o autoritarismo. Não era Mário Soares que falava dos riscos da «ditadura da maioria»? Mas é fácil e barato pôr acções intimidatórias em tribunal, para quem não suporta as custas dos processos e os honorários dos advogados. Sócrates e a sua maioria controleira decidiram, agora, usar advogados como novos coronéis do lápis azul da censura. Pagos, como dantes, pelo Estado.
jal@sol.pt
por JAL
Publicação: 10 April 09 09:00 AM
EM POUCOS dias, José Sócrates e o seu Governo avançaram com processos judiciais contra três jornalistas do Público, contra a TVI, contra o SOL, devido à divulgação de notícias relacionadas com o caso Freeport ou matérias afins. E até interpuseram uma queixa-crime contra um jornalista do DN por causa de um normal artigo de opinião, em tom de crítica irónica e corrosiva mas não ofensiva, que terá desagradado particularmente à irritadiça susceptibilidade do primeiro-ministro. Não há memória, no passado recente, de um chefe de Governo com tão exacerbado furor punitivo contra a comunicação social e com tamanha incompatibilidade de conviver com uma informação livre e plural, sem dependências nem constrangimentos, e, por isso, inconveniente para os poderes em exercício.
Sócrates revela-se um paroquial aprendiz de Berlusconi, na sua fúria antidemocrática contra a diversidade de críticas e opiniões que ponham em causa a sua figura, os seus actos, o seu transitório poder.
MAS este passo, o dos processos em tribunal e ameaças de pesadas indemnizações, é apenas o coroar de uma estratégia de condicionamento e intimidação da comunicação social não alinhada com o Governo. Estratégia que começou com pressões directas, de Sócrates e dos seus assessores, sobre vários jornalistas por ocasião das primeiras notícias sobre a sua estranha licenciatura na Universidade Independente. Que prosseguiu com manobras de coacção e de asfixia financeira sobre patrões e empresas de media. Que se acentuou, perante a sucessão de episódios mal esclarecidos da vida e da carreira de Sócrates, com intervenções e inquéritos da ERC em oportuna convergência com as reclamações do próprio.
E que culminou agora, já em desespero de causa devido ao continuado desgaste do caso Freeport, com pressões sobre magistrados e o poder judicial acompanhadas desta chuva de processos à la carte contra jornalistas e órgãos de comunicação social.
São sinais preocupantes de intolerância face a princípios e direitos basilares da vida democrática. E sintomas de uma perigosa deriva para o autoritarismo. Não era Mário Soares que falava dos riscos da «ditadura da maioria»? Mas é fácil e barato pôr acções intimidatórias em tribunal, para quem não suporta as custas dos processos e os honorários dos advogados. Sócrates e a sua maioria controleira decidiram, agora, usar advogados como novos coronéis do lápis azul da censura. Pagos, como dantes, pelo Estado.
jal@sol.pt
por JAL
Governo: Novo regime de reabilitação urbana prevê venda forçada e obras coercivas em imóveis
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9537775.html
Lisboa, 09 Abr (Lusa) - O Governo aprovou hoje uma proposta de autorização referente ao regime de reabilitação urbana, prevendo em casos extremos situações em que os proprietários serão forçados a vender ou arrendar os seus imóveis, ou a fazer obras coercivas.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o diploma foi apresentado pelo titular da pasta do Ambiente, Nunes Correia, e pelo secretário de Estado do Desenvolvimento do Território e Cidades, João Ferrão.
"Não haverá qualquer inconstitucionalidade neste diploma. O Governo não cometeria um erro tão crasso", declarou o ministro do Ambiente, quando interrogado sobre o novo regime de obrigações a que estarão sujeitos os proprietários com este novo diploma de reabilitação urbana.
Nunes Correia alegou que uma das razões que levou o Governo a optar pela figura da autorização legislativa "e se remete para a Assembleia da República é justamente porque estamos a abordar esferas reservadas de competência do Parlamento".
"O regime estabelecido para o sistema de venda forçada aproxima-se e é totalmente compaginável - talvez com algum benefício acrescido em relação aos direitos dos proprietários - com o que é actualmente praticado relativamente à expropriação. A venda forçada é uma forma de expropriação não a favor da entidade expropriante, mas a favor de quem se comprometa a fazer aquilo que há a fazer para a reabilitação urbana", sustentou Nunes Correia.
PMF.
Lusa/fim
Lisboa, 09 Abr (Lusa) - O Governo aprovou hoje uma proposta de autorização referente ao regime de reabilitação urbana, prevendo em casos extremos situações em que os proprietários serão forçados a vender ou arrendar os seus imóveis, ou a fazer obras coercivas.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o diploma foi apresentado pelo titular da pasta do Ambiente, Nunes Correia, e pelo secretário de Estado do Desenvolvimento do Território e Cidades, João Ferrão.
"Não haverá qualquer inconstitucionalidade neste diploma. O Governo não cometeria um erro tão crasso", declarou o ministro do Ambiente, quando interrogado sobre o novo regime de obrigações a que estarão sujeitos os proprietários com este novo diploma de reabilitação urbana.
Nunes Correia alegou que uma das razões que levou o Governo a optar pela figura da autorização legislativa "e se remete para a Assembleia da República é justamente porque estamos a abordar esferas reservadas de competência do Parlamento".
"O regime estabelecido para o sistema de venda forçada aproxima-se e é totalmente compaginável - talvez com algum benefício acrescido em relação aos direitos dos proprietários - com o que é actualmente praticado relativamente à expropriação. A venda forçada é uma forma de expropriação não a favor da entidade expropriante, mas a favor de quem se comprometa a fazer aquilo que há a fazer para a reabilitação urbana", sustentou Nunes Correia.
PMF.
Lusa/fim
sábado, 11 de abril de 2009
Ambiente: Movimento promove caminhada no rio Tinto para defender despoluição
Porto, 09 Abr (Lusa)
O Movimento em Defesa do Rio Tinto promove, a 19 de Abril, uma caminhada ao longo das margens deste curso de água como forma de alertar as entidades competentes para a necessidade de adoptar medidas para a sua despoluição.
...
Num comunicado hoje enviado à Lusa, recordam que o objectivo deste movimento, criado em Abril de 2006, é "devolver ao rio Tinto a imagem que já teve", ou seja, "um rio de águas transparentes, com peixes, onde se podia tomar banho e com margens limpas e convidativas para momentos de agradável lazer".
"Temos consciência de que a requalificação do rio e das suas margens não depende da vontade e dos esforços de um pequeno grupo de cidadãos. Quem detém o poder de agir, de aceder a financiamentos, de elaborar planos de intervenção, é que poderá dar os passos decisivos", salienta o documento.
...
Historicamente, o rio Tinto é referido como um dos lugares onde se travaram combates nas guerras que opunham cristãos e árabes no início da nacionalidade portuguesa.
Nos primórdios do século X, quando o conde Hermenegildo Gonçalves era governador do Condado Portucalense, o califa Abdelramam III, Emir de Córdova, fez uma violenta investida sobre esta região, numa tentativa de conquistar o Porto.
Na sequência dessa movimentação militar, em 824, o rei Ordonho II, da Galiza e Leão, veio em socorro do seu sogro, o conde Hermenegildo, e conseguiu afastar os mouros, perseguindo-os para longe da cidade.
A batalha mais sangrenta foi travada junto a um ribeiro de águas límpidas, rezando a lenda, que o sangue derramado pelos combatentes tingiu a água do curso de água, que passou a ser conhecido como rio Tinto.
FR.
Lusa/fim
...
Num comunicado hoje enviado à Lusa, recordam que o objectivo deste movimento, criado em Abril de 2006, é "devolver ao rio Tinto a imagem que já teve", ou seja, "um rio de águas transparentes, com peixes, onde se podia tomar banho e com margens limpas e convidativas para momentos de agradável lazer".
"Temos consciência de que a requalificação do rio e das suas margens não depende da vontade e dos esforços de um pequeno grupo de cidadãos. Quem detém o poder de agir, de aceder a financiamentos, de elaborar planos de intervenção, é que poderá dar os passos decisivos", salienta o documento.
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Historicamente, o rio Tinto é referido como um dos lugares onde se travaram combates nas guerras que opunham cristãos e árabes no início da nacionalidade portuguesa.
Nos primórdios do século X, quando o conde Hermenegildo Gonçalves era governador do Condado Portucalense, o califa Abdelramam III, Emir de Córdova, fez uma violenta investida sobre esta região, numa tentativa de conquistar o Porto.
Na sequência dessa movimentação militar, em 824, o rei Ordonho II, da Galiza e Leão, veio em socorro do seu sogro, o conde Hermenegildo, e conseguiu afastar os mouros, perseguindo-os para longe da cidade.
A batalha mais sangrenta foi travada junto a um ribeiro de águas límpidas, rezando a lenda, que o sangue derramado pelos combatentes tingiu a água do curso de água, que passou a ser conhecido como rio Tinto.
FR.
Lusa/fim
Segurança: Criminalidade grupal aumenta 35% e delinquência juvenil desce 43,7% em 2008 - MAI
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9539782.html
09 de Abril de 2009, 21:09
Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A criminalidade grupal aumentou 35 por cento em 2008, face a 2007, enquanto a delinquência juvenil desceu 43,7 por cento em igual período, revelam dados hoje fornecidos à Lusa pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
Os dados indicam que a delinquência juvenil (actos criminosos praticados por menores de 16 anos) "registou um decréscimo, no ano de 2008, relativamente ao ano de 2007, de 43,7 por cento", passando de 4.440 participações para 2.510.
Em contraste, a criminalidade grupal (actos criminosos praticados por três ou mais pessoas) teve, em 2008, "um aumento de 35 por cento", passando de 7.054 casos, em 2007, para 9.522, no ano passado.
O MAI refere que "estes números já estavam incluídos nos números gerais do Relatório Anual de Segurança Interna de 2008, embora não estivessem apresentados discriminadamente".
O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008, divulgado em Março, indica um aumento da criminalidade grave e violenta de 10,8 por cento e uma subida da criminalidade geral de 7,5 por cento face a 2007.
FC/MP.
Lusa/Fim
09 de Abril de 2009, 21:09
Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A criminalidade grupal aumentou 35 por cento em 2008, face a 2007, enquanto a delinquência juvenil desceu 43,7 por cento em igual período, revelam dados hoje fornecidos à Lusa pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
Os dados indicam que a delinquência juvenil (actos criminosos praticados por menores de 16 anos) "registou um decréscimo, no ano de 2008, relativamente ao ano de 2007, de 43,7 por cento", passando de 4.440 participações para 2.510.
Em contraste, a criminalidade grupal (actos criminosos praticados por três ou mais pessoas) teve, em 2008, "um aumento de 35 por cento", passando de 7.054 casos, em 2007, para 9.522, no ano passado.
O MAI refere que "estes números já estavam incluídos nos números gerais do Relatório Anual de Segurança Interna de 2008, embora não estivessem apresentados discriminadamente".
O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008, divulgado em Março, indica um aumento da criminalidade grave e violenta de 10,8 por cento e uma subida da criminalidade geral de 7,5 por cento face a 2007.
FC/MP.
Lusa/Fim
Porto: Sindicato da Construção diz que há seis mil casas em risco, responsabiliza Rui Rio por eventuais acidentes
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9541195.html
...
Albano Ribeiro disse que a cidade do Porto "tem mais edifícios degradados do que Lisboa", salientando que a aposta da reabilitação destes prédios pode ser uma solução para combater o desemprego no sector da construção civil.
"A situação é preocupante. Temos 39 mil desempregados no sector e mais 20 mil podem ficar sem emprego a curto prazo", alertou.~
...
Lusa
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Albano Ribeiro disse que a cidade do Porto "tem mais edifícios degradados do que Lisboa", salientando que a aposta da reabilitação destes prédios pode ser uma solução para combater o desemprego no sector da construção civil.
"A situação é preocupante. Temos 39 mil desempregados no sector e mais 20 mil podem ficar sem emprego a curto prazo", alertou.~
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Lusa
Brasil: ... substituem moeda nacional e ajudam comunidades pobres
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9539885.html
...
De acordo com o coordenador-geral do projecto de bancos comunitários do Ministério do Trabalho e Emprego, Haroldo Mendonça, a experiência que atinge sete estados brasileiros surgiu há 11 anos no bairro Palmeiras, na periferia de Fortaleza, com a criação de uma moeda local, a palma.
O sucesso do projecto levou o Governo Lula a difundir, a partir de 2005, a metodologia dos bancos comunitários, uma ferramenta eficaz de desenvolvimento local.
"Os bancos comunitários não visam ao lucro e funcionam como um muro para o dinheiro não sair da comunidade. Por detrás desta iniciativa, há a intenção de realizar o desenvolvimento local e recuperar a economia de comunidades empobrecidas. É muito mais que a experiência de Bangladesh de microcréditos", destacou Mendonça à Lusa.
...
Lusa
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De acordo com o coordenador-geral do projecto de bancos comunitários do Ministério do Trabalho e Emprego, Haroldo Mendonça, a experiência que atinge sete estados brasileiros surgiu há 11 anos no bairro Palmeiras, na periferia de Fortaleza, com a criação de uma moeda local, a palma.
O sucesso do projecto levou o Governo Lula a difundir, a partir de 2005, a metodologia dos bancos comunitários, uma ferramenta eficaz de desenvolvimento local.
"Os bancos comunitários não visam ao lucro e funcionam como um muro para o dinheiro não sair da comunidade. Por detrás desta iniciativa, há a intenção de realizar o desenvolvimento local e recuperar a economia de comunidades empobrecidas. É muito mais que a experiência de Bangladesh de microcréditos", destacou Mendonça à Lusa.
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Lusa
Promoções profissionais fazem mal à saúde
As promoções no trabalho aumentam o stress mental e tiram tempo aos felizes contemplados para irem a consultas médicas, segundo a conclusão de um estudo realizado por economistas e psicólogos de uma universidade britânica.
Os investigadores da Universidade de Warwick, no centro do Reino Unido, constataram que uma promoção profissional provoca mais 10 por cento de stress e reduz em 20 por cento o tempo para ir ao médico. A equipa quis saber se uma melhoria do estatuto profissional tornaria as pessoas mais felizes e saudáveis, em consequência da melhoria da auto-estima pessoal. Utilizando dados recolhidos no Reino Unido de uma amostra de mil indivíduos promovidos no seu trabalho entre 1991 e 2005, os investigadores não comprovaram essa hipótese e, antes pelo contrário, observaram uma maior pressão psicológica nas suas cobaias. «Obter uma promoção no trabalho não é tão fantástico como se poderia julgar», afirmou Chris Boyce, um dos autores do estudo.
«As nossas investigações mostram que a saúde mental dos chefes se deteriora tipicamente depois de serem promovidos e de um modo que vai além do curto prazo», disse.
Por outro lado, sublinhou, «não há sinais de melhoria da saúde, além de que diminui as visitas aos consultórios médicos, o que deve ser mais motivo de preocupação do que de celebração». Estas conclusões contrariam a ideia generalizada de que a melhoria de estatuto, através de uma promoção, resultaria directamente numa melhoria da saúde da pessoa, devido a um sentido acrescido de controlo da vida e de auto-estima.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Marcelo modera "Fórum Portugal de Verdade" em Aveiro sobre educação
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9530479.html
07 de Abril de 2009
Lisboa, 07 Abr (Lusa) -- O ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa vai moderar a próxima sessão do "Fórum Portugal de Verdade", que está marcada para 16 de Abril, em Aveiro, e terá como tema a educação.
No debate vão participar o matemático e professor universitário Nuno Crato, o ex-dirigente do PSD e antigo secretário de Estado da Educação José Manuel Canavarro e a professora do ensino secundário Natividade Correia.
A sessão de Aveiro, que terá como tema "Educação: pela exigência, o mérito e o direito de escolha", será a sexta do "Fórum Portugal de Verdade".
A iniciativa foi anunciada em Fevereiro pela presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, como um "fórum aberto a todos os protagonistas, à diversidade de pensamento, à opinião livre, a soluções inovadoras e de ruptura".
Já se realizaram sessões do "Fórum Portugal de Verdade" em Lisboa, sobre pobreza, em Setúbal, sobre segurança, em Coimbra, sobre saúde, no Porto, sobre desemprego, e em Braga, sobre pequenas e médias empresas.
07 de Abril de 2009
Lisboa, 07 Abr (Lusa) -- O ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa vai moderar a próxima sessão do "Fórum Portugal de Verdade", que está marcada para 16 de Abril, em Aveiro, e terá como tema a educação.
No debate vão participar o matemático e professor universitário Nuno Crato, o ex-dirigente do PSD e antigo secretário de Estado da Educação José Manuel Canavarro e a professora do ensino secundário Natividade Correia.
A sessão de Aveiro, que terá como tema "Educação: pela exigência, o mérito e o direito de escolha", será a sexta do "Fórum Portugal de Verdade".
A iniciativa foi anunciada em Fevereiro pela presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, como um "fórum aberto a todos os protagonistas, à diversidade de pensamento, à opinião livre, a soluções inovadoras e de ruptura".
Já se realizaram sessões do "Fórum Portugal de Verdade" em Lisboa, sobre pobreza, em Setúbal, sobre segurança, em Coimbra, sobre saúde, no Porto, sobre desemprego, e em Braga, sobre pequenas e médias empresas.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Código da Estrada: quem paga multas pode contestar

Sentido das Letras 4/7/2009
O Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucional uma norma do Código da Estrada que impedia a contestação a quem pagasse a multa voluntariamente.
Segundo o Tribunal Constitucional, o pagamento voluntário da coima «impedia o arguido de, na impugnação judicial da decisão administrativa que aplicasse a sanção acessória de inibição de conduzir, questionar não só a correcção da qualificação jurídica dos factos, mas a própria verificação dos factos e mesmo a ocorrência de vícios de vontade que tivessem inquinado a decisão de proceder ao pagamento voluntário da coima».
Segundo o TC, esta norma é inconstitucional, uma vez que, ao condutor que paga voluntariamente a coima, «não é consentido, na fase de impugnação judicial da decisão administrativa que aplicou a sanção acessória de inibição de conduzir, discutir a existência da infracção». E neste sentido, considera que este critério normativo «violava o direito dos cidadãos de acesso aos tribunais para tutela efectiva dos seus direitos e interesses legalmente reconhecidos».
Recorde-se que o artigo 175 do Código da Estrada de 2005 refere que «o pagamento voluntário da coima não impede o arguido de apresentar a sua defesa, restrita à gravidade da infracção e à sanção acessória aplicável».
O Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucional uma norma do Código da Estrada que impedia a contestação a quem pagasse a multa voluntariamente.
Segundo o Tribunal Constitucional, o pagamento voluntário da coima «impedia o arguido de, na impugnação judicial da decisão administrativa que aplicasse a sanção acessória de inibição de conduzir, questionar não só a correcção da qualificação jurídica dos factos, mas a própria verificação dos factos e mesmo a ocorrência de vícios de vontade que tivessem inquinado a decisão de proceder ao pagamento voluntário da coima».
Segundo o TC, esta norma é inconstitucional, uma vez que, ao condutor que paga voluntariamente a coima, «não é consentido, na fase de impugnação judicial da decisão administrativa que aplicou a sanção acessória de inibição de conduzir, discutir a existência da infracção». E neste sentido, considera que este critério normativo «violava o direito dos cidadãos de acesso aos tribunais para tutela efectiva dos seus direitos e interesses legalmente reconhecidos».
Recorde-se que o artigo 175 do Código da Estrada de 2005 refere que «o pagamento voluntário da coima não impede o arguido de apresentar a sua defesa, restrita à gravidade da infracção e à sanção acessória aplicável».
Unesco vai lançar a Biblioteca Digital Mundial

Sentido das Letras, 2009.04.06
A partir do próximo dia 21, o site irá disponibilizar gratuitamente um vasto acervo de livros e documentos, procedentes de bibliotecas de todo o mundo. A Biblioteca Digital Mundial funcionará em sete idiomas, incluindo o português.
A Biblioteca Digital Mundial, um site que irá oferecer gratuitamente um acervo excepcional de livros, manuscritos e documentos sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo, será lançada no próximo dia 21, na sede da Unesco, em Paris.
O site da Biblioteca Digital Mundial funcionará em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo).
A partir do próximo dia 21, o site irá disponibilizar gratuitamente um vasto acervo de livros e documentos, procedentes de bibliotecas de todo o mundo. A Biblioteca Digital Mundial funcionará em sete idiomas, incluindo o português.
A Biblioteca Digital Mundial, um site que irá oferecer gratuitamente um acervo excepcional de livros, manuscritos e documentos sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo, será lançada no próximo dia 21, na sede da Unesco, em Paris.
O site da Biblioteca Digital Mundial funcionará em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo).
domingo, 5 de abril de 2009
Durão Barroso pede a Obama esforço para acordo sobre emissões CO2
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1192341
JN 2009.04.05
O presidente da Comissão Europeia pediu, este domingo, ao presidente dos Estados Unidos um esforço na luta contra a mudança climática, com vista a obter um acordo sobre as emissões de CO2.
Durão Barroso e Obama mantiveram esta manhã um encontro em Praga antes do início da cimeira informal dos "27" com o presidente norte-americano, organizada pela presidência rotativa checa.
A entrevista visou analisar a estratégia da UE para combater a mudança climática, a política energética e as negociações para completar a ronda de Doha para a liberalização do comércio mundial, segundo indicaram fontes comunitárias.
No que respeita à questão ambiental, que é uma das prioridades da União Europeia na relação com a nova Administração norte-americana, os dois mandatários concluíram existir uma "tendência de convergência" entre Bruxelas e Washington.
As fontes advertiram, no entanto, que ainda há muito por fazer para garantir que na conferência da ONU em Copenhaga, no mês de Dezembro, seja obtido um claro objectivo de corte das emissões de CO2 para além de 2012, quando expirar o Protocolo de Kioto.
JN 2009.04.05
O presidente da Comissão Europeia pediu, este domingo, ao presidente dos Estados Unidos um esforço na luta contra a mudança climática, com vista a obter um acordo sobre as emissões de CO2.
Durão Barroso e Obama mantiveram esta manhã um encontro em Praga antes do início da cimeira informal dos "27" com o presidente norte-americano, organizada pela presidência rotativa checa.
A entrevista visou analisar a estratégia da UE para combater a mudança climática, a política energética e as negociações para completar a ronda de Doha para a liberalização do comércio mundial, segundo indicaram fontes comunitárias.
No que respeita à questão ambiental, que é uma das prioridades da União Europeia na relação com a nova Administração norte-americana, os dois mandatários concluíram existir uma "tendência de convergência" entre Bruxelas e Washington.
As fontes advertiram, no entanto, que ainda há muito por fazer para garantir que na conferência da ONU em Copenhaga, no mês de Dezembro, seja obtido um claro objectivo de corte das emissões de CO2 para além de 2012, quando expirar o Protocolo de Kioto.
Afinal, navegar na net prejudica o trabalho ou aumenta a produtividade?
http://keromais.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=15693906
Expresso 2009.04.03
Há quem apelide o fenómeno de “cibervadiagem”, perspectiva certamente defendida pelos patrões a quem nada agrada que os colaboradores vagueiem pela Web em pleno local de trabalho. Mas um investigador australiano garante que uma breve pausa para ler notícias ou ver um vídeo pode aumentar a produtividade profissional.
O estudo é da Universidade de Melbourne e revela que quem usa a Internet no local de trabalho por motivações pessoais produz mais 9% do que não tem o hábito de o fazer, conta o site do semanário “Expresso”.
A conclusão pode revelar-se surpreendente para os mais cépticos mas certamente que quem costuma praticar a tal “cibervadiagem” compreende os argumentos que a sustentam. Diz o autor da investigação, Brent Coker, que navegar na Internet durante o trabalho é uma boa forma de espairecer e uma excelente estratégia para descansar a cabeça e recuperar a atenção, o que tem reflexos na produtividade.
O autor deste estudo lembra, a propósito, os grandes investimentos que algumas empresas fazem em software apropriado para bloquear o acesso a determinados sites, nomeadamente de páginas de redes sociais, de conversação online e de partilha de vídeos. Investimentos esses que, nesta perspectiva, acabam por tornar-se desnecessários.
De acordo o site supra referido, o estudo efectuado pela universidades australiana foi feito junto de 300 trabalhadores, 70% dos quais reconheceram que fazem breves pausas nos seus trabalhos, correspondentes a menos de 20% de uma jornada laboral, com o objectivo de procurar informação sobre produtos, ler notícias jogar ou assistir a vídeos.
Expresso 2009.04.03
Há quem apelide o fenómeno de “cibervadiagem”, perspectiva certamente defendida pelos patrões a quem nada agrada que os colaboradores vagueiem pela Web em pleno local de trabalho. Mas um investigador australiano garante que uma breve pausa para ler notícias ou ver um vídeo pode aumentar a produtividade profissional.
O estudo é da Universidade de Melbourne e revela que quem usa a Internet no local de trabalho por motivações pessoais produz mais 9% do que não tem o hábito de o fazer, conta o site do semanário “Expresso”.
A conclusão pode revelar-se surpreendente para os mais cépticos mas certamente que quem costuma praticar a tal “cibervadiagem” compreende os argumentos que a sustentam. Diz o autor da investigação, Brent Coker, que navegar na Internet durante o trabalho é uma boa forma de espairecer e uma excelente estratégia para descansar a cabeça e recuperar a atenção, o que tem reflexos na produtividade.
O autor deste estudo lembra, a propósito, os grandes investimentos que algumas empresas fazem em software apropriado para bloquear o acesso a determinados sites, nomeadamente de páginas de redes sociais, de conversação online e de partilha de vídeos. Investimentos esses que, nesta perspectiva, acabam por tornar-se desnecessários.
De acordo o site supra referido, o estudo efectuado pela universidades australiana foi feito junto de 300 trabalhadores, 70% dos quais reconheceram que fazem breves pausas nos seus trabalhos, correspondentes a menos de 20% de uma jornada laboral, com o objectivo de procurar informação sobre produtos, ler notícias jogar ou assistir a vídeos.
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Pólenes são mais agressivos nos grandes centros urbanos
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1189674
JN, 2009-04-03
As formas mais agressivas de polinoses encontram-se curiosamente nos grandes centros urbanos. Segundo o alergologista José Ferraz de Oliveira, do Hospital de S. João, no Porto, a explicação é simples: tem a ver com a poluição. E há vários estudos internacionais que comprovam isso.
"Nota-se que, em regiões de polinização mais acentuada, como os grandes centros urbanos, os efeitos da poluição tornam os pólenes mais agressivos do que os pólenes apanhados no meio do campo", constata.
Isto porque "a poluição destrói parcialmente certas zonas do pólen". "Só assim se pode explicar que existam muitas pessoas nas cidades com formas muito agressivas de polinosos, asmas ou conjuntivites polinosas", acredita.
José Ferraz de Oliveira tem constatado que, em Portugal, "há mais casos de alergia no geral". "E as polinoses não fogem à regra", adianta, ao JN, referindo que as causas mais comuns de alergias em Portugal são aos ácaros, aos fungos e a pêlos de animais.
No que diz respeito às polinoses, a principal causa da alergia são as gramíneas ou fenos. Daí a designação, muitas vezes, de febre dos fenos. Estas são muito frequentes e polinizam em plena Primavera, atingindo o seu pico máximo habitualmente durante os meses de Maio e Junho.
Também são frequentes as reacções à erva parietária ou alfavaca de cobra, que estará nos próximos dias em polinização, segundo o boletim da Sociedade Portuguesa de Alergologia. Quanto aos pólenes de árvores, a oliveira é a principal causa de alergia.
JN, 2009-04-03
As formas mais agressivas de polinoses encontram-se curiosamente nos grandes centros urbanos. Segundo o alergologista José Ferraz de Oliveira, do Hospital de S. João, no Porto, a explicação é simples: tem a ver com a poluição. E há vários estudos internacionais que comprovam isso.
"Nota-se que, em regiões de polinização mais acentuada, como os grandes centros urbanos, os efeitos da poluição tornam os pólenes mais agressivos do que os pólenes apanhados no meio do campo", constata.
Isto porque "a poluição destrói parcialmente certas zonas do pólen". "Só assim se pode explicar que existam muitas pessoas nas cidades com formas muito agressivas de polinosos, asmas ou conjuntivites polinosas", acredita.
José Ferraz de Oliveira tem constatado que, em Portugal, "há mais casos de alergia no geral". "E as polinoses não fogem à regra", adianta, ao JN, referindo que as causas mais comuns de alergias em Portugal são aos ácaros, aos fungos e a pêlos de animais.
No que diz respeito às polinoses, a principal causa da alergia são as gramíneas ou fenos. Daí a designação, muitas vezes, de febre dos fenos. Estas são muito frequentes e polinizam em plena Primavera, atingindo o seu pico máximo habitualmente durante os meses de Maio e Junho.
Também são frequentes as reacções à erva parietária ou alfavaca de cobra, que estará nos próximos dias em polinização, segundo o boletim da Sociedade Portuguesa de Alergologia. Quanto aos pólenes de árvores, a oliveira é a principal causa de alergia.
Parlamento Europeu aprova pacote de combate às alterações climáticas
TSF, 2008.12.17
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1060193&tag=Altera%E7%F5es%20clim%E1ticas
O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, em Estrasburgo o pacote de combate às alterações climáticas acordado na semana passada em Bruxelas entre os chefes de Estado e de Governo da União Europeia.
Depois do consenso encontrado entre os líderes europeus, só faltava o aval do Parlamento Europeu para que a UE adoptasse o pacote energético e de combate às alterações climáticas.
O pacote tem como objectivo reduzir em 20 por cento as emissões de gases com efeito de estufa, alcançar 20 por cento de quota-parte das energias renováveis no consumo de energia e aumentar em 20 por cento da eficiência energética até 2020.
O pacote fixa também uma meta de 10 por cento de energias renováveis no sector dos transportes até essa data.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1060193&tag=Altera%E7%F5es%20clim%E1ticas
O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, em Estrasburgo o pacote de combate às alterações climáticas acordado na semana passada em Bruxelas entre os chefes de Estado e de Governo da União Europeia.
Depois do consenso encontrado entre os líderes europeus, só faltava o aval do Parlamento Europeu para que a UE adoptasse o pacote energético e de combate às alterações climáticas.
O pacote tem como objectivo reduzir em 20 por cento as emissões de gases com efeito de estufa, alcançar 20 por cento de quota-parte das energias renováveis no consumo de energia e aumentar em 20 por cento da eficiência energética até 2020.
O pacote fixa também uma meta de 10 por cento de energias renováveis no sector dos transportes até essa data.
sábado, 4 de abril de 2009
Descoberta fissura na ligação de placa gigante de gelo à Antártida
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1192088
TSF, 2009.04.04
Foi descoberta uma pequena ruptura na ligação de uma placa gigante de gelo à Antártida, o que, segundo os cientistas, pode anunciar um colapso maior. Para os especialistas, esta fissura é uma consequência directa do aquecimento global.
Os cientistas descobriram, este sábado, através de imagens de satélite, que a ligação entre a placa de gelo, que tem a dimensão da Jamaica, e o maciço da Antártica tem uma pequena ruptura.
Os mesmos cientistas garantem que há dois dias não havia qualquer sinal de fissura e alertam que a placa gigante poderá em breve ficar à deriva, pelo facto de o gelo ter estalado.
Há 60 anos, a ponte de ligação tinha 100 quilómetros de largura, mas actualmente não ultrapassa os 40 quilómetros.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1191623&tag=Altera%E7%F5es%20clim%E1ticas
Gelo da Antártida está a derreter mais depressa do que se pensava
TSF, 2009.04.04
O Instituto Geológico dos Estados Unidos revelou que as alterações climáticas registadas no planeta estão a derreter os glaciares antárcticos muito mais rápido do que se pensava, tendo-se verificado o desaparecimento de uma plataforma de gelo inteira.
Segundo o instituto norte-americano, as últimas imagens de satélite mostraram que pelo menos uma das enormes plataformas de gelo da região desapareceu totalmente e outra perdeu 13 fragmentos com a superfície de cerca de 8.500 quilómetros quadrados.
Apesar de já se saber a plataforma Wordie estava em retracção, a análise das imagens revelou, pela primeira vez, que esta «desapareceu completamente», indicou o instituto.
Além disso, acrescentou, confirmou-se que parte da plataforma Larsen já não existe.
«Esta análise proporciona o primeiro cenário detalhado das mudanças registadas nos glaciares e no gelo das costas da Antártida», explicou o secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar.
«O rápido desaparecimento dos glaciares demonstra, uma vez mais, as consequências profundas que as alterações climáticas estão a registar no nosso planeta e que estão a ser mais rápidas do que se pensava», acrescentou.
«Esta continuada e contínua redução dos glaciares é uma chamada de atenção às mudanças que estão a ocorrer e para as quais é necessário estarmos preparados», alertou a especialista em glaciares do Instituto Geológico Jane Ferrigno.
«A Antártida tem um interesse especial porque contém cerca de 91 por cento de todos os glaciares da Terra e uma alteração em qualquer parte da plataforma de gelo pode significar grandes perigos para a sociedade», disse.
O anúncio de hoje foi feito dois dias antes de se celebrar em Washington o 50º aniversário do Tratado Antárctico, com um encontro dos países que subscreveram o acordo, e que será encabeçado pela secretária de estado norte-americana Hillary Clinton.
TSF, 2009.04.04
Foi descoberta uma pequena ruptura na ligação de uma placa gigante de gelo à Antártida, o que, segundo os cientistas, pode anunciar um colapso maior. Para os especialistas, esta fissura é uma consequência directa do aquecimento global.
Os cientistas descobriram, este sábado, através de imagens de satélite, que a ligação entre a placa de gelo, que tem a dimensão da Jamaica, e o maciço da Antártica tem uma pequena ruptura.
Os mesmos cientistas garantem que há dois dias não havia qualquer sinal de fissura e alertam que a placa gigante poderá em breve ficar à deriva, pelo facto de o gelo ter estalado.
Há 60 anos, a ponte de ligação tinha 100 quilómetros de largura, mas actualmente não ultrapassa os 40 quilómetros.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1191623&tag=Altera%E7%F5es%20clim%E1ticas
Gelo da Antártida está a derreter mais depressa do que se pensava
TSF, 2009.04.04
O Instituto Geológico dos Estados Unidos revelou que as alterações climáticas registadas no planeta estão a derreter os glaciares antárcticos muito mais rápido do que se pensava, tendo-se verificado o desaparecimento de uma plataforma de gelo inteira.
Segundo o instituto norte-americano, as últimas imagens de satélite mostraram que pelo menos uma das enormes plataformas de gelo da região desapareceu totalmente e outra perdeu 13 fragmentos com a superfície de cerca de 8.500 quilómetros quadrados.
Apesar de já se saber a plataforma Wordie estava em retracção, a análise das imagens revelou, pela primeira vez, que esta «desapareceu completamente», indicou o instituto.
Além disso, acrescentou, confirmou-se que parte da plataforma Larsen já não existe.
«Esta análise proporciona o primeiro cenário detalhado das mudanças registadas nos glaciares e no gelo das costas da Antártida», explicou o secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar.
«O rápido desaparecimento dos glaciares demonstra, uma vez mais, as consequências profundas que as alterações climáticas estão a registar no nosso planeta e que estão a ser mais rápidas do que se pensava», acrescentou.
«Esta continuada e contínua redução dos glaciares é uma chamada de atenção às mudanças que estão a ocorrer e para as quais é necessário estarmos preparados», alertou a especialista em glaciares do Instituto Geológico Jane Ferrigno.
«A Antártida tem um interesse especial porque contém cerca de 91 por cento de todos os glaciares da Terra e uma alteração em qualquer parte da plataforma de gelo pode significar grandes perigos para a sociedade», disse.
O anúncio de hoje foi feito dois dias antes de se celebrar em Washington o 50º aniversário do Tratado Antárctico, com um encontro dos países que subscreveram o acordo, e que será encabeçado pela secretária de estado norte-americana Hillary Clinton.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Porto: Campo Aberto tem lista de espaços verdes em risco
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=381314
A associação ambientalista Campo Aberto divulga sábado a lista dos 50 espaços verdes que necessitam de protecção na região do Grande Porto, culminando um levantamento iniciado em Outubro de 2006, que identificou 113 locais em risco.
«Esta lista inclui zonas muito diversas, grandes e pequenas, serras, quintas, rios e ribeiras», salientou Nuno Quental, da Campo Aberto, especificando que estão incluídas «todas as áreas mais importantes da área metropolitana, por quem há muita gente a lutar há vários anos».
A lista dos espaços verdes em risco, que será apresentada numa cerimónia na sede da Campo Aberto, na baixa portuense, inclui áreas como a Barrinha de Esmoriz, a Serra de Canelas e o Parque Oriental do Porto, mas também a Quinta do Mosteiro de Pedroso, em Gaia, o rio Leça ou a ribeira da Granja.
A campanha '50 Espaços Verdes em Perigo, 50 Espaços Verdes a Preservar' foi lançada em Outubro de 2006, tendo a primeira fase decorrido até 31 de Julho de 2007.
Neste período, os habitantes da Área Metropolitana do Porto apresentaram 113 propostas sobre locais que consideraram estar em perigo e que necessitavam de protecção.
«A participação da população não foi tão grande como gostaríamos, mas, tendo em atenção o nível de participação existente em Portugal, o saldo é positivo«, afirmou Nuno Quental.
No total, foram apresentadas 26 zonas verdes no concelho da Maia, 23 no Porto, 22 em Gaia e 19 em Gondomar.
As restantes estão situadas nos concelhos de Matosinhos (7), Vila do Conde (6), Valongo (4), Espinho (4) e Póvoa de Varzim (2).
A lista completa das propostas apresentadas integrava quintas, vales de rios e ribeiras, jardins privados, campos agrícolas e matas, entre outros espaços verdes existentes na AMP, uma região densamente povoada e cada vez mais urbanizada.
Na fase seguinte, equipas de voluntários visitaram os locais referenciados pela população e elaboraram fichas descritivas detalhadas sobre a sua situação, reunindo informação para ajudar na escolha dos 50 finalistas.
A selecção final foi feita com base na opinião manifestada pelos grupos de trabalho criados pela Campo Aberto, envolvendo autarquias, empresas, universidades e organizações ambientalistas.
Depois da divulgação dos 50 locais escolhidos, a Campo Aberto pretende sensibilizar as autarquias envolvidas para a necessidade da sua preservação.
»Vamos contactar as câmaras municipais porque pretendemos que nos autorizem a apresentar as questões relacionadas com os respectivos municípios numa reunião da Assembleia Municipal ou do executivo camarário«, afirmou o dirigente ambientalista.
Em paralelo com esta iniciativa junto das autarquias, será também editada uma brochura com textos e imagens dos 50 locais verdes que necessitam de protecção na zona do Grande Porto.
A cerimónia de divulgação da lista dos 50 espaços verdes que necessitam de protecção incluirá um debate sobre a protecção do ambiente na Área Metropolitana do Porto.
A associação ambientalista Campo Aberto divulga sábado a lista dos 50 espaços verdes que necessitam de protecção na região do Grande Porto, culminando um levantamento iniciado em Outubro de 2006, que identificou 113 locais em risco.
«Esta lista inclui zonas muito diversas, grandes e pequenas, serras, quintas, rios e ribeiras», salientou Nuno Quental, da Campo Aberto, especificando que estão incluídas «todas as áreas mais importantes da área metropolitana, por quem há muita gente a lutar há vários anos».
A lista dos espaços verdes em risco, que será apresentada numa cerimónia na sede da Campo Aberto, na baixa portuense, inclui áreas como a Barrinha de Esmoriz, a Serra de Canelas e o Parque Oriental do Porto, mas também a Quinta do Mosteiro de Pedroso, em Gaia, o rio Leça ou a ribeira da Granja.
A campanha '50 Espaços Verdes em Perigo, 50 Espaços Verdes a Preservar' foi lançada em Outubro de 2006, tendo a primeira fase decorrido até 31 de Julho de 2007.
Neste período, os habitantes da Área Metropolitana do Porto apresentaram 113 propostas sobre locais que consideraram estar em perigo e que necessitavam de protecção.
«A participação da população não foi tão grande como gostaríamos, mas, tendo em atenção o nível de participação existente em Portugal, o saldo é positivo«, afirmou Nuno Quental.
No total, foram apresentadas 26 zonas verdes no concelho da Maia, 23 no Porto, 22 em Gaia e 19 em Gondomar.
As restantes estão situadas nos concelhos de Matosinhos (7), Vila do Conde (6), Valongo (4), Espinho (4) e Póvoa de Varzim (2).
A lista completa das propostas apresentadas integrava quintas, vales de rios e ribeiras, jardins privados, campos agrícolas e matas, entre outros espaços verdes existentes na AMP, uma região densamente povoada e cada vez mais urbanizada.
Na fase seguinte, equipas de voluntários visitaram os locais referenciados pela população e elaboraram fichas descritivas detalhadas sobre a sua situação, reunindo informação para ajudar na escolha dos 50 finalistas.
A selecção final foi feita com base na opinião manifestada pelos grupos de trabalho criados pela Campo Aberto, envolvendo autarquias, empresas, universidades e organizações ambientalistas.
Depois da divulgação dos 50 locais escolhidos, a Campo Aberto pretende sensibilizar as autarquias envolvidas para a necessidade da sua preservação.
»Vamos contactar as câmaras municipais porque pretendemos que nos autorizem a apresentar as questões relacionadas com os respectivos municípios numa reunião da Assembleia Municipal ou do executivo camarário«, afirmou o dirigente ambientalista.
Em paralelo com esta iniciativa junto das autarquias, será também editada uma brochura com textos e imagens dos 50 locais verdes que necessitam de protecção na zona do Grande Porto.
A cerimónia de divulgação da lista dos 50 espaços verdes que necessitam de protecção incluirá um debate sobre a protecção do ambiente na Área Metropolitana do Porto.
Ria Formosa - Resíduos vão ser retirados

http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=282468
Ria Formosa
03-04-2009 7:20
Trabalhadores começaram a retirar 800 toneladas de resíduos
Ria Formosa
03-04-2009 7:20
Trabalhadores começaram a retirar 800 toneladas de resíduos
A Sociedade Polis Ria Formosa iniciou a limpeza de mais de 800 toneladas de resíduos ali acumulados há décadas, retirando o entulho das áreas navegáveis e margens junto à Ilha da Culatra.
Eliminar a poluição é um dos objectivos da empreitada, orçada em 728 mil euros e que visa retirar das ilhas-barreira e parte continental da ria embarcações velhas, entulho, artes de pesca degradas e outros resíduos.
Eliminar a poluição é um dos objectivos da empreitada, orçada em 728 mil euros e que visa retirar das ilhas-barreira e parte continental da ria embarcações velhas, entulho, artes de pesca degradas e outros resíduos.
...
O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
Não mais que o teu dedo

Imagem da Sra. da Graça,
Mosteiro de S. Pedro, Cête.
NÃO MAIS QUE O TEU DEDO,
SENHORA DA GRAÇA
Há um sol, mãe
em cada olhar teu.
Com a curva do braço
redondeias o espaço
asperges a luz
que te nasce de dentro
e por um momento
o mundo é um regaço
onde os filhos são flores.
Para os meus temores
alcanço teu dedo,
seguro rochedo
que eleva do chão
e cuida do medo.
Com a outra mão
tomas o meu pulso,
inquieta quietude
suspensa dos olhos
e do coração.
És formosa, mãe
e esse teu jeito
de apertar-me ao peito
é feito de graça.
Nenhuma ameaça
ou negra amargura
pode separar-me
da tua ternura.
Sempre, mãe, contigo
estarei assim:
olhar com olhar,
mão na tua mão.
E quando no fim
a vida entregar
seja o teu Filho
porta e guardião
oceano de bem
morada de luz
eterno Amen!
Nuno Higino
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ambiente: CCDRN assina protocolos com 33 entidades para melhorar qualidade do ar no Norte do país
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9505672.html
01 de Abril de 2009, 17:21
Porto, 01 Abr (Lusa)
...
Os protocolos, que envolvem 33 entidades públicas e privadas que aderiram ao Programa de Execução de Melhoria da Qualidade do Ar, visam a adopção de medidas que minimizem as emissões de poluentes atmosféricos.
...
Os protocolos prevêem a aplicação de 16 tipos de medidas, apresentadas ao Governo pela CCDRN no início de Fevereiro, tendo em vista melhorar a qualidade do ar na região, abrangendo o tráfego automóvel, a indústria e a combustão residencial.
As medidas integram o Programa de Execução do Plano de Melhoria da Qualidade do Ar, que tem como área de intervenção o Vale do Sousa, o Vale do Ave e o Porto Litoral.
Estas foram as zonas identificadas como aquelas onde se torna mais necessária a aplicação de medidas que minimizem a emissão de partículas em suspensão na atmosfera.
No que se refere ao tráfego automóvel, as medidas incluem a redução da circulação de pesados nos centros urbanos, a limitação da circulação em determinadas artérias e a renovação das frotas de autocarros.
Relativamente à indústria, os objectivos passam pela diminuição de poeiras nas obras de construção civil e a melhoria dos sistemas de despoluição de efluentes gasosos.
Quanto à combustão residencial, as medidas apontam para a certificação de novas lareiras e para o controlo da queima de resíduos.
FR.
Lusa/fim
01 de Abril de 2009, 17:21
Porto, 01 Abr (Lusa)
...
Os protocolos, que envolvem 33 entidades públicas e privadas que aderiram ao Programa de Execução de Melhoria da Qualidade do Ar, visam a adopção de medidas que minimizem as emissões de poluentes atmosféricos.
...
Os protocolos prevêem a aplicação de 16 tipos de medidas, apresentadas ao Governo pela CCDRN no início de Fevereiro, tendo em vista melhorar a qualidade do ar na região, abrangendo o tráfego automóvel, a indústria e a combustão residencial.
As medidas integram o Programa de Execução do Plano de Melhoria da Qualidade do Ar, que tem como área de intervenção o Vale do Sousa, o Vale do Ave e o Porto Litoral.
Estas foram as zonas identificadas como aquelas onde se torna mais necessária a aplicação de medidas que minimizem a emissão de partículas em suspensão na atmosfera.
No que se refere ao tráfego automóvel, as medidas incluem a redução da circulação de pesados nos centros urbanos, a limitação da circulação em determinadas artérias e a renovação das frotas de autocarros.
Relativamente à indústria, os objectivos passam pela diminuição de poeiras nas obras de construção civil e a melhoria dos sistemas de despoluição de efluentes gasosos.
Quanto à combustão residencial, as medidas apontam para a certificação de novas lareiras e para o controlo da queima de resíduos.
FR.
Lusa/fim
Protecção Civil com centro de comando modelar para grandes ocorrências
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9506725.html
01 de Abril de 2009, 20:41
Lisboa, 01 Abr (Lusa) - A Autoridade Nacional de Protecção Civil dispõe de um Centro Táctico de Comando (CETAC), orçado em cerca de um milhão de euros, para ser utilizado em ocorrências de longa duração, dimensão e complexidade, como sismos e incêndios.
O CETAC, que hoje foi apresentado publicamente por ocasião do segundo aniversário da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), é um centro de comando "avançado, autónomo e modelar", composto por sete veículos e nove tendas e que pode ser "rapidamente instalado" em qualquer ponto do território continental.
...
O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, disse aos jornalistas que Portugal precisa de um centro de comando avançado com a dimensão do CETAC, tendo em conta o risco sísmico.
...
CMP.
Lusa/Fim
01 de Abril de 2009, 20:41
Lisboa, 01 Abr (Lusa) - A Autoridade Nacional de Protecção Civil dispõe de um Centro Táctico de Comando (CETAC), orçado em cerca de um milhão de euros, para ser utilizado em ocorrências de longa duração, dimensão e complexidade, como sismos e incêndios.
O CETAC, que hoje foi apresentado publicamente por ocasião do segundo aniversário da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), é um centro de comando "avançado, autónomo e modelar", composto por sete veículos e nove tendas e que pode ser "rapidamente instalado" em qualquer ponto do território continental.
...
O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, disse aos jornalistas que Portugal precisa de um centro de comando avançado com a dimensão do CETAC, tendo em conta o risco sísmico.
...
CMP.
Lusa/Fim
G20: Planos de relançamento ocidentais são insuficientes para proteger o clima - WWF
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9507062.html
02 de Abril de 2009, 00:00
Bona, Alemanha, 01 Abr (Lusa) - Os planos de relançamento económico de cinco países ocidentais - Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Itália - são pouco ambiciosos para a protecção do clima, revela um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgado por ocasião do G20.
A Alemanha e os Estados Unidos dedicam, respectivamente, 15 e 7,5 por cento do total dos seis investimentos a projectos verdes, a França 6 por cento e a Itália surge como o "pior aluno", com investimentos "negativos" de 6 por cento, segundo as conclusões do Fundo Mundial para a natureza (WWF, siglas em inglês), associado à GermanWatch e à ONG europeia E3G.
O estudo faz a distinção entre "investimentos positivos", favoráveis ao clima (energia renovável, edifícios económicos em energia) e "investimentos negativos" (estradas, energias fósseis...).
"No melhor dos casos, os investimentos verdes dos planos de relançamento são da ordem de 0,5 por cento do PIB para a Alemanha, ou para os Estados Unidos", explica Damien Demailly, à margem das negociações em Bona de um novo acordo climático mundial.
"Publicamos este estudo por ocasião do G20: certamente vai falar-se pouco do clima, mas os planos de relançamento, que estarão no cerne do assunto, dizem directamente respeito à luta contra as alterações climáticas".
No seu relatório, actualizado no ano passado, o economista britânico Nicholas Stern aconselha a consagrar dois por cento do PIB por ano à luta contra o aquecimento global, sublinhando que o "preço da inacção" será bem mais elevado.
"Queríamos saber quando e como estes países iam gastar o seu dinheiro", comenta Jan Burck, um dos autores para GermanWatch. "Não encontrámos muitos investimentos verdes, ora, a crise financeira mostra precisamente o que se passa quando não se investe o dinheiro de uma forma duradoura: fica-se numa situação de emergência".
"Agora, esperamos o enquadramento legal destes planos e a sua aplicação: ver-se-á então o que aconteceu com estas somas".
Os autores precisam que, para muitos países, designadamente a China, os planos não puderam ser estudados por falta de dados disponíveis.
TM.
Lusa/Fim
02 de Abril de 2009, 00:00
Bona, Alemanha, 01 Abr (Lusa) - Os planos de relançamento económico de cinco países ocidentais - Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Itália - são pouco ambiciosos para a protecção do clima, revela um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgado por ocasião do G20.
A Alemanha e os Estados Unidos dedicam, respectivamente, 15 e 7,5 por cento do total dos seis investimentos a projectos verdes, a França 6 por cento e a Itália surge como o "pior aluno", com investimentos "negativos" de 6 por cento, segundo as conclusões do Fundo Mundial para a natureza (WWF, siglas em inglês), associado à GermanWatch e à ONG europeia E3G.
O estudo faz a distinção entre "investimentos positivos", favoráveis ao clima (energia renovável, edifícios económicos em energia) e "investimentos negativos" (estradas, energias fósseis...).
"No melhor dos casos, os investimentos verdes dos planos de relançamento são da ordem de 0,5 por cento do PIB para a Alemanha, ou para os Estados Unidos", explica Damien Demailly, à margem das negociações em Bona de um novo acordo climático mundial.
"Publicamos este estudo por ocasião do G20: certamente vai falar-se pouco do clima, mas os planos de relançamento, que estarão no cerne do assunto, dizem directamente respeito à luta contra as alterações climáticas".
No seu relatório, actualizado no ano passado, o economista britânico Nicholas Stern aconselha a consagrar dois por cento do PIB por ano à luta contra o aquecimento global, sublinhando que o "preço da inacção" será bem mais elevado.
"Queríamos saber quando e como estes países iam gastar o seu dinheiro", comenta Jan Burck, um dos autores para GermanWatch. "Não encontrámos muitos investimentos verdes, ora, a crise financeira mostra precisamente o que se passa quando não se investe o dinheiro de uma forma duradoura: fica-se numa situação de emergência".
"Agora, esperamos o enquadramento legal destes planos e a sua aplicação: ver-se-á então o que aconteceu com estas somas".
Os autores precisam que, para muitos países, designadamente a China, os planos não puderam ser estudados por falta de dados disponíveis.
TM.
Lusa/Fim
Ambiente: Governo define regras para gestão e classificação da qualidade das águas balneares
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9510392.html
02 de Abril de 2009, 18:01
Lisboa, 02 Abr (Lusa) - O Governo aprovou hoje o decreto-lei que estabelece o regime de gestão, monitorização e classificação da qualidade das águas balneares, que devem ter, a partir de 2015, a classificação no mínimo de "Aceitável".
...
Através do sítio do INAG, os portugueses passam a ter acesso a informação sobre os resultados da monitorização da qualidade das águas balneares e das medidas especiais tomadas para prevenir riscos para a saúde.
HN.
Lusa/fim
02 de Abril de 2009, 18:01
Lisboa, 02 Abr (Lusa) - O Governo aprovou hoje o decreto-lei que estabelece o regime de gestão, monitorização e classificação da qualidade das águas balneares, que devem ter, a partir de 2015, a classificação no mínimo de "Aceitável".
...
Através do sítio do INAG, os portugueses passam a ter acesso a informação sobre os resultados da monitorização da qualidade das águas balneares e das medidas especiais tomadas para prevenir riscos para a saúde.
HN.
Lusa/fim
Espanhóis demitidos vingam-se com denúncias

http://tvnet.sapo.pt/noticias/detalhes.php?id=41818
Em Espanha os empregados demitidos encontraram uma nova forma de vingança ao denunciarem o uso de software pirata nos antigos locais de trabalho.
Os dados são divulgados pela associação Business Software Alliance (BSA) e dão conta de um cresimento de 27 por cento das denúncias registadas em Fevereiro deste ano em comparação a igual período de 2008.
"Com o aumento do desemprego, os ex-funcionários passaram a denunciar as suas antigas empresas", disse Julián Swan, director de marketing da BSA para Europa, Médio-Oriente e África.
A empresa norte-americana revela que várias empresas instalam produtos sem licença nos computadores para poupar nos gastos.
A lei espanhola prevê penas de até cinco anos de prisão e multas de 200 mil euros para quem use programas piratas.
Etiquetas:
internet e comunicação social,
sociedade
À espera de Cavaco - Paulo Morais

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Paulo%20Morais
JN - 2009.04.01
Um total descrédito invadiu todas as formas de exercício de Poder do Estado português. Os poderes legislativo, executivo e judicial agonizam. O Parlamento, sede do poder legislativo, não cumpre as missões que lhe estão atribuídas pela Constituição. Deveria fiscalizar a actividade governativa, o que não faz, nem de perto nem de longe. O grupo parlamentar do partido do Governo limita-se a aplaudir de forma acrítica o poder dominante e a maioria dos restantes deputados mais não são do que servis e insignificantes funcionários dos directórios partidários.
A Assembleia da República teria ainda de produzir legislação de qualidade, que estruturasse com coerência a vida do país e dos cidadãos. Também aqui falha em toda a linha. A produção legislativa é intensa, extensa e má. Toda e qualquer lei padece de três nefastas características: muitas regras, inúmeras excepções e um ilimitado poder discricionário conferido a quem as aplica. As excepções destinam-se a favorecer os amigos e o poder discricionário é um estímulo à corrupção. Não admira, pois, que Cavaco Silva tenha vindo proclamar que as leis são mal elaboradas, passando assim um atestado de incompetência (merecido!) aos senhores parlamentares.
Mas nem só o Parlamento é alvo das críticas do presidente. Também o Governo, o poder executivo, é visado por Cavaco, que ainda há dias veio afirmar que muita da despesa pública é totalmente irresponsável e nem leva em linha de conta se dela decorrem benefícios e quais. Chegou ao ponto de afirmar que se constrói por aí muita estrada apenas para favorecer os empreiteiros que as adjudicam. Este foi o maior puxão de orelhas que um governo podia levar da parte do presidente, que assim parece acompanhar o povo nas suas lamentações.
Quanto ao terceiro pilar, o sistema judicial, é melhor nem falar! Há uma ineficácia generalizada do sistema, as polícias e as magistraturas sentem-se inúteis, as decisões dos tribunais oscilam entre o decepcionante e o cómico. Quando políticos da estirpe de Avelino Ferreira Torres confiam na justiça, quando Fátima Felgueiras confia na justiça, quem mais nela pode confiar?
O regime está moribundo, em estado pré-comatoso. Asfixiados por um Governo perdulário, um Parlamento incompetente e uma Justiça pouco fiável, os portugueses desesperam. Sabem que a classe política dominante jamais reformará o regime e depositam a sua ténue réstea de esperança numa única figura: a do presidente.
Reg. Urbanização e Edificação do Município de Paredes
Para aceder ao Regulamento carregar no título.
O R.U.E.M.Paredes foi publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 64 — 1 de Abril de 2009 - Reg. nº 140/2009, de 01/04.
Entra em vigôr em 2009/04/16.
Tem anexo um inovador quadro síntese para elaboração de propriedades horizontais, assim como um quadro exemplificativo de aplicação.
Link para o catálogo de objectos do SIG:
http://www.megaupload.com/?d=3FJS76I6
Ferreira arq.
O R.U.E.M.Paredes foi publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 64 — 1 de Abril de 2009 - Reg. nº 140/2009, de 01/04.
Entra em vigôr em 2009/04/16.
Tem anexo um inovador quadro síntese para elaboração de propriedades horizontais, assim como um quadro exemplificativo de aplicação.
Link para o catálogo de objectos do SIG:
http://www.megaupload.com/?d=3FJS76I6
Ferreira arq.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Masdar City - Abu Dabi

--(Para ver o filme da reportagem, carregar no título)--
http://www.elpais.com/articulo/sociedad/petroleo/crea/ciudad/verde/elpepusoc/20090331elpepisoc_5/Tes
EL PETRÓLEO CREA LA CIUDAD VERDE
El emirato de Abu Dabi se prepara para un mundo sin hidrocarburos
A primera vista es sólo otra de las macroobras que salpican el emirato de Abu Dabi, pero la central fotovoltaica que se levanta en una esquina revela que Masdar City será diferente. Sus promotores han anunciado la primera ciudad sin emisiones de CO2, autosuficiente en energía y que reciclará todos los desechos. Su inauguración en 2016 es parte de la transformación de ese emirato petrolero en un centro mundial de investigación y desarrollo de nuevas energías.
Masdar City no emitirá CO2 y reciclará todos sus desechos
El vídeo del plan (http://www.youtube.com/watch?v=yWVsi0UtmgI) muestra una ciudad sin coches, con edificios bajos (no más de cinco pisos), calles peatonales y un innovador sistema de transporte eléctrico. Las casas se apiñan como en una moderna kasbah, de forma que den sombra a las vías públicas y su ubicación cree corrientes de aire. En su interior, la refrigeración se consigue con una versión actualizada de las tradicionales torres de viento, que recogen las brisas del desierto y expulsan el aire caliente.
Resulta difícil imaginar esa visión futurista a las afueras de Abu Dabi. En esa ciudad el modelo es otro. Edificios cada vez más altos, autopistas más amplias y el reinado absoluto del aire acondicionado para combatir los 50 grados que se alcanzan en verano. Pero Abu Dabi no sólo es uno de los primeros productores de gas y petróleo, sino que sus gobernantes están empeñados en “seguir siendo líderes en la producción de energía”. Por eso han asignado 22.000 millones de dólares (unos 17.400 millones de euros) a la Abu Dhabi Future Energy Company (ADFEC, la promotora de Masdar City), y han buscado la cooperación del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) y encargado el proyecto al estudio de Foster + Partners.
De la sinceridad del empeño da cuenta no tanto la inversión económica (Abu Dabi tiene una de las rentas per cápita más altas del mundo, 47.000 euros, el doble que la española), como el esfuerzo por educar a sus jóvenes con una nueva mentalidad respecto a la energía.
En el viaje que ha realizado a España un grupo de alumnas del High College of Technology de Ruwais, además de la Alhambra y Medina Azahara, se ha incluido la visita a una planta de energía solar en Almería. “Los dos aspectos les han resultado muy educativos”, dice Inocenta Sánchez, la responsable académica del viaje. “En buena medida, lo que sus gobernantes tratan de hacer hoy, en Masdar City y en otros proyectos, es lo que se hizo en la Granada de la edad de oro: atraer a los mejores de cada especialidad”, resume.
De hecho, la primera fase del plan gira en torno al Instituto de Investigación Masdar, un centro asociado al MIT cuya inauguración está anunciada para septiembre. Junto a él se levantará una universidad, un centro de innovación y polígonos para atraer a empresas pioneras en nuevas tecnologías. En la segunda fase, se dotará a la nueva ciudad de infraestructuras para que vivan en ella cerca de 50.000 personas.
Ni siquiera la actual coyuntura económica parece frenarles. “La crisis global hace atractiva Masdar City porque es uno de los pocos mercados que no han resultado afectados”, asegura Khaled Awad, el director de ADFEC. En su opinión, el abaratamiento de las materias primas y la falta de oportunidades en otros mercados durante el último año van a bajar los costes del proyecto.
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Posted: 31 Mar 2009 07:24 AM PDT
Etiquetas:
arquitectura,
fotografia,
meio ambiente
Empresas terão de pagar pelos danos ambientais que causarem

Sentido das Letras http://noticias.pt.msn.com/negocios/article.aspx?cp-documentid=15547228
As empresas portuguesas terão de pagar por qualquer dano significativo que causem ao ambiente, na sequência da introdução da Directiva de Responsabilidade Ambiental da União Europeia.
O Decreto-lei 147/2008 de 29 de Julho transpõe para o ordenamento jurídico português a Directiva relativa à responsabilidade ambiental em termos de prevenção e reparação de danos ambientais.
O documento baseia-se nos princípios da “prevenção” e do “poluidor pagador”, o que significa que qualquer operador com uma actividade potencialmente poluidora será obrigado a tomar medidas proactivas para prevenir e, se necessário, remediar qualquer dano ambiental.
Danos causados às espécies e habitats naturais protegidos; danos à água e contaminação do solo através de poluição que criem um risco significativo para a saúde humana são só alguns dos exemplos.
A não adopção de medidas de prevenção e reparação pode constituir actualmente uma contra-ordenação grave ou muito grave.
“O leque de danos ambientais cobertos pelo decreto-lei não se restringe a questões ligadas com poluição, mas inclui qualquer dano causado aos habitats naturais, como por exemplo qualquer prejuízo causado pela actividade de construção”, diz Catarina Fuschini, Coordenadora de Responsabilidades da Marsh em Portugal.
Para assegurar a cobertura das responsabilidades ambientais dos operadores que exercem actividades consideradas de maior risco ambiental, definidas no Anexo III do Decreto-lei, as empresas terão obrigatoriamente que constituir garantias financeiras. A inexistência de garantia financeira obrigatória constitui, no actual quadro legal, uma contra-ordenação muito grave.
“Estas novas formas de responsabilidade ambiental não estão abrangidas por uma apólice de seguro”, diz Catarina Fuschini, “e podem até ser especificamente excluídas dos contratos de seguro. Os custos relativos à mitigação e remediação de danos ambientais podem ser significativos, e torna-se por isso vital para as organizações quantificarem o seu potencial de exposição de risco ambiental e accionarem o apoio de especialistas em seguros ambientais”. As empresas têm a possibilidade de, através de especialistas e análises à sua actividade, determinarem o seu grau de exposição ao risco, de modo a poderem precaver eventuais situações e contextos que aumentem esta exposição e que determinem que a empresa possa ficar mais fragilizada face à introdução da Directiva de Responsabilidade Ambiental da União Europeia.
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