terça-feira, 9 de março de 2010

JN - Filmou acidente no local da morte do filho

JN 2010.03.09
Ver artigo completo e filme em:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1514611

Uma mulher espanhola filmou um acidente aparatoso no local onde, meses antes, o filho de 22 anos havia morrido ao volante do carro. Veja as imagens.

O quilómetro 28 da "autovía M-607", o equivalente a um itinerário principal em Portugal, mudou para sempre a vida de Esther Rincón. Em Outubro, o filho, de 22 anos, perdeu a vida ao volante, naquela curva perigosa.


Meses depois, Esther Rincón filmou um acidente aparatoso no mesmo local, na mesma curva fatídica, em que o filho, Juan Calleja, perdera a vida aos 22 anos. Mais do que estupefacta, a mulher, a mãe, ficou zangada e frustrada.

Esther Rincón colocou o vídeo no sítio do Youtube e pede medidas urgentes para acabar com aquele ponto negro da M-607, uma estrada da rede secundária da Comunidade de Madrid, que liga Colmenar à capital espanhola. O protesto não ficou só pela Internet, e Esther escreveu uma carta ao Governo Regional, a exortar à resolução urgente do problema.

"O meu filho de 22 anos encontrou a morte numa manhã muito chuvosa do passado mês de Outubro, quando ia trabalhar e cumpria todas as normas de segurança rodoviária", pode ler-se no segundo parágrafo da carta, a que o jornal "El País" teve acesso. "Teve de passar na assassina M-607 por um dos oito pontos negros que existem em apenas 31 quilómetros. Uma estrada mal traçada de princípio a fim", acrescenta Esther Rincón.

Segundo a agência “Europa Press”, citando fontes do Conselho de Transportes e Infraestruturas, o Governo Regional de Madrid anunciou o reforço da sinalização e o piso da curva, na qual se registaram três acidentes em sete dias.

No início do ano, a velocidade máxima permitida na curva baixou de 100 para 80 quilómetros/hora. Depois dos acidentes do fim de semana, a Comunidade de Madrid decidiu colocar guias sonoras no pavimento, cujo reforço e correcção deverá começar nas próximas seis semanas, adianta o "El Pais".

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