sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JN - LHC descobriu uma nova partícula subatómica

JN 2011.12.22
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2202731

JN - Manuel António Pina - Uma democracia "com falhas"

JN - 2011.12.23
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2202921&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

"Portugal deixou em 2011 de ser uma democracia plena, de acordo com o Índice da Democracia 2011 do Economist Intelligence Unit, que classifica o país como "democracia com falhas". Segundo o serviço de investigação de "The Economist", isso deveu-se, sobretudo, à erosão da soberania associada à crise da zona euro." ...

SOL - Portugal declara o sobreiro 'Árvore Nacional'


SOL 2011.12.22



... "O sobreiro é uma árvore mediterrânica com mais de 60 milhões de anos, ocupa um quarto da superfície florestal portuguesa e é responsável por 10% das exportações nacionais." ...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DE - Horta-Osório: "O meu estilo de liderança vai ter de mudar"


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"Em entrevista ao Financial Times, o CEO português do Lloyds diz que vai tentar convencer os investidores de que está recuperado.
António Horta-Osório quebrou hoje o silêncio desde que foi obrigado a suspender as funções de presidente executivo do Lloyds devido a cansaço induzido por stress, a 2 de Novembro."

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"Além de tentar convencer os investidores de que está recuperado, Horta-Osório terá de provar que as 18 horas diárias durante as semanas que o levaram ao colapso é coisa do passado. Promete "diminuir significativamente" a sua gestão directa no banco. "O meu estilo de liderança vai ter de mudar", disse. "Será menos focada na gestão do dia-a-dia e mais na liderança", precisou."...

SICnotícias - Nuvem de gás em breve engolida por buraco negro no centro da Via Láctea

2011.12.15
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2011/12/15/nuvem-de-gas-em-breve-engolida-por-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

JN - M A Pina - A dança das cadeiras

JN - 2011.12.07

http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2169737&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
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"É certo que Sónia Fertuzinhos, vice-presidente da bancada parlamentar socialista, justifica a indignação do PS com o facto de PSD e CDS terem recentemente feito aprovar uma lei que prevê que os cargos na Administração Pública sejam providos por uma espécie de simulacro de concurso e, antes que a sua própria lei entre em vigor, estarem a apressar-se a meter quantos "boys" podem em tudo o que é Estado (o mais recente bodo foi nas administrações hospitalares e no IEFP e centros regionais da Segurança Social)."
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SIC - Orçamento do Estado 2012: Juízes apelam ao PR para que submeta a Lei do Orçamento do Estado à fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional

"A Associação Sindical dos Juízes Portugueses apelou ao Presidente da República para que suscite a fiscalização preventiva da Lei do Orçamento do Estado para 2012 pelo Tribunal Constitucional, salientando que os subsídios de férias e de Natal são "inalienáveis". "

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"E lembra que as dúvidas sobre a legalidade e constitucionalidade da Lei do Orçamento do Estado de 2012 "são mais que fundadas e têm sido manifestadas por vários quadrantes políticos e universitários".
A ASJP, que já tinha enviado uma carta aos deputados da Assembleia da República, apelando ao seu sentido de responsabilidade nesta matéria, sublinha, porém, que os juízes estão conscientes da situação difícil do país, no âmbito da ajuda financeira externa e dos compromissos assumidos pelo Governo para a redução do défice público, o que a todos exige sacrifícios e sentido patriótico de responsabilidade e solidariedade."
http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/oe2012/2011/12/06/juizes-apelam-ao-pr-para-que-submeta-a-lei-do-orcamento-do-estado-a-fiscalizacao-preventiva-do-tribunal-constitucional

RR - Corrupção já é uma doença crónica no nosso país

RR 2011.12.05 - Paulo Morais
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=41496
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"A corrupção já é uma doença crónica no nosso país. Só na última década, perdemos dez lugares no “ranking”. Os primeiros anos do século XXI surgem assim como os anos mais negros deste nossa jovem democracia. Democracia que, apesar de jovem, já está moribunda. Por causa da corrupção. "

SOL - Choque em cadeia mais caro de sempre envolve oito Ferraris, um Lamborghini e três Mercedes

http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=35504
http://www.jn.pt/multimedia/galeria.aspx?content_id=2167029
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=41553

JN - Notícia do El País "ressuscita" nas redes 6 anos depois

JN 2011.12.05

..."A Internet veio mesmo mudar a forma como se fazem notícias hoje em dia. Dizem muito especialistas na matéria que a verdadeira "vida" de uma notícia agora já não acontece na sua execução, mas quando o jornalista a lança para a Web. Depois de feita e publicada, a notícia é, agora, de todos os que se cruzam com ela, dando-lhe dimensão ou fazendo-a desaparecer por entre as milhares de páginas criadas a todo o instante. A Internet permite, assim, que uma notícia conheça várias "vidas", voltando a ser partilhada e comentada, mesmo muito tempo depois do seu natural "prazo de validade". "
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http://www.jn.pt/blogs/nosnarede/archive/2011/12/05/not-237-cia-do-el-pa-237-s-ganha-nova-vida-nas-redes-6-anos-depois.aspx

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SOL - Governo promete tudo fazer pela autoridade dos professores

SOL - 2011.11.14

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar colocou-se hoje ao lado dos professores na defesa da disciplina na escola e prometeu um novo estatuto do aluno até à primavera para entrar em vigor no próximo ano letivo.

"Aqueles que são professores que saibam que nós lhes reconhecemos autoridade e que tudo faremos para que ela volte a estar na linha da frente das preocupações de todos, pois só assim poderemos dignificar e dar valor social à educação", disse João Casanova de Almeida, em Lisboa, durante a cerimónia de entrega dos "Prémios de Reconhecimento à Educação", promovidos pela iniciativa privada.
No final, o governante afirmou à agência Lusa que tenciona ter concluído antes da primavera o trabalho de revisão do Estatuto do Aluno, por forma a entrar em vigor no próximo ano letivo."

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domingo, 6 de novembro de 2011

SOL - Crise: Cada vez mais crianças com fome nas escolas

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=32957


SOL 20111106

"Chegam sem a refeição da manhã, rondam sistematicamente o bar, mas nada compram. As escolas identificam assim cada vez mais alunos com carências alimentares, aos quais procuram dar resposta, apesar de os seus orçamentos também estarem em crise.
De acordo com a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), as receitas de buffets e papelarias das escolas estão a sofrer uma quebra de 30 por cento."

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

SOL - Incumprimento bancário e crise penhoram casas a centenas de famílias em Sintra

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«Era a única solução que tinha. Os clientes não pagavam e eu para pagar a fornecedores e aos empregados tive que recorrer ao crédito. Agora perdi tudo. Casa, carros e a qualidade de vida que tinha», disse o empresário à agência Lusa.
De acordo com dados fornecidos à Lusa pela juíza presidente do Tribunal de Comarca da Grande Lisboa Noroeste, Ana de Azeredo Coelho, de Janeiro até Junho deste ano foram feitas 883 diligências públicas de execução e em 2010 o número atingiu as 988 diligências. A responsável estima que 90% destes números corresponda à venda de imóveis."

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http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=32573

SOL - Desastres climáticos fora do comum vão acontecer com mais frequência

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=32591
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"A versão final do relatório elaborado por um painel de cientistas mundiais para as questões climáticas pinta um futuro dramático para um mundo já muito atingido por catástrofes climáticas, que acarretam custos de biliões de euros.
O relatório sustenta ainda que os custos dos fenómenos climáticos vão aumentar, assim como o número de locais marginais para viver."

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SOL - Os segredos das escolas de topo

SOL - 20111026

"Disciplina, turmas reduzidas, professores exigentes e alunos empenhados. Nas melhores escolas do país a receita do sucesso faz-se com estes ingredientes. «Não há fórmulas mágicas», avisa Hugo Quintas, director pedagógico do Colégio Manuel Bernardes – que este ano ficou no primeiro lugar do ranking das escolas do SOL –, que garante que parte do sucesso se explica com autoridade e disciplina.
«No 1.º ciclo temos vigilantes, nos 2.º e 3.º ciclos e no secundário temos perfeitos». O modelo é inglês e faz com que a todo o momento os pais sejam informados dos problemas disciplinares dos filhos, mas também com que o mau comportamento seja resolvido na hora. «Se dois alunos entrarem em conflito, o chefe de disciplina intervém, faz uma participação e aplica imediatamente as medidas correctivas, que podem ser, por exemplo, terem de passar a hora de almoço na sala de estudo», exemplifica Hugo Quinta.
Mas a segurança e a disciplina não são as únicas preocupações do Colégio Manuel Bernardes. As aulas de apoio e a ajuda ao estudo são outras formas de alcançar o sucesso. "

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Ler artigo em:
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=32112

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SOL - Passos anuncia novas regras para gestores, institutos e gabinetes ministeriais

SOL 2011.10.26


"O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai aprovar na próxima semana alterações ao estatuto dos gestores públicos e novas regras relativas aos institutos públicos e gabinetes ministeriais que constituem uma «mudança de regime».
Pedro Passos Coelho disse que a intenção do Governo é que os lugares da Administração Pública sejam preenchidos segundo uma escolha «que esteja muito para além da questão da confiança política e que envolva o mérito, independentemente da área partidária» dos candidatos." ...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SOL - Países despreparados não deviam estar no Euro

SOL 2011.10.25




"O presidente francês Nicolas Sarkozy lamentou ontem que os dirigentes europeus sejam obrigados a lidar com as consequências de os seus antecessores terem deixado «países que não estavam preparados» entrar na zona euro.
«Nós temos de gerir as consequências daqueles que fizeram entrar na zona euro um certo número de países que não estavam prontos e que enfraqueceram a disciplina» fiscal na moeda única europeia, disse o presidente francês, à margem das cimeiras de chefes de Estado e de Governo da União Europeia e da zona euro, que hoje decorreram em Bruxelas.
«Não me lembro de que a chanceler alemã Angela Merkel e eu já tivéssemos responsabilidades quando todos esses países decidiram endividar-se ou mesmo na altura em que se decidiu deixar entrar na Europa, ou mesmo na zona euro, países que não cumpriam nenhum dos critérios exigidos na altura», acrescentou.
Sarkozy, que falava numa conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel, sublinhou o que considerou ser a posição difícil dos dois líderes, ao decidir medidas com efeitos na Irlanda, em Portugal, na Grécia, em Itália ou em Espanha.
«A senhora Merkel é responsável da Alemanha, eu sou responsável de França. Nós encontramo-nos na situação de ter de tomar decisões a favor dos países onde nunca fomos eleitos. E cada um de nós pode perceber que isso levanta problemas democráticos», adiantou o presidente francês.
«Não temos mandato para gerir esses países e, por isso, temos de lhes pedir para que façam esforços (…) Mas se a Alemanha e França não tivessem decidido assumir as suas responsabilidades, onde estaríamos hoje?», afirmou ainda Sarkozy. "
Lusa/SOL

domingo, 23 de outubro de 2011

DE - Portugal - Dívida pública já ultrapassa os 100% do PIB

Luís Leitão 23/10/2011
http://economico.sapo.pt/noticias/divida-publica-ja-ultrapassa-os-100-do-pib_129630.html

Desde o início do ano a dívida directa do Estado já aumentou 17%, somando actualmente 178 mil milhões de euros.
Pela primeira vez na História a dívida directa do Estado ultrapassou a fasquia dos 100% do PIB. De acordo com o boletim mensal da autoridade responsável pela gestão da Tesouraria e da dívida do Estado (IGCP), o "monstro" da dívida aumentou 5,5% em Setembro, fixando-se em 178.165 milhões de euros, o equivalente a 103,16% do PIB ou 16.878 euros por cada português. "O incremento do ‘stock' da dívida ficou a dever-se essencialmente às emissões no âmbito do Programa de Assistência Financeira, no montante de 10.972 milhões de euros (dos quais 7.000 milhões de euros referentes ao MEEF e 3.972 milhões ao FMI)", refere o IGCP em comunicado.
Só este ano, a dívida do Estado já engordou 26,4 mil milhões de euros, cerca de 17% face ao valor registado no último dia de 2010. São números nebulosos para as Finanças Públicas mas longe de serem uma surpresa. Isto porque, na última década, o caminho da dívida directa do Estado tem seguido constantemente no mesmo sentido: para cima. Desde o princípio do milénio que a dívida tem crescido a um ritmo médio anual de 9,64%, ou seja, em média, a dívida directa do Estado duplicou de valor no espaço de 7,5 anos.
Portugal tem de pagar 9.615 milhões até ao final do ano
Na sexta-feira venceu mais uma linha de bilhetes do Tesouro da República, tendo o Estado português de desembolsar 3.275 milhões de euros. Parte deste compromisso deverá ser garantido por via dos 1.500 milhões de euros obtidos nos dois leilões de dívida realizados na quarta-feira e o remanescente por via de outras fontes.
Mas o plano de pagamentos de 2011 do País não fica por aqui: até ao final do ano irão ainda vencer mais duas linhas de bilhetes do Tesouro (18 de Novembro e 23 de Dezembro) num valor acumulado de 5.838 milhões de euros. Para fazer face a este custo, o IGCP espera realizar com sucesso cinco leilões de dívida onde conta arrecadar até um valor máximo de 5.250 milhões de euros, de acordo com as linhas de actuação para o quarto trimestre do IGCP.
Para o próximo ano, Portugal já tem assumido compromissos no valor de 23.472 milhões de euros e até 2026, a factura do Estado já ascende a 185.563 milhões de euros.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

JN - Governo diz que "acabou o tempo dos subsídios e das obras faraónicas"

JN - 2011.10.18


..."Estávamos habituados a promover a economia com subsídios e apoios. Isso não é mais possível", disse o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. "A crise é uma oportunidade para o pais se modernizar e crescer", disse, num discurso proferido na Universidade de Lisboa, esta terça-feira de manhã.
"Há vida para lá da austeridade e isso passa pelo combate à subsidiodependência que reina neste país e reformar sem medo e sem receio é o caminho, contra os lóbis instalados, contra o proteccionismo serôdio e contra os interesses instalados", disse o ministro da Economia. Álvaro Santos Pereira discursava, esta terça-feira de manhã, numa conferência promovida pela Antena1 e pelo Jornal de Negócios sobre o papel do Estado no combate à crise. "
...

JN - Situação de fome no mundo é "dramática"

JN 2011.10.18


..."O aviso é da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Alimentar Mundial (PAM).
"Uma em cada sete pessoas no mundo vai para a cama com fome, na maioria mulheres e crianças", afirmou Lauren Landis, directora da representação do PAM em Genebra, na Suíça, durante a inauguração de uma exposição dedicada ao flagelo da fome, intitulada "Lutar juntos contra a fome". Na mesma ocasião, Landis salientou que "a fome mata anualmente mais pessoas do que a SIDA, malária e tuberculose".
O aumento substancial dos preços dos alimentos tem sido um dos factores determinantes para o agravamento do número de pessoas subnutridas no mundo. Entre 2005 e 2008, os preços dos alimentos atingiram o nível mais alto dos últimos 30 anos, como é o caso do milho, que subiu 74% nos últimos 18 meses, ou do arroz, que sofreu um aumento de 166%."...

RR - Segurança Social fica sem dinheiro para pagar pensões em 2030

RR - 18-10-2011 19:04 por Dora Pires
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=35157
"Fraco desempenho económico, envelhecimento da população e saída de mão-de-obra activa de Portugal são as principais razões para a falta de verbas."
... ...

"O relatório, que faz as contas partindo de 2012, prevê também que o crescimento do PIB fique sempre abaixo do 2% e que o desemprego se mantenha acima do 10% nas próximas décadas.O emprego deve manter-se estagnado até 2015, mas, a partir de 2031, prevê-se novo agravamento. Até 2025, diz o relatório, a taxa de desemprego no país deve manter-se acima dos 10% e os salários serão cada vez mais baixos.Para não destoar, o crescimento da riqueza produzida no país desde hoje até 2050 nunca deve chegar sequer aos 2%. O relatório também estima que a esperança média de vida continue a aumentar. Mais pobres e mais velhos, os portugueses vão viver mais tempo."

domingo, 16 de outubro de 2011

DE - EUA: Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?

DE 2011.10.16
http://economico.sapo.pt/noticias/afinal-o-goldman-sachs-manda-no-mundo_129099.html
... " "Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos." ...

2011.10.15 - INDIGNADOS - Porto (3)





2011.10.15 - INDIGNADOS - Porto (2)





2011.10.15 - INDIGNADOS - Porto (1)



sábado, 15 de outubro de 2011

JN - Gomes Canotilho diz que é preciso cautela com "justiceiros"

JN 2011.10.15
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=2060315
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"Radicalmente contra este modo de abordagem dos problemas", o catedrático de direito defendeu que situações como as relacionadas com responsabilidades pela situação económica do país, "implicam uma 'deslegitimação' política e não julgamento na praça pública".
A "falta de supervisão relativamente a políticas públicas" começou "muito atrás" e "todos fomos culpados", sustentou, explicando os motivos da sua "exclamação", durante a sua intervenção no colóquio, perguntando quem, "neste contexto, tem as mãos limpas".
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Not.Sapo - Lisboa: Milhares subiram do Marquês à Assembleia "indignados" com sistema

15 de outubro de 2011, 21:06
Precários, reformados, jovens, pessoas de meia-idade, idosos, crianças, famílias inteiras, constituíram os milhares de pessoas que esta tarde desfilaram do Marquês de Pombal à Assembleia da República (AR), ‘indignados’ com o sistema político e financeiro.
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1194078.html
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JN - Vinte mil exigiram novas políticas no Porto
http://www.jn.pt/multimedia/video.aspx?content_id=2060186
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JN - As imagens da Indignação
http://www.jn.pt/multimedia/galeria.aspx?content_id=2059092
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SOL - Manif reuniu 100 mil em Lisboa
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=31116
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SOL - Milhares entoam Grândola Vila Morena em frente ao Parlamento
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=31088
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SOL - As imagens dos protestos em Portugal
http://sol.sapo.pt/inicio/galerias/fotogalerias.aspx?content_id=31087&page=1
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JN - Rede de ladrões abre portas blindadas


Georgianos fabricam "chaves" e actuam por todo o país
JN 20111015 - NUNO SILVA
"Uma rede oriunda da Geórgia é responsável por uma vaga de assaltos cirúrgicos a casas em todo o país. Com ferramentas que os próprios fabricam, os ladrões abrem portas de alta segurança e furtam ouro e dinheiro. A PSP do Porto já deteve dois elementos. "

...

Lusa - OE/2012: Medidas "muito duras", em particular para quem já não pode cortar - Isabel Jonet

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/13199643.html

14 de outubro de 2011, 12:43
Lisboa, 14 out (Lusa) -- A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, considerou hoje que as medidas apresentadas pelo Governo são "muito duras" e particularmente gravosas para as famílias que já não têm onde cortar.
"Estas medidas seriam expectáveis, em função do que foi anteriormente divulgado, mas para a população com orçamentos mais baixos são muito duras e essa dureza é tanto maior quanto essas pessoas vivem com orçamentos muito reduzidos, sem folga para mais reduções", afirmou.
Isabel Jonet lembrou também as famílias que contam com os subsídios de férias e de Natal como rendimentos extra para pagar o seguro do carro ou outros serviços que não podem pagar, e para quem este corte abrupto vai ter consequências graves.

Lusa - OE2012: Sucessivos desvios colossais não são provados nem explicados - Bispo Januário Torgal Ferreira

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/13199656.html
14 de outubro de 2011, 12:49
Lisboa, 14 out (Lusa) -- O bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira, lamentou hoje que os sucessivos "desvios colossais" não sejam explicados nem provados e considerou que as medidas anunciadas pelo governo revelam "falta de lucidez".
Januário Torgal Ferreira falava à Agência Lusa a propósito das medidas anunciadas quinta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, entre as quais a eliminação do subsídio de férias e de natal para alguns trabalhadores.
"Quem me garante que em janeiro não existirá um outro desvio colossal, quem sabe inventado, para apanhar mais dinheiro?", questionou o bispo.

LUSA - AR: Aprovado novo estatuto do pessoal dirigente da administração pública

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/13199800.html
14 de outubro de 2011, 13:01
Lisboa, 14 out (Lusa) - O Parlamento aprovou hoje a proposta de lei do Governo para alterar o estatuto do pessoal dirigente da administração pública, que o primeiro-ministro disse hoje ir acabar com as "nomeações político-partidárias".
A proposta de lei foi aprovada com os votos favoráveis do PSD e CDS, os votos contra do BE e as abstenções do PS, PCP e PEV.
O diploma estabelece que "a competência para o desenvolvimento da fase de recrutamento" daquele pessoal dirigente "caberá a uma entidade independente, a comissão de recrutamento e seleção para a administração pública".

Lusa - Calor: Temperatura alta de outubro representa "período de transição" para novo padrão climatérico - meteorologista

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/13199706.html
14 de outubro de 2011, 13:29
Lisboa, 14 out (Lusa) - O "desvio" das temperaturas que se regista em outubro significa que este é um "período de transição dos padrões climatéricos", não podendo ser diretamente interpretado como um sinal das alterações climáticas, explicou à Lusa o meteorologista Costa Alves.
"Não podemos encaixar tudo na mudança climática, isso é um processo longo que se desenha ao longo de alguns decénios. O que podemos dizer é que as diferenças significativas em relação ao padrão de há 20 anos atrás colocam o problema de estarmos num período de transição para outra configuração climática mas, em rigor, ainda não podemos dizer que já há mudança", disse Costa Alves, em declarações à Lusa.
O meteorologista explicou que a comunidade científica considera que, para se atingir "uma outra configuração climatérica", é preciso que a concentração de gases com efeito de estufa ultrapasse as 450 partes por milhão. Ora, atualmente, este valor está "pouco acima das 380 partes por milhão", abaixo do limite de referência.

Lusa - Ajuda externa: Irlanda tem mais vantagens estruturais que Portugal e a Grécia - OCDE

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/13200016.html
14 de outubro de 2011, 14:00
Londres, 14 out (Lusa) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) disse hoje que a Irlanda tem um "número de vantagens relativamente à Grécia e, num grau menor, a Portugal", num relatório que analisa o progresso da Irlanda.
Para as perspetivas de crescimento a longo prazo, a OCDE considera que a Irlanda tem um "número de vantagens relativamente à Grécia e, num grau menor, a Portugal", de acordo com um relatório hoje divulgado e que faz uma análise do programa de ajustamento da Irlanda.
Considera que o setor de exportações de bens e serviços da economia irlandesa é mais sofisticado e maior, que tem uma mão de obra mais qualificada, um melhor ambiente de negócios, um sistema fiscal mais eficiente com menor peso no trabalho e taxas sobre as empresas mais baixas e, finalmente, mercados de trabalho e de produtos mais flexíveis e bem regulados.

OE2012: Eliminação dos subsídios de férias e natal afeta 440 mil funcionários públicos - STE


14 de outubro de 2011, 16:27
Lisboa, 14 out (Lusa) - O presidente do Sindicato dos Quadros Ténicos do Estado disse hoje à Lusa que o corte nos subsídios de Natal e de férias, anunciado na quinta-feira à noite pelo primeiro-ministro, vai afetar 440 mil funcionários públicos.
"Estes cortes vão ser aplicados a cerca de 400 mil trabalhadores da Administração Pública central e a 40 mil trabalhadores da Administração local e regional", que ganham acima de mil euros, disse Bettencourt Picanço, em declarações à Lusa.
Neste número não estão contabilizados os trabalhadores das empresas públicas, que não têm o estatuto de funcionário público, embora também sofram estes cortes.

Lusa - Movimentos sociais voltam às ruas

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1194020.html
LUSA - 15 de outubro de 2011, 08:58
Sete meses depois de uma das maiores manifestações realizadas nas últimas décadas em Portugal, a contestação à situação económica do país levou à convocação para hoje, pelos movimentos sociais, de outro protesto de rua “apartidário” em Lisboa.
A organização, que envolve três dezenas de movimentos e organizações sociais e não integra partidos nem sindicatos, escusa avançar estimativas da adesão ao desfile que ligará o Marquês de Pombal e o Parlamento nem aceita comparações com a marcha em que desceram a Avenida da Liberdade, a 12 de março passado, mais de 200 mil pessoas.

...

A manifestação, que começa às 15:00, insere-se numa jornada a nível mundial que se realiza em mais de 80 países de diferentes continentes e em que se convocam as pessoas para “lutar pelos seus direitos e pedir uma autêntica democracia”.
Em Portugal, estão ainda convocados desfiles em Angra do Heroísmo, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Porto, Coimbra e Santarém.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

JN - Cavaco diz que "mau escrutínio das finanças públicas" foi decisivo para crise

JN 2011.10.12


..."A forma como a União Europeia tardou a reagiu perante a evidência da crise mereceu igualmente reparos por parte de Cavaco Silva, que lamentou que a instituição se tenha enredado "numa retórica política de recriminações mútuas, evitando reconhecer a responsabilidade partilhada, ignorando a evidência dos riscos de contágio, hesitando na solidariedade, oscilando nos instrumentos a usar, promovendo uma deriva intergovernamental"."...

JN - Manuel António Pina: Um país duas justiças

JN - 2011.10.12

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

JN - Governantes enganaram a opinião pública, acusa António Barreto

JN 2011.10.10
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2046701
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"Ainda hoje não sabemos as causas e o processo. Ainda hoje não conhecemos a origem exacta dessa terrível aceleração dos défices e das dívidas", afirmou, reconhecendo que, se as "causas externas" são, "em parte, responsáveis", a maioria dos países ocidentais não está na mesma situação que Portugal.
...

sábado, 8 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

JN - "Esperam-nos os maiores sacrifícios desta geração", avisa Cavaco

JN - 2011.10.05
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=2036423
...
"Os tempos são dificeis. Mas os tempos difíceis tornam-nos mais fortes, mais conscientes e mais realistas. Agora temos que aprender a viver de acordo com as nossas possibilidades", acrescentou o Presidente da República. Na opinião de Cavaco, Portugal perdeu "muitos anos na letargia do consumo fácil" e que agora "o valor republicano da austeridade digna" deve ser redescoberto. "Acabou o tempo das ilusões", avisa."
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Comentário:
Será caso para perguntar o que mereciam, e o que se deve fazer, aos "bandoleiros" de gestão ruinosa que nos trouxeram ao nível de desgraça em que nos encontramos...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SOL - PND apresenta queixa-crime contra Jardim e 'elite do poder regional'

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=30129
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"Baltasar Aguiar adiantou que a estes devem ser imputados os crimes de violação de regras orçamentais, crime de falsificação de documentos, «visto que ao ocultarem documentos, falsificaram a informação», bem como o crime de abuso de poderes «porque excederam os limites, enganaram e prejudicaram o Estado para ilicitamente se beneficiarem com a ocultação de valores da contabilidade regional».
No caso do presidente do parlamento madeirense, Miguel Mendonça, o líder regional do PND sustentou que «participou na manobra da ocultação das contas, tinha a obrigação de não deixar ocultar o facto».
«Queremos um processo mais abrangente que não se limite a Alberto João Jardim porque os factos são gravíssimos e foram um verdadeiro crime de atentado à Madeira e aos interesses dos madeirenses», argumentou.
Baltasar Aguiar destacou que «os madeirenses vão ter que pagar com trabalhos forçados este buraco que se cavou e é em nome desses madeirenses que o Ministério Público deve fazer uma total investigação e levar a tribunal» os responsáveis pela situação."

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

RR - Alterações climáticas - Descoberto novo buraco na camada de ozono

RR - 2011.10.03
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=33098
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"Este novo buraco é considerado ainda mais perigoso, pois expôs algumas regiões da Rússia e da Mongólia a níveis elevados de radiações ultravioleta. Apesar da maioria dos gases que prejudicam a camada serem emitidos no hemisfério norte, o buraco começou por surgir na Antárctida devido às suas temperaturas mais frias. Estas contribuem para a formação de nuvens polares, que levam à libertação de cloro e bromo, elementos que contribuem para a redução da camada de ozono."
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DE -Emprego - Alemanha é a nova terra de oportunidades

DE - Andrea Duarte e Madalena Queirós 02/10/2011
http://economico.sapo.pt/noticias/alemanha-e-a-nova-terra-de-oportunidades_127492.html

DE - Autarquias têm de pagar 2,5 mil milhões em 90 dias

DE 2011.10.03 - Margarida Peixoto e Paula Cravina de Sousa
http://economico.sapo.pt/noticias/autarquias-tem-de-pagar-25-mil-milhoes-em-90-dias_128108.html


"Se os municípios falharem pagamentos, Portugal arrisca-se a desrespeitar o compromisso assumido com a ‘troika’.
As autarquias têm de pagar quase 2,5 mil milhões de euros a tempo e horas. Caso contrário, um dos compromissos assumidos com a ‘troika' fica em causa. A conclusão resulta da análise aos dados revelados pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), num relatório entregue aos deputados da Assembleia da República.
Em Julho deste ano, as dívidas a fornecedores das autarquias superavam quatro mil milhões de euros. Um valor que envolve todos os compromissos assumidos, mas ainda não pagos - ou seja, inclui os que estão em atraso e também os que ainda estão dentro do prazo previsto de pagamento (até 90 dias).
Para que os compromissos com as autoridades internacionais sejam respeitados, os municípios não podem aumentar o valor das dívidas em atraso. De acordo com os dados mais recentes, relativos a Junho, as autarquias tinham 1,6 mil milhões de euros por regularizar há mais de três meses. Para que este valor de referência não seja ultrapassado, há quase 2,5 mil milhões de euros que têm de ser pagos sem falhar prazos."
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DE - Estado não paga despesas sem cabimento

DE 2011.10.03
http://economico.sapo.pt/noticias/estado-nao-paga-despesas-sem-cabimento_128107.html
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"A nova regra foi estabelecida numa circular recente da Direcção Geral do Orçamento (DGO), que determina que os dirigentes só podem assumir novos compromissos quando tiverem já identificado o cabimento orçamental necessário. Caso contrário, estas despesas serão consideradas ilegais e haverá penalizações. O documento, de 10 de Setembro, avisa que esta "responsabilidade pela execução orçamental" será aplicada tanto aos titulares de cargos políticos como aos próprios funcionários e, quem não cumprir, sofrerá sanções políticas, disciplinares, financeiras, civis e criminais. "

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E quem permitiu até agora pagamentos sem cabimentação? Era legal? Não, não era...

Fiscalização? ...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

JN - Eurodeputados querem impôr limite de 30 km/h em zonas residenciais

JN 20110927
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2022271

"Impostos que portugueses pagam estão a "derreter" em mecanismos de corrupção"

JN 20110922
Paulo Morais
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2012027&page=1

Munícipios - Banco de Portugal e INE apertam cerco às contas das autarquias

DE - 20110927
http://economico.sapo.pt/noticias/banco-de-portugal-e-ine-apertam-cerco-as-contas-das-autarquias_127602.html

"Atenção portugueses! Olhem para a Grécia" - Um verdadeiro “genocídio financeiro”


OBRIGATÓRIO LER, para termos ideia do abismo onde os políticos nos estão a meter
... artigo de quem está a viver esta “hipocrisia politica”...
Então os gregos “recusam-se a economizar”? Um jurista de Viena, que tem um apartamento em Atenas, observou-os diariamente.

A sua conclusão: economizam ao máximo.
Günter Tews

"Não podemos deixar de responder às diversas declarações dos mais altos responsáveis de toda a Europa, algumas delas roçando a imbecilidade, sobre estes “preguiçosos” gregos que “se recusam a economizar”.
Há 16 meses que tenho casa em Atenas e vivi in loco esta situação dramática. Ouvem-se queixas de que os planos económicos não vão funcionar porque as receitas fiscais caíram. Põe-se em causa a vontade dos gregos economizarem. Que surpresa! Vejamos alguns factos:
- Redução de salários e de pensões até 30%.
- Redução do salário mínimo para 600 euros.
- Dramática subida de preços (combustível doméstico + 100; gasolina + 100%, eletricidade, aquecimento, gás, transportes públicos + 50%) ao longo dos últimos 15 meses.
Resgate da UE de 97% volta para a UE
- Um terço das 165 mil empresas comerciais a fecharem as portas, um terço sem conseguir pagar os salários. Por toda a cidade de Atenas pode ver-se os painéis amarelos com a palavra “Enoikiazetai” a letras vermelhas – “Aluga-se”.
- Nesta atmosfera de miséria, o consumo (a economia grega foi sempre muito centrada no consumo) diminuiu de maneira catastrófica. Os casais com dois salários (onde o rendimento familiar representava até então 4000 euros), de repente, têm apenas duas vezes 400 euros de subsídio de desemprego, que começa a ser pago com meses de atraso.
- Os funcionários públicos e de empresas próximas do Estado, como a Olympic Airlines ou os hospitais, há meses que não recebem ordenados e os pagamentos a que têm direito foram adiados para outubro ou para o “próximo ano”. O recorde pertence ao Ministério da Cultura. Há 22 meses que os funcionários que trabalham na Acrópole não são pagos. Quando ocuparam a Acrópole para se manifestarem (pacificamente!) receberam rapidamente o troco, em gás lacrimogéneo.
- Toda a gente está de acordo quando se diz que 97% dos milhares de milhões das tranches de resgate da UE voltam diretamente para a UE, através dos bancos, para amortizar a dívida e pagar novos juros. Assim, o problema é discretamente atirado para cima dos contribuintes europeus. Até ao crash, os bancos recebiam copiosos juros e as reivindicações estão a cargo dos contribuintes. Por isso não há (ainda?) dinheiro para as reformas estruturais.
- Milhares e milhares de empresários em nome individual, motoristas de táxi e de camiões, tiveram de desembolsar milhares de euros para pagarem as suas licenças e, para isso, contraíram empréstimos, mas hoje veem-se confrontados com uma liberalização que faz com que os recém-chegados ao mercado não tenham de pagar quase nada, enquanto quem já lá está há mais tempo está onerado com enormes créditos, que tem de pagar.
- Inventam-se novos encargos. Assim, para apresentar uma queixa na polícia é preciso pagar logo 150 euros. A vítima tem de abrir a carteira se quer que a sua queixa seja aceite. Ao mesmo tempo, os polícias são obrigados a cotizarem-se para abastecerem os seus carros-patrulha.
- Foi criado um novo imposto sobre a propriedade associado à conta da eletricidade. Se não for pago, a luz de casa é cortada.
Onde está o dinheiro das últimas décadas?
- Há meses que a escolas públicas deixaram de receber materiais escolares. O Estado deve milhões às editoras e as entregas deixaram de ser feitas. Gora, os estudantes recebem CDs e os pais têm de comprar computadores para que os filhos possam estudar. Não se sabe como é que as escolas – sobretudo as do Norte – vão pagar as despesas de aquecimento.
- Até ao fim do ano todas as universidades estão paralisadas. Um grande número de alunos não pode entregar trabalhos nem fazer exames.
- O país prepara-se para uma enorme onda de emigração e estão a aparecer gabinetes de aconselhamento sobre este assunto. Os jovens não veem futuro na Grécia. A taxa de desemprego entre os jovens licenciados é de 40% e de 30% entre os jovens em geral. Os que têm emprego trabalham a troco de um salário de miséria e, em parte, de forma ilegal (sem segurança social): 35 euros por 10 horas de trabalho diário na restauração. As horas extraordinárias acumulam-se sem serem pagas. Resultado: não sobra nada para investimentos de futuro como a educação. O governo grego não recebe nem mais um cêntimo em impostos.
- As reduções maciças de efetivos na função pública são feitas de maneira antissocial. Foram despedidas, essencialmente, pessoas que estavam a alguns meses da idade da reforma, para lhes ser pago apenas 60% do total da pensão a que teriam direito. Toda a gente faz a mesma pergunta: onde está o dinheiro das últimas décadas? É evidente que não está no bolso dos cidadãos. Os gregos não têm nada contra a poupança, simplesmente, não aguentam mais. Quem consegue ter emprego mata-se a trabalhar (acumula dois, três, quatro empregos).
Todas as conquistas sociais das últimas décadas em matéria de proteção dos trabalhadores se desfizeram em pó. Agora, a exploração tem rédea solta; nas pequenas empresas é, geralmente, uma questão de sobrevivência. Quando se sabe que os responsáveis gregos jantaram com os representantes da troica [Comissão Europeia, BCE e FMI] por 300 euros por pessoa, não podemos deixar de perguntar quando é que a situação acabará por explodir.
A situação da Grécia deveria alertar a velha Europa. Nenhum partido que propusesse uma razoável ortodoxia orçamental estaria em condições de aplicar o seu programa: nunca seria eleito. É preciso atacar a dívida enquanto está ainda relativamente sob controlo e enquanto não se assemelha a um genocídio financeiro."


Quem cria ou esconde dívidas, ou é incompetente... ou aproveita-se disso!

E quem vai pagar são os nossos filhos, pois será impossível pagarmos nós tamanho montante da estroinice política actual...

sem retorno algum que seja útil ...

O que mais espanta é que continuam...

E nós permitimos !!!

JN - Obama diz que crise europeia assusta o mundo

JN 20110927
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=2020948

"O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou, esta segunda-feira, que as medidas anti-crise dos líderes europeus "não foram tão rápidas como deveriam", o que "está a assustar o mundo".
Obama, que falava num forum em Silicon Valle, Califórnia, sustentou que os europeus "nunca recuperaram completamente da crise, em 2007, e nunca resolveram por completo todas as dificuldades que o seu sistema bancário enfrentava".
A crise, prosseguiu, citado pelas agências de notícia internacionais, foi agravada com os acontecimentos da Grécia, onde os mercados receiam que o país acabe a declarar bancarrota. "
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Manuel António Pina - Um "Land" português?

JN 20110927
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2020930&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
"É difícil evitar a tentação de ver nas declarações de Merkel a pretexto da crise das dívidas soberanas sinais que evocam os fantasmas inquietantes do expansionismo alemão. Apoiada numa imprensa que todos os dias instila na opinião pública ideias perigosamente próximas do racismo acerca dos povos "preguiçosos" e "incapazes" do Sul (ainda não se chegou a "povos inferiores" mas já faltou mais), a actual política europeia alemã rompeu com os princípios de solidariedade e subsidiariedade consagrados no Tratado de Maastricht para fazer da UE e do euro meros instrumentos da edificação de um 'Lebensraum' dos seus próprios interesses. "
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JN - Estudantes invadiram estúdios da televisão pública de Atenas

JN 20110926

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=2019984
"Um grupo de estudantes gregos invadiu o principal noticiário da estação de televisão pública de Atenas, contra as novas medidas de austeridade. Em frente ao parlamento também houve protestos e os transportes públicos cumprem uma greve de 24 horas. Veja o vídeo."

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JN - Merkel sugere perda de soberania para países que não cumpram metas

JN 20110926
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2019116&page=2

"A chanceler mostrou-se ainda confiante em obter, na quinta-feira, a necessária maioria parlamentar na votação sobre o alargamento do âmbito do fundo de resgate europeu (EFSF), apesar de vários deputados da coligação governamental, sobretudo do Partido Liberal, terem anunciado que votarão contra. "
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SOL - Extinção da IGAL



... Autarquias irão ser fiscalizadas... pelas finanças...

... que dependem directamente dos actores governamentais ...
... será só para poder utilizar ainda mais a conhecida "engenharia financeira" dos autarcas?,omitindo os desfalques reias,
e mostrando liquidez no maior dos descalabros financeiros???
Olhem o exemplo do Alberto João Jardim... Para este parece que a alteração não chegou a tempo.

Já todos percebemos porque é que este país está falido...
... conforme diz Medina Carreira: - os governantes dos últimos dez anos deviam ser julgados ...

Neste país anda meio mundo a roubar o outro meio
pois não há fiscalização dos que têm a efectiva responsabilidade das decisões públicas;
seja no governo, seja nas câmaras municipais...

Por isso ninguém segura a despesa pública ...
E agora vão passar uma instituição que os governantes já controlavam em grande parte,
para a dependência de quem controlam totalmente... !!!
Não há credibilidade, nem intenção de a ter!!! Apenas ânsia pelo poder. E nós a pagarmos, com alguns já a passar fome!

TEM QUE HAVER FISCALIZAÇÃO POR ENTIDADE IDÓNEA, ISENTA E INDEPENDENTE.
O PODER JUDICIAL TEM QUE SER AUTÓNOMO NUMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA.

Os políticos têm que ser responsabilizados pelos seus actos.
E isso só pode acontecer se forem fiscalizados efectivamente, não apenas na teoria.
É a impunidade total dos governantes e autarcas...

ACABOU DEFINITIVAMENTE A DEMOCRACIA EM PORTUGAL.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

JN - A.Marinho Pinto - As Ordens Profissionais

JN - 20110905


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A importância das ordens reside, precisamente, aí. Se não existissem ordens profissionais o mercado acabaria por fazer a sua regulação segundo as suas próprias leis e acabaria por premiar os bons profissionais e castigar os maus. Mas fá-lo-ia sempre tarde e a más horas. Com efeito, o mercado acabaria por afastar os maus engenheiros civis, mas só depois de algumas pontes ruírem ou de alguns prédios desabarem. Também afastaria os maus médicos, mas só depois de eles matarem algumas pessoas. Acabaria igualmente por afastar os maus farmacêuticos, mas depois de eles envenenarem outras. Os maus advogados também seriam afastados, mas antes causariam danos vultuosos à justiça, ao património e aos direitos de muitos cidadãos.
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JN - Fusão das "secretas" visa "esconder ilegalidades", acusa Jerónimo

JN 20110904
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1975688

Manuel António Pina - Ordem para morrer

20110905
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1975742&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
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"Agora, aos trabalhadores (Amorim excluído), pobres e pensionistas, juntam-se os doentes no lote dos "todos" a quem Passos e Portas cobram a factura da crise. No caso dos doentes, pagando com própria vida se for o caso: os responsáveis nacionais pelo programa de transplantações demitiram-se sexta-feira revelando que os cortes na Saúde "não respeitam a vida humana" e vão "matar pessoas". Não me parece que Paulo Macedo se preocupe com isso: trata-se de doentes crónicos, que só dão despesa..."

DE - Bancos estão a aumentar comissões a clientes que falham prestações


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"Desde Abril, mês do pedido de resgate internacional, todos os cinco maiores bancos aumentaram comissões relativas ao incumprimento dos clientes. As comissões que recaem sobre atrasos no pagamento de prestações de crédito subiram cerca de cinco euros. Por exemplo, no caso do BCP esta comissão aumentou de 25 para 30 euros e no BES de 20 para 25 euros. No Santander o não pagamento até à data limite dos cartões de crédito passou de isenta para 9,62 euros e na CGD passou de 9,62 euros para 12 euros; o BPI aumentou a comissão por encargos de cobrança de dez para 15 euros. Também as comissões preventivas de incumprimento sofreram agravamentos: as garantias e avales reconhecidas notorialmente subiram de 31,37 para 75 euros no Santander; enquanto no BES a comissão garantia e aval bancário passou de um mínimo de 180 euros para 200 euros. "

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DE - New York Times avalia os desafios de Portugal

DE 2011.08.11

"Jornal norte-americano elogia a agenda do Governo mas diz que a crise internacional e o estado do euro podem complicar a tarefa.
"Os credores de Portugal vão procurar mais do que melhorias superficiais na economia antes de assinarem o próximo cheque". A frase escrita pelo New York Times resume a ideia sublinhada ontem pelo diário nova-iorquino: a agenda do Governo é a correcta, os objectivos ambiciosos mas só os resultados retirarão Portugal do radar dos países em aperto financeiro." ...

http://economico.sapo.pt/noticias/new-york-times-avalia-os-desafios-de-portugal_124459.html

quinta-feira, 21 de julho de 2011

JN - Défice do Estado triplicou em Junho


JN - 20110720
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1920543

"O aumento dos custos com os juros e a regularização de compromissos anteriores explicam em parte a degradação das contas públicas em Junho, fazendo o valor do défice triplicar de 2,1 para 6,1 mil milhões.

A receita efectiva cresceu 4,8% em Junho, desacelerando 2,1% relativamente ao mês precedente, enquanto a despesa efectiva apresentou uma variação homóloga de -3,4%, decréscimo menos acentuado do que o observado no mês de Maio, "por efeito da inversão do comportamento da despesa com juros e outros encargos e da regularização de responsabilidades de anos anteriores", explica o boletim de execução orçamental da Direcção Geral do Orçamento (DGO).
Olhando para os primeiros seis meses, constata-se também que "em comparação com o período homólogo do ano anterior regista-se uma melhoria de 1626 milhões de euros".
De acordo com o boletim relativo ao mês de Maio, divulgado há um mês, "o valor provisório do défice do Estado situou-se em 2106 milhões de euros", o que mostrava "uma melhoria de 2312 milhões de euros face ao mesmo período do mês anterior".
A receita efcetiva tinha crescido 6,9%, o que mostrava uma desaceleração de 10,5% - comparando com o boletim que foi hoje divulgado, mostra um abrandamento na receita do Estado."

domingo, 17 de julho de 2011

DE - Regling - Resgate da dívida de Portugal é bom negócio para países ricos da Europa

Dírcia Lopes
DE - 17/07/11

Quem o diz é o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling.
O presidente do FEEF, Klaus Regling, admitiu que os resgates das dívidas de Portugal e da Irlanda têm sido um bom negócio para os países que concederam as garantias.
Em declarações ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, o presidente da FEEF afirmou que "até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos, e a diferença reverte a favor do orçamento alemão".
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http://economico.sapo.pt/noticias/resgate-da-divida-de-portugal-e-bom-negocio-para-paises-ricos-da-europa_122776.html

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SIC Notícias - António Costa propõe criação da "Bandeira Azul" das cidades

20110630 Lusa - SIC-N

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2011/06/30/antonio-costa-propoe-criacao-da-bandeira-azul-das-cidades
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, defendeu hoje no Comité das Regiões que os planos de mobilidade urbana devem condicionar o acesso a fundos comunitários e propôs a criação de uma "bandeira azul" das cidades.
A proposta consta do parecer do Comité das Regiões ao livro branco dos transportes da Comissão Europeia, elaborado por António Costa, que foi hoje aprovado na reunião plenária daquele órgão consultivo que representa os eleitos locais e regionais europeus.
O autarca de Lisboa defendeu na reunião plenária que "os planos de mobilidade urbana devem condicionar acesso aos fundos, que visem obtenção de certificados de auditoria".
No mesmo sentido, propôs a criação de uma "Bandeira Azul" das cidades, ou seja, um instrumento de certificação para uma mobilidade sustentável à semelhança do que existe para reconhecer as melhores praias da União Europeia.
Em matéria de segurança, em relação à qual o livro branco estabelece uma meta de "segurança rodoviária total", que o Comité das Regiões considerou de "elevada ambição", António Costa defendeu medidas como a "harmonização da inspeção técnica de veículos".
A "criação de um registo comum de infrações, de modo a que as sanções possam ter em conta infrações cometidas em outros estados membros" foi outra das propostas apresentadas, assim como a "introdução da componente de segurança no ensino da condução".
De acordo com o livro branco dos transportes, em 2009 morreram mais de 34 mil pessoas nas estradas da União Europeia.


Lusa

segunda-feira, 20 de junho de 2011

JN - Paulo Morais acusa Parlamento de ser "centro de corrupção"

20110619
O ex-vice-presidente da Câmara do Porto Paulo Morais afirmou sexta-feira à noite, no Porto, que "o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas".
"Felizmente, este parlamento vai-se embora. Dos 230 deputados, 30%, ou seja 70, são administradores ou gestores de empresas que têm directamente negócios com o Estado", denunciou Paulo Morais, num debate sobre corrupção organizado pelo grupo cívico-político Porto Laranja, afecto ao PSD.
Para o professor universitário, o parlamento português "parece mais um verdadeiro escritório de representações, com membros da comissão de obras públicas que trabalham para construtores e da comissão de saúde que trabalham para laboratórios médicos."
Paulo Morais acusou o Grupo Lena de ser o maior fornecedor do Estado português (dados de 2009) e os políticos de criarem "legislação perfeitamente impercetível", com "muitas regras para ninguém perceber nada, muitas excepções para beneficiar os amigos e um ilimitado poder discricionário a quem aplica a lei".

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JN - Milhares de 'indignados' espanhóis em manifestações por todo o país

20110619

Dezenas de milhares de pessoas de todas as idades invadiram este domingo as ruas de várias cidades espanholas para repetir as manifestações contra a crise e o desemprego que se iniciaram há um mês pelos denominados "indignados".
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http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1882964

SOL - Cavaco Silva defende conceito de serviço público sem visão ideológica

SOL 20110618

O Presidente da República defendeu hoje, em Arganil, a reinvenção do conceito de serviço público, que tenha em atenção a necessidade de «resposta rápida e adequada» aos problemas sociais dos portugueses.
«Um novo conceito que atenda mais à necessidade de dar uma resposta rápida e adequada aos crescentes problemas sociais da população portuguesa, do que ao respeito de uma visão ideológica que os tempos tornaram obsoleta», sublinhou.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cinco regras básicas para evitar problemas no Facebook

SOL 20110617
Num mundo interligado por redes sociais e onde as possibilidades da tecnologia estão em constante expansão convém ter noção de que, mesmo na vida virtual, devem existir limites. Nesse sentido, a BBC compilou uma lista de cinco regras básicas a ter em atenção para evitar problemas no Facebook.
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http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=21958

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desertificação: Processo em Portugal vai "acelerar" sem práticas agrícolas protetoras do solo - Investigador

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/12684816.html
Évora, 16 jun (Lusa) -- A desertificação, física e humana, vai "continuar a acelerar" em Portugal, sem o fomento de práticas agrícolas protetoras do solo, como a sementeira direta, que garantam futuro à agricultura e fixem população, alertou hoje um especialista.

"Começa por ser um problema de proteção do solo. Se não formos capazes de inverter a situação, o abandono das terras e a desertificação do interior vai continuar a acelerar", disse Mário de Carvalho, investigador da Universidade de Évora (UÉvora), QUE falava hoje à Agência Lusa a propósito do Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que se comemora sexta-feira.

Há mais de 20 anos que Mário de Carvalho coordena uma equipa centrada na investigação, no desenvolvimento tecnológico e na divulgação da agricultura de conservação, que "rompe" com os métodos agrícolas convencionais, para melhor proteger os solos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

JN - Nouriel Roubini diz que abandono do euro é a única opção para as economias periféricas

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1877655
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Essa ideia, segundo Roubini, pode parecer hoje "inconcebível, mesmo em Atenas e Lisboa", mas, refere o agora apelidado de "Doutor Realista" pela CNBC , "cenários que parecem hoje inconcebíveis podem não ser tão descabidos daqui a cinco anos, especialmente se algumas das economias periféricas estagnarem".
A reestruturação da dívida "vai acontecer", garante Roubini, que diz que a questão é apenas "quando (mais cedo ou mais tarde) e como (de forma ordenada ou desordenada)", algo que, ainda assim, "não vai ser suficiente para restaurar a competitividade e crescimento".
Se tal não vier a suceder, "os benefícios de (os países) se manterem (na zona euro) serão menores do que os benefícios de a abandonar, por muito atribulada e desordenada que essa saída venha a ser".

JN - Florestas europeias estão a crescer

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1877786

As florestas europeias estão em progressão de ano para ano e permanecem um dos principais factores no combate às alterações climáticas por absorverem importantes quantidades de CO2, refere um relatório publicado esta terça-feira em Oslo.
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sábado, 11 de junho de 2011

António Barreto - "Políticos não deram exemplo de sacrifício"


"O Presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal teve um discurso muito crítico para os responsáveis políticos.

António Barreto defendeu hoje "o apuramento de responsabilidades" pela crise, resultado da "imprevidência das autoridades", referiu.

O responsável discursava na sessão solene do Dia de Portugal, hoje, em Castelo Branco, em que defendeu ainda uma revisão constitucional.

Apesar de não a considerar "solução para a maior parte das dificuldades" defende a revisão "para pôr termo à permanente ameaça de governo minoritários e de parlamentos instáveis".

Segundo referiu, "uma constituição renovada implica um novo sistema eleitoral, com o qual se estabeleçam condições de confiança, lealdade e de responsabilidade, hoje pouco frequentes na nossa vida política".

O discurso de cinco páginas teve como base a crise financeira, mas aborda a crise política e social, apelando a que os portugueses sejam tratados "não apenas como contribuintes inesgotáveis ou eleitores resignados", mas como "cidadãos livres".

Barreto apontou o dedo a "alguns políticos" por "não terem dado o exemplo do sacrifício que se impõem aos cidadãos".

Disse mesmo que "a indisponibilidade [dos políticos] para falarem uns com os outros (...) contrasta com a facilidade e o oportunismo com que pedem aos cidadãos esforços excepcionais".

Agora, e numa alusão às Eleições Legislativas, sublinhou que "o povo falou, fez a sua parte, aos políticos cabe agora fazer a sua".

Para aquele responsável, Portugal está "num desses raros momentos históricos de aflição e de ansiedade colectiva em que é preciso estabelecer uma relação especial entre cidadãos e governantes". "

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Crianças ciganas passaram a frequentar mais a escola nos municípios com mediadores

SOL 20110608

As crianças ciganas passaram a frequentar mais a escola nos municípios onde existem os mediadores municipais para esta comunidade, segundo a responsável pelo projecto lançado há dois anos pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI).
Dois anos depois de ter lançado o projecto dos mediadores municipais para a comunidade cigana, que abrange 13 municípios, o ACIDI quer alargar a iniciativa a mais sete autarquias, estando actualmente a decorrer as candidaturas para a segunda fase deste projecto, cujo prazo termina na quinta-feira.

Fazendo um balanço da primeira fase da iniciativa, a responsável pelo Gabinete de Apoio à Comunidade Cigana (GACI), Helena Torres, disse à agência Lusa que «um dos sinais» do projecto dos mediadores municipais é o aumento das crianças ciganas nas escolas.

«Há uma afluência muito maior de crianças ciganas na escola. O empenho do mediador tem a ver com esta situação. Em Lamego, a informação que tenho é de que os miúdos estão todos a ir à escola, não há falta das crianças ciganas nas escolas e nos outros municípios onde está a funcionar o projecto a melhoria também tem sido bastante», afirmou a responsável.

Helena Torres sublinhou que os mediadores «conseguem fazer perceber» à comunidade cigana que «os miúdos só têm vantagens em frequentar a escola».

A responsável do GACI apontou como outra vantagem da iniciativa a gestão de conflitos através das «pontes que se criam com as instituições». Como exemplo, referiu os conflitos com a polícia, em que os mediadores podem junto da polícia e da comunidade «fazer uma ponte saudável e ajudar a resolver o problema».

Helena Torres fez um balanço «positivo» dos dois anos do projecto mediadores municipais, mas admitiu que é necessário melhorar as parcerias com entidades locais, como escolas, tribunais e polícia.
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http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=21290

terça-feira, 7 de junho de 2011

SOL - Mês de Maio foi o mais quente desde 1931

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=21221
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Em 31 de Maio de 2011 e de acordo com o Observatório de Seca do IM, «a área em situação de seca meteorológica no litoral Norte e Centro aumentou e a gravidade acentuou-se, estando agora 2 por cento em seca severa, 10 por cento em seca moderada e 14 por cento em seca fraca».
No restante território continua a não existir seca.
O índice de seca meteorológica integra nove níveis entre chuva extrema e seca extrema.
A seca meteorológica pode não corresponder às secas hidrológica ou agrícola, dado que existe sempre um desfasamento de tempo entre os valores meteorológicos e hidrológicos, porque a falta de chuva pode demorar a reflectir-se nas albufeiras.
Lusa/SOL

terça-feira, 31 de maio de 2011

SOL - Empresas de transportes estão falidas

SOL 20110530




O montante da dívida pública arrisca-se a ultrapassar pela primeira vez toda a riqueza nacional devido em parte às empresas públicas de transportes. Tudo porque o endividamento da Refer, CP, metropolitanos de Lisboa e do Porto, Carris, STCP, Transtejo e TAP, que já ultrapassa os 20 mil milhões de euros, deverá ser incluído no próximo ano na dívida do Estado, por pressão da União Europeia. Isto fará com que a dívida pública portuguesa passe dos 93% para os 105% do Produto Interno Bruto: ou seja, para os 179 mil milhões de euros.
Desde 2008 que o Tribunal de Contas vem constatando que aquelas empresas públicas encontram-se em falência técnica. Os prejuízos de centenas de milhões de euros durante anos a fio deixaram-nas totalmente descapitalizadas: só em 2010 perderam, em conjunto, mil milhões de euros.
A principal razão desse ‘buraco’ reside nos prejuízos operacionais crónicos. O Metro de Lisboa, por exemplo, tem receitas muito inferiores às suas despesas correntes, o que faz com que, só em 2010, tenha tido um prejuízo operacional de 51 milhões de euros. E a sua congénere do Porto chegou aos 244 milhões de euros de défice operacional.
Sem dinheiro para honrar os seus compromissos, estas empresas foram obrigadas a pedir mais crédito bancário, de forma a poderem pagar as dívidas à banca mais antigas – numa autêntica espiral de endividamento insustentável.
Por isso mesmo, os investidores deixaram de emprestar dinheiro, obrigando o Estado a vestir o fato de bombeiro: desde 2008, concedeu-lhes garantias bancárias de 4,5 mil milhões. Isto significa que, no caso de falharem, serão os contribuintes a pagar a factura.

Obras pagas com crédito bancárioO endividamento das empresas públicas de transportes explica-se também com os investimentos que foram realizados na construção de infra-estruturas. Com a diminuição progressiva dos fundos comunitários e das transferências directas do Estado, todas as grandes obras determinadas pelos sucessivos governos foram pagas com crédito bancário. Este é, por exemplo, o caso das duas empresas mais endividadas do país: a Refer, com seis mil milhões de euros, e o Metro de Lisboa, com 3,8 mil milhões de euros.
A maioria das novas linhas e estações de metro é resultado de ampliações concretizadas depois de 1998. «É que os Governos decidiram essas ampliações, decidiram o quando e o como, e até as vieram inaugurar. Mas não as pagaram» – concordam num comunicado conjunto as organizações sindicais do Metro de Lisboa, segundo as quais os juros da dívida já representam 37,5% do custos totais da empresa.
Chegados a este ponto, qual é a solução? Para Nunes da Silva, vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro da Mobilidade, o Estado deve assumir a maior parte do passivo dessas empresas e, de seguida, privatizar a exploração dos transportes. Este professor catedrático do Instituto Superior Técnico defende que os privados serão mais eficientes a gerir estas empresas.
José Reis, director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, argumenta que as empresas privadas do sector conseguem obter lucros, em parte, devido aos subsídios pagos pelo Estado. Os dados sobre as indemnizações compensatórias pagas a privados demonstram que, desde 2008, foram pagos 105,6 milhões de euros a empresas como a Fertagus (pela concessão ferroviária da Ponte 25 de Abril) e a Barraqueiro, proprietário do metro do sul do Tejo. «Vale a pena olhar bem para os casos em que o funcionamento ‘privado’ repousará, de facto, sobre fortes apoios públicos», assegura José Reis.


O problema dos gestores

O economista João César das Neves não hesita em apontar o dedo aos sucessivos administradores destas empresas: «O problema é de gestão. Trata-se de monopólios, sem concorrência, para mais dependentes de impostos. Isto tende a criar muitos vícios», afirma.
Aliada aos vícios está a constante desresponsabilização dos presidentes e gestores públicos – que costumam ser militantes ou simpatizantes do PS e do PSD, consoante a ‘cor’ do Governo. Apesar de nenhuma destas empresas, com a excepção da TAP, ter dado lucro, é comum os administradores serem premiados com novos cargos.
Cardoso dos Reis, por exemplo, foi nomeado presidente da CP durante o primeiro Governo de José Sócrates. No último ano de mandato, em 2009, a empresa registou 217 milhões de euros em prejuízos. O prémio foi a promoção para o Metro de Lisboa. Aliás, já em 2000 este conhecido militante do PS tinha sido nomeado presidente da Refer.
Manuel Frasquilho é outro caso: foi presidente administrador e presidente da CP entre 1993 e 1997, tendo saído neste ano para a liderança da Refer. Em 2000 tomou posse como presidente do metro de Lisboa, tendo saído durante o Governo de Durão Barroso. Em 2005, José Sócrates nomeou-o presidente da Administração do Porto de Lisboa.
Além dos gestores públicos de carreira, é igualmente comum estas empresas serem utilizadas pelos ministros ou secretários de Estado para premiarem assessores e adjuntos pela sua lealdade. Ana Tomás, ex-adjunta de Paulo Campos na Secretaria de Estado das Obras Públicas entre 2007 e 2010, foi nomeada administradora da Estradas de Portugal (EP), com um salário bruto anual de 151.200 euros. Antes de ser adjunta, Tomás era um quadro médio da EP. Ao seu lado está Rui Dinis, militante do PS que já foi adjunto em três ministérios.
A EP, aliás, vai ser a grande preocupação do próximo Governo. A dívida da EP subiu de algumas dezenas de milhões em 2005 para 2 mil milhões de euros no primeiro trimestre deste ano – arriscando-se, a longo prazo, a disputar com a Refer o título de empresa pública mais endividada. Mais uma vez, as despesas com as auto-estradas construídas por António Guterres e José Sócrates são muito superiores às receitas, o que torna inevitável o aumento da dívida.
frederico.pinheiro@sol.pt
luis.rosa@sol.pt

DE - WSJ - Paralelo com a crise de 1928


WSJ: Portugal "à espera de Salazar"
Alberto Teixeira 30/05/11

Colunista do Wall Street Journal diz que, em tempos de crise, os portugueses mostraram preferência por um líder ou governo autoritários.
Na sua coluna de opinião, o director do Centro de Estudos Israelista na University College London, Neill Lochery, começa por traçar um retrato da actual crise política e económica de Portugal, antes de estabelecer um paralelo com a crise de 1928, durante a qual Salazar subiu ao poder.
"No dia 5 de Junho os Portugueses vão a votos para eleger um Governo pela segunda vez em menos de dois anos", refere Lochery, avaliando de depois o perfil dos dois principais candidatos a formar Governo: "A maioria dos eleitores considera Sócrates, o zelador primeiro-ministro e líder do Partido Socialista, o principal responsável pela crise. Mas também não está confiante de que Pedro Passos Coelho, o inexperiente líder do Partido Social Democrata, saiba como resolver a bagunça financeira".
O especialista em política europeia lembra as previsões para a economia portuguesa, "que deverá contrair mais de 2% em 2011 e 2012, o que deixa uma margem de manobra bastante para qualquer Governo".
"A onda de agitação industrial, muito provavelmente, vai aplaudir um Governo forte, enquanto os sindicatos vão tentar resistir às tentativas do FMI de colocar as finanças públicas em ordem", acrescenta.
É neste cenário que Lochery recorda a crise portuguesa de 1928 - que levou Salazar ao poder - como um precedente histórico para considerar que "em tempos de crise os portugueses têm historicamente mostrado preferência para um líder ou governo fortes e autoritários", afirmando ainda que, hoje em dia, "existe um crescente apelo para uma forte 'Coligação de Governo' que possa fazer frente à crise financeira e à reacção esperada dos sindicatos".
"O homem que ocupou o cargo durante a crise foi o líder autoritário António de Oliveira Salazar. Trabalhando como ministro das Finanças antes de se tornar primeiro-ministro, em 1932, Salazar colocou a economia portuguesa de novo no caminho", salienta Lochery, lembrando que no centro das reformas introduzidas por Salazar "estava a sua crença de que a economia devia reflectir a riqueza do País, mais do que o montante de dinheiro que era capaz de pedir emprestado".
E conclui: "Em 2011, muitos portugueses vão procurar um novo líder com o estilo de Salazar para fazer o mesmo."

SOL - Investigadores criminais acusam PS de 'asfixiar a PJ'

SOL 20110530
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=20545
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O candidato do PSD pelo círculo eleitoral do Porto e ex-director nacional da PJ Fernando Negrão também visitou, no dia 24 deste mês, o Departamento de Investigação Criminal da PJ daquela cidade, tendo a ASFIC lhe entregue na altura uma carta a classificar a iniciativa do social-democrata como «uma acção nunca vista na PJ».
Nessa mesma carta, a ASFIC considera «aventureira» a intenção do PSD de deslocar a Investigação Criminal da área da Justiça para a Administração Interna, integrando na mesma tutela a PJ, a PSP e o SEF, o que levaria a «matar» a Judiciária.
No dia 26 deste mês, quando visitou a Directoria do Norte da PJ, Alberto Martins manifestou «o empenhamento total do PS na manutenção da Polícia Judiciária na esfera da Justiça».
Na missiva agora enviada a Alberto Martins, a ASFIC diz não aceitar «a clara tentativa» do PS «de capitalizar a seu favor a reacção da ASFIC à visita do candidato a deputado pelo PSD Fernando Negrão».

domingo, 29 de maio de 2011

Deutsche Bank - Inquérito à crise seria "útil", mas sem culpados

Económico com Lusa 28/05/11
http://economico.sapo.pt/noticias/inquerito-a-crise-seria-util-mas-sem-culpados_119273.html
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Criar uma comissão de investigação "é uma decisão que cabe ao povo e aos líderes portugueses, mas deixe-me dizer que este estudo foi muito valioso para os Estados Unidos, provocou um grande debate. O relato histórico rigoroso, a discussão e o debate são vitais para sair da crise porque, em geral, as pessoas que a causaram, nos Estados Unidos - reguladores que não fizeram o trabalho, Wall Street, que foi imprudente - não querem esse debate vigoroso".

Ferreira Leite - "A grande necessidade é que Sócrates se vá embora"

Económico com Lusa 28/05/11


A anterior presidente do PSD diz que nem sequer fica tranquila se José Sócrates ficar na oposição.
"Eu confesso que o meu grande objetivo, a grande necessidade que eu sinto para o país é que este primeiro-ministro se vá embora", afirmou Manuela Ferreira Leite, durante um jantar-comício da campanha do PSD para as legislativas de 5 de Junho, em Barcelos.
No final do seu discurso, Ferreira Leite reforçou esta ideia: "Pedro Passos Coelho vai-me desculpar, mais uma vez digo, eu não ando à procura de um outro primeiro-ministro, eu ando à procura que o engenheiro Sócrates saia de primeiro-ministro. E ele só sairá de primeiro-ministro no dia em que o PSD tiver mais votos do que o PS, só nesse dia".
Segundo a antiga ministra das Finanças, nestas eleições está em causa a "sobrevivência do país", depois de uma governação do PS feita "a pensar na forma como iria manter o poder", deixando Portugal "à beira da bancarrota", o que provocou a interrupção da legislatura.
"Eu, pessoalmente, dada a atitude do engenheiro Sócrates, dado aquilo que ele diz, nem tranquila fico se ele ficar na oposição, porque acho que ele na oposição vai ser tão pernicioso para o país quanto na liderança do país, porque vai fazer a maior das afrontas a tudo aquilo que vá ser feito para cumprir o acordo que ele próprio assinou", acrescentou.
Nesta intervenção de cerca de 15 minutos, a ex-presidente do PSD alegou que o PS dá sinais de que "não pensa cumprir o acordo" de ajuda externa "acaso viesse a ganhar as eleições", o que significaria transformar Portugal numa "outra

Meio milhar de pessoas protestam em Lisboa contra FMI

A manifestação, que começou junto ao cinema São Jorge e terminou no Rossio foi promovida pela Acampada Lisboa, um movimento espontâneo inspirado pelas "acampadas" em Espanha, e cujos membros têm pernoitado junto à estátua de D. Pedro IV, no centro da capital.
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http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/portugal2011/2011/05/28/meio-milhar-de-pessoas-protestam-em-lisboa-contra-fmi

sexta-feira, 27 de maio de 2011

JN Manuel António Pina - Casualidade, causalidade

JN 20110526
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1861505&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.

A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".

A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.

E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.

O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal

quinta-feira, 26 de maio de 2011

DE - João Salgueiro - Bancos deviam deixar de financiar o Estado

Maria Teixeira Alves 26/05/2011
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Disse que um dos problemas nacionais tem a ver com a falta de fiscalização da acção dos Governos. "Em Portugal a Assembleia da República não fiscaliza a acção governativa porque os deputados dependem do Governo e dos partidos. São os partidos que estabelecem os boletins de voto". João Salgueiro defende assim uma mudança da lei eleitoral, embora admita que essa não se vai fazer no futuro próximo e por isso a mudança terá de ser fazer por outra via. As medidas da troika "são um road map, e a sua monitorização de três em três meses são a via para uma mudança". Salgueiro disse que "a única solução é surpreender pela positiva nos próximos meses".

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Suíça vai abandonar a energia nuclear

Naturlink 20110526
http://www.naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=36577&bl=1

SOL - Acampada Lisboa

Sol 20110526
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=20203

http://acampadalisboa.wordpress.com/

SOL - Medina Carreira - 'Portugal não vai crescer o suficiente para cumprir acordo'

SOL 20110526

O economista Medina Carreira considerou hoje que a economia portuguesa «não vai crescer o suficiente para que Portugal possa cumprir o exigido pela troika» e sublinhou que não ficará surpreendido se a dívida pública tiver de ser renegociada.
«Não advogo a renegociação da dívida, mas não me surpreenderia se tivéssemos de vir a fazê-lo», disse o economista durante um almoço-debate da Associação Cristã de Empresários e Gestores, hoje em Lisboa.
No evento, destinado a avaliar o programa da troika – composta pelo Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comissão Europeia (CE) - para Portugal, o economista defendeu que três anos não são suficientes, propondo «quatro ou cinco» para a duração do programa e alertou que «Portugal pode estar numa situação parecida com a Grécia».
«Não acredito que a nossa economia consiga suportar os pagamentos de juros – que devem chegar aos 12 milhões de euros -, das parcerias público-privadas (PPP) e das contas da saúde que possam surgir agora”, sublinhou Medina Carreira.

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«Se houver uma falha de execução isso terá consequências financeiras muito severas e eu receio que haja qualquer atraso. Não estamos habituados a produzir soluções com esta envergadura e num curto espaço de tempo», reiterou.
Relativamente ao perigo de contágio perante a actual risco de incumprimento da Grécia, Medina Carreira afirmou que «uma coisa que não corra bem num sítio pode contaminar-se a outro», uma vez que Portugal pertence agora «a um grupo desfavorecido que é olhado sob suspeita»
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=20225

SOL - Queda de Kadhafi proporcionaria o 'desfalque perfeito'

SOL 20110526


Os investimentos do fundo soberano líbio no Ocidente «oferecem a oportunidade de um desfalque perfeito» às instituições financeiras ocidentais, segundo especialistas em fluxos e branqueamento de capitais entrevistados pela Lusa.
Um especialista norte-americano ouvido pela Lusa declarou que «a consequência financeira directa da queda de Kadhafi seria o ‘desaparecimento’ de fundos que pertencem ao povo líbio e deviam ser devolvidos a Trípoli para a sua reconstrução».
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http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=20196

SOL - Pepinos espanhóis matam três pessoas na Alemanha

Sol 20110526
As autoridades alemãs alegaram hoje que o surto infeccioso causado por uma perigosa variante da bactéria Escherichia coli, que já matou três pessoas, teve origem em pepinos de Espanha comercializados no mercado central de Hamburgo. http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=20238

quarta-feira, 25 de maio de 2011

DE - Crise - Empresas públicas não cumprem limite de endividamento

António Albuquerque
25/05/2011

http://economico.sapo.pt/noticias/empresas-publicas-nao-cumprem-limite-de-endividamento_119005.html

DE - Krugman - "Portugal não vai conseguir pagar a dívida"

Económico
25/05/2011
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Para Krugman, as condições do empréstimo à Grécia fizeram com que o país se endividasse demasiado: "Os líderes europeus ofereceram empréstimos de emergência aos países em crise, mas apenas em troca de compromissos com programas de austeridade selvagens, feitos sobretudo de cortes da despesa. A objecção de que estes programas põem em causa os seus próprios objectivos - não só impõem efeitos negativos drásticos à economia, mas ao agravar a recessão reduzem a receita fiscal -, foi ignorada."

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http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-nao-vai-conseguir-pagar-a-divida_119002.html


Comentário na net:
Tem que ser resolvido o problema da FALTA DE QUALIDADE em quase tudo o que fazem AGORA os nossos serviços públicos, garantindo a idoneidade dos concursos públicos para admissão de pessoal na função pública.

Actualmente não há diferença entre nomeações e concursos, pois em ambos os casos os colocados são previamente escolhidos, sabendo-se quase sempre de antemão para quem é o lugar... AFILHADOS, FILIADOS, FAMILIARES e principalmente BOYS… quase sempre INCOMPETENTES.

Sem ser valorizada a qualidade, SEMPRE em CONCURSO IDÓNEO, o que vamos ter é SUBSERVIÊNCIA e continuar a arruinar este país.

Ou há CRITÉRIOS EFECTIVOS DE QUALIDADE em todos os serviços públicos, ou continuamos na mesma rota com este petroleiro (Portugal), que vai encalhar em BANCARROTA… já dentro de três anos...

domingo, 22 de maio de 2011

DE - Papandreou - Grécia "colapsa" se não receber dinheiro em Junho

Económico com Lusa 22/05/2011


"Essa opção [a de não receber esse dinheiro] significaria um colapso", frisou o chefe do Executivo grego, Georges Papandreou, numa entrevista publicada hoje pelo jornal grego ‘Eznos'.
O governo de Atenas recebeu até ao momento 53 mil milhões de euros do total da ajuda externa acordada com os parceiros europeus e Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 110 mil milhões de euros.
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http://economico.sapo.pt/noticias/grecia-colapsa-se-nao-receber-dinheiro-em-junho_118680.html

JN - A. Marinho e Pinto - Corrupção (I)

JN 20110522
A corrupção constitui hoje a principal causa da degenerescência da democracia portuguesa e é um dos mais sérios entraves ao nosso desenvolvimento. Na sua dimensão mais nociva, ela traduz-se no facto de os agentes públicos (funcionários, magistrados e titulares de órgãos políticos) praticarem actos contrários aos seus deveres funcionais em troca de subornos, que tanto podem ser materializados em dinheiro (comissões), como em empregos ou outras vantagens. Ela ocorre sobretudo na adjudicação de obras públicas, em licenciamentos ou concessões e na aquisição de bens ou serviços por parte do estado, incluindo empresas públicas e administração local.
A sua danosidade evidencia-se, desde logo, na circunstância de as melhores decisões, em termos de interesse público, serem preteridas em favor das que mais vantagens proporcionam ao decisor ou a terceiros: familiares, partidos políticos, clubes de futebol, etc. A corrupção distorce também as regras do mercado, fazendo com que as empresas que mais prosperam já não sejam as melhores, isto é, as que são bem geridas e que apresentam produtos ou serviços com mais qualidade, mas sim aquelas que proporcionam (mais) vantagens aos decisores públicos. A situação chegou a tal ponto que Daniel Kaufmann, um alto dirigente do Banco Mundial, afirmava em 2005 que Portugal podia estar ao nível do desenvolvimento da Finlândia se a corrupção fosse combatida com mais eficácia.
Mas, a pior consequência da corrupção é, indubitavelmente, a anomia da sociedade perante os sinais que a evidenciam, como se ela, apesar da sua perversidade, fosse uma inevitabilidade. É essa espécie de encolher de ombros colectivo que permite que ela se expanda ostensivamente. Corruptos e corruptores sentem-se cada vez mais impunes, pois sabem que não serão sancionados, nem através do voto democrático.
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http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1858172&opiniao=Ant%F3nio%20Marinho%20Pinto