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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Energia: Todos os edifícios e serviços públicos vão sofrer intervenção até 2013 para gastarem menos eletricidade


Lisboa, 09 dez (Lusa) - Todos os edifícios e serviços da Administração Pública vão sofrer uma "intervenção" até 2013 com vista a aumentar a eficiência energética em 20 por cento até 2020.
A data consta de uma resolução aprovada hoje em Conselho de Ministro e que lança o Programa de Eficiência Energética na Administração Pública -- Eco.AP.
"O Eco.AP [...] traduz-se num conjunto de medidas de eficiência energética para execução a curto, médio e longo prazo nos serviços, organismos e equipamentos públicos e que tem por objectivo alterar comportamentos e promover uma gestão racional dos serviços energéticos, nomeadamente através da contratação de empresas de serviços energéticos (ESE)", indica a nota do Conselho de Ministros.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11869191.html#page=3

Comentário na Lusa:
A poupança energética devia começar na concepção do projecto de arquitectura - EDIFÍCIOS EFICIENTES:
Racionalização de áreas;
Orientação solar cuidada.
Vãos envidraçados apenas o indispensável e devidamente orientados...
Querem um exemplo do que este governo manda construir: O NOVO MUSEU DOS COCHES - uma autêntica aberração em termos de eficiência energética!!! E ninguém consegue fazer parar aquela estupidez em termos de eficiência ambiental, porque o governo assim quer!!!
A questão da "contratação de serviços" referida no último parágrafo diz tudo...
Isto devia ser obrigatório em todos os projectos novos.
E os termos básicos sobre a obrigatoriedade de reabilitação do existente devia ser legislada para toda a edificação... Isto é fácil... MAS ERA SOL PARA TODOS!!!
Ferreira arq.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CIDADANIA LX: MUSEU DOS COCHES: FINALMENTE ALGO DE BOM!!!

Muito bem dito, Salvador.
Ainda acrescento mais: - só os custos de manutenção daquela "treta", desleixada em termos de eficiência energética e ambiental que iam construir (acrescidos dos encargos dos novos administradores que aí seriam colocados), são suficientes para suportar os encargos de recuperação dos coches, sem qualquer dúvida.
E dos trinta e tal milhões que seriam para a obra, não são precisos sequer metade, para reabilitar o actual picadeiro onde se encontram os coches actualmente, assim como para compor, como espaço exterior, o "buraco" onde iam começar o novo museu.
Ainda ficamos com mais de quinze milhões para reabilitar algum dos edifícios públicos que estão em degradação nas proximidades, para complementar o museu actual com novas salas de exposição, assim como as necessárias oficinas laboratório, para exposição e manutenção dos coches.

Claro: - isto não vai dar tantos tachos novos, nem marcar o território com a chancela dos actuais governantes, tal como qualquer político de vistas curtas pretende.
Mas dará mais que isso: - manter-se-à o carisma e a dignidade do nosso património, que é aquilo que efectivamente atrai os turistas, e a médio e longo prazo dá muito mais vitalidade a uma capital, que qualquer "pirolito" novo.

Parabéns a todos aqueles que se empenharam nesta iniciativa.
E que se restaure a pérola nacional que é o actual museu dos coches.

Isto é uma atitude simples, honesta, correcta, de consenso geral, que deixa os actuais governantes com o alívio do dever cumprido, aproveita os dinheiros disponíveis do casino, resolve o problema do museu dos coches, do estado actual dos coches, da reabilitação do actual picadeiro…

Só não vai ficar contente o autor do novo projecto… mas esse fica bem melhor, vivendo com os louros da arquitectura que fez em devido tempo, que com o ónus do mau exemplo de ineficiência e falta de sustentabilidade ambiental que aqui ia dar, num período em que é fundamental que as novas obras públicas sejam bons exemplos para as obras que a sociedade civil desenvolve. Não se pode exigir na legislação, e não dar o exemplo!

E porque esta proposta não interfere com o desenvolvimento do plano estratégico Ajuda/Belém, É PRECISO AVANÇAR JÁ COM AS OBRAS DE REABILITAÇÃO!
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2:
Alguns meninos do negócio dos milhões dos outros, perderam a noção da realidade (milhões esses que fazem parte dos valores da gestão pública, onde nós também contribuímos com os impostos que pagamos) e só quando os milhões são muitos é que conseguem fazer alguma coisa (!)...

A reabilitação do actual museu dos coches, comparando com obras semelhantes, devidamente acompanhadas, mas sem "desvarios", não precisa sequer de se aproximar do custo referido.
Considerando a área do picadeiro: 50m x 17,5m, mais a área superior e a da sala lateral (já de Raul Lino), teremos perto de 1500m2 redondos.
Ou seja: €15.000.000,00 : 1500 = €10.000,00/m2
Quero eu garantir que, mesmo com a recuperação das carpintarias e das obras de arte existentes, não são precisos dois mil contos por metro quadrado!, num pavilhão amplo...
Mas se a questão são as obras de arte, estamos num museu, e a sua reabilitação pode ser um processo evolutivo, faseado no tempo, permitindo até recuperar agora outros edifícios, e ir reabilitando essas obras depois de conseguir climatizar devidamente o edifício, assim como o respectivo teor de humidade - esse é que é o maior desafio aí, pois tem que conciliar a manutenção futura das madeiras do edifício e dos coches - o que é MUITO URGENTE QUE SEJA FEITO!

O que não se pode é temer essa obra, que tem que ser reabilitada rapidamente.

E anda-se aí a brincar aos edifícios novos, de milhões, que só vão servir para ter manutenções de custos brutais!!! deixando-se um edifício destes para as calendas... (não só as pinturas, mas sim todo ele...).

Não somos pategos.
Brincar com os milhões dos outros sempre foi fácil para alguns...

Esses mais de seis milhões do casino, deviam ser aproveitados para reabilitar este património, que é uma pérola do turísmo nacional, acarinhada internacionalmente por pessoas de todos os níveis culturais e sociais.

Já chega o que vemos desbaratar por aí todos os dias (olha os palácios que andam a vender... se calhar era mais um!).
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3:
Discordo fundamentadamente que o museu dos coches tenha, ou deva, sair dali:
- Para além da cumplicidade de cem anos de parceria entre o edifício e os coches aí colocados, o facto é que há uma complementaridade enorme entre ambos: o picadeiro real foi edificado para ser ocupado pelos cavalos; e os coches não serviam para nada sem os cavalos. E este é o elo e a memória que significa a mais valia; faz também a diferença.
- Por outro lado, partir do princípio que um museu é o caixote onde se arruma, de forma mais ou menos rentável, um espólio para que seja visto, é uma ideia atrofiada que tem sido seguida em alguns casos e leva dramaticamente aos desastres que já nos habituaram em boa parte do espólio que temos no país! Ex: vão lá fazer um museu do Douro, bem arrumadinho, em Lisboa… É o mesmo tipo de anedota!
- A diferença, nas pérolas que estimamos, tem o sentimento, a relação, a cumplicidade. Tem um entrelaçar de passado e presente que fazem a diferença. É isto que acontece actualmente neste museu, e que é um crime destruir. E isto tem vindo a ser assegurado por personalidades internacionais de todas as áreas, como por exemplo nos comentários da subscrição que decorre em defesa da reabilitação do actual museu, com vários milhares de subscritores.
- Quanto a complementar o actual museu, nada mais fácil que a reabilitação de um dos palácios, propriedade pública, aí nas proximidades. E não precisamos de um total de mais de 15000m2 de área!!! tal como o brutamontes do museu projectado prevê, de custos de manutenção estúpidos… (nem falem de viabilidade, em termos económicos, dessa “peça”).

Quanto ao autor do projecto, cujo mérito e reconhecimento são indesmentíveis no seu período áureo, escusava de se sujeitar, nesta época, a passar pela desconsideração de não apresentar agora uma obra que é o oposto das necessidades energéticas e ambientais de uma intervenção pública com este impacto – não é um bom exemplo: é o pior dos exemplos – ineficiente em termos energéticos e de impacto ambiental desastroso: a pegada ecológica desta peça é brutal.

O governo não pode legislar uma obrigatoriedade de cumprimento aos privados, e dar exemplos de actuação destes! Não pode!

Quanto ao orçamento que justifiquei: foi tudo menos ingénuo – apenas demonstrei que é viável com um tiro matar dois coelhos – reabilitar o edifício actual, não acabar ali com a jóia do museu dos coches, e complementar devidamente todo o programa novo pretendido, com a reabilitação de ainda mais um edifício, com a verba que está disponível. E sem enfiar mais um “pirolito” que não é exemplo, em cima do Tejo!

Quanto ao decurso de 20 anos sem nada fazer:
- Apontei uma solução, economicamente viável, urgente, consensual; e que reabilita património!, que é o que este país precisa.
- Há 24 anos(!), estivemos 30 técnicos especialistas em patologia e reabilitação de património, nesse museu, a ver como apodreciam as nossas jóias da coroa!!!(edifício e coches). Dói-me tanto a alma hoje como me doeu nesses dias.

Não posso admitir a implementação de uma estupidez tão grande como a que pretendem fazer sem levar até às últimas consequências o meu descontentamento.
Quem ordena estes actos, depois de ter legislado directrizes de licenciamento das novas edificações urbanas em sentido oposto, tem que ser responsabilizado com consequências sobre os seus actos:
- 15000m2 novos, despesistas e ineficientes, sobrando ainda por recuperar um edifício nobre (o actual picadeiro) e o palácio para onde o museu devia ser ampliado??? É esta gestão que tem levado o país à ruína económica: não sabem minimamente o que andam aí a fazer…

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CIDADANIA LX: MUSEU DOS COCHES: FINALMENTE ALGO DE BOM!!!

"Resolução da Assembleia da República n.º 69/2010 – Suspensão da transferência de Museus e da criação de novos Museus no eixo Ajuda/Belém

«Publicado em Julho 20th, 2010
Diário da República, 1.ª série — N.º 138 — 19 de Julho de 2010
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Resolução da Assembleia da República n.º 69/2010
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Recomenda ao Governo a imediata suspensão de todas as acções relativas à transferência de museus e à criação de novos museus no eixo Ajuda/Belém, designadamente da construção do novo Museu dos Coches, até à elaboração de um plano estratégico para a reconfiguração do seu conjunto.»
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Finalmente algum bom senso neste caso patológico de despesísmo de dinheiros públicos.
Pede-se agora calma, muita calma e muita ponderação na elaboração do estudo a fazer, canalizando os eventuais dinheiros a disponibilizar, na direcção certa, face ás necessidades reais e não neste tipo de obras sem nexo, simplesmente de fachada e de regime.
Ao menos valha-nos estas coisas para achar que os movimentos de cidadania e as petições, sempre não caem em saco rôto.
Um muito obrigado!!!
Luis Marques da Silva"


Comentário em Cidadania LX:
Só os custos de manutenção daquela "treta", desleixada em termos de eficiência energética e ambiental que iam construir (acrescidos dos encargos dos novos administradores que aí seriam colocados), são suficientes para suportar os encargos de recuperação dos coches, sem qualquer dúvida.
E dos trinta e tal milhões que seriam para a obra, não são precisos sequer metade, para reabilitar o actual picadeiro onde se encontram os coches actualmente, assim como para compor, como espaço exterior, o "buraco" onde iam começar o novo museu.
Ainda ficamos com mais de quinze milhões para reabilitar algum dos edifícios públicos que estão em degradação nas proximidades, para complementar o museu actual com novas salas de exposição, assim como as necessárias oficinas laboratório, para exposição e manutenção dos coches.

Claro: - isto não vai dar tantos tachos novos, nem marcar o território com a chancela dos actuais governantes, tal como qualquer político de vistas curtas pretende.
Mas dará mais que isso: - manter-se-à o carisma e a dignidade do nosso património, que é aquilo que efectivamente atrai os turistas, e a médio e longo prazo dá muito mais vitalidade a uma capital, que qualquer "pirolito" novo.

Parabéns a todos aqueles que se empenharam nesta iniciativa.
E que se restaure a pérola nacional que é o actual museu dos coches.

Isto é uma atitude simples, honesta, correcta, de consenso geral, que deixa os actuais governantes com o alívio do dever cumprido, aproveita os dinheiros disponíveis do casino, resolve o problema do museu dos coches, do estado actual dos coches, da reabilitação do actual picadeiro…

Só não vai ficar contente o autor do novo projecto… mas esse fica bem melhor, vivendo com os louros da arquitectura que fez em devido tempo, que com o ónus do mau exemplo de ineficiência e falta de sustentabilidade ambiental que aqui ia dar, num período em que é fundamental que as obras públicas sejam bons exemplos para os trabalhos que a sociedade civil desenvolve.
Não se pode exigir na legislação, e não dar o exemplo!

E, porque esta proposta não interfere com o desenvolvimento do plano estratégico Ajuda/Belém, É PRECISO AVANÇAR JÁ COM AS OBRAS DE REABILITAÇÃO!

Ferreira arq.

sábado, 1 de maio de 2010

CIDADANIA LX: Biblioteca de Arqueologia herdada dos alemães reabre no Palácio da Ajuda

CIDADANIA LX: Biblioteca de Arqueologia herdada dos alemães reabre no Palácio da Ajuda

Esta é uma notícia que denota bem o estado da nossa cultura e do nosso património.
Mas, para além de tudo isto, é também uma notícia que demonstra o real estado da economia, contrastando com a atitude demagógica de quem nos desgoverna, num iluminismo irrealista de quem vive nas nuvens.
Precisamos de uma atitude fria e objectiva nas decisões governamentais. De opções lógicas, simples e práticas, que façam funcionar o quotidiano de aculturação de todos nós, consentânea com a capacidade de manutenção e utilização de todo o nosso património. E esta seria uma atitude de quem sabe que, para elevar o nível cultural e social da comunidade, deverá faze-lo degrau a degrau, reconhecendo e assumindo o tamanho de tal fardo.
Num período económico recessivo com este, a tarefa é ainda mais difícil.
Continuar, nesta fase, com a iluminista ideia de grandeza e sobranceria pessoal, assentando arraiais numa obra nova, pretensamente marcante e referencial, com o convencimento de que isso é o salto de qualidade que eleva o patamar de cultura do país, é, neste caso, tão estúpido como pretender de um salto livre, atravessar o rio Tejo.
O dinheiro disponível (do casino) para a obra do museu dos coches, permitiria reabilitar o actual picadeiro, expandir o actual museu com a área estritamente necessária, para o património público existente nas proximidades (que ficaria assim também reabilitado). Não se perdia o património actual de memória e uso de mais de um século, deste edifício com esta finalidade, situação excepcional, valorizada e comentada por visitantes de todo o mundo. Uma jóia preciosa que temos e vamos desmerecer.
Uma obra nova em qualquer local e para qualquer uso se faz, sem ter que se perder esta mais-valia…
Quando aos erros a todos os níveis do projecto previsto para o novo museu, já nem sequer mereceriam mais comentários. O edifício novo já não é referência nesta época para coisa nenhuma. È despesista, não é ecologista nem ambientalista, atributos primários de qualquer obra arquitectónica que agora se projecte.
Não assume qualquer referência de actualidade que sirva para chamar a Portugal seja lá ele quem for.
È um absurdo despesista destinado a ser demolido em breve, pela falta de sustentabilidade energética e ambiental para a utilização que lhe é destinada.
Nesta data, a DEMOLIÇÃO de um edifício com as características do que vai ser construído, é que é uma obra de referência mundial, tal como estão a fazer nos Países Nórdicos, nos EUA, etc.
Não há dinheiros que aguentem, a manutenção e conservação, a iluminação, as despesas energéticas com aquecimento e arrefecimento, nem com a mão de obra que estes monstros necessitam – que ESTÃO A SER ABATIDOS, nos mesmos termos que a metodologia dos anteriores automóveis de 12 cilindros, com 5 000 cm3.
Qualquer um de nós sabe que não devemos nem podemos andar agora aí a comprar essas “banheiras”.
Também os nossos governantes têm a obrigação de saber que não deviam andar a plantar por aí edifícios com as características desses paquidermes. È uma estupidez. Uma intervenção actual devia ser um exemplo de sustentabilidade a seguir e a imitar nas restantes intervenções urbanas pelo país.
E nunca o oposto, que vai ser mais um motivo de chacota e desdém internacional. Uma perfeita atitude terceiro-mundista, implementando-se aqui, agora, o que eles fizeram há cinquenta anos, pois agora já todos sabemos que foram essas atitudes que levaram ao estado insustentável da actual pegada ecológica e ambiental da generalidade da ocupação urbana. Ocupação esta que estamos agora a tentar inverter, perante a inevitabilidade de uma rotura ambiental catastrófica, a muito curto prazo, pois as mazelas são já agora demasiadas.
Só nos podemos questionar:
-Porque nos fazem isto, os nossos governantes, depois de já devidamente alertados e informados?
-Que têm a perder com a não execução da obra prevista?
-Que lugares ficam em causa na gestão futura de tal edifício, e a quem se vão destinar?
-Qual o destino efectivo dos milhões que este monstro vai custar?
Não temos dúvidas: vai sair do nosso bolso a manutenção desses ditos encargos que agora estão a criar!!!
Estas são simples contas de merceeiro.
São também meras “banalidades”.
Mas é assim que continuamos cada vez mais terceiro-mundistas, alimentando os ditos “sabidos” que estão a dar cabo do país, fazendo de conta que gerem os nossos destinos… e que não têm pejo em deixar morrer à fome meio povo, para se autopromoverem.

Parabéns ao Paulo Ferrero pela persistência (quanto ao Jardim no local: apoio incondicionalmente).

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CIDADANIA LX: Prioridades Estratégicas do Ministério da Cultura

CIDADANIA LX: Prioridades Estratégicas do Ministério da Cultura

"Ministério da Cultura - PRIORIDADES ESTRATÉGICAS:
EIXO 1
Reenquadramento do sistema de gestão dos museus tutelados pelo MC/IMC
1. 1 Transição faseada para as tutelas municipais, ou afectação a Direcções Regionais de Cultura, de alguns dos vinte e oito museus do MC/IMC, seleccionados com base em critérios patrimoniais e museológicos e assentes em contratos-programa.
1.2 Reprogramação e reabertura do Museu de Arte Popular.
1.3 Reprogramação e abertura do Museu dos Coches em construção nova.
1.4 Reprogramação e transferência do Museu Nacional de Arqueologia para o edifício da Cordoaria Nacional.
1.5 Constituição de uma rede integrada dos equipamentos culturais no eixo Ajuda/Belém, Lisboa, com as parcerias da autarquia e da Associação de Turismo de Lisboa.
1.6 Constituição de uma Rede Nacional de Reservas Arqueológicas, com a parceria estratégica do IGESPAR.
1.7 Decisão sobre o destino do edifício e das colecções da Casa-Museu Manuel Mendes (Belém, Lisboa)
1.8 Estudo de viabilidade e programação de uma nova unidade museológica dedicada à viagem, à língua e à diáspora do povo português.
1.9 Projecto de recuperação dos espaços do antigo Gabinete de História Natural da Ajuda(1764-1836), em parceria com o Instituto Superior de Agronomia."
(...)

Comentário:

É patente a forte aposta ..."no eixo Ajuda/Belém, Lisboa, com as parcerias da autarquia e da Associação de Turismo de Lisboa.", assim como nos equipamentos que integram esse eixo.
Claro que a motivação dos nossos políticos é fazer isso "em grande"... assentando arraiais a partir do "brutamontes" do novo museu dos coches...

Esse eixo cultural é uma óptima intervenção, mas a obra do brutamontes faz "escorregar para o chinelo" tudo isso, em termos culturais, económicos, energéticos e ambientais.

A directriz geral pode ser concretizada, mas reabilitando o actual museu dos coches e inúmero outro património da zona, para onde pode crescer o museu dos coches.

Isto seria fazer reabilitação urbana com humildade, seriedade e economia.

Ainda por cima ficaria para o país o exemplo de como se deve fazer.

É um crime provocar o divórcio do Museu dos Coches do actual edifício do picadeiro, que precisa também de ser reabilitado, e todos estão a fazer por esquecer!

Vão estragar 32 milhões de euros!

Ferreira arq.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CIDADANIA LX: "CATÁSTROFE ANUNCIADA"

CIDADANIA LX: "CATÁSTROFE ANUNCIADA"
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Comentário:
O projecto da Baixa Pombalina foi, à data, um exemplo de bem-fazer e uma novidade para todo o mundo.
Nasceu num berço de vítimas e de destruição provocados por um sismo brutal.
Agora, os nossos governantes, já nascidos em berço de ouro, num período de vacas gordas, não se dão sequer ao trabalho de tentar entender os objectivos, nem os meandros, desse plano: -Defender as pessoas e bens; motivar o desenvolvimento económico e a ordem social.
Havia aqui uma valorização colectiva que antecedia a vaidade e o egoísmo individual.

Agora os valores inverteram-se:
Importa apenas MOSTRAR grandeza e importância; não é preciso fazer bem.

Exemplos?...
Nem se deram ao trabalho de entender que o plano da baixa pombalina projectou uma "PRAÇA DO COMÉRCIO", com uma intencionalidade e uma vivência social resultante de uma cidade com vida própria.
Estão lá a recriar um "Terreiro do Paço" anterior a esse brilhante plano, que vão transformar num palco de vaidades... para "Inglês ver", tirar umas fotos, e uns eventos pontuais que vão dar uns cobres aos intervenientes directos. E não mais que isso!
Outro exemplo: Vão fazer um mastodonte gastador para Museu dos coches, quando neste período toda a verdadeira elite arquitectónica mundial se preocupa em apresentar modelos vários de eficiência energética e ambiental!!!

E agora, que todos vimos o que aconteceu no Haiti, em termos idênticos aquilo que passaram os nossos antepassados nos vários terramotos em Lisboa, e quando sabemos que, mais dia, menos dia, voltamos a passar pelo mesmo, permitimos que os nossos governantes continuem neste desvario??? Quando temos o exemplo prático e as soluções, no NOSSO plano da Baixa Pombalina??? Onde, ainda por cima, estamos a "estourar" com a robustez daquelas estruturas, com a escala dos edifícios, com os níveis freáticos constantes que tornavam estáveis as fundações...
Tenho para mim que há aí uns artistas cismados em enfiar um parque subterrâneo na Praça do Comércio (não deixaram lá pôr árvores!) - isto acaba de vez com a robustez das fundações em toda a envolvente!!!

Nem os nossos governantes, nem a legislação que produzem nesta área (e que está em vigor), motiva o menor dos cuidados. Deixou-se à mercê dos especuladores económicos acabar com a resistência do actual e do futuro edificado, justificando-se com um "termo de responsabilidade" de um técnico autor, muitas vezes empregado de um empreiteiro, que por sua vez faz o que o especulador determina...

Até parece anedota...

Sem mais comentários - temos isto assim porque queremos... e um dia destes... "o céu cai-nos em cima da cabeça"...

Ferreira arq.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

EUA: Obama dá 90 dias a ministérios e agências para fixarem objectivos de redução de emissões

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10201904.html
Washington, 06 Out (Lusa) - O Presidente norte-americano, Barack Obama, instruiu hoje todos os ministérios e agências governamentais a apresentarem, num prazo de 90 dias, objectivos calendarizados de medição e redução de emissões de gases que contribuem para o efeito de estufa.
"O Governo federal é o maior consumidor de energia da economia norte-americana. Pode e deve dar o exemplo no que diz respeito a criar formas inovadoras e reduzir as emissões", afirma Obama num comunicado anexo ao decreto hoje publicado.
O objectivo é aumentar a eficiência energética, reduzir o consumo de combustíveis, economizar água e diminuir a produção de resíduos.
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Jornal i:
...
Até 2020, as agências governamentais deverão reduzir em 30 por cento o consumo de combustível nos seus veículos de frota.
Deverão ainda reciclar 50 por cento dos seus resíduos antes mesmo, em 2015.
O Governo norte-americano gere 500 mil edifícios, 600 mil automóveis e compra anualmente bens e serviços avaliados em 500 mil milhões de dólares.
O plano da administração Obama prevê também que todos os edifícios governamentais cumpram as novas normas ambientais.
A luta contra as alterações climáticas é um dos eixos do projecto Obama para reformar os Estados Unidos e a sua economia, incitando os sectores público e privado a participar no esforço a favor do ambiente.
O decreto surge numa altura em que a Administração norte-americana se prepara para apresentar aos fabricantes automóveis e instalações industriais exigências de redução de emissões.
É também uma forma de Washington mostrar progressos na redução de emissões antes da próxima conferência mundial sobre o ambiente, que terá lugar em Copenhaga, no mês de Dezembro.
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Comentário:
Finalmente temos políticos a tomar medidas que têm em conta o nosso futuro, sem estarem quartados pelas medidas habituais de curto prazo.
É o caso do Presidente Obama, que deu ouvidos aquilo que os técnicos e os cientistas andam a dizer há dezenas de anos: é preciso inverter o ataque cerrado que fazemos ao meio ambiente, com a nossa forma de viver.
Esta atitude política em defesa do meio ambiente é fundamental.
Só assim é possivel impedir todo o tipo de acções humanas que lesam o território, vítima inocente das acções dos que deviam ser os primeiros a dar o exemplo: aqueles que estão empossados para gerir os nossos destinos. Aqueles que efectivamente decidem o que vai ou não ser feito, quase sempre os políticos, têm obrigatoriamente que deixar de ter objectivos de querer brilhar a curto prazo, e passar a defender a vivência humana a longo prazo.
Como determinou Obama: "aumentar a eficiência energética, reduzir o consumo de combustíveis, economizar água e diminuir a produção de resíduos."
Dito assim até parece fácil. Mas não é, sobretudo o primeiro aspecto, que grande parte dos nossos políticos não conseguem absorver - "EFICIÊNCIA ENERGÉTICA".
Ou seja, na generalidade não estão para intervir apenas naquilo que é de facto indispensável, de forma mais integrada com o meio ambiente, poupando o supérfluo e desnecessário. Pelo contrário, vemos permanentemente atitudes de ostentação inútil, impactos ambientais desnecessários e actos de envolvimento energético brutal, sem um mínimo de justificação para a colectividade.
E falamos objectivamente de intervenções no território, no espaço urbano e nos edifícios.
Olhem o caso do novo museu dos coches, da brutalidade da área de intervenção, e das características do edifício que os nossos governantes insistem em levar avante.
Estamos fartos de provar a sua inconsistencia em termos de falta de eficiencia energética e ambiental, seja do próprio edificio, seja da sua efectiva necessidade áquela dimensão - mais de 15 000,0 m2 de área de construção.
Isto é um crime ambiental e social.
O mesmo podemos referir quanto a outras inúmeras obras que têm vindo a ser feitas, com grande vontade, mas com tão pouco conhecimento técnico e ambiental. Quem decide a execução dessas obras tem que ter parâmetros ambientais, de qualidade e de eficiência que tem obrigatoriamente de cumprir.
Precisamos de um Obama em cada Câmara deste país....
Ferreira arq.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CIDADANIA LX: Empreitada de Fundações e Estruturas do Novo Museu dos Coches

CIDADANIA LX: Empreitada de Fundações e Estruturas do Novo Museu dos Coches


A anedota em que Portugal se está a transformar...

Decisões estúpidas, que contrariam todas as premissas de qualquer investimento actual, com um mínimo de conhecimento, com um mínimo de cultura, com um mínimo de civismo, com um mínimo de consciência pelo que deve ser a salvaguarda dos valores básicos de sobrevivência da vida na terra...

Quem governa tem que dar o exemplo de eficiência energética, naquilo que desenvolve, numa relação custo ambiental / benefício efectivo.

E este caso é um desastre total!
É um dos piores exemplos que se pode dar ao povo.
E esperam então que o povo utilize com eficiência a energia; que se cumpra o protocolo de Quioto à custa do que o povo vai poupar... dando-se exemplos destes!!!

Um edifício de 15000 m2, para um programa que no máximo precisaria de 1000 m2? Que não tem um mínimo de de coerência na salvaguarda do consumo energético? Completamento o oposto do que se está a fazer em edifícios de vanguarda por todo o mundo!

Somos todos estúpidos, ou estão mesmo a gozar connosco?
Não há um mínimo de idoneidade?

Somos a anedota da Europa.


Ferreira arq.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CIDADANIA LX: PCP rejeita projecto do Museu dos Coches e Helena Roseta pede audição pública

CIDADANIA LX: PCP rejeita projecto do Museu dos Coches e Helena Roseta pede audição pública

Comentário em CidadaniaLx:
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Um escândalo...
Um atentado ambiental e cultural, sem precedentes em Portugal...

Não há outros comentários para uma atitude improdutiva, que apenas tem por móbil plantar um "pirolito" à beira Tejo, e estourar com o dinheiro, que parece que ainda há...

O actual museu dos coches é uma relíquia do nosso património, perfeitamente aconchegado.
O novo edifício, promovido por Manuel Pinho, o homem das energias alternativas (em alguns dias, noutros dias o maior dos desastrados ambientais), querendo instituir aqui um autêntico "petroleiro" despesista, quando chegaria uma comedida barcaça...

Isto não é eficiência energética. É ineficiência.

É também o exemplo da falta de oportunidade na aculturação do nosso povo, para cumprir os objectivo do protocolo de Quioto, na salvaguarda do meio ambiente, que nos vai sair muito cara!!!

+++ Ainda tenho alguma fé numa decisão dos nossos políticos que inverta o processo +++.

Ferreira arq

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Governo: Manuel Pinho, o ministro das energias renováveis

(Henricartoon - desenhos de Henrique Monteiro)
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9862418.html
Lisboa, 02 Jul (Lusa) - Manuel Pinho, o ministro que fez do sector das energias renováveis a sua grande aposta, apresentou demissão quatro anos depois de ter assumido a pasta da Economia e da Inovação devido a um gesto inconveniente no Parlamento.
Ao longo destes quatro anos, Pinho destacou-se na área das energias renováveis, considerada uma das suas apostas mais eficazes, tendo apresentando em vários países o caso português como um exemplo de liderança nas energias consideradas "limpas".
Manuel Pinho, de 54 anos, era um dos independentes do Governo de José Sócrates, tendo transitado do grupo Espírito Santo para a sua primeira experiência governativa.

Comentário:

Sobre Manuel Pinho...

http://forumsociedadecivil.blogspot.com/2009/06/em-portugal-o-museu-dos-coches-praca-do.html


"Os governantes contradizem-se completamente nas atitudes que tomam.
Veja-se o relatório sobre “Energia e Alterações Climáticas”, publicado em 2008/07/07, do Ministério da Economia e da Inovação, orgulho do Ministro António Pinho, e por si subscrito.
Capítulo 5:
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"V.
Eficiência Energética
Apesar da desaceleração do consumo total de energia nos últimos anos, o consumo de energia nos edifícios continua a crescer significativamente, tendo-se verificado para este sector um aumento médio de 3,9% entre 2000 e 2005. Esta tendência é em parte explicada pela aproximação dos níveis de conforto habitacional à média europeia (nomeadamente com o aumento do número de casas com aquecimento central), mas também pela ineficiência energética nos edifícios (Figura 17).

O aumento do consumo energético nos edifícios tem particular reflexo ao nível dos consumos de electricidade, uma vez que este sector é um dos principais utilizadores de energia eléctrica. De facto, se em termos de energia primária por unidade do PIB ou por crescimento, Portugal se aproxima dos níveis médios europeus, ao nível do consumo de electricidade, as taxas de crescimento verificadas nos últimos anos encontram-se entre as mais altas da Europa

Com as medidas já implementadas, o Governo veio imprimir uma alteração relevante no sentido duma trajectória de desenvolvimento sustentável. Para além disso, o Governo acaba de fixar uma nova meta a implementar até 2015, definindo medidas adicionais de redução do consumo de energia equivalentes a 10% do consumo energético (Figura 19).
Nesse sentido, e a curto prazo, o Governo prevê:

Harmonizar fiscalmente o gasóleo de aquecimento com o gasóleo rodoviário, desincentivando, de forma progressiva, a utilização do primeiro para o aquecimento doméstico e permitindo, simultaneamente, financiar o Fundo Português de Carbono para cumprimento de Quioto;

Aprovar um Plano de Acção para a Eficiência Energética com o objectivo de implementar medidas de redução de consumo de energia equivalente ao consumo energético verificado entre 2000 e 2005.”
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Afinal os políticos sabem o que é eficiência energética e porque se deve agir!
Mas isto é só para os privados?
Para o povo apertar o cinto com os encargos disto tudo?
O estado está obrigado a cumprir como todos e devia até dar o exemplo?
Não há programa que justifique minimamente, neste caso, 15000m2 de edifício novo.
Não se pode ESBANJAR em edifícios desproporcionados, e se está assumida a grande quota parte da má gestão dos edifícios, na falta de controlo do dispêndio energético do país, como podem os nossos governantes estar a agravar isto ainda mais? E a questão põe-se nestes termos, por toda a Europa, relativamente à adaptação de edifícios existentes, sendo mesmo inacreditável no que se refere a um NOVO edifício.
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O maior custo deste edifício será a sua manutenção - acabará por ser uma obra a destinar à demolição, já dentro de muito poucos anos! Contraria todas as decisões governamentais quanto a eficiência energética e objectivos determinados pelo governo de redução de consumo nos edifícios, constituindo por isto, motivo mais que suficiente para que tal edifício não possa ser aprovado - para além de todas as outras restantes questões, que são muitas.
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Não temos que pagar do nosso bolso as asneiras de quem afirma uma coisa e faz outra!
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Não seria bem meritório, para quem tem o poder de decidir, assumir já aqui a inversão de atitudes passadas, de efeitos tão nefastos? E dar assim um exemplo que tem que ser seguido em todas as intervenções humanas no território: eficiência energética, respeito e preservação ambiental.
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Lições de humildade não são fáceis, são apenas apanágio de mentes sensíveis. - Deve ser reabilitado o actual Museu dos Coches, como já todos percebemos.

Ferreira arq

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cultura: Museus dos Coches, Arqueologia e Arte Popular marcam última audição de Pinto Ribeiro no Parlamento

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9803450.html
Lisboa, 17 Jun (Lusa) - O futuro dos museus dos Coches, Arqueologia e Arte Popular marcou hoje a última audição parlamentar do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, nesta legislatura, com os deputados da oposição a exigirem esclarecimentos.
Pinto Ribeiro recordou que a ideia de criação de um novo Museu dos Coches tem 15 anos e que quando chegou ao Ministério da Cultura "o processo já estava muito avançado".
Zita Seabra (PSD) questionou a pertinência de construir de raiz um novo Museu dos Coches, quando há carências em museus como o de Arte Antiga e do Chiado, e pôs em causa a criação do Museu Mar da Língua no local onde antes esteve o Museu de Arte Popular.

Em Portugal: o Museu dos Coches, a Praça do Comércio e outras “banalidades”.

Que mais fazer para inverter o comportamento?
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Aos nossos políticos não bastou a lição que Obama deu ao mundo ao ser eleito pelo povo, com uma atitude de inversão dos valores sociais e ambientais que se encontravam arreigados na sociedade Americana.
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Não bastou isso.
Nem bastam os dados técnicos e científicos com que os inúmeros especialistas nos demonstram, todos os dias, a realidade do que está a acontecer a este paraíso, que se chama “Terra”.
È desesperante ter a percepção desses dados macabros, rigorosos, não escamoteáveis, e ver serem tomadas constantemente decisões que continuam no rumo de um precipício bem próximo.
Decisões essas, tomadas pelos que mais têm a obrigação de nos defender e serem os primeiros a agir.
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É a atitude passiva e individual de cada um de nós que permite tomar medidas erradas a quem detém o poder. Que permite que andem a cuidar deles e dos seus amigos, em vez de cuidar do bem social geral, sendo assim, todos nós, também co-autores dos erros.
É a subserviência medieval a esses senhores feudais, que nós alimentamos, que autoriza e avaliza tanta asneira. E impede mesmo que se tomem as medidas possíveis, para tentar inverter um processo que é garantidamente de autodestruição.
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A mentalidade da população tem a ver com a sua cultura.
E a cultura que nos tem sido servida não facilita esta alteração de mentalidade.
É preciso provocar a queda da gota de água que faz "saltar a tampa" às pessoas em comum. Atitude parva a daqueles, que continuam a referir ser a alteração de mentalidades das próximas gerações, que vai provocar a alteração!
Não dá tempo!
Não estamos, já agora, a cuidar de nós nem dos nossos filhos!
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Obrigatoriamente AGORA, em tudo, há que cuidar do meio ambiente!
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Como iremos, a curto prazo, explicar aos nossos filhos termos permitido mais um espaço, que deve ser de utilização pública, a Praça do Comércio, sem árvores?
Ainda não percebemos que temos que saber colocar árvores em TODOS os locais urbanos em que isso seja possível e adequado?
Ainda não percebemos que foi a vegetação que permitiu a existência da vida animal, e não o contrário?
E que não temos possibilidade de sobrevivência na Terra sem essa vegetação?
Que o nosso inter-relacionamento com as árvores é muito superior ao que se fazia crer? Que o salvaguardarmos as árvores é um dos melhores meios para nossa auto-sustentação?
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Cuidar de árvores, não é determinar isso para o meio não urbano, para o meio rural.
Muito pelo contrário. Foi o homem que se desenvolveu entre as árvores.
E anda a acabar com elas, ficando completamente fragilizado, incapaz de subsistir.
Não podemos conceber espaços urbanos sem, até aos limites do aceitável, implantar árvores.
Para além das vantagens estéticas, há a considerar todas as outras vantagens climáticas, ambientais, sensoriais, valorativas da vivência humana, etc.
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Não podemos abdicar das árvores, muito mais num caso referencial como este, num período fundamental de inversão de mentalidades para estas opções.
Opções que não o deviam ser: - deviam ser obrigações legislativas pela sua necessidade (em termos de idoneidade técnica e moral já o são).
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Pena não serem assim já consideradas pelos autores dos projectos.
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A Praça do Comércio, construída para substituir o velho Terreiro do Paço, numa atitude vanguardista de várias centenas de anos (ao que vemos pela cultura que agora nos rodeia), não sobreviveu na atitude nem no programa para que foi edificada – para PRAÇA DO COMÉRCIO.
Voltou desgraçadamente a Terreiro. A parque de estacionamento deserto, desertificado e miserabilista, ou a situações bem similares.
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Aquilo que foi estruturado no séc. XVIII, a um nível de espaço referência da vida social de um império, caiu em desmerecimento. Em desconsideração de uma população que, mesmo agora, no séc. XXI, quer fazer ali uma área de eventos pontuais, muito à moda de um centro comercial!
Sem árvores, sem o quotidiano da vida urbana de que este espaço seria o expoente.
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E até o projecto, é ainda o Projecto do “Terreiro do Paço”!... Anedota: aquilo está edificado há mais de 200 anos para ser uma Praça.
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Temos que exigir lá vida urbana referencial.
E as árvores.
De médio porte, de métrica muito simples, na envolvente próxima das arcadas, libertando o núcleo central. Com a simplicidade aparente do plano da Baixa: funcional, robusto, motivador, perene, sociável, carinhoso... com alma.
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E quanto ao novo projecto do Museu dos Coches?
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Como iremos também explicar aos nossos filhos tamanha atoarda?
Num período em que é fundamental eficiência energética em todos os actos humanos no território, já que é a insustentabilidade dos nossos actos que está a danificar irreversivelmente o meio ambiente, como podemos permitir, mesmo agora, a antítese de tudo isso!
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Um edifício enorme, devasso, consumista e gastador.
Ainda por cima edificado para transferir para lá o Museu dos Coches, que se encontra no antigo Picadeiro Real, e é... só... o museu mais frequentado e considerado de todo o país.
Para destruir um casamento que dura há mais de um século entre os velhos coches e o antigo picadeiro real, que tem coerência, é profícuo, consistente, tem escala e tem o carinho dos portugueses.
Se isto não é prazer em destruir o que está bem, em destruir o meio ambiente, é porque é outra coisa com um nome bem pior. Poderá ser mesmo estupidez?
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Os governantes contradizem-se completamente nas atitudes que tomam.
Veja-se o relatório sobre “Energia e Alterações Climáticas”, publicado em 2008/07/07, do Ministério da Economia e da Inovação, orgulho do Ministro António Pinho, e por si subscrito.
Capítulo 5:
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"V.
Eficiência Energética
Apesar da desaceleração do consumo total de energia nos últimos anos, o consumo de energia nos edifícios continua a crescer significativamente, tendo-se verificado para este sector um aumento médio de 3,9% entre 2000 e 2005. Esta tendência é em parte explicada pela aproximação dos níveis de conforto habitacional à média europeia (nomeadamente com o aumento do número de casas com aquecimento central), mas também pela ineficiência energética nos edifícios (Figura 17).

O aumento do consumo energético nos edifícios tem particular reflexo ao nível dos consumos de electricidade, uma vez que este sector é um dos principais utilizadores de energia eléctrica. De facto, se em termos de energia primária por unidade do PIB ou por crescimento, Portugal se aproxima dos níveis médios europeus, ao nível do consumo de electricidade, as taxas de crescimento verificadas nos últimos anos encontram-se entre as mais altas da Europa

Com as medidas já implementadas, o Governo veio imprimir uma alteração relevante no sentido duma trajectória de desenvolvimento sustentável. Para além disso, o Governo acaba de fixar uma nova meta a implementar até 2015, definindo medidas adicionais de redução do consumo de energia equivalentes a 10% do consumo energético (Figura 19).
Nesse sentido, e a curto prazo, o Governo prevê:

Harmonizar fiscalmente o gasóleo de aquecimento com o gasóleo rodoviário, desincentivando, de forma progressiva, a utilização do primeiro para o aquecimento doméstico e permitindo, simultaneamente, financiar o Fundo Português de Carbono para cumprimento de Quioto;

Aprovar um Plano de Acção para a Eficiência Energética com o objectivo de implementar medidas de redução de consumo de energia equivalente ao consumo energético verificado entre 2000 e 2005.”

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Afinal os políticos sabem o que é eficiência energética e porque se deve agir!
Mas isto é só para os privados?
Para o povo apertar o cinto com os encargos disto tudo?
O estado está obrigado a cumprir como todos e devia até dar o exemplo?
Não há programa que justifique minimamente, neste caso, 15000m2 de edifício novo.
Não se pode ESBANJAR em edifícios desproporcionados, e se está assumida a grande quota parte da má gestão dos edifícios, na falta de controlo do dispêndio energético do país, como podem os nossos governantes estar a agravar isto ainda mais? E a questão põe-se nestes termos, por toda a Europa, relativamente à adaptação de edifícios existentes, sendo mesmo inacreditável no que se refere a um NOVO edifício.
.
O maior custo deste edifício será a sua manutenção - acabará por ser uma obra a destinar à demolição, já dentro de muito poucos anos! Contraria todas as decisões governamentais quanto a eficiência energética e objectivos determinados pelo governo de redução de consumo nos edifícios, constituindo por isto, motivo mais que suficiente para que tal edifício não possa ser aprovado - para além de todas as outras restantes questões, que são muitas.
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Não temos que pagar do nosso bolso as asneiras de quem afirma uma coisa e faz outra!
.
Não seria bem meritório, para quem tem o poder de decidir, assumir já aqui a inversão de atitudes passadas, de efeitos tão nefastos? E dar assim um exemplo que tem que ser seguido em todas as intervenções humanas no território: eficiência energética, respeito e preservação ambiental.
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Lições de humildade não são fáceis, são apenas apanágio de mentes sensíveis. - Deve ser reabilitado o actual Museu dos Coches, como já todos percebemos.
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Nas intervenções urbanas deviam ser sempre responsabilizados, por todos nós, os autores dos projectos, e os decisores da implementação destas acções humanas no território, em parâmetros que correspondam efectivamente ao prejuízo que nos causam a nós e a todos os nossos descendentes, em resultado dos seus actos.
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E que tenham eles que responder aos nossos filhos por actos tão incongruentes (já que não querem saber dos esclarecimentos que terão que prestar aos próprios filhos)!
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Em conclusão:
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Uma Praça do Comércio com árvores, que seja um exemplo ambiental e humano!
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Um Museu dos Coches restaurado no actual Picadeiro Real, e uma obra urbana envolvente, que seja um exemplo de eficiência ambiental e energética!
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Pouca coisa. Umas "banalidades". Apenas aquilo que se faz há vários anos em países minimamente desenvolvidos.
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Ferreira arq

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lisboa: "Os Verdes" reclamam suspensão do Museu dos Coches na Assembleia Municipal

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9795031.html
Lisboa, 15 Jun - "Os Verdes" vão propor na Assembleia Municipal de Lisboa que a Câmara promova todas as diligências junto do Governo para a suspensão da construção do novo Museu dos Coches e abertura de um processo de discussão pública.
"A decisão de construir um novo Museu dos Coches peca, desde logo, por carecer de justificação no que se refere à necessidade de uma nova edificação e muito menos sobre a natureza prioritária dessa construção, perante outras necessidades de investimento no sector na rede de museus portugueses", justificam "Os Verdes".
Numa recomendação que será apresentada na terça-feira na Assembleia Municipal, o PEV "sem questionar a qualidade do projecto e muito menos o mérito dos seus autores", pede à Câmara que promova todas as diligências junto do Governo para suspender a obra.
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Comentário colocado na Lusa:
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Parece que finalmente os políticos querem assentar os pés na terra.Esperemos que desta seja para valer.
Reabilitem o actual museu dos coches, uma das mais belas jóias do nosso património.Um casamento de mais de cem anos entre os velhos coches e o antigo picadeiro real, que tem coerência, tem escala e tem o carinho dos portugueses.
É também uma questão de cultura.
Salvem o actual museu dos coches.
(forumsociedadecivil blogspot)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lisboa: Adiado parecer camarário para novo Museu dos Coches

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9775620.html
09 de Junho de 2009, 19:56
Lisboa, 09 Jun (Lusa) - A discussão sobre a emissão de parecer favorável condicionado ao projecto do Novo Museu dos Coches pela Câmara Municipal de Lisboa foi hoje adiada.
A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta tinha apresentado uma proposta alternativa para a realização de uma audição pública, mas a pedido dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona as propostas foram adiadas.
Helena Roseta disse aos jornalistas que o adiamento foi pedido porque a proposta tinha sido apresentada hoje e os vereadores alegaram falta de tempo para a analisar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Lisboa: Futuro Museu dos Coches está em zona de risco sísmico e inundações - Protecção Civil

Ainda mais esta???
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http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9771032.html
08 de Junho de 2009, 18:33
Lisboa, 08 Jun (Lusa) - O departamento de Protecção Civil da autarquia de Lisboa concluiu que o futuro Museu dos Coches está a ser construído numa zona vulnerável a sismos e inundações, de acordo com um parecer a que a Lusa teve acesso.
A Câmara de Lisboa discute terça-feira uma proposta do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), para que a autarquia dê "parecer favorável condicionado" ao projecto do novo Museu dos Coches.
"Geologicamente, a área de implantação do Novo Museu dos Coches localiza-se sobre terrenos pertencentes ao Complexo Vulcânico de Lisboa. Parte desta unidade encontra-se no entanto recoberta por uma sequência de aluviões e aterros, que são especialmente favoráveis a fenómenos de amplificação de efeitos sísmicos", lê-se no parecer.

Reunião de Câmara amanhã: "Puro folclore político" aprovação do museu dos coches?

Não pode ser "puro folclore político" uma decisão que ainda não está tomada.

E haverá assim motivos para duvidar da generalidade dos vereadores da Câmara de Lisboa?

Perante uma ilegalidade grave, directa e explícita como esta, não creio que seja possível as pessoas em causa abdicarem de todos os princípios éticos que devem nortear a gestão pública municipal.

Conforme os textos que antecedem, para além do restante, havendo decisões recentes do governo Português no sentido do desenvolvimento da eficiência energética e melhoria do desempenho dos edifícios, face a um dos maiores atentados possíveis, é impossível que fiquem de costas voltadas a tudo isso.

Ainda por cima, com a perspectiva de futuros cargos políticos, quem vai querer comprometer a respectiva carreira com tal atoarda?

É que o não cumprimento das condições do protocolo de Quioto vai ter custos muito elevados para todos nós, e quem fôr responsável, tem que pagar isso muito caro.

Ainda por cima tendo sido alertados para o erro que estão a cometer. Temos que RESPONSABILIZAR INDIVIDUALMENTE quem aprovar esta enormidade.

Eficiência energética tem que ser para os governantes aquilo que é para os privados:
-não estragar, só gastar o que é indispensável;
-rentabilizar toda a energia que se utiliza.
E não: ESBANJAR em edifícios desproporcionados.

Se está já assumida a grande quota parte da má gestão dos edifícios na falta de controlo do dispêndio energético do país, como podem os nossos governantes estar a agravar isto ainda mais?

O maior custo deste edifício será a sua manutenção - acabará por ser uma obra a destinar à demolição, já dentro de cinco ou seis anos!

Sr. Eng Carmona Rodrigues: já que é mais desta área que alguns dos que lá estão, tendo assim mais responsabilidades nisto, tente convencer a Câmara a decidir com coerência, a reabilitar o actual museu dos coches.
Estas decisões têm que ser exemplo daquilo que querem que o restante país faça. Não podem aprovar tamanha aberração.
Ferreira

Eficiência energética - Relatório sobre Energia e Alterações Climáticas, do Ministério da Economia

Ainda sobre o Museu dos Coches que amanhã vai a votos na C.M.Lisboa
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Espera lá… Encontrei em :
http://cumprirquioto.pt/documents/List.action
Relatório sobre “Energia e Alterações Climáticas”,
publicado em 2008/07/07, do Ministério da Economia e da Inovação, orgulho do Ministro António Pinho, e por si subscrito.
Vejam o capítulo 5:
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"V.
Eficiência Energética
Apesar da desaceleração do consumo total de energia nos últimos anos, o consumo de energia nos edifícios continua a crescer significativamente, tendo-se verificado para este sector um aumento médio de 3,9% entre 2000 e 2005. Esta tendência é em parte explicada pela aproximação dos níveis de conforto habitacional à média europeia (nomeadamente com o aumento do número de casas com aquecimento central), mas também pela ineficiência energética nos edifícios (Figura 17).

O aumento do consumo energético nos edifícios tem particular reflexo ao nível dos consumos de electricidade, uma vez que este sector é um dos principais utilizadores de energia eléctrica. De facto, se em termos de energia primária por unidade do PIB ou por crescimento, Portugal se aproxima dos níveis médios europeus, ao nível do consumo de electricidade, as taxas de crescimento verificadas nos últimos anos encontram-se entre as mais altas da Europa

Com as medidas já implementadas, o Governo veio imprimir uma alteração relevante no sentido duma trajectória de desenvolvimento sustentável. Para além disso, o Governo acaba de fixar uma nova meta a implementar até 2015, definindo medidas adicionais de redução do consumo de energia equivalentes a 10% do consumo energético (Figura 19).
Nesse sentido, e a curto prazo, o Governo prevê:

Harmonizar fiscalmente o gasóleo de aquecimento com o gasóleo rodoviário, desincentivando, de forma progressiva, a utilização do primeiro para o aquecimento doméstico e permitindo, simultaneamente, financiar o Fundo Português de Carbono para cumprimento de Quioto;

Aprovar um Plano de Acção para a Eficiência Energética com o objectivo de implementar medidas de redução de consumo de energia equivalente ao consumo energético verificado entre 2000 e 2005.”
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Afinal os políticos sabem o que é eficiência energética e porque se deve agir!
Mas isto é só para os privados?
Para o povo apertar o cinto com os encargos disto tudo?
O estado está obrigado a cumprir como todos!
E não devia até dar o exemplo?
Não há programa que justifique minimamente, neste caso, 15000m2 de edifício novo.
Num investimento privado sabemos muito bem que se precisamos de um e meio, e utilizamos quinze, é o fracasso total.
Será preciso ensinar o b+a = ba aos nossos políticos?
Ou outros valores se levantam?
Esta obra contraria estupidamente todas as decisões governamentais quanto a eficiência energética e objectivos de redução determinados pelo governo, constituindo isto, por si só, motivo mais que suficiente para que tal edifício não possa ser aprovado (para além de todos os outros restantes motivos).
Não temos que pagar do nosso bolso as asneiras de quem afirma uma coisa e faz outra!
Isto é uma anedota que nos vai sair muito cara!

É DE RECUPERAR O ACTUAL MUSEU DOS COCHES e de chumbar esta avantesma, perfeitamente ILEGAL.

CIDADANIA LX: Amanhã, vai a votos na CML:

CIDADANIA LX: Amanhã, vai a votos na CML:
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Comentário inserido em Cidadania LX:
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-EFICIÊNCIA ENERGÉTICA- está provado ser neste momento é o único meio pelo qual será possível atingir os objectivos mínimos fixados pelo protocolo de Quioto, e tem que ser desenvolvida em grande parte dos edifícios já existentes.
E vamos construir de novo, AGORA, aberrações como esta? para depois ter que fazer um esforço enorme a tentar melhorar o seu desempenho???
SOMOS TODOS ESTÚPIDOS CÁ EM PORTUGAL???
O edifício tem mais de 15000,0 m2.
Não tem qualquer tipo de eficiência energética aceitável.
Não é ambientalista.
Não vai trazer nada de novo.
Vai ser um edifício extremamente caro a manter, não só pelo consumo de energia, mas também pela mão de obra que vai ser precisa para cuidar de toda aquela área (limpeza, vigilância, custos de manutenção das instalações, gestão, etc.), sem que se tire a devida rentabilidade disso.
E vamos todos pagar esses custos.
Não é minimamente razoável.
Mas o pior mesmo é o custo ambiental de um edifício destes, quando estamos obrigados a reduzir os custos ambientais, da forma de viver a que estavamos habituados.
Os parâmetros alteraram-se, e neste momento Portugal não está a cumprir a redução dos níveis de emissão de CO2 a que se obrigou.
Para além das multas elevadas que vamos ter que pagar (todos), o pior é mesmo a estupidez que significa estarmo-nos a marimbar para isso e a tornar ainda pior o péssimo meio ambiente que vamos legar aos nossos descendentes.

Sr.s Políticos, a quem está legado o poder de decidir esta obra:

1.Têm a oportunidade de demonstrar ao povo que estão preocupados com o nosso futuro e dos nossos filhos, e inverter o processo.

2.Para além de outros motivos, devem chumbar esta obra por não cumprir parâmetros mínimos de EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, já que o programa não carece de um edifício com todo este volume, com uma despeza ambiental que, NESTA DATA, não é suportável pela implicações directas e indirectas de legislação comunitária (e também portuguesa).

3.São inúmeras as directivas europeias que obrigam a sistematizar as intervenções humanas numa relação benefício/custo ambiental, e explicitamente aqui não têm por onde ser justificadas.

4.A ser aprovado o projecto, proponho seja coordenada pelo "forum cidadania" uma comissão de técnicos e advogados que queiram colaborar, principalmente os que frequentamos o CEDOUA - Centro de Estudos de Direito do Ordenamento e Urbanismo da Universidade de Coimbra, para reclamar da Comunidade Europeia a penalização individual de cada um responsáveis por este atentado ao meio ambiente, numa data em que já nenhum dos intervenientes se pode alegar desconhecedor dos objectivos de redução da emissão de CO2 (Protocolo de Quioto), em resultado da intervenção humana no meio ambiente (os membros da C.M.Lisboa têm já várias deliberações sobre algumas áreas nesse sentido).

5.Isto tudo, para além do que querem fazer ao museu dos coches! Não é admissível alterar a sua localização no antigo Picadeiro! È lesa património! É uma das relíquias da nossa cultura.

6.Caso avance a aprovação, proponho também uma acção concertada a divulgar nas áreas culturais de todas as capitais Europeias, em defesa do actual museu dos coches, sobretudo com fotos e dados sobre este casamento dos coches com o picadeiro, que dura há mais de um século, e agora querem divorciar.

7.Parece-me tão ridículo termos que passar por isto, que será uma humilhação para todos nós: pelo que fazemos cá em Portugal, e por termos governantes com uma cultura patrimonial tão desprestigiante!

8.Por favor, Sr. Eng. Carmona Rodrigues: na hora da verdade, não vá à casa de banho desta vez.
Não dúvido da sua votação, se estiver na reunião de câmara, tal como não tenho dúvidas que, desde o início, é assíduo leitor e toma conhecimento destes posts do cidadania LX.

9.È a passividade do povo Português em expressar o que lhe vai na alma, que tem permitido aos nossos governantes manter um nível tão baixo nas intervenções no património.

p.s.:
E não digam que isto é uma questão de política, é uma questão técnica, de cultura ou melhor, de falta dela.