terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Petição 'Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!'

Para subscrever a petição clicar no título, ou utilizar o link:

http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html

"Exmos. Senhores,
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva
Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama
Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa

O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.
O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.
O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.
Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;
Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização;

Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);
Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;
Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sediados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);

Os abaixo-assinados requerem a Vossas Excelências uma intervenção rápida no sentido de travar o projecto em curso do novo museu dos coches, garantindo assim a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional.
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva e Renato Grazina"


S.F.F, Assine e DIVULGUE:
Petição 'Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!'
http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Turismo: Aumento de 10 por cento nas receitas seria resultado fantástico - Manuel Pinho

16 de Fevereiro de 2009, 20:13

Lisboa, 16 Fev (Lusa) - Um aumento de 10 por cento nas receitas oriundas do turismo interno em Portugal seria um "fantástico resultado", uma vez que significaria "um aumento de 700 milhões de euros", afirmou, hoje, o ministro da Economia.

"Se passarmos de 35 para 45 por cento, a percentagem de receitas que vem dos [turistas] nacionais, significaria um aumento de 700 milhões de euros", afirmou Manuel Pinho durante a apresentação da campanha de promoção interna do Turismo de Portugal, "Descubra um Portugal Maior".

"Se com uma campanha de promoção interna de quatro milhões [de euros] fosse conseguido um aumento de receitas de 700 milhões de euros, seria um fantástico resultado", frisou o ministro da Economia e Inovação.

A campanha, que custa quatro milhões de euros, pretende estimular os portugueses a redescobrir o País e a desfrutar da diversidade da oferta turística nacional, enquadrando-se na estratégia do Governo de reforçar a aposta na promoção de Portugal enquanto destino turístico de referência, como forma de contrariar a conjuntura económica desfavorável.

SK.
Lusa/fim

Ensino superior: Ministério pede intervenção urgente da PGR para salvaguardar documentos da Moderna

16.02.2009 - 19h40 Lusa
O Ministério do Ensino Superior solicitou hoje uma intervenção "muito urgente" à Procuradoria-Geral da República, de forma a salvaguardar documentação relacionada com a Universidade Moderna, selada desde a madrugada de sábado pela empresa Incentinveste.

Em comunicado, o gabinete do ministro Mariano Gago informa que a Dinensino, entidade gestora da instituição, comunicou durante o fim-de-semana à Direcção-Geral do Ensino Superior que os edifícios dos pólos de Lisboa e Setúbal "teriam sido ocupados e selados pela empresa Incentiveste, à revelia da própria Dinensino".

"Face à informação comunicada a este ministério pela Dinensino, entidade instituidora da Universidade Moderna, já encerrada, relativa à guarda da documentação legal a que está obrigada, o MCTES solicitou esta tarde intervenção muito urgente da Procuradoria-Geral da República no sentido de assegurar a salvaguarda dessa documentação", anunciou hoje o ministério.

Em Outubro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) decretou o encerramento compulsivo imediato da instituição, por considerar que a Universidade Moderna se encontrava em falência técnica.

"Informamos todos os interessados que este imóvel é propriedade da empresa Incentinveste - Imobiliária e Investimentos, SA. A entrada é só com autorização da administração da empresa", lê-se num aviso colocado junto a uma das portas do pólo de Lisboa, seladas com tijolos e cimento.

A agência Lusa contactou a empresa Incentinveste, que adquiriu o património imobiliário em causa em 2006, mas o accionista maioritário recusou fazer quaisquer comentários.

Habitação social: Vila Real apresentou 42 candidaturas para obras em casa de idosos

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9325614.html
16 de Fevereiro de 2009, 11:06
Vila Real, 16 Fev (Lusa) - A Câmara de Vila Real apresentou 42 candidaturas ao Programa de Conforto Habitacional (PCHI) para a realização de obras em casas de idosos do concelho, anunciou hoje fonte da autarquia.
O PCHI foi lançado pelo ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, em 2007.
O programa, que visa prevenir a dependência dos cidadãos mais idosos através da requalificação das suas habitações, é financiado com verbas provenientes dos jogos sociais atribuídas ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
O objectivo do ministério é ainda combater a exclusão social, o isolamento e promover a autonomia dos idosos, criando uma alternativa à institucionalização em lares.
Através do Instituto de Segurança Social, o Estado disponibiliza 3.500 euros para cada habitação, sendo o restante valor necessário e respectiva mão-de-obra para a realização dos trabalhos assegurada pelas autarquias.
As candidaturas em Vila Real abrangem várias freguesias rurais do concelho.
O presidente social-democrata da autarquia, Manuel Martins, já anunciou a criação de um programa idêntico ao PCHI - que designou como programa de Conforto Habitacional - destinado a pessoas carenciadas, não somente idosos, com o objectivo de criar condições de habitabilidade nas suas casas.
PLI.
Lusa/Fim

Leça/Despoluição: Projecto lançado há dois anos em Valongo começa a dar frutos

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9325583.html
16 de Fevereiro de 2009, 11:45
Porto, 16 Fev (Lusa) - A despoluição do rio Leça, que já foi um dos mais poluídos da Europa, deu um passo decisivo com um projecto iniciado há dois anos em Valongo, mas ainda está muito longe de ficar concluída.
"O projecto está a funcionar, existem elementos mensuráveis que permitem quantificar quanto o rio está hoje melhor do que há dois anos", afirmou José Luís Pinto, vereador do Ambiente na Câmara de Valongo, em declarações à Lusa.
O autarca referia-se ao sucesso do projecto Corrente Rio Leça, que resultou de um protocolo assinado a 16 de Fevereiro de 2007, completam-se hoje dois anos, e tem ainda mais um ano de vigência.
O protocolo, dinamizado pela Câmara de Valongo, envolve autarquias locais, empresas municipais, as faculdades de Engenharia e Ciências da Universidade do Porto e entidades como a DECO, QUERCUS e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).
No quadro deste projecto, já foram limpas as margens do rio no troço de cerca de oito quilómetros que atravessa o concelho de Valongo, de onde foram retiradas 124 toneladas de resíduos verdes, 18 toneladas de resíduos indiferenciados, 220 quilos de sucata e 43 pneus velhos.
Em simultâneo com a limpeza das margens do rio, várias equipas da autarquia estão a verificar as ligações das casas às redes públicas de saneamento e águas pluviais.
"Em Valongo, o rio Leça é poluído fundamentalmente pelos habitantes, ainda que a maior parte não saiba que o está a fazer", salientou José Luís Pinto, recordando os inúmeros casos em que "está ligado à rede de águas pluviais o que deveria estar ligado ao saneamento".
No total, as equipas da autarquia têm que verificar as ligações em cerca de 24 mil casas, tendo visitado 16.724 até ao final de Dezembro.
"Nestas visitas, detectamos que 35 por cento das casas tinham problemas nas ligações", revelou o autarca, especificando que 5.480 casas tinham ligações incorrectas e 431 nem sequer estavam ligadas às redes públicas.
Segundo José Luís Pinto, a situação já foi corrigida em 2.801 casas, frisando que se trata de habitações "que estavam a poluir o rio e já não estão".
Apesar destas melhorias, o autarca está consciente que "o problema está longe de estar resolvido", defendendo que este "é um trabalho que não tem fim".
"Continuamos a entregar à Maia água em piores condições do que a que recebemos de Santo Tirso, mas já conseguimos diminuir essa diferença", frisou, referindo-se ao percurso do Leça.
Este rio, com cerca de 50 quilómetros de extensão, nasce no concelho de Santo Tirso, atravessa os municípios de Valongo e Maia e desagua no mar em Matosinhos.
A qualidade da água do Leça poderá melhorar nos próximos meses com o arranque no projecto de despoluição da Ribeira da Gandra, em Ermesinde, que é o maior foco de poluição daquele rio na sua passagem pelo concelho de Valongo.
"Será um grande passo para a despoluição do Leça", frisou José Luís Pinto, salientando que este projecto, orçado em 1,2 milhões de euros, "permitirá corrigir as ligações à rede pública de 600 ou 700 casas".
FR.
Lusa/fim

Leça/Despoluição: Criação do Conselho de Bacia é a chave para o sucesso - autarcas

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9333640.html
16 de Fevereiro de 2009, 11:45
Porto, 16 Fev (Lusa) - A criação do Conselho de Bacia do Leça é fundamental para o sucesso da despoluição do rio, já que permitirá a coordenação de esforços entre todos os municípios atravessados por este curso de água.
Esta posição foi hoje defendida por Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, salientando que é "necessário uma política conjunta de todos os municípios para o rio Leça".
O autarca recordou que a Junta Metropolitana do Porto (JMP) "está a fazer um esforço" nesse sentido, mas considerou que ainda é insuficiente para os objectivos que se pretende atingir.
Guilherme Pinto salientou que a Câmara de Matosinhos dedica uma "atenção especial" ao rio Leça, que é o principal curso de água que atravessa o concelho, acrescentando estar em curso "um rigoroso programa" para aumentar a taxa de cobertura da rede de saneamento.
A autarquia prevê que a rede de recolha de efluentes abranja todo o concelho dentro de cinco anos, altura em que Matosinhos deixará de contribuir para a poluição doméstica do Leça.
Nas margens do rio, depois de limpas, a Câmara de Matosinhos já construiu duas áreas de lazer, estando previstas mais quatro, além de uma rede de circuitos pedonais e de ciclovias que vai ligar todos estes espaços.
"Estamos a fazer o nosso trabalho, mas era fundamental que o rio chegasse a Matosinhos (onde desagua no mar) menos poluído", afirmou Guilherme Pinto.
Para que isso seja possível, Castro Fernandes, presidente da Câmara de Santo Tirso, concelho onde nasce o Leça, também defendeu a importância de uma "visão conjunta", salientando, no entanto, que o processo de despoluição "deve começar da nascente para a foz".
"Fazer a despoluição do rio a partir da foz sem atender ao que se passa a montante não faz sentido", frisou o autarca, assegurando que os níveis de poluição do Leça são reduzidos no concelho de Santo Tirso e vão ser ainda mais reduzidos a curto prazo com a conclusão de várias obras na área do saneamento.
Castro Fernandes recordou ainda um plano antigo para a bacia do rio que previa a construção de uma pequena barragem no concelho de Santo Tirso, o que permitiria regularizar o caudal, factor especialmente importante no Verão.
A Câmara da Maia, que aderiu em Julho de 2008 ao protocolo de despoluição lançado há dois anos pelo município de Valongo, também está a desenvolver esforços para reduzir a poluição do rio.
"Neste concelho já não existem fontes de poluição industrial", assegurou Helena Lopes, directora do Departamento de Ambiente da Câmara da Maia.
"O problema é a poluição doméstica", frisou esta responsável, acrescentando que, num universo de cerca de 50 mil fogos, este problema ainda se coloca actualmente em cerca de três mil casas.
Na Maia, o rio percorre cerca de sete quilómetros em dois troços distintos, mas um deles, mais urbano, que começa em Águas Santas, passa por Gueifães e termina em Nogueira da Maia, ainda não teve nenhuma intervenção.
No outro troço, que começa na freguesia da Maia e termina em Moreira, já tiveram lugar intervenções ao nível da limpeza das margens e do dessassoreamento do leito do rio, estando a ser instalado um parque de lazer que deve abrir "antes do Verão".
FR.
Lusa/fim

Investigação: Aplicação tecnológica sobre vinhos, quintas produtoras e notas de prova, premiada em Vila Real

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9333338.html
16 de Fevereiro de 2009, 12:17
Vila Real, 16 Fev (Lusa) - A Douro Alliance, o Eixo Urbano do Douro, premiou hoje como ideia inovadora um sistema que permite, através do código de barras de uma garrafa e de um telemóvel, aceder a toda a informação disponível sobre um vinho, a sua quinta produotra e obter notas de prova.
O Sistema Integrado de Gestão de Provas de Vinhos (SIGPV) foi apresentado por Raul Morais, Carlos Rompante da Cunha, Emanuel Peres e Manuel Santos Reis,
Foram também distinguidos como ideias inovadoras o projecto "Eu Douro", iniciativa integrada de comunicação do Eixo Urbano, de Carlos Morais, e o "Roteiro Lugares da Memória" proposto por Alexandre Parafita.
A Douro Alliance é um projecto supramunicipal lançado há meio ano que pretende transformar Vila Real, Peso da Régua e Lamego num pólo urbano com mais massa crítica e capacidade de desenvolvimento.
Em Novembro, o Eixo urbano do Douro lançou o concurso "Laboratório de Ideias e Projectos" que contou com a participação de 36 concorrentes.
A coordenadora do Gabinete Técnico da Douro Alliance, Conceição Silva, salientou que gostaria de ver implementadas as ideias vencedores, com a ajuda dos proponentes.
Segundo o professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Raul Morais, o SIGPV funciona através de uma aplicação de dispositivos móveis, designadamente um PDA ou um telemóvel, através da qual se pode fotografar o código de barras de uma garrafa.
Depois, através de uma ligação à Internet, pode aceder-se a toda a informação disponível sobre o vinho, a quinta ou empresa produtora e pode-se ainda dar uma nota da prova.
O responsável referiu que esta tecnologia já é utilizada em vários países, mas salientou que a ideia inovadora do projecto, em Portugal, é a disponibilização da informação sobre o vinho e a quinta que o produz, bem como de todas as iniciativas promovidas pela casa produtora.
Através do "Eu Douro", Carlos Morais quer criar uma televisão institucional com postos de visionamento nos postos de turismo e outras instituições ligadas à região do Douro, prevendo ainda a criação, manutenção e gestão de um arquivo audiovisual em vídeo de alta definição.
O investigador e escritor Alexandre Parafita propôs a criação de um Roteiro Lugares da Memória - Turismo do Imaginário, que guiará os turistas pelos lugares que serviram de cenário a lendas, como exemplo de mouras encantadas, dos concelhos durienses, passando o projecto ainda pela criação de um museu virtual.
O concurso de ideias da Douro Alliance teve como objectivo a afirmação da identidade do eixo, a promoção do desenvolvimento sustentável, o reforço da atractividade e competitividade, e a promoção da criatividade e da inovação.
No Museu do Douro está patente a exposição "Aquilo que nos une é efectivamente mais do que aquilo que nos separa", que passará ainda pelas cidades de Lamego e Vila Real.
A Douro Alliance apresentou uma candidatura aos fundos comunitários de 15 milhões de euros para a concretização de projectos de cooperação
Os primeiros projectos de cooperação previstos totalizam 18 iniciativas que passam, entre outros, pela criação de gabinetes de turismo, de animação e promoção da rede, centros de acolhimento de investigadores (Vila Real) e de artistas (Lamego), e uma plataforma comum empresarial.
A Douro Alliance é constituída pelas autarquias de Vila Real, Peso da Régua e Lamego, todas com liderança social-democrata, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), as associações comerciais e industriais de Vila Real, do Peso da Régua e as associações empresariais de Lamego e a Nervir (Vila Real).
As três cidades distam entre si não mais de 30 quilómetros, são ligadas pela Auto-Estrada 24 (A24), e têm cerca de 100 mil habitantes, dos quais 51 mil residem nas sedes de concelho.
PLI.
Lusa/Fim

Idosos: Associação atendeu no ano passado 647 vítimas com 65 ou mais anos

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9333435.html
16 de Fevereiro de 2009, 12:31
Lisboa, 16 Fev (Lusa) - Quase 650 idosos recorreram no ano passado à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o que representa 8,2 por cento no total de 7.852 processos abertos pela organização.
No relatório estatístico de 2008, a APAV indica que, das vítimas com 65 anos ou mais, 525 eram mulheres e 120 homens.
Quanto aos autores de crimes com 65 anos ou mais, 48 eram mulheres e 300 eram homens.
Entre os 6.980 processos sobre violência doméstica, 8,1 por cento (568) respeitavam a pessoas mais velhas.
Os processos envolveram, em termos de vítimas, 474 mulheres e 93 homens. Quanto a autores de crimes, 40 eram do sexo feminino e 280 homens, com 65 ou mais anos.
Entre 2000 e 2007, as estatísticas mostraram um aumento de 126 por cento no número de pessoas idosas vítimas de crimes, passando-se de 290 para 656 atendimentos.
Neste período foram registados 7.059 crimes, dos quais 5.628 correspondentes a violência doméstica.
Nestes sete anos, a APAV recebeu 3.459 pessoas idosas vítimas de crime.
Entre 2006 e 2007 houve um aumento de 20,4 por cento, passando-se de 545 para 656 vítimas, enquanto a nível de crimes praticados houve uma subida de 15,6 por cento (1077 para 1245 crimes).
A APAV deverá divulgar dados actualizados em Março.
PL.
Lusa/fim

Co-incineração/Souselas: Ministério Ambiente vai recorrer da suspensão

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9333500.html
16 de Fevereiro de 2009, 12:47
Lisboa, 14 Fev (Lusa) - O Ministério do ambiente vai recorrer do acórdão que determinou a suspensão da co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) em Souselas ao Supremo Tribunal Administrativo, disse hoje à Lusa fonte do ministério.
O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) foi notificado sexta-feira da suspensão e, desde então, está a "fazer uma análise jurídica da decisão do tribunal" para poder fundamentar a decisão de avançar com o recurso, explicou à Lusa um assessor do ministro.
Segundo a mesma fonte, ainda não se sabe quando será entregue o recurso da decisão ordenada sexta-feira pelo Tribunal Central Administrativo Norte (TCAN).
O acórdão do TCAN, que decorre de uma acção cautelar sob a forma de acção popular interposta pelo advogado representante do Grupo de Cidadãos de Coimbra, veio anular a decisão de Outubro de 2008 do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra (primeira instância) que tinha sido favorável ao ministério e à Cimpor.
O acórdão fundamentou-se nas "condições geográficas específicas de Souselas, já que a cimenteira está em cima da população e a 4,5 quilómetros de Coimbra", e na "existência de um risco de concentração de poluentes susceptíveis de aumentar o risco de contrair certas doenças por parte de quem vive nas proximidades" e que podem causar "prejuízos plausíveis de difícil reparação" para população e meio ambiente.
Considerou ainda aquele tribunal que "a fábrica da Cimpor não está dotada de mecanismos de monitorização capazes de aferir da qualidade do ar envolvente da região" e que "para ser imparcial e actuar equitativamente" o Tribunal Fiscal e Administrativo de Coimbra devia ter "trazido para matéria de facto" as conclusões, pareceres e relatórios do professor catedrático Delgado Domingos, de dois médicos e da Quercus apresentados pelo Grupo de Cidadãos de Coimbra.
SIM/CP.
Lusa/fim

Educação: 200 professores de Viseu garantem que "não vergam"

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9333966.html
16 de Fevereiro de 2009, 13:54
Viseu, 16 Fev (Lusa) - Cerca de 200 professores manifestaram-se hoje pelas ruas de Viseu contra o estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação do desempenho, avisando o Governo de que "não vergam" às vontades do Ministério da Educação.
"O facto de, mesmo depois da simplificação do modelo de avaliação de desempenho e de o Ministério da Educação meter medo, 60 mil professores não terem entregado os objectivos pessoais e milhares continuarem a vir para a rua, prova que os professores não vergam", afirmou Francisco Almeida, dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro.
Os professores estiveram reunidos em plenário durante toda a manhã e aprovaram uma moção que apela à "continuação da resistência das escolas e dos professores contra a aplicação do modelo de avaliação que o Ministério da Educação e o Governo, a qualquer custo, querem impor".
Apelaram também à participação no cordão humano a realizar a 07 de Março em Lisboa, para o qual já se inscreveram mais de 100 professores de Viseu.
Depois do plenário, no qual, segundo Francisco Almeida, participaram cerca de 400 professores, metade deles deslocou-se para o Governo Civil de Viseu.
Pelas ruas gritavam as frases habituais: "Avaliação sim, mas esta não", "Categoria só há uma, professor e mais nenhuma" e "Está na hora de a ministra ir embora".
Nas mãos levavam faixas com inscrições como "No Ministério da Educação a asneira pega de estaca e germina rapidamente" e "Não há progresso sem conhecimento. Os professores exigem respeito pela sua profissão".
"Enquanto esta questão não for resolvida, vamos encontrar-nos com o senhor governador civil mais vezes", garantiu Francisco Almeida ao microfone, em frente ao edifício do Governo Civil.
Segundo o dirigente sindical, hoje de manhã realizou-se também um plenário em Lamego (Norte do distrito de Viseu), seguido de manifestação até ao edifício da Câmara Municipal, que contou com a presença de 200 professores.
AMF.
Lusa/fim

Coimbra: Trabalhadores da Direcção Regional de Economia em greve contra transferência para Aveiro (c/ vídeo)

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9334034.html
16 de Fevereiro de 2009, 14:07
Coimbra, 16 Fev (Lusa) - Os trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) fizeram hoje greve e manifestaram-se na rua em protesto pela anunciada transferência da sede de serviços de Coimbra para Aveiro.
A concentração e greve dos cerca de 80 trabalhadores que integram os serviços decorreu durante a manhã de hoje no exterior do edifício-sede, na tentativa de impedir a concretização da anunciada transferência, apontada para o final do corrente mês.
"Não há qualquer justificação, nem em números, nem em termos geográficos", sublinhou Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, aludindo à reduzida actividade dos serviços a partir de iniciativas de Aveiro, e à sua desconcentração no seio da Região Centro.
No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra e Batalha, respectivamente Carlos Encarnação e António Lucas, bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
"O que está a acontecer é uma coisa perfeitamente inimaginável. É irracional e impossível de ser explicada", sublinhou, em apoio aos manifestantes, Carlos Encarnação, dizendo ser "o país que perde" com esta transferência, pelos custos que estão associados.
Também António Lucas aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial.
"Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda", sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edifício próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão, que obriga a custos acrescidos com a deslocação diária para Aveiro, uma situação agravada pelos "salários baixos" praticados.
Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 25 por cento para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro.
FF.
Lusa/fim

História: Exposição com planos do campo de Auschwitz abre terça-feira em Berlim

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9333991.html
16 de Fevereiro de 2009, 15:02
Berlim, 16 Fev (Lusa) - A exposição "Planos de Auschwitz", que abre terça-feira ao público em Berlim, apresenta 28 planos originais do maior campo de contentração e extermínio nazi da história, descobertos em Novembro e nunca antes exibidos na Alemanha.
A exposição, organizada pelo periódico alemão Bild, dá a ver uma série de planos das obras de construção do campo de Auschwitz que as SS nazis levaram a cabo no princípio dos anos 40 do século passado.
Estes planos confirmam pela primeira vez o método sistemático que empregou o partido nacional-socialista (nazi) para exterminar os judeus.
Os documentos, sobre papel e em grande escala (1:100), mostram planos datados de 8 de Novembro de 1941.
A autenticidade dos planos, encontrados em Berlim em Novembro passado, foi provada tanto pelo Arquivo Nacional alemão como por diversos especialistas no tema de Auschwitz.
A mostra estará 15 dias em Berlim, sendo depois transferida para outros locais na Alemanha. O seu conteúdo será posteriormente cedido a uma instituição histórica.
PZF/RMM.
Lusa/fim

UE/Corrupção: Eurodeputados portugueses lançam petição contra corrupção

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9334723.html
16 de Fevereiro de 2009, 17:33
Bruxelas, 16 Fev (Lusa) - Ana Gomes (PS) e José Ribeiro e Castro (CDS-PP) fazem parte de um grupo de deputados europeus que lança quarta-feira, em Bruxelas, através de uma página da Internet, uma petição para lutar contra a corrupção.
A petição insta a Comissão Europeia e os Estados-membros da União Europeia (UE) a propor legislação e mecanismos de combate à corrupção, em particular nas relações com países em vias de desenvolvimento.
...
A petição pretende recolher as assinaturas de um milhão de cidadãos dos 27 para "obrigar as autoridades europeias a tomar medidas contra a corrupção", segundo Ana Gomes.
...
Os deputados europeus que promovem a petição gostariam que a sua iniciativa levasse a que fluxos financeiros duvidosos passassem a ser analisados.
Por seu lado, Ribeiro e Castro lembra as questões de "moralidade e legalidade" e, principalmente, os "prejuízos para o bem-estar dos povos" que recebem apoios dos 27 que são desviados para outros fins.
O eurodeputado concorda que a corrupção em países terceiros, com prejuízo para os cofres comunitários, é a razão principal da iniciativa, mas que também se devem levantar questões "relativamente ao quadro interno" da União.
A recolha de assinaturas é feita na página da Internet www.stopcorruption.eu/.
As "petições europeias" estão previstas no novo Tratado de Lisboa que, eventualmente, entrará em vigor apenas em 2010.
Um grupo de pelo menos um milhão de europeus pode obrigar a Comissão Europeia a estudar e apresentar propostas legislativas relacionadas com determinada matéria.
FPB.
Lusa/Fim

Gravura: Câmara de Alijó anuncia construção do Museu de Gravura do Douro

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9334931.html
16 de Fevereiro de 2009, 18:45
Alijó, 16 Fev (Lusa) - A Câmara de Alijó anunciou hoje a construção do Museu de Gravura do Douro, que representa um investimento de 1,5 milhões de euros e servirá para acolher as obras adquiridas pela autarquia desde 2001.
A autarquia apresentou uma candidatura no valor de 1,5 milhões de euros ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE), prevendo a abertura da estrutura para Dezembro de 2011.
Em comunicado, enviado à Agência Lusa, a câmara revela que o museu vai funcionar como um foco de divulgação e dinamização da arte contemporânea, designadamente pintura, escultura e desenho, com particular incidência na técnica da gravura.
A ideia é que a estrutura funcione também como um ponto de referência no panorama artístico nacional, permitindo que os durienses tomem contacto com as mais diferentes manifestações artísticas nacionais e internacionais.
Para o efeito, sustenta o comunicado, serão estabelecidas relações privilegiadas com outros museus que divulgam a cultura contemporânea, tanto em território nacional como no estrangeiro.
Até Julho, a autarquia de Alijó vai lançar o lançamento do concurso de ideias para a construção deste novo equipamento, com abertura das propostas agendada para Dezembro.
A ideia vencedora será apresentada, em cerimónia pública, em Fevereiro de 2010.
Seguir-se-á a tramitação do concurso público para a construção do museu cuja abertura ao público está prevista para Dezembro de 2011.
Segundo a fonte, a ideia de criar um Museu de Gravura do Douro, em Alijó, decorre da "necessidade de apresentar ao público a grande colecção de gravura que a câmara adquiriu ao longo desta década, apoiando desta forma as quatro edições da Bienal de Gravura do Douro".
A bienal é um evento internacional que se realiza desde 2001 e se tem afirmado no panorama artístico da região do Douro.
A iniciativa, organizada pelo Núcleo de Gravura de Alijó, tem passado ainda pela formação profissional, em gravura, de jovens artistas.
PLI.
Lusa/Fim

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Coimbra: 1.300 pessoas formam cordão humano a abraçar o Choupal - C/FOTOS

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9330750.html
15 de Fevereiro de 2009, 13:54
Coimbra, 15 Fev (Lusa) - Cerca de 1.300 pessoas formaram hoje um cordão no Choupal, em Coimbra, num abraço simbólico de defesa da mata nacional e protestando contra a passagem de um viaduto sobre o espaço verde e de lazer.
Organizado pelo movimento cívico Plataforma do Choupal - constituído para impedir a passagem do viaduto na mata, conforme previsto no novo traçado do IC2 -, o cordão humano foi formado a partir das 11:00 por cidadãos anónimos e figuras da cidade, tendo também a participação das deputadas do Bloco de Esquerda e do PS Alda Macedo e Teresa Portugal, respectivamente.
Sob aplausos dos participantes, o cordão foi fechado pouco depois das 12:00 em torno de "uma área importante do Choupal", referiu Luís Sousa, do movimento cívico, ao manifestar a sua satisfação com a adesão à iniciativa e ao avançar com a estimativa das 1.300 pessoas.
"Gostávamos de ter mais pessoas, mas estou muito satisfeito. Apelo aos decisores públicos para que tenham o bom senso de travar esta decisão irracional do ponto de vista rodoviário e atentatória para Coimbra", defendeu o arquitecto, em declarações aos jornalistas.
O biólogo Jorge Paiva, o antigo director da Polícia Judiciária Santos Cabral, o director dos Serviços Sociais da Universidade de Coimbra, Luzio Vaz, os deputados municipais do Bloco de Esquerda Catarina Martins e Serafim Duarte, os membros do Movimento de Intervenção e Cidadania Maria do Rosário Gama e Elísio Estanque, o candidato da CDU à Câmara de Coimbra, Francisco Queirós, o presidente da Junta de Freguesia dos Olivais, Francisco Andrade, sindicalistas, professores e advogados, foram alguns dos participantes na acção.
"Venho como cidadã, é o Choupal que me traz aqui. Não há bom conimbricence que não queira defender o Choupal. As razões que levaram a esta obra são do consenso geral, a ponte-açude está sobrecarregada. Mas porque há-de ser aqui?", declarou aos jornalistas a deputada socialista eleita por Coimbra Teresa Alegre Portugal.
Segundo a parlamentar, "o governo socialista procurou responder a uma necessidade que lhe foi posta - não quer dizer que tenha encontrado a solução ideal".
A deputada do Bloco de Esquerda Alda Macedo lembrou os dois requerimentos apresentados ao governo pelo seu grupo sobre esta matéria e defendeu que o Choupal "é um espaço privilegiado, que tem de ser defendido e preservado".
"Não deve ser perturbado, porque há alternativas", disse a deputada à agência Lusa, ao enaltecer a "iniciativa cidadã" de hoje.
Para o presidente do Conselho da Cidade de Coimbra, José Dias, "não houve uma discussão atempada nem aprofundada" da questão.
"O traçado do IC2 vai matar aquelas árvores e ter um grande impacto ambiental no Choupal. Cresci aqui, os meus filhos praticam desporto aqui", disse à agência Lusa Ana Caldeira, uma bibliotecária de Coimbra que vive no Monte Formoso, em frente à mata nacional, e que se integrou hoje na multidão de crianças e adultos, a pé, de triciclo e de bicicleta, que acorreram à acção organizada pelo movimento cívico.
Esta acção teve por objectivo "impedir que a Mata Nacional do Choupal seja irremediavelmente afectada pela construção de um viaduto rodoviário com 40 metros de largura e que a atravessa numa extensão de 150 metros", segundo uma nota da Plataforma.
MCS.
Lusa/fim

Tributo ao General Humberto Delgado marca os 44 anos do seu assassinato

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9324572.html
13 de Fevereiro de 2009, 15:44
Lisboa, 13 Fev (Lusa) - O general Humberto Delgado vai ser homenageado sábado, em Badajoz, numa cerimónia que conta com a presença de várias altas entidades civis e militares, entre as quais o Nobel da Paz Ximenes Belo, a partir de Roma.
Este evento marca os 44 anos do assassinato de Humberto Delgado e terá lugar em Vila Nueva del Fresno, próximo de Badajoz, local onde o general foi enterrado.
Directamente de Roma, em Itália, o prémio Nobel da Paz, D. Ximenes Belo participará na homenagem, proferindo um discurso em português e inglês, e dirigirá ainda algumas palavras a todos os militares portugueses em missões internacionais de paz.
Segue-se o discurso de Iva Delgado, filha do general Humberto Delgado e presidente da Fundação Humberto Delgado.
Outras altas individualidades militares prestarão também a sua homenagem ao general Humberto Delgado, nomeadamente, o general Bação da Costa Lemos, ex-Chefe do Estado Maior do Exército, o general pára-quedista Fausto Marques, antigo Comandante do Regimento de Pára-quedistas e também o general Monteiro Valente, antigo 2º Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana.
Na homenagem participam ainda António Arnaut, ex-ministro dos Assuntos Sociais, Jaime Ramos, ex-Governador Civil de Coimbra e Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém e ex-inspector da Polícia Judiciária.
Dalila Cabrita Mateus, historiadora e Investigadora do Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, onde estão reúnidos os arquivos da PIDE e de Salazar, participará também no tributo, à semelhança de professores universitários como Carlos Fernandes, da Universidade de Aveiro, ou Batel Marques, da Universidade de Coimbra.
Durante este evento será difundida a única gravação radiofónica do general Humberto Delgado, guardada por mais de 30 anos por Montalvão Machado, que também estará presente.
No mesmo dia, mas em horários diferentes, as entidades espanholas farão também uma homenagem ao general.
O general Humberto Delgado foi assassinado em Badajoz por uma brigada da PIDE, a 13 de Fevereiro de 1965.
Esta cerimónia poderá ser seguida em directo pelos cinco continentes através do site da Rádio Regional Sanjoanense, em www.oregional.pt/regional.htm, ou através da Rádio Botaréu, em www.radiobotareufm.com.
JZT/SMA.
Lusa/fim

Segurança Urbana: S. João da Madeira recebe em Maio Comité Executivo do Fórum Europeu

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9326082.html
13 de Fevereiro de 2009, 19:33
Porto, 13 Fev (Lusa) - S. João da Madeira vai receber, em Maio, a reunião do Comité Executivo do Fórum Europeu para a Segurança Urbana (FESU), disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto.
O autarca, que preside à secção portuguesa daquele organismo internacional, falava em declarações à Lusa após uma reunião do FESU em Estugarda, na Alemanha.
"Estamos satisfeitos com esta decisão porque ela representa um reconhecimento da contribuição de Portugal para o FESU, que agrupa mais de 500 cidades da quase totalidade dos países da União Europeia", frisou Guilherme Pinto.
O autarca referiu que a principal questão a debater no encontro será a necessidade de manter a coesão social, face à presente crise económico-financeira, de forma a prevenir qualquer surgimento de reacções xenófobas.
A Assembleia-Geral do FESU terá lugar em Junho, em Toulouse, França.
S. João da Madeira, com Matosinhos e Loures, é um dos três municípios portugueses que integram o Comité Executivo daquele organismo internacional.
O Comité Executivo do FESU é constituído por 21 membros de diferentes cidades e organizações europeias, entre as quais se contam aquelas três cidades portuguesas.
Com sede em Barcelona, o FESU articula-se com uma rede de estruturas à escala nacional existentes em diversos países, uma das quais é o Fórum Português para a Prevenção e Segurança Urbana, criado em 2005.
Este é presidido por Matosinhos e dele faz parte, desde a primeira hora, S. João da Madeira.
O FESU - a comemorar 20 anos de actividade - tem estatuto de parceria e aconselhamento, actuando em estreita colaboração com a Comissão Europeia, Conselho da Europa, Parlamento Europeu, Comité Europeu das Regiões e com a Rede Europeia para a Prevenção da Criminalidade.
Trabalhando em rede, as cidades integradas neste fórum internacional desenvolvem trocas de experiências e conhecimentos em matéria da prevenção e segurança, definição de estratégias, metodologias e práticas de actuação.
No caso concreto do Fórum Português, estão delineados objectivos que passam, designadamente, pela criação de um observatório intermunicipal para a segurança urbana, de um guia de desenho urbano para a redução da criminalidade e de um manual de estratégia e política de segurança urbana.
PF.

Arte: Ministro da Cultura congratula-se com participação portuguesa na ARCO em Madrid

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9326233.html
13 de Fevereiro de 2009, 20:04
Madrid, 13 Fev (Lusa) - O ministro da Cultura congratulou-se hoje com a participação das galerias portuguesas na ARCO, destacando que a maioria dos galeristas dão conta de vendas e de uma participação positiva.
Em entrevista à Lusa depois de visitar os três pavilhões do certame de arte madrileno, José António Pinto Ribeiro referiu que o sucesso da participação portuguesa demonstra que é importante continuar a apostar na internacionalização dos artistas nacionais.
O governante relembrou que, depois de alguma preocupação sobre o impacto da crise no mundo da arte, quando das feiras e leilões do Outono, a dinâmica hoje é mais positiva, com coleccionadores privados e instituições a voltarem a investir.
Admitindo que a crise teve impacto, porque afastou alguns coleccionadores que poderiam ter investimentos prejudicados pela crise, o ministro salientou que isso deixou outros coleccionadores interessados em investir.
Além de visitar as galerias portuguesas, o ministro esteve ainda na secção dedicada à Índia, o país convidado na edição deste ano, e conversou com galeristas espanhóis, alemães e austríacos, que, ou já representam artistas portugueses, ou estão interessados em começar a fazê-lo.
ASP.
Lusa/Fim

Espaço: Detritos da colisão entre satélites podem ameaçar outros objectos espaciais nos próximos 10 mil anos

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9326559.html
13 de Fevereiro de 2009, 21:50
Moscovo, 13 Fev (Lusa) - A colisão entre dois satélites gerou dezenas de milhar de detritos espaciais que poderão circular na órbita terrestre e ameaçar outros satélites nos próximos 10 mil anos, afirmou hoje um especialista em ciências espaciais.
"Esta foi uma situação catastrófica" disse James Oberg, ex-funcionário da NASA que é agora consultor espacial, acrescentando que "esta é a oportunidade para que Obama tome medidas fortes e visíveis em relação a este problema que tem sido ignorado."
A colisão, que ocorreu terça-feira a cerca de 800 quilómetros da Sibéria, envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e o satélite russo Cosmos - 2251, lançado em 1993, que não estaria operacional.
Os norte-americanos negaram qualquer responsabilidade na colisão mas as autoridades russas entendem que os Estados Unidos podiam ter previsto o choque, porque o Iridim continua em observação.
"Os detritos que estão agora em órbita e cuja rota se desconhece são um risco sério para as comunicações espaciais, dada a velocidade a que circulam", explicou Vladimir Solovyov, um cientista russo.
A NASA disse que esta foi a primeira colisão espacial a alta-velocidade entre duas naves, sendo que o Iridium pesava mais de 500 quilos e o Cosmos - 2251 tinha quase uma tonelada.
O cientista David Wright afirmou que "é possível que este choque tenha gerado milhares de partículas com dimensões superiores a um centímetro", o que é suficiente para causar danos graves ou mesmo destruir uma nave espacial.
NZD/NM/MF.
Lusa/Fim

Ambiente: Primeira árvore artificial viável no Mundo já purifica ar poluído na capital peruana

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9326697.html
13 de Fevereiro de 2009, 22:20
Lima, Peru, 13 Fev (Lusa) - A primeira árvore artificial viável no Mundo já foi instalada em Lima para purificar o poluído ar da capital peruana, confirmaram hoje fontes da empresa ecológica responsável pela criação desta inovação.
Os responsáveis pelo projecto adiantaram que pretenderem instalar 400 destes aparelhos purificadores de ar urbano PAU-20 nos próximos quatro anos em várias cidades do Peru.
Trata-se de árvores metálicas que, apesar de carecerem de ramos, folhas e tronco, são capazes de imitar artificialmente o processo da fotossíntese, convertendo as partículas de dióxido de carbono em oxigénio.
O engenheiro Fernando Eguren, um dos criadores deste purificador, explicou que previamente à criação do PAU-20, foram desenvolvidos outros projectos semelhantes no Chile e no México, que, no entanto, foram considerados economicamente não viáveis.
"As máquinas desenvolvidas nesses países pressupunham um consumo de entre 48 e 68 quilowatts por hora e uma manutenção contínua, enquanto que o nosso [projecto] apenas utiliza 2,5 quilowatts e cerca de 60 litros de água a cada cinco horas", precisou Jorge Gutiérrez, outros dos responsáveis pelo projecto.
Assim, os habitantes de Lima, que, segundo um estudo do Banco Mundial, publicado em 2008, é uma das cidades mais poluídas de América Latina, poderão passar a desfrutar de 200 mil metros cúbicos de ar limpo que a arvore artificial emite diariamente.
"Queremos instalar 400 aparelhos no prazo de quatro anos, que brindarão ar purificado a oito milhões de pessoas cada dia", adiantaram.
SK.
Lusa/Fim

Portugal/Espanha: Governos a negociar troca de espaços culturais em Madrid e Lisboa

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9327630.html
14 de Fevereiro de 2009, 10:44
Madrid, 14 Fev (Lusa) - Os governos de Portugal e de Espanha e as autarquias de Madrid e Lisboa já estão a negociar para a possível implementação, entre 2009 e 2010, de centros ou espaços culturais recíprocos nas duas cidades, disse à Lusa o ministro da Cultura.
José António Pinto Ribeiro, de visita a Madrid, explicou que responsáveis dos dois países já começaram a analisar edifícios, nas duas cidades, que podem servir para instalar um centro da cultura espanhola em Lisboa e um centro português em Madrid.
O projecto poderá acabar por se concretizar, em 2010, aproveitando a celebração dos 25 anos de cimeiras ibéricas e de adesão dos dois países à União Europeia.
Da parte do governo espanhol, o objectivo tem sido o de ampliar as instalações do Instituto Cervantes em Lisboa, num momento em que a entidade portuguesa quer expandir a projecção da língua e cultura espanholas em Portugal.
No sentido inverso, responsáveis portugueses debatem, há muito, a criação de uma presença cultural portuguesa permanente na capital espanhola que poderá ou não funcionar ligada ao Instituto Camões.
Uma das opções que se tem debatido nos últimos meses centra-se na instalação de uma estrutura parecida a uma Casa de Portugal, de várias valências, e onde poderiam vir a ser instaladas algumas instituições portuguesas.
O ministro da Cultura recordou que Portugal e Espanha continuam a aproximar-se cada vez mais, com um relacionamento que se alterou profundamente, tanto a nível bilateral como na sequência da adesão europeia.
Actualmente e a par dos eixos da Europa e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Espanha é o terceiro "eixo natural" do relacionamento externo português.
Neste capítulo, acções culturais continuam a assumir um papel de destaque.
ASP.
Lusa/Fim

G7: Crise económica mundial no centro das discussões em Roma para encontrar soluções comuns

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9327533.html
14 de Fevereiro de 2009, 11:59
Roma, 14 Fev (Lusa) - O agravamento da crise mundial, que provoca aumento do desemprego e reflexos proteccionistas, está hoje em Roma no centro dos debates dos ministros das Finanças dos países do G7, que tentarão encontrar linhas de acção comum para o problema.
Após um jantar na sexta-feira à noite, os ministros e os presidentes dos bancos centrais dos sete países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá) reiniciaram hoje de manhã as discussões, devendo distribuir um comunicado às 14:30 locais (13:30 em Lisboa).
Os ministros vão tentar encontrar linhas de acção comum para fazer incentivar o crescimento e estabilizar o sistema financeiro.
"As economias desenvolvidas estão em forte recessão e não há sinais visíveis sobre a eventualidade de em 2009 poder vir melhorar", alertou sexta-feira à noite o director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, que efectua em Roma a sua primeira intervenção na cena internacional, já apelara à adopção de "medidas audaciosas" pelo G7.
A crise económica mundial poderá lançar para o desemprego mais 51 milhões de pessoas este ano "se a situação continuar a deteriorar-se", avisou o Gabinete Internacional do Trabalho em finais de Janeiro.
Este G7 é considerado uma etapa preparatória antes da cimeira do G20, marcada para início de Abril em Londres, que reunirá os países ricos e as principais economias emergentes para traçar as grandes linhas de uma reforma do sistema financeiro internacional.
JMS.
Lusa/Fim

Ártico "deixará de existir" dentro de duas décadas - cientistas

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9329885.html
15 de Fevereiro de 2009, 00:40
Lisboa, 14 Fev (Lusa) - O Ártico tal como é conhecido hoje vai deixar de existir dentro de duas décadas, devido ao aquecimento global que pode fazer aumentar a temperatura na região até 7ºC até meados deste século, segundo especialistas citados pela Folha de S. Paulo.
Segundo o jornal, "o atestado de óbito do Ártico está assinado", observando-se já todos os anos uma reacção em cadeia, que de acordo com especialistas em ciência polar reunidos em Chicago, não deverá tratar-se de "um mero ciclo passageiro".
"Teremos um Verão sem gelo no Ártico em 2030 ou antes disso", calculou um especialista da Universidade de Colorado, que falava no âmbito da 175ª Reunião Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
O especialista referiu que "com menos gelo, a preocupação com uma certa ocupação da região ártica também deve aumentar", prevendo ainda que "pode aumentar não apenas a navegação em toda a área, como a exploração de petróleo".
"Todo cuidado é importante, porque o Ártico está mais quente em todas as estações do ano, não apenas no Verão. Já temos problema de erosão costeira em algumas zonas. Sem gelo, o vento movimenta mais a água", disse o cientista.
Para o especialista, acrescenta a Folha de S. Paulo, a mudança de comportamento registada em todo o Ártico é "tão crítica, que o ciclo de carbono também pode ser drasticamente alterado", pois com o calor, a tendência é para que toda a matéria orgânica congelada no solo do Ártico liberte carbono para a atmosfera, acrescentou outro cientista.
JMG
Lusa/fim

Mercados: Arte pode ser bom investimento em tempos de crise, dizem especialistas

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9312016.html
15 de Fevereiro de 2009, 09:30
Lisboa, 15 Fev (Lusa) - O mercado da arte pode ser um bom investimento, numa altura em que os mercados financeiros estão a viver uma crise global, porque está menos sujeito a flutuações, dizem os profissionais do sector.
O investimento em arte, "quando bem escolhido é o investimento mais seguro e rentável que existe", disse Rui Brito, responsável pela Galeria 111, acrescentando que "não se deve esperar uma rentabilidade imediata: ao fim de dez anos há normalmente uma grande valorização".
Pedro Alvim, responsável da Cabral Moncada Leilões, referiu que "todas as alturas são boas para investir em arte, desde que existam as condições necessárias a um bom investimento".
"Os leilões proporcionam condições concorrência, qualidade e divulgação, que facilitam o investimento. Estas são as condições necessárias, mas não as suficientes: também é preciso ter um conhecimento profundo de arte e do mercado da arte para fazer boas apostas", explicou.
No entanto, Pedro Cera, responsável pela galeria com o mesmo nome, alertou que "a liquidez não é, em definitivo, uma característica do mercado da arte", pelo que "quem entra na arte com fins especulativos assume maiores riscos do que aqueles que assume nos mercados financeiros", sendo apenas possível atribuir às obras de arte "uma função de reserva de valor".
Em Portugal, apenas o Banif tem um fundo de investimento composto exclusivamente por obras de arte (Art Invest) e o responsável pelo fundo, Carlos Firme, disse à agência Lusa que "o mercado da arte não está descorrelacionado dos mercados financeiros", sugerindo que o mercado da arte não está imune às volatilidades dos mercados globais nem à "queda de preços".
Carlos Firme afirmou ainda que o fundo consegue "amortecer as perdas em situações de depressão e impulsionar os ganhos em alturas de expansão económica", sendo que "os índices globais (do mercado da arte) apresentam retornos de oito a dez por cento, o que está historicamente acima dos ganhos dos mercados de obrigações".
NZD/RBV
Lusa/fim

Alterações climáticas: Portugal obtém créditos de carbono com ajuda aos PALOP

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9329792.html
15 de Fevereiro de 2009, 08:45
Cidade da Praia, 15 Fev (Lusa) - Portugal está a ajudar os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) a criar mecanismos ambientais na área do protocolo de Quioto, recebendo em troca créditos no âmbito das emissões de carbono.
"Portugal precisa de créditos de carbono, e tem aqui um caminho estrategicamente muito interessante, porque pode obter créditos de carbono e ao mesmo tempo estreitar relações" com esses países, disse à Agência Lusa o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.
Em entrevista à Agência Lusa, no final de uma visita de três dias a Cabo Verde que hoje terminou, Nunes Correia explicou que Portugal tem vindo a assinar protocolos "praticamente com todos os países da CPLP", sendo que já o fez com os cinco países africanos, Guiné-Bissau em 2005, Moçambique em 2006, e Angola, Cabo Verde e S. Tomé no ano passado.
Portugal, explicou o ministro, vai apoiar a criação da Autoridade Nacional Designada desses países, uma entidade que terá nomeadamente a competência de aprovar projectos passíveis de reduzir os efeitos das alterações climáticas.
A criação da Autoridade é necessária no quadro do protocolo de Quioto e permite aos países beneficiarem de projectos de cooperação em áreas ambientais.
Isso é "bom para os países que fazem cooperação, porque obtém créditos de CO2 (dióxido de carbono), e é bom para os países que recebem essa cooperação, porque os ajuda a trilhar um caminho positivo do ponto de vista de emissões" de gases, frisou Nunes Correia.
...
Em Cabo Verde vão também ser formados inspectores ambientais com apoio português, o mesmo acontecendo em relação a Angola, onde é visível também a cooperação portuguesa através da empresa Águas de Portugal, junto da empresa pública águas de Luanda.
A empresa Águas de Portugal está também presente em Moçambique, numa parceria com a Águas de Moçambique, além de que recentemente a gestão do lixo foi entregue a uma empresa portuguesa, havendo ainda o apoio na formação de inspectores ambientais, disse o ministro.
Em Moçambique, ainda segundo Nunes Correia, há vários projectos no domínio da gestão da água, como no Lumbo ou em Maxaquene, sendo também a água que merece mais parcerias em S. Tomé e Príncipe e na Guiné-Bissau, aqui especialmente "na gestão dos recursos trans-fronteiriços".
Na Guiné-Bissau deve terminar este ano o projecto Carboveg, de quantificação de carbono, enquanto em S. Tomé foi concluída a instalação de estações de monitorização das águas dos rios Ouro e Abade.
...
FP.
Lusa/fim

Austrália: Milhares de bombeiros combatem fogos, 181 mortos

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9330465.html
15 de Fevereiro de 2009, 11:40
Sidney, Austrália, 15 Fev (Lusa) - Milhares de bombeiros continuam hoje a lutar contra oito fogos no sudeste da Austrália, onde já 181 pessoas perderam a vida nos piores incêndios da história do país.
Apesar de temperaturas a descer de intensidade e vento fraco contribuírem para ajudar os bombeiros a lutar contra as chamas, serão precisas várias semanas para extinguir completamente todos os focos de incêndio, anunciou fonte dos serviços de emergência.
"Ainda há oito fogos a progredirem", indicou Lee Miezis, porta-voz do Departamento do Desenvolvimento do Estado de Victoria.
"Estes incêndios ainda não estão dominados, mas não ameaçam qualquer comunidade", acrescentou o funcionário.
As homenagens às vítimas e aos bombeiros estão hoje a decorrer por toda a Austrália, com o primeiro-ministro, Kevin Rudd, a presidir a uma cerimónia em Wandong, cidade do Estado de Victoria, particularmente atingida pelas chamas.
Kevin Rudd prometeu ajuda aos sobreviventes, garantindo que a reconstrução das zonas afectadas vai começar.
Milhares de pessoas estão sem abrigo e cerca de 4.300 bombeiros continuam a combater os fogos.
Os incêndios destruíram mais de 1.800 habitações e 450 mil hectares de mata ou florestas, causando pelo menos 181 mortes, balanço que pode vir a aumentar à medida que novos cadáveres sejam encontrados.
JMS.
Lusa/Fim

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Lisboa e a falta de mobilidade

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9315962.html
Lisboa:Deficientes motores enfrentam "condições vergonhosas" - JSD
11 de Fevereiro de 2009, 20:58
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - Dois deputados do PSD e um deputado independente participaram hoje, em Lisboa, no desafio lançado pela JSD, enfrentando "as condições vergonhosas" da cidade, que condicionam a mobilidade dos deficientes motores.
A campanha "(I) mobiliza-te", lançada pela secção D da Juventude Social-Democrata (JSD), desafiou deputados e membros do Governo a fazerem um percurso de obstáculos em cadeira de rodas, com o objectivo de alertar para os problemas enfrentados pelos deficientes motores.
Em frente à Assembleia da República, André Almeida, Ana Zita Gomes, ambos do Partido Social-Democrata, e José Paulo de Carvalho, ex-deputado do CDS-PP, participaram neste desafio que "não correu mal (...) e que tem tido adesão por parte das pessoas, desde o início", acrescenta António Matos, vice-presidente da secção D.
"Se alguém pode fazer alguma coisa são os deputados da Nação", reitera o presidente da secção, Manuel Saramago, indicando que os jovens sociais-democratas querem mobilizar os deputados e governantes portugueses.
Lisboa é uma "cidade pouco amiga" e "as condições vergonhosas que ainda existem" fizeram avançar esta iniciativa, explicou.
Entre outras propostas, os jovens sociais-democratas querem a colocação de equipamento de acesso a todos os edifícios públicos e ainda a adaptação de todos os equipamentos da via pública às pessoas com mobilidade reduzida.
A secção D da Distrital de Lisboa da JSD solicita ainda a criação de uma entidade fiscalizadora que assegure o cumprimento da lei.
A Câmara Municipal de Lisboa, o Largo do Rato e o Marquês de Pombal são alguns dos locais onde esta campanha irá decorrer durante os meses de Fevereiro e Março.
JZT/RBF/MF
Lusa/fim

Lisboa: Câmara candidata reabilitação da Mouraria ao QREN

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9317704.html
11 de Fevereiro de 2009, 23:11
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - A Câmara de Lisboa aprovou hoje a candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) da reabilitação do Bairro da Mouraria, estimada em sete milhões de euros, a concretizar em três anos.
O projecto irá instalar equipamentos sociais, requalificar o espaço público e reabilitar o monumento da Cerca Velha, afirmou vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS).
Será criada uma extensão na Junta de Freguesia do Socorro para um equipamento destinado à infância e juventude, onde serão desenvolvidos projectos de prevenção da toxicodependência e de integração de filhos de imigrantes.
A extensão da Junta de Freguesia de São Cristóvão e São Lourenço para a criação de um equipamento destinado à prevenção da toxicodependência é também contemplada no projecto.
O plano prevê igualmente para o Largo dos Trigueiros um equipamento cultural para crianças e jovens, que está em fase de projecto.
Para o quarteirão do Lagares, está prevista a criação de um ninho de empresas para actividades económicas de pequena dimensão.
A reabilitação da Rua do Capelão e da Casa da Severa são outras intervenções previstas no projecto.
As "obras identificadas" estão orçamentadas em 5,4 milhões de euros, disse Manuel Salgado, embora o plano global esteja estimado em cerca de sete milhões de euros, 3,5 milhões dos quais a financiar pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional, caso a candidatura seja aprovada.
As juntas de freguesia, a Empresa Publica de Urbanização (EPUL) e instituições sediadas no Bairro serão parceiras neste projecto, não estando ainda fechado o conjunto de parceiros da autarquia.
A Câmara aprovou ainda uma proposta dirigida ao Governo e aos grupos parlamentares para que seja alterada a lei que simplifica os licenciamentos de obras.
O presidente da Câmara, António Costa (PS), explicou que no caso de Lisboa a lei acabou por dificultar esses procedimentos porque cerca de 80 por cento da cidade está coberta por servidões administrativas ou restrições de ordem pública, que a lei define como excepção à simplificação.
A proposta aprovada defende assim que as obras sem impacto urbanístico, obras de conservação ou no interior dos edifícios dispensem os pareceres prévios de entidades devido às servidões administrativas, como a ANA no caso da servidão aeroportuária, e sejam isentas de licença.
...
ACL.
Lusa/Fim.

Alimentos: Portugal aumentou as culturas de alimentos geneticamente modificados, diz relatório internacional

12 de Fevereiro de 2009, 00:28
Washington, 12 Fev (Lusa) - Portugal é um dos sete países europeus que aumentou a àrea de cultivo de produtos geneticamente modificados em 2008, num ano em que as culturas destes alimentos representam cerca de 125 milhões de hectares em todo o mundo.
De acordo com o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Biotecnologia Agrícola (SIABA), estes números representam um aumento de 9,4 por cento.
O mesmo relatório afirma que o Egipto, Burkina Faso e Bolívia são os três países que, no ano passado, se iniciaram na cultura de alimentos geneticamente modificados.
"Embora a França não estivesse autorizada a cultivar alimentos geneticamente modificados, em 2008, outros sete países da União Europeia aumentaram em cerca de 21 por cento da área com produção destes alimentos, totalizando uma superfície glogal de cem mil hectares", lê-se no relatório.
Vinte e cinco países passaram a recorrer à biotecnologia, sendo que destes, 15 são países em vias de desenvolvimento.
A área cultivada com este tipo de alimentos aumentou 10,7 milhões de hectares, no ano passado, sendo os Estados Unidos da América o país que mais desenvolveu estas práticas (62,5 milhoes de hectares).
A Argentina tem 21 milhões, o Brasil 15,8, a Índia e o Canadá têm 7,6 hectares cada um e a China conta com 3,8 hectares de área cultivada com alimentos geneticamente modificados.
NZD/MF.
Lusa/fim

COMENTÁRIO:
Pois é... produzir em quantidade!
Até era muito bom, se o nosso organismo tolerasse bem tudo isso.
Só que não é isso que acontece e depois surgem as intolerâncias alimentares graves em cada um, que passa a vida adoentado, sem resistências, com infecções, dificuldades respiratórias, etc.
Cada vez vamos perceber mais que é fundamental ter cuidado com o que se come.
É bem melhor comer menos, mas coisas mais saudáveis.
Este tipo de produção, que deveria estar já a diminuir... cá está a aumentar!
E se andássemos a aproveitar todos os bocadinhos de bom terreno agrícola que temos, mesmo para umas hortinhas, em vez de andarmos a dar cabo dele, com obras, aterros e desterros, poesias e outras anedotas...
E nas hortinhas urbanas, onde se faz ginástica ao corpo sem pagar no ginásio.
Onde se produz com gosto bons alimentos caseiros, até se plantam umas árvores de fruto.
Onde os miudos até ganham o gosto de ver crescer as plantas, e aprendem a respeitar o trabalho que isso dá... em vez de andarem, até à idade adulta, com a ilusão que muitas vezes os pais lhes dão, de que tudo cai do céu!
Quando iremos assentar os pés na terra?
Ferreira arq.

Astronomia: Milhares de cometas escuros podem colidir com a Terra

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9317439.html
12 de Fevereiro de 2009, 00:44
Londres, 12 Fev (Lusa) - Milhares de cometas que circulam no sistema solar podem ser um perigo para a Terra, por serem indetectáveis, o que dificulta a antecipação de um eventual impacto, alertaram quarta-feira vários astrónomos britânicos.
São cerca de três mil os cometas que circulam no sistema solar e apenas 25 podem ser avistados a partir da Terra, lê-se no artigo da revista "New Scientist", assinado por Bill Napier, da Universidade de Cardiff, e por David Asher, astrónomo do Observatório da Irlanda do Norte.
"Devemos alertar para o perigo invisível mas significativo que são os cometas escuros", dizem os astronómos, explicando que um cometa fica escuro quando perde a cola brilhante.
Desprovido desta substância, "o trajecto de um cometa que esteja em rota de colisão com o planeta Terra pode passar despercebido ao telescópio", afirmam Napier e Asher.
Nos últimos séculos, o cometa de que há registo de ter passado mais próximo da Terra foi o IRAS-Araki-Alcock, que esteve a cinco milhões de quilómetros da superfície terrestre e que tinha apenas um por cento de matéria luminosa.
NZD/MF.
Lusa/fim

Espaço: Satélites de comunicação colidem pela primeira vez em órbita - NASA

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9318108.html
12 de Fevereiro de 2009, 00:52
Florida, 12 Fev (Lusa) - Dois satélites de comunicação colidiram pela primeira vez em orbita, lançando grandes nuvens de detritos para o espaço, anunciou hoje a NASA, sublinhando, porém, que o risco para a estação espacial internacional é baixo.
Este foi o primeiro embate de dois aparelhos intactos no espaço.
Segundo o porta-voz da NASA, Kelly Humphries, a verdadeira dimensão do acidente, que ocorreu terça-feira a cerca de 805 quilómetros da Sibéria, só será conhecida na próxima semana.
Os especialistas da NASA sublinharam que a possibilidade de os destroços chocarem com a estação espacial internacional é baixa, uma vez que a colisão entre os dois satélites ocorreu 435 quilómetros acima da órbita da estação.
"Sabíamos que isto poderia acontecer eventualmente", disse Mark Matney, um cientista do Centro Espacial Johnson, na cidade norte-americana de Huston, considerando que "este tipo de colisões começará a ter mais e mais importância nas próximas décadas".
O incidente envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional, ambos com cerca de 40 quilos.
Os especialistas da NASA explicaram que já existiram outros casos de colisão no espaço mas apenas de pequenas partes de satélites.
SK.
Lusa/Fim

Economia portuguesa com queda de 1,1% no quarto trimestre - previsões analistas

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9310396.html
12 de Fevereiro de 2009, 07:55
Lisboa, 12 Fev (Lusa) - A economia portuguesa deverá ter recuado 1,1 por cento no quarto trimestre, terminando 2008 em recessão técnica, com o financiamento e o esgotamento dos motores de crescimento interno como principais problemas na economia nacional, segundo analistas ouvidos pela Lusa.
Depois de no terceiro trimestre de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) português ter caído 0,1 por cento, face aos três meses anteriores, nos últimos três meses de 2008 deverá ter recuado 1,1 por cento. Com dois trimestres consecutivos de descida do PIB, a economia está em recessão técnica.
Em termos homólogos, a queda deverá ter também sido de 1,1 por cento, após um aumento de 0,6 por cento no terceiro trimestre, segundo a média das previsões dos analistas (ver tabela).
Com estes valores, em termos anuais, a economia portuguesa deverá ter registado em 2008 um crescimento de 0,3 por cento, valor que compara com 1,9 por cento no ano anterior, igualando a última previsão do Governo (que consta do orçamento suplementar para 2009), mas abaixo dos 2,2 por cento que tinham sido avançados com o Orçamento do Estado para 2008.
A queda das exportações, que mais do que duplicou a do trimestre anterior, e a descida "significativa" do investimento foram os principais responsáveis pela queda do PIB, afirmou a economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho.
Segundo Rui Serra, analista do Montepio Geral, é também de prever uma "penalização do comércio externo", numa altura em que o consumo esteve "muito fraco" (com excepção para os automóveis) e em que o investimento não deve ter sido "particularmente favorável".
Para Gonçalo Pascoal, economista-chefe do BCP, a principal dificuldade actual da economia portuguesa "é o dinheiro". "O problema que temos é financiar o nosso gosto pelo consumo e investimento, sem termos recursos para o fazermos", continuou.
Este problema "estrutural" é agravado pelo contexto actual de maior aversão ao risco e de maior selectividade na aplicação do dinheiro, notou Gonçalo Pascoal.
A falta de competitividade é o principal problema estrutural português, para Rui Serra, mas Portugal encontra-se agora particularmente penalizado pelo problema do endividamento, já que o país "está muito dependente do crédito externo".
Como o crédito está mais caro e mais restrito, Portugal está a ser prejudicado com isso.
Rui Constantino, economista-chefe do Santander, considera que não é a dificuldade no acesso ao crédito que está a limitar o investimento, mas antes as expectativas sobre o mau andamento da procura.
"Endogenamente, Portugal não tem grandes factores de crescimento económico", notou o mesmo responsável, referindo que o consumo se tem mostrado "incapaz de funcionar como almofada para acomodar o choque externo.
Cristina Casalinho concordou, dizendo que "os motores de crescimento endógenos [consumo e investimento] estão esgotados" e, que por isso, o crescimento terá que vir de um "indutor externo", algo que neste momento "desapareceu", porque os principais parceiros comerciais de Portugal também estão com dificuldades económicas.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga sexta-feira a estimativa rápida de crescimento da economia portuguesa no quarto trimestre de 2008.
...
IRE
Lusa/Fim

Espanha- ARCO 2009: Galeristas portugueses com optimismo reservado

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9318620.html
12 de Fevereiro de 2009, 09:38
***António Sampaio, da Agência Lusa***
Madrid, 12 Fev (Lusa) - Um optimismo reservado, que reconhece a tendência mundial de crise, marca as opiniões dos galeristas portugueses presentes na edição de 2009 da Feira de Arte Contemporânea de Madrid (ARCO).
Ainda assim no primeiro dia já há vendas e alguns manifestam-se mesmo confiantes, antecipando resultados que podem ser positivos, num ambiente de compradores mais cuidadosos e entre propostas de galerias menos arrojadas que no passado.
Todos reconhecem que há menos afluência, que o padrão de compras mudou e que o impacto da crise também se faz sentir.
Na segunda participação na ARCO, a António Henriques, Galeria de Arte Contemporânea, de Viseu, trouxe a Madrid dois nomes conhecidos do público espanhol, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez e um artista mais jovem, Diogo Pimentão.
"São artistas muito conhecidos no mercado espanhol e o Diogo já esteve connosco no ano passado e foi muito bem recebido", explicou o director da galeria, António Henriques.
Recordando que a feira só termina no dia 16, Henriques mostra-se confiante, explicando à Lusa que já vendeu e que há obras para todos os bolsos, entre os 1.600 e os 46 mil euros.
"Ainda estamos no primeiro dia. Vamos ver", disse.
Paulo Amaro, da galeria lisboeta com o seu nome, também se mostra confiante, mas recorda que se notam mudanças, face a participações em anos anteriores.
"Vendas, por enquanto, ainda está fraco. Tenho tido algum interesse, algumas abordagens, mas as pessoas hoje estão mais conscientes na aquisição e por isso amadurecem mais antes de comprar", disse á Lusa.
Amaro insiste que o ideal seria conseguir entrar nas grandes colecções, institucionais ou privadas, mas que não se pode ignorar quem começa agora.
"O pequeno coleccionador pode ser o grande coleccionador, amanhã", recorda, explicando que os preços das obras à venda variam entre os 250 e os 7.500 euros.
"É arte acessível. Qualquer pessoa pode fazer uma colecção, não tem que começar com nomes sonantes. Para começar tem é que ver muito e começar com obras que pode comprar e, sobretudo, que goste. É fundamental gostar das obras", disse.
Manuel Ulisses da Quadrado Azul (Porto), uma das veteranas na ARCO, apostou num leque amplo de artistas, com nomes como João Queirós, Francisco Tropa, Paulo Catrica ou José de Guimarães, fazendo uma grande aposta na fotografia.
A aposta na fotografia ocupa, aliás, um lugar de destaque na edição deste ano, um facto que "pode parecer concertado" mas que para Ulisses é uma coincidência resultado da tendência do mercado.
Com preços entre os 800 e os 50 mil euros, as obras à venda na Quadrado Azul estão a suscitar interesse, na opinião do director da galeria, que recorda que a ARCO abre a porta a contactos que depois se materializam em vendas ao longo do ano.
"Esses contactos e essas promessas materializam-se. Temos algumas instituições espanholas que se mostraram interessadas. Sempre fui optimista. Vim para aqui com o objectivo de divulgar tanto a galeria como os artistas", disse.
"Mas isto é uma galeria comercial, que tem que vender. Mas independentemente de tudo, a ARCO é uma rampa de lançamento para os artistas que se mostram aqui a gente de todo o mundo", frisou.
Na sua nona participação, Carlos Carvalho, responsável da galeria com o seu nome, admite que as coisas começaram "devagarinho, mais calmo" ainda que haja "gente interessada".
"A feira não serve só para vender e divulgar os artistas. Interessa porque permite fazer contactos que depois se materializam em exposições e projectos em instituições ou galerias espanholas ou de outros países", disse.
Logo no primeiro dia, explicou, foram fechados acordos para exposições de jovens artistas em museus espanhóis, que preferiu para já não revelar.
Carlos Carvalho reconhece que as galerias têm, este ano, uma aposta menos arrojada, um resultado de ponderar os custos associados à presença em Madrid com a necessidade de promover obras com mais capacidade de venda.
"As grandes peças, mais arrojadas, são normalmente compradas por instituições. Havendo uma recessão essas compras podem baixar e por isso as galerias também se retraem", disse.
"As galerias não podem gastar o que não têm e por isso têm que trabalhar com mais rigor", afirmou.
António Leal, da lisboeta Graça Brandão, outras das veteranas na feira espanhola,explicou à Lusa que a vinda a Madrid chegou a ser questionada, por se pensar que as vendas poderiam não conseguir compensar os elevados gastos associados.
"Consideraríamos um sucesso cobrir as despesas. O stand custa entre 20 e 30 mil euros", disse, admitindo que o "seguro" oferecido pelo Ministério da Cultura - num máximo de 8.000 euros, "é uma ajuda".
"Se não houvesse esse apoio acho que tínhamos desistido. É uma feira que nos trás bastantes vendas e onde se têm que estar porque é a feira ibérica. A de Lisboa é muito mais regional e neste caso o espaço é mais internacional", sublinhou.
Em destaque volta a estar a obra da brasileira Lygia Pape (que morreu em 2004), representada em Portugal pela Graça Brandão e que no passado suscitou bastante interesse entre os coleccionadores que visitaram a ARCO.
João Maria Gusmão e Pedro Paiva, a dupla escolhida para a bienal de Viena estão igualmente presentes com filmes de 16 milímetros, numa galeria onde todos os artistas já estiveram em edições anteriores.
Neste espaço a instalação central é do brasileiro Nelson Leirner (75 anos): um carrinho de supermercado, sobre as bandeiras portuguesa e brasileira, onde se amontoam caravelas feitas com latas de coca-cola.
Apesar da peça Antonio Leal admite que "os galeristas não arriscam tanto", procurando trazer "obras mais vendáveis", num clima de receio e de mais cuidado nas compras.
Claramente mais optimista está Manuel Santos, director da galeria Fernanda Soares, que disse á Lusa que apesar de menos gente no início da feira, "são poucos mas bons".
"Já há vendas. Já há várias vendas. Estamos satisfeitos", disse, admitindo porém que, como noutros sectores, a crise também tem afectado as vendas de arte.
Isso evidencia-se entre os galeristas presentes que, em muitos casos, e segundo Manuel Santos, apostaram em obras que já tinham em carteira e não em obras inéditas, apresentadas pela primeira vez em Madrid.
ASP.
Lusa/Fim

Lisboa: Fundo Municipal de Urbanismo é uma das propostas do Plano Local Habitação

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9320239.html
12 de Fevereiro de 2009, 14:37
Lisboa, 12 Fev (Lusa) - A criação de um Fundo Municipal de Urbanismo e a obrigatoriedade de afectar uma em cada quatro casas construídas para habitação a custos controlados são algumas propostas a apresentar pela equipa do Plano Local de Habitação de Lisboa.
De acordo com a vereadora da Câmara de Lisboa Helena Roseta, responsável pela elaboração do Plano Local de Habitação (PLH), a criação do Fundo seria "uma boa forma de garantir uma reserva orçamental para ser aplicada apenas na área da habitação".
"Hoje vende-se património apenas para tapar buracos orçamentais. Com este Fundo, seria reservada uma parte da receita conseguida com a venda de solos, edifícios ou casas da autarquia para usar apenas nas políticas de habitação", afirmou Helena Roseta.
A vereadora falava nos Paços do Concelho, durante a apresentação do relatório preliminar da equipa que está a elaborar o PLH de Lisboa.
Na sessão, Roseta apontou a falta de articulação entre as políticas de habitação e as políticas de solos em Lisboa, afirmando que "a Câmara tem vivido à custa dos terrenos expropriados por Duarte Pacheco".
"É preciso definir uma política de reserva de solos", disse a responsável, apontando o exemplo de Espanha, onde quando se urbaniza os municípios ficam com uma reserva de terrenos.
A vereadora sublinhou ainda a importância de fazer um cadastro de solos públicos on-line, para o qual será preciso previamente registar todo o património municipal, tarefa que ainda não está concluída.
"É urgente registar ou o Governo fazer um decreto-lei que permita fazer isso por despacho, tal como o Governo fez para si", acrescentou.
Nos dados revelados hoje, Helena Roseta adiantou que entre 1997 e 2007 a Câmara de Lisboa gastou em políticas de habitação e reabilitação mais de 1.130 milhões de euros, mais de metade dos quais (645 milhões) em construção de habitação e 393 milhões em reabilitação.
Helena Roseta criticou ainda a falta de seguimento que muitos planos tiveram nos últimos anos com as sucessivas mudanças de executivos camarários.
"Os vários executivos interromperam o trabalho dos anteriores e as políticas de habitação em Lisboa não foram avaliadas", afirmou.
Em Março a equipa deverá ter pronta a matriz estratégica do Plano, onde ficarão definidos os eixos prioritários de intervenção e as sugestões para resolver os problemas detectados.
Também em Março (dia 06) vai decorrer uma conferência internacional sobre a matéria, com representantes do Brasil, Inglaterra, França e do País Basco.
O PLH vai permitir à Câmara de Lisboa regular o mercado de habitação resolvendo as falhas detectadas nas políticas seguidas até aqui e garantir o direito à habitação consagrado na Constituição da República.
O Plano tem consagrados no Orçamento de 2008-2009 um total de 100.000 euros.
SO.
Lusa/fim


COMENTÁRIO
Temos que dar os parabéns à Arq. Helena Roseta pela excelente proposta, e fazer votos que lhe seja dada a oportunidade de a implementar.
Só com este tipo de intervenções se conseguirá reabilitar e disciplinar os nossos espaços urbanos.
Estas reservas urbanas, para além de utilizadas para grandes equipamentos, espaços verdes, etc. podem também permitir pequenas ocupações sociais que fazem a conciliação da sociedade.
O espaço urbano não são os edifícios. São a vivência permanente das pessoas e sua envolvência, incluindo os animais e as próprias plantas.
Desde o desenvolvimento de colectividades associativas ligadas ao desporto, à cultura etc, até à referida implementação de habitação a custos controlados (e ocupação controlada de estratos sociais inerentes), nestas reservas de espaços urbanos municipais pode-se complementar a vivência da cidade, pelas pessoas, fora dos horários de ocupação nobre pelos expoentes económicos da sociedade.
A disciplina do território deve obrigatoriamente ser feita pelo município, ficando na generalidade destinada à iniciativa privada a parte edificatória.
E ser impedida a rotura da cidade, nos períodos mortos, com tudo o que a desertificação da mesma acarreta: vandalismo, degradação, desconforto, medo, etc.
E em termos ambientais… Vai ser melhorada a relação de proximidade habitar/trabalhar, diminuindo o impacto dos custos de deslocação, motivando a deslocação a pé e consequente exercício físico.
Com isto temos tudo a ganhar.
E é fácil entender porque é que desde Duarte Pacheco a cidade não mais defendeu a criação destas reservas municipais de terreno.
A metodologia legislativa, em Portugal, sobre estas áreas, "esqueceu" a defesa do interesse social das pessoas e respectiva vivência, para capitalizar dividendos inerentes aos especuladores imobiliários, sempre defendidos.
Até os famigerados planos de pormenor localizados - os loteamentos -, foram deixados à iniciativa privada (deve ser caso único nos países civilizados).
Os casos de sucesso urbano dos loteamentos, quase sempre, só foram conseguidos quando, por parte dos municípios, existiu uma atitude muito interventiva. Quando estes agiram como se o promotor fosse o próprio município.
Depois de Duarte Pacheco, esta nova atitude da Arq. Helena Roseta poderá de novo trazer Lisboa aos Lisboetas, e fazer A CIDADE VOLTAR A TER ALMA.
Muitos parabéns à Arq. Helena Roseta. Que o projecto vingue, e seja a semente para alterar a legislação nacional, estendendo a todo o país esta nova esperança de vivência na cidade.

Não posso também deixar de referir o que se está a passar com a venda do NOSSO PATRIMÓNIO. Quando por toda a Europa vemos estes edifícios afectos a áreas culturais públicas ou associativas, numa grande motivação de interligações sociais e vivenciais, cá … vamos vender!!!
Ninguém motiva e dá condições às colectividades? Acham que já chegam as que existem?...
O que se gastaria na implementação destas associações e colectividades, poupar-se-ia nos hospitais, nos medicamentos, nas faltas ao trabalho, na fraca produtividade de quem anda desmotivado.
Esta atitude da Arq. Helena Roseta de trazer novamente a habitação a custos controlados para o centro da cidade, podia bem ser ainda complementada com a reabilitação do nosso património para as associações, motivando interligações e vivências que só dão saúde à sociedade.
Ferreira arq.

Espanha: Zapatero quer Tratado de Lisboa aplicado na sua presidência de turno da UE

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9320200.html
12 de Fevereiro de 2009, 15:17
Madrid, 12 Fev (Lusa) - O chefe do governo espanhol José Luis Rodriguez Zapatero manifestou hoje o desejo de "aplicar" o Tratado de Lisboa no princípio de 2010, durante a presidência espanhola da UE, que quer assente na "inovação" e "igualdade".
Zapatero, numa declaração perante a imprensa, mostrou-se "confiante que o povo irlandês", após o ter rejeitado, aprove esse tratado num referendo previsto para 01 de Novembro na Irlanda.
Esta aprovação permitirá a "aplicação" do Tratado de Lisboa durante a presidência espanhola no primeiro semestre de 2010, no quadro de uma Europa "mais forte e a falar a uma só voz no mundo", sublinhou.
O chefe do governo espanhol traçou uma agenda "vasta e ambiciosa" para a presidência espanhola, que Madrid conta preparar com a Suécia, que precederá a Espanha, e os dois países que lhe vão suceder, a Bélgica e a Hungria.
Baseada na inovação e na igualdade, esta presidência conta "promover um novo modelo económico" face à crise, "reafirmar a Europa social" e prosseguir "a adaptação a um mundo multipolar", segundo Zapatero.
O chefe do governo espanhol disse ainda querer fazer avançar a controversa candidatura da Turquia à UE, que Madrid apoia. "Este grande país espera há muito tempo", afirmou.
No plano internacional, Zapatero insistiu na "oportunidade" que constitui a chegada da nova administração Obama a Washington para "fortificar a relação transatlântica" e fazer avançar alguns dossiers como o do aquecimento climático.
Zapatero manifestou-se favorável a uma "integração da Rússia no espaço euro-atlântico" e ao reforço dos laços com a América Latina, espaço em que Madrid considera ser o interlocutor privilegiado na Europa.
SRS.
Lusa/fim

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Maia e Valongo

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9319785.html
Maia: Semáforos Eólicos
A Câmara da Maia anunciou hoje ter já instalado um sistema de energia eólica nos semáforos do concelho.
Segundo a autarquia, desde o início da semana que os semáforos do cruzamento de Frejufe na Via Diagonal, na Rua 5 de Outubro (Gueifães) e na Avenida Monforte (Folgosa) já estão dotados "deste sistema de duplo fornecimento de electricidade através de fontes de energia limpas e renováveis permitindo, também, uma importante poupança financeira".
A Maia é "o primeiro concelho do Norte fornecido por este sistema híbrido", acrescenta.
PM.
Valongo: Capital do Teatro Amador
As salas de espectáculos do concelho de Valongo voltam a ser palco de mais uma edição da Mostra de Teatro Amador, que começa sexta-feira, com a estreia da peça "Os Preços", representada pelo Grupo Dramático e Musical de Campo, na Sala das Artes do Fórum Vallis Longus.
O encerramento, como tem sido habitual, estará a cargo do ENTREtanto Teatro que este ano leva cena a peça "Invasão" de Júnior Sampaio, no Fórum Cultural de Ermesinde.
A mostra decorre até Abril nos centros culturais de Alfena, Campo e Sobrado, mas também no fórum Vallis Longus, em Valongo, e no Fórum Cultural de Ermesinde.
PM.
Lusa/fim

Discurso da tomada de posse do Director da Escola Secundária de Paredes - Janeiro de 2009

Discurso da tomada de posse do Director da Escola Secundária de Paredes em Janeiro de 2009, um grande exemplo de cidadania e intervenção da sociedade civil.
Como se pode ler, ainda há quem tenta que os nossos filhos tenham de facto educação, ou seja, tenta fazer pelo futuro de todos nós.
Parabéns ao Dr. Francisco Queirós


"1. Os estudantes reclamaram, na semana passada, a demissão da Senhora Ministra da Educação, protestando contra a figura do director de escola.

Nas duas marchas da indignação, em Lisboa, onde estive presente, 120000 professores aprovaram moções rejeitando a figura do director de escola.

A Plataforma Sindical dos professores chama comissários políticos aos futuros directores de escola.

Os jornais falam, no mesmo parágrafo, do guloso suplemento remuneratório dos directores de escola e do prato de lentilhas que Jacob vendeu a Esaú.

Compreendam, pois, que eu não deva nem queira permanecer em silêncio, nesta sessão de tomada de posse como director da escola secundária de Paredes.

2. Nós, os membros do Conselho Executivo que hoje cessa funções, tomámos posse no dia 9 de Junho de 2005. Completámos os 3 anos de mandato, portanto, no passado dia 9 de Junho de 2008, dia em que a legitimidade democrática de que estávamos investidos foi substituída por uma espécie de unção administrativa, que tolhe e embaraça quem desconfia da santidade dos óleos da tutela.

Solicitámos por isso ao Senhor Presidente da Assembleia de Escola que, à medida da lei, desencadeasse com urgência o processo de eleição do director.

Mandava a prudência que eu não me tivesse apresentado como candidato a director. Lembre-se o Verão quente de 2005, marcado por uma inédita, e, à época, abusiva, requisição civil dos professores vigilantes dos exames nacionais. Lembre-se a duplicação do horário de trabalho dos professores mais velhos. Lembre-se a reforma fruste da educação, que todos conhecemos, contestada nas manifestações gigantescas de Lisboa e nas duas greves que paralisaram a escola.

Vacilei, contudo, na virtude cardeal, quando deixaram em cima da minha secretária de trabalho um rol de folhas assinadas pela esmagadora maioria dos professores e funcionários da escola, a solicitar que me candidatasse ao cargo de director. Como já tinha vacilado naquele Março marçagão, com cheiro de Abril, enquanto descia pela avenida da Liberdade, respirando o ar puro da solidariedade, bem longe da abafação que se vivia na escola.

3. A verdade é que este não é um tempo para faltas, omissões ou cobardias. Basta os que – porque estão doentes ou porque estão velhos – já solicitaram a sua resignação, aliás, justa e merecida.

Por mim

Não me conformo com a falta de autonomia da escola pública e com esta tradição secular de obediência submissa que faz vergar os joelhos e perder altura;

Não me conformo com os discursos macios que querem encher a escola de objectividade, de mensurabilidade e de constrangimento;

Não me conformo com os programas disciplinares mal feitos e com as disciplinas que são só áreas curriculares e não têm programas;

Não me conformo com a concorrência desleal dos cursos por equivalências ou por competências, que se concluem num par de semanas;

Não me conformo com o número esmagador de 17 disciplinas dos alunos do ensino básico;

Não me conformo com uma escola de falsas ilusões que não promove a cultura, nem o método, nem o rigor, nem a exigência, nem a disciplina, nem o trabalho;

Não me conformo com as actividades de recreio que infantilizam os alunos, confundem os pais e diminuem os professores, e são desonestamente conhecidas como aulas de substituição;

Não me conformo com a lei do subsídio que distingue os alunos à porta a cantina pela cor do bilhete que exibem;

Não me conformo com o estatuto do aluno nem com direitos associativos e reivindicativos de crianças com 10 anos de idade;

Não me conformo com a maré viva de dinheiro arrastado pelo ensino profissional a troco de aprendizes incompetentes e de estatísticas balofas;

Não me conformo com um sistema competitivo perverso de acesso ao ensino superior que distribui de forma igual a angústia pelos filhos e pelos pais;

Não me conformo com a avaliação do desempenho dos professores porque abjuro a avaliação do desempenho dos pais;

Não me conformo com o estatuto da carreira docente que separa, divide e afronta os professores;

Não me conformo com os pais que não reconhecem o trabalho supletivo excepcional da maioria dos directores de turma;

Não me conformo com o vencimento ofensivo que o Estado paga aos funcionários administrativos e aos auxiliares educativos;

Não me conformo com a quota de 5% de excelentes na avaliação anual dos funcionários nem com os efeitos práticos dessa avaliação – um aumento líquido de 17 euros para 3 anos consecutivos de classificação excelente;

Não me conformo com um sindicato manso que não reage à despromoção do vínculo laboral dos funcionários públicos que perderam no dia 1 de Janeiro de 2009 a nomeação definitiva que os ligava ao Estado;

Não me conformo com a falta de qualidade dos transportes escolares;

Não me conformo com o frio regelado das nossas salas de aulas;

Não me conformo com uma escola sem balneários individuais que protejam a intimidade dos alunos;

Não me conformo com uma escola sem posto médico e com quartos-de-banho medievais;

Não me conformo com a falta de condições de trabalho dos professores;
Mas também não me conformo com a requalificação escolar, se o preço a pagar for o do ajuste directo até 1 milhão de contos;

Não me conformo com a escola a tempo inteiro – espécie de entidade adoptante afectiva que absorve o tempo e o direito dos pais a estarem com os filhos;

Não me conformo com o fim da gestão democrática das escolas e deixo aqui o compromisso público de renunciar ao lugar de director da escola se a maioria dos professores reclamar um exercício incompetente.

Não me conformo com o dia do prémio do diploma porque a escola não presta tributo ao dinheiro mas aos anjos da catedral de Chartres;

Finalmente, não me conformo com a avaliação dos professores porque depende de um "perfil ideal de aluno" e eu acredito que a liberdade tem asas de oiro.

4. Reforço a preferência, já manifestada em outro lugar, pela subjectividadeão em vez da objectividade, pela conversação em vez da comensuração e pela persuasão em vez do constrangimento.

É urgente tomar o espaço de intervenção. O núcleo da questão é, claro, a autonomia da escola. Está visto que o caminho a percorrer não pode ser apenas o da auto-avaliação e o da avaliação externa – caminho que, à sombra da política real, apenas valida o príncipe de Salina; é necessário mudar mais do que uns fragmentos, e escolher novos parceiros para o caminho – necessariamente os pais e a autarquia.

O sentido só pode ser o da crença na comunidade educativa local inscrita na matriz anglo-saxónica do associativismo. O que se propõe é aceitar o desafio que o futuro próximo há-de trazer, o de desligar a escola do poder central e vinculá-la ao poder local. Fora deste caminho, a escola pública irá transformar-se lentamente na escola
daqueles que estão fora do arco social; os outros, como já está a acontecer, rumarão para as escolas particulares.

Uma última palavra de enorme satisfação para dizer que os professores João Ribeiro, Paula Costa e Marília Gomes aceitaram fazer parte da próxima direcção executiva da escola.

Queria também reconhecer publicamente, à professora Maria Manuel Fernandes, o serviço prestado à escola e a dedicação carinhosa e permanente aos alunos, principalmente àqueles que mais precisavam – os do regime educativo especial.

5. Por singular coincidência esta cerimónia coincide com a tomada de posse do presidente dos Estados Unidos. Faço aqui o voto de que alguma da chuva de esperança que parece abençoar o novo presidente possa cair também na nossa escola.

Muito obrigado.
Francisco Queirós
Director da Escola Secundária de Paredes"








quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Madrid e Lisboa: Conselhos de Ministros CONJUNTOS

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9312739.html
10 de Fevereiro de 2009, 22:29
Madrid, 10 Fev (Lusa) - Os Governos de Espanha e Portugal estudam realizar Conselhos de Ministros conjuntos no futuro, dada a actual intensidade das relações bilaterais, revelou hoje o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Angel Moratinos.
O chefe da diplomacia espanhola fez a afirmação no Parlamento, ao ser questionado sobre a XXIV Cimeira Ibérica, que teve lugar em Zamora, a 22 de Janeiro, e que Moratinos qualificou como uma das "mais conseguidas" realizadas até agora, "para não dizer a com mais êxito".
O alargado número de ministros que participaram nela - 12 espanhóis e 13 portugueses - abre caminho a que "muito provavelmente" se realizem Conselhos de Ministros conjuntos no futuro, acrescentou o ministro, que não adiantou mais informação sobre o projecto.
Moratinos destacou, por outro lado, o carácter simbólico da próxima Cimeira Ibérica, a vigésima quinta, que coincidirá com o aniversário da assinatura da acta de adesão da Espanha e Portugal à Comunidade Económica Europeia.
Na opinião de Moratinos, a intensidade dos projectos de cooperação em marcha faz com que a fronteira entre os dois países "desapareça" e se fale mais de uma "política de proximidade" entre vizinhos.
O chefe da diplomacia espanhola reforçou o desejo comum de criar um autêntico "mercado único ibérico" e de Madrid e Lisboa trabalharem juntas na União Europeia (UE), América Latina e outros palcos do mundo.
A agência Lusa tentou obter um comentário do Ministério português dos Negócios Estrangeiros mas tal não foi possível uma vez que o ministro Luís Amado se encontra na Austrália.
TM.
Lusa/Fim


COMENTÁRIO:
-È desta vez que vamos ter impostos com um regime similar ao Espanhol...
-Vai ser agora que os Bombeiros Voluntários da orla fronteiriça vão acabar com os contratos de fornecimento de combustível do lado de lá da fronteira, terminando assim com um regime que financia a economia Espanhola, já que deixarão de poupar imenso dinheiro com isso, pois o combustivel ficará ao mesmo preço...
-Deixaremos também de ir comprar em Espanha inúmero material, que é lá muito mais barato que cá (os produtos alimentares, os livros profissionais, as ferramentas especializadas, os peneus, enfim, quase tudo... e mesmo a ir lá fazer por menos dinheiro as reparações mecânicas nos veículos), e assim terminaremos com este aumento da receita fiscal do lado de lá, que significa o mesmo valor a menos na receita do lado de cá (é mais ou menos como quando a nossa equipa ganha ao adversário três pontos, e isso significa seis pontos de diferença entre ambos, pois são três pontos que eles não ganharam)... Estas pequenas grandes coisas, que a lisura da contabilidade de merceeiro nos permite ver, à evidência, que andamos aqui a remar contra a corrente. E com um enorme desgaste e pouco fruto, vemos o Espanhol encantado com a mais valia que lhes deixamos, sem que, quem nos gere, se sinta minimamente pressionado a estabelecer uma similaridade de sistemas que acabe com esta situação...
-Vamos deixar de andar escandalosamente a financiar a economia espanhola, com grandes custos para o nosso nível de vida, a uma escala que já todos nós percebemos; e pela qual os nossos políticos passam ao lado, como se não existisse:
MAS QUE EXISTE E É EVIDENTE. E JÁ TODO O POVO REPAROU NELA... Só os nossos políticos continuam a pensar que o povo nunca foi a Espanha, e nunca lá vê o que eles veêm, nem compra lá como eles também compram...
-Passaremos também a ter legislação bem elaborada e aplicável de forma idêntica para todos, e não ao jeito de interesses instalados, passando o país a funcionar...
-Deixaremos também de criar tantos cargos políticos, apenas para criar os lugares para deles se servirem, pois as instituições terão que funcionar tal como funcionam em Espanha, com especialistas nas respectivas áreas, passando efectivamente a ser produtivas...
-Acabarão as cunhas e o compadrio desmesurado e seus enredos, que impedem que se faça seja lá ele o que fôr com o objectivo explícito da qualidade, do bem fazer, e da consequente produtividade...
-Deixará de se estragar mais do que se aproveita, tal como eles referem que cá se faz... deixando também as coisas de ficar pelo dobro ou triplo do custo que seria previsível, sem se entender porquê...
-Como agora os nossos políticos vão poder aprender com alguns Espanhois, que já demonstraram que conseguem resultados que não se veêm cá (olhe-se o PIB e o nível de vida), veremos o trabalho ser remunerado da mesma forma que em Espanha, pois o nosso povo não trabalha menos nem é pior que o Espanhol...
-E a responsabilidade pelo financiamento das campanhas eleitorais não vai deixar de ser do candidato (principal interessado e responsável pela respectiva gestão) para passar a ser do responsável financeiro da campanha, tal como recentemente foi aprovado. O que irá então ter de ser de novo alterado... Imaginem lá o que os donos das firmas fariam se os deixassem sem responsabilidade, para poderem fazer todas as travessuras. E "encravando" no fim apenas o arrumador de carros que iria assinar a contabilidade. É que já ninguém se lembra dos milhões que o estado perdeu com o IVA, na brincadeira das facturas falsas, de firmas fictícias, "propriedade" de alguns drogados, e que ninguém controlou atempadamente, quando se estava mesmo a ver que a forma de dedução do iva ia dar nisso (e noutras que ainda se irão descobrindo).
-Já não vamos precisar copiar sistemas de avaliação de países do terceiro mundo para os funcionários públicos e professores, já que passaremos a ter efectivamente objectivos de qualidade intrínseca, que resultarão num nível de produtividade elevado, em vez de metodologias encapuçadas de avaliação, que não são mais que justificações para nomeações hierárquicas voluntariosas, das quais nunca resultou qualidade nem boa gestão, mas apenas a gestão dos interessados gestores...
-Deixaremos de ter que passar o tempo a ver desacreditar a classe dos professores. Passando então a fazer-se campanhas publicitárias intensas de credibilização dos mesmos, como estão agora a ser feitas em Espanha, para que os alunos (próximos decisores sociais) interiorizem e evoluam o ensino da melhor forma, com educação e princípios (e não sei como os alunos irão ultrapassar o trauma desta barafunda incrível, perfeitamente desastrosa e desnessessária, se as coisas fossem minimamente pensadas antes de ser implementadas)...
-Vamos mesmo tirar partido da nossa orla Atlântica e do nosso património cultural, sem o vender ao desbarato, e aumentando o PIB com o turismo em cerca de dez por cento, tal como eles fizeram em apenas vinte anos, com uma lei que estruturou as directrizes do turismo e da protecção e desenvolvimento da sua orla costeira, para todo o país, com um programa global que as províncias complementaram...
-Agora é que vai ser... ficamos com a esperança que os NOSSOS reparem nos resultados que apresentam, comparados com os que se veêm AQUI MESMO AO LADO.
-E PASSAREMOS A VER PORTUGAL SER GERIDO, em vez de vermos tantos a gerir-se.
Ferreira arq.