terça-feira, 16 de junho de 2009

Cascais: Moradores dos bairros da Torre e Cruz Vermelha temem "conflitos e vinganças" depois de morte de jovem

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9798321.html
Cascais, 16 Jun (Lusa) - A tensão entre grupos de jovens dos bairros da Torre e Cruz Vermelha, Cascais, está a preocupar os restantes moradores da zona que temem "conflitos e vinganças" depois de um rapaz de 18 anos ter sido morto após uma perseguição.
No fim-de-semana, um jovem de 18 anos do bairro da Torre morreu electrocutado na estação de comboios de Cascais, depois de ter sido perseguido por um grupo de rapazes provenientes de diversos bairros, entre eles o da Cruz Vermelha, na freguesia de Alcabideche.
Hoje, uma das moradoras, que vive há 11 anos neste bairro confessou que tem medo do que pode vir a acontecer, pois já ouviu dizer que "os da Torre estão a preparar a vingança deles" o que até considera "compreensível".

Arte e Design: Câmara de Matosinhos e ESAD projectam centro multidisciplinar para 2011

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9798628.html
Porto, 16 Jun (Lusa) - A Escola Superior de Artes e Design (ESAD) mostra-se nas ruas de Matosinhos, a partir de sexta-feira, no âmbito de um projecto que culmina daqui a dois anos, com a criação de um espaço cultural multidisciplinar, disse hoje à Lusa fonte da instituição.
O futuro Espaço Quadra - Inovação e Criatividade vai nascer na rua Brito Capelo, no edifício da antiga Caixa Geral de Depósitos, de acordo com um protocolo que vai ser assinado sexta-feira, entre a ESAD e a Câmara de Matosinhos.
Trata-se de um centro dedicado às artes e ao design, que se integra num vasto projecto de requalificação urbana da Quadra Marítima de Matosinhos.

Ambiente: Metade de Portugal em risco de desertificação - especialista

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9799283.html
Lisboa, 16 Jun (Lusa) - O ambientalista Eugénio Sequeira alertou hoje que metade do território nacional está em risco de desertificação, mas o responsável do plano nacional para a seca considera que o problema se resume a situações pontuais.
Na véspera do Dia Mundial de Combate à Seca e Desertificação, Eugénio Sequeira, engenheiro agrónomo, professor universitário e ex-presidente da Liga para a Protecção da Natureza, afirmou à Lusa que o risco de desertificação, que em 1994 afectava um terço do território, abrange hoje metade do país.
O militante do PS afirma: "Nunca nenhum governo fez nada a sério pelo combate à desertificação. Mas este Governo ainda é pior do que os outros".

Praça do Comércio - Mais de cem mil euros deitados ao rio


In Público (14/6/2009)

«Cem mil euros foi quanto a Câmara de Lisboa pagou em 2000 aos arquitectos que, em 1992, ficaram melhor classificados num concurso público de remodelação da praça para estes desenvolverem um projecto de execução que nunca saiu do papel. Mais o valor do prémio, que foram 12.500 euros. José Adrião e Pedro Pacheco garantem que nunca ninguém lhes explicou o que se passou. O processo arrastou-se anos e, de repente, João Soares estava de saída da autarquia, tendo-lhe sucedido Santana Lopes, e isso pode ter sido um factor de peso, imaginam. Tal como, antes disso, a aproximação da Expo '98, durante a qual nenhum governante queria ver a principal praça do país em obras.
Tal como o actual projectista, Bruno Soares, também eles abdicaram das árvores que há mais ou menos um século chegaram a existir no Terreiro do Paço e da calçada portuguesa - embora parte do pavimento que idealizaram para junto das arcadas fosse de facto em calcário branco, mas sem pedra negra e em cubos maiores do que os da calçada. Para a placa central queriam grandes lajes de pedra artificial - um aglomerado do produto natural com betão ou cimento - num tom ocre. A redução do número de faixas de rodagem já nessa altura estava prevista. Outra semelhança com o projecto actualmente em discussão é que também neste existe uma pequena escada na parte da placa central virada ao rio. Só que os degraus de José Adrião e Pedro Pacheco são baixos e largos, criando um desnível muito suave, e não surgem acompanhados de rampas. Também para esta zona os dois arquitectos desenharam bancos para contemplar o rio. A.H.»
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Comentários em Cidadania Lx:
S.O.S disse...
Obras de regime!
Tal como na situação actual, cada governante quer gerir a "sua" cidade, com os seus agentes económicos muito próximos, tudo debaixo do seu pé.
E quando muda o governante, nada era bom, nada serve, é tudo para deitar fora!
E faz-se de novo, diferente, nem que seja para muito pior.
Quando começam a respeitar o suor do nosso trabalho, para não desbaratarem o dinheiro que pagamos nos impostos?
Quando aprendem que têm que programar devidamente as obras?
E que têm que fazer discussão pública de obras com o impacto social destas, para que sejam atendidos minimamente os dados fundamentais do local, do património, enfim, para que se façam obras com um mínimo de cultura?
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André Dias disse...
Para quem tiver interesse no assunto deixo um link para um artigo de 2006 sobre o projecto dos arquitectos Pedro Pacheco e José Adrião. Explica mais alguma coisa sobre o mesmo.http://www.oasrs.org/conteudo/agenda/noticias-detalhe.asp?offset=10&noticia=457
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Comentário:

Com agradecimentos ao André Dias, pelo link do projecto anterior, cito:

"Em 1992, a Câmara Municipal de Lisboa lançou um concurso de ideias para o Terreiro do Paço. A proposta dos arquitectos José Adrião e Pedro Pacheco, a melhor classificada entre 19 propostas e mais de 50 concorrentes, foi pensada para uma praça que se tinha convertido num parque de estacionamento."
"Por isso, propunha-se que o parque automóvel descesse ao subsolo na companhia de instalações técnicas."


Claro!
Clarinho como a água...
Não punham árvores na praça porque queriam lá o parque de estacionamento subterrâneo!

O tal parque de estacionamento que vai mexer ainda mais com os níveis freáticos de toda aquela zona de aterros!!!
Ainda acabam com toda a estacaria de sustentação nas fundações estruturais do sistema da gaiola pombalina!

Ainda acabam com os edifícios todos da Baixa!
--Estão todos doidos--

Claro que é um negócio extremamente atractivo: - o negócio dos parques de estacionamento subterrâneos! sim! nas praças dos principais aglomerados do país... onde andam a acabar com as velhas árvores que aí existiam!
E logo aqui, onde elas já não estavam... há que aproveitar!

Isto é uma anedota!!!
O projecto actual, segue a mesma vertente: sem árvores e sem humanismo, numa praça que precisa de carisma, de humanidade, dessa vantagem com que a natureza facilita e compõe a utilização dos espaços públicos pelas pessoas.

Acabem com aquela aridez.

Deixem a população utilizar a praça: COLOQUEM LÁ ÁRVORES:
- de médio porte, de métrica muito simples, na envolvente próxima das arcadas, libertando o núcleo central.
Tudo muito simples, tal como o plano da Baixa: funcional, robusto, motivador, perene, sociável, carinhoso...

E ninguém explicava porquê!...
(Eu sei, são meras banalidades)

Ferreira arq

Obras no Mercado Ferreira Borges começam este mês

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1263300
Projecto do Hard Club foi aprovado pelo IGESPAR e estão a ser montados andaimes para reabilitar o edifício
00h30m
CARLA SOFIA LUZ
Os andaimes já cobrem parte da fachada do Mercado Ferreira Borges, no Porto. A primeira fase da obra de transformação do edifício classificado em Hard Club deverá começar na próxima semana, depois de ter sido dado o aval definitivo ao projecto.
A burocracia atrasou a entrada em cena dos operários. Há alguns meses que os promotores aguardavam pela decisão do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico do Porto (IGESPAR). A aprovação do conceito, de autoria do arquitecto Francisco Aires Mateus, chegou recentemente. "Não obrigou a fazer qualquer alteração ao projecto e foi aprovado unanimemente. Da parte da Câmara do Porto, já tinha sido dada a autorização há muito tempo.", sublinha Paulo Ponte, responsável de comunicação do Hard Club. O próximo passo é a entrega do projecto de execução para o interior do edifício ao Município.
Mas, para já, é possível avançar com os trabalhos de reabilitação do mercado. A segunda fase de intervenção será a de instalação dos blocos insonorizados no interior, onde funcionará o futuro centro de animação cultural. A rede de andaimes ficará concluída até ao final da semana e, na próxima sexta-feira, será colocada uma lona gigante da Unicer (Super Bock) que cobrirá a fachada do mercado. A empresa (que idealizou um taipal alusivo ao Hard Club) está a patrocinar a requalificação do edifício classificado.
Se não houver mais atrasos, Paulo Ponte estima que será possível reabrir o Hard Club em Março do próximo ano. Desde Janeiro que o centro de animação cultural tem as portas franqueadas na Internet, onde mantém um diálogo com novas bandas, artistas e futuros clientes do Hard Club.
Os promotores vão aprofundado as parcerias com entidades da região. Depois de terem estabelecido um acordo com a Escola Superior de Artes e Design, em Matosinhos, para a concepção de parte do mobiliário e com a Universidade Católica (os estudantes do curso de Som e Imagem estão a realizar pequenos filmes turísticos da cidade para apresentar no Hard Club), chegaram a um entendimento com a Escola Superior Artística do Porto.
"Vamos trabalhar com a ESAP em diversas áreas: Comunicação, Design, Imagem, Teatro, Bailado, entre outras. Os alunos terão de idealizar actividades para desenvolver no Hard Club", acrescenta Paulo Ponte. Neste momento, a grande preocupação é programar as actividades infantis, que será uma das novas valências do centro de animação cultural. No que toca à programação musical e de grandes eventos, só começará a ser trabalhada cerca de meio ano antes da data de abertura.
Embora a música permaneça como pilar do Hard Club, a mudança para o mercado leva-o a abraçar outras expressões culturais e iniciativas. Assim, haverá espaço para cinema, exposições, recepção a turistas, actividades com idosos, famílias e crianças, venda de livros e de discos e para uma área de restauração com sabores nacionais e prova de vinhos. A exploração do Ferreira Borges foi concedida pelo Município por um período de 17 anos. Os promotores do Hard Club pagarão uma renda mensal de 2500 euros, estando contemplada a cedência do espaço gratuitamente.

Dra Cristina Sales - Autismo versus amálgamas dentárias da mãe


http://www.cristinasales.pt/blogue.html

As amálgamas dentárias são uma fonte permanente de intoxicação por mercúrio, assim apontam os vários investigadores desta área.
Uma gestante que possua amálgamas dentárias fornece mercúrio ao seu filho pela mesma via que lhe fornece os nutrientes - pelo cordão umbilical.Os factores predisponentes para a expressão genética do autismo são vários, estando o mercúrio considerado como um dos determinantes.
Vários têm sido os alertas feitos por muitos profissionais de saúde e em específico pelos ligados ao autismo.
O mercúrio não é uma boa companhia para a sua saúde nem a para a dos seus filhos.
Na consulta de Medicina Funcional Integrativa quando nos pedem a nossa opinião sobre como se preparar melhor para vir a ter uma gravidez saudável e optimizar ao desenvolvimento do futuro bebé, recomendamos a retirada das amálgamas dentárias com os procedimentos de máxima protecção contra a intoxicação por mercúrio.

Corrupção: 73% dos portugueses não confiam nas políticas do governo - Transparency International.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9796939.html
Lisboa, 16 Jun (Lusa) - Mais de 70 por cento dos portugueses não confiam nas políticas do governo para combater a corrupção, de acordo com o Barómetro Internacional de Transparência, da agência independente Transparency International.
73 por cento dos portugueses consideram que as políticas do governo são ineficazes, sendo Portugal o quinto país da Europa cuja população dá pior avaliação às medidas dos governos contra a corrupção.
Israel é o país da Europa que tem pior classificação, com 86 por cento da população a considerar as políticas do governo de "ineficazes", seguindo-se a Lituânia, 84 por cento, e a Grécia e a Bulgária com 76 por cento.

Não-Violência: Marcha Mundial pela Paz é hoje apresentada

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787195.html
Braga, 15 Jun (Lusa) - A organização não-governamental "Mundo sem Guerras" apresenta hoje em Braga a Marcha Mundial pela Paz, que vai passar por 90 países, incluindo Portugal, durante 90 dias para sensibilizar contra a guerra e o perigo das armas nucleares.
"É a primeira Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência que vai percorrer todos os continentes", referiu Catarina Moura, educadora de infância e voluntária na organização da marcha que começa no dia 2 de Outubro na Nova Zelândia.
"Queremos que os cidadãos do mundo tomem consciência dos problemas causados por uma guerra, por mais pequena que seja, mas sobretudo que percebam que as armas nucleares estão ao alcance dos governos, mas também de grupos terroristas", salientou Emílio Rubio, coordenador da Rota Galiza-Portugal.

Património: Criação de arquivo sonoro é imperioso - Salwa Castelo Branco

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9794136.html
Lisboa, 16 Jun (Lusa) - A investigadora Salwa Castelo-Branco apelou hoje à necessidade de criação de um arquivo sonoro nacional, no âmbito de um colóquio sobre património imaterial, a decorrer na Assembleia da República, em Lisboa.
Salwa Castelo-Branco, directora do Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança da Universidade Nova de Lisboa, afirmou que Portugal é "dos raros países na Europa que não tem um arquivo sonoro nacional".
A professora catedrática sublinhou que "a história de um país não se faz apenas de documentos escritos e há registos sonoros fundamentais para a história de Portugal".

Portugal/Espanha: 15 entidades transfronteiriças criam rede ibérica

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9794605.html
Porto, 15 Jun (Lusa) - Quinze entidades transfronteiriças de Portugal e Espanha vão criar, dia 23, na cidade espanhola de Cáceres uma rede ibérica para se assumir como voz única perante as autoridades nacionais e europeias, anunciou hoje o Eixo Atlântico.
"Entre os objectivos estabelecidos pela nova entidade figuram o de trabalhar com os governos de Espanha e Portugal para conseguir pressionar a Comissão Europeia e recuperar os cerca de 600 milhões de euros que a fronteira hispano portuguesa perdeu no período vigente até 2013, fundos atribuídos através do programa Interrreg", salienta o Eixo Atlântico, em comunicado.
Para o secretário-geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Xoán Vázquez Mao, a importância da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET) surge da "necessidade de falar com uma só voz com os estados espanhol e português, e ser um interlocutor comum e válido com a Europa".

Lisboa: "Os Verdes" reclamam suspensão do Museu dos Coches na Assembleia Municipal

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9795031.html
Lisboa, 15 Jun - "Os Verdes" vão propor na Assembleia Municipal de Lisboa que a Câmara promova todas as diligências junto do Governo para a suspensão da construção do novo Museu dos Coches e abertura de um processo de discussão pública.
"A decisão de construir um novo Museu dos Coches peca, desde logo, por carecer de justificação no que se refere à necessidade de uma nova edificação e muito menos sobre a natureza prioritária dessa construção, perante outras necessidades de investimento no sector na rede de museus portugueses", justificam "Os Verdes".
Numa recomendação que será apresentada na terça-feira na Assembleia Municipal, o PEV "sem questionar a qualidade do projecto e muito menos o mérito dos seus autores", pede à Câmara que promova todas as diligências junto do Governo para suspender a obra.
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Comentário colocado na Lusa:
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Parece que finalmente os políticos querem assentar os pés na terra.Esperemos que desta seja para valer.
Reabilitem o actual museu dos coches, uma das mais belas jóias do nosso património.Um casamento de mais de cem anos entre os velhos coches e o antigo picadeiro real, que tem coerência, tem escala e tem o carinho dos portugueses.
É também uma questão de cultura.
Salvem o actual museu dos coches.
(forumsociedadecivil blogspot)

Idosos: Abusos estão "no armário" e precisam fazer o mesmo caminho da violência contra mulheres - especialistas

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9795836.html
Lisboa, 15 Jun (Lusa) - A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.
No Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas, técnicos de assistência social e profissionais de saúde concordaram no diagnóstico da falta de visibilidade do problema, que impede que sejam feitas mais queixas, aliada a factores como a vergonha ou a falta de conhecimento das vítimas.
Outra das conclusões indicada como alarmante é o facto de os abusos e a violência - física, mental ou financeira - serem praticados por familiares, o que contraria a ideia da instituição familiar como reduto de afecto e carinho para com os idosos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Terreiro do Paço - Candidatos à Câmara de Lisboa unânimes a condenar processo

In Público (14/6/2009)

«Pedro Santana Lopes
PSD

"Como é que a Câmara de Lisboa se verga desta maneira?", interroga Santana Lopes a respeito da falta de poderes formais da autarquia na remodelação do Terreiro do Paço. "É extraordinário como um presidente de câmara abdica do poder sobre a sua própria cidade." A condução do processo por uma sociedade do Estado na qual a câmara não participa é uma "aberração política e jurídica". Depois, "como dizia um dia destes um arquitecto, o Terreiro do Paço não se requalifica - conserva-se". Ao candidato faz impressão a pressa: "Vale tudo, só pelo desnorte causado pela aproximação de eleições e por se tentar à última hora e a todo o custo fazer obras, sejam elas quais forem?", questionou, num artigo de opinião. A sobreelevação da placa central é o que menos lhe agrada no projecto, a cor do piso e a redução do tráfego aquilo de que gosta mais.

Luís Fazenda
Bloco de Esquerda

Para o candidato do BE, a falta de concurso público e de debate público transformam o caso num "processo deplorável", pela "opacidade total" criada em redor de um espaço com tamanho simbolismo nacional. Quanto ao projecto, "é muito discutível, sobretudo no que respeita à sobreelevação da placa central". "Isto não pode ficar assim, de maneira nenhuma", observa Luís Fazenda, mencionando ainda a eventual necessidade de elaborar um plano de pormenor antes de avançar com a remodelação da praça. "Não há urgência que justifique um atropelo processual desta ordem", defende. Quanto ao papel da Câmara de Lisboa, "nem o presidente nem os vereadores se podem esconder atrás da Sociedade Frente Tejo" para se absterem de intervir nesta obra no coração da cidade.

Ruben de Carvalho
PCP

Não é neste projecto de remodelação que se situa a ameaça ao património arquitectónico da Praça do Comércio, considera o comunista Ruben de Carvalho, que refere "a disponibilidade do seu autor para ter em conta as críticas formuladas". Já "deliberações anteriores da câmara" constituem "uma séria ameaça nesse sentido", uma vez que "preconizaram a privatização/venda de parte substancial dos edifícios ministeriais que contém a praça (comércio-escritórios-hotéis), subtraindo-os no domínio e na forma de uso à capacidade de intervenção pública". O que, no entender do candidato do PCP, que votou vencido no executivo, "prefigura uma séria ameaça à unidade formal da praça". As opções do projecto "não comprometem irreversivelmente a salvaguarda dos valores arquitectónicos patrimoniais em questão".

Helena Roseta
Independente

A candidata do movimento Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta, usa as palavras aberração e escândalo quando se quer referir à forma como está a ser conduzido
o processo de remodelação do Terreiro do Paço. A vereadora foi das primeiras a lançar o alerta sobre o regime de excepcionalidade das obras da cargo da Sociedade Frente Tejo, tendo ido à Assembleia da República falar com vários grupos parlamentares por causa da falta de transparência e do abuso de poder que, no seu entender, este estatuto propicia. E não consegue ver qualquer ligação entre a frente ribeirinha e o centenário da República. "As pessoas não vão calar-se sobre este processo", diz, ao mesmo tempo que defende a elaboração de um plano de ordenamento para toda a frente ribeirinha. »


Comentário no cidadanialx:

"...aberração e escândalo..." referiu Helena Roseta.

É uma pena o nosso povo não se insurgir mais, para fazer sentir devidamente a quem manda, que o espaço público tem como premissa ser de todos e para todos, sobretudo quando se trata de locais de referência.

O projecto que querem implementar não tem coerência com o local, não se integra, não salvaguarda o património, não valoriza a utilização da praça na vivência da cidade, não quis perceber a motivação social da baixa pombalina e não quiseram devolver a este espaço a alma que já há muitos anos lhe tiraram.

Como se lê agora, está também em causa a VENDA! do património público nos edifícios das arcadas...
Claro que não querem saber de dar alma à Praça do Comércio. Nem querem lá colocar árvores.
Querem vender a Praça do Comércio, tal como se vende e usa uma área num centro comercial.

É o negócio que agora algum tipo de promotores privados sabem fazer!
Não se pretende defender a cidade nem a sua população. Estão apenas a ser defendidos interesses privados na exploração de um espaço.

Vamos admitir isto na principal praça do país, que devia ser o orgulho de um país civilizado? E que passará apenas a ser a referência de negócios do tipo terceiro-mundistas?

Com a qualidade do plano da estrutura urbana subjacente à implementação desta praça, há mais de 200 anos, com todos os seus valores técnicos e sobretudo sociais, como pode cair aqui tamanha nódoa?

É muito fácil escamotear tudo isto para ... "uma querela das elites artístico-intelectuais.", sem querer perceber que o que está em causa é de facto a forma da população viver na cidade, numa atitude de retrocesso com mais de 200 anos!

Está assim assumida a goludice dos intervenientes, assim como a apatia de um povo que não faz respeitar o seu património, nem honra o mérito dos antepassados que criaram aquela obra.

Quando não se respeita a cultura nem o património e se valoriza apenas a utilização pontual e pessoal, de pouco servirá o que irá restar.

Tem, pois, toda a razão Helena Roseta, quando refere que É UMA ABERRAÇÃO E UM ESCÂNDALO!

Ferreira arq.

domingo, 14 de junho de 2009

JN - Consulado virtual português inaugurado nos arredores de Paris

20090614
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1262327
As comunidades portuguesas residentes nos arredores de Paris podem agora ver reforçada a rede consular com a instalação de mais um consulado virtual inaugurado pelo secretário de Estado António Braga.
Na sequência do redimensionamento da rede consular, "a construção deste consulado virtual permite que as pessoas possam dirigir-se ao consulado através da Internet", declarou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades, à margem da inauguração do consulado virtual na Associação Portuguesa Cultural e Social (ACPS) em Pontault Combault, nos arredores de Paris.
António Braga explicou as mais-valias deste equipamento semelhante a uma 'caixa automática', ou seja, "autónomo, que se instala em diferentes lugares públicos ou associações destinado a facilitar o acesso das pessoas por via da internet".
Mas esta modalidade só estará acessível aos cidadãos portugueses portadores de um código de acesso e respectiva palavra passe, podendo "aceder ao consulado virtual a partir de casa, se assim o entenderem", explicou o governante.
Ressalvando que o propósito deste equipamento é o de "permitir a massificação do acesso das pessoas em situação de relacionamento no mundo associativo", António Braga fez um balanço positivo desta medida alternativa.
"O consulado virtual é uma iniciativa que neste momento tem cerca de 1.200 actos concretizados por mês, o que é ainda pouco", reconheceu o secretário de Estado das Comunidades, justificando que "é o início de uma nova ferramenta que só agora se concretiza".
Este equipamento está já instalado em diferentes pontos do globo, com 75 equipamentos já instalados ou em fase de instalação, acrescentou.
"Temos um calendário e um mapa: numa primeira fase ambicionamos instalar à volta de 200 quiosques multimédia (consulados virtuais) no mundo inteiro e depois fazer a avaliação do uso desse equipamento", referiu ainda António Braga.
Em Paris, por ocasião das comemorações do 10 de Junho, o secretário de Estado das Comunidades tem ainda na agenda a inauguração do serviço do cartão do cidadão no consulado de Paris, segunda-feira, que será antecedida por uma visita às instalações de Nogent-Sur-Marne, um dos maiores consulados de Paris sujeito à reestruturação consular.

JN- desde terça-feira e até sábado- 10 mortos e 22 feridos graves, nos 1.126 acidentes nas estradas portuguesas

JN - 2009.06.14
Devido ao regresso a casa depois de uma semana de feriados, o trânsito esteve lento na A2, do Algarve para Lisboa, com a fila a chegar a ter 60 quilómetros.
Um morto e cinco feridos graves é o resultado de quatro acidentes que ocorreram ao longo do dia de hoje em vários pontos do país, disse à Agência Lusa o tenente-coronel Garrido Gomes, da GNR.
Segundo Garrido Gomes, do Centro de Comando de Controlo Operacional da Guarda Nacional Republicana, durante o dia de hoje foram contabilizados um maior número de acidentes, mas os ocorridos na Azambuja, Guarda, Oliveira do Bairro e Caldas das Rainha foram os considerados mais graves.
O morto resultou de uma colisão entre dois veículos ligeiros por volta das 14:00 em Oliveira do Bairro que provocou ainda dois feridos, adiantou.
Devido ao regresso a casa depois de uma semana de feriados, o trânsito continua lento na A2, do Algarve para Lisboa, com fila entre Aljustrel e Grândola e até ao nó da Marateca, afirmou o tenente-coronel Garrido Gomes.
Às 21:00 a fila tinha entre 15 a 16 quilómetros, tendo registado "uma ligeira melhoria", mas a GNR desconhece de momento qual a dimensão.
As entradas em Lisboa processam-se sem dificuldade.
Dez patrulhas da Unidade Nacional de Trânsito da GNR voltaram a reforçar a vigilância rodoviária nos acessos de Lisboa e Porto a partir das 14:00 e até às 24:00.
A Unidade Nacional de Trânsito já tinha reforçado o patrulhamento nas saídas de Lisboa e Porto terça-feira à tarde e quarta-feira de manhã.
Segundo informações disponíveis no site da GNR, registaram-se desde terça-feira e até sábado 1.126 acidentes nas estradas portuguesas, que provocaram 10 mortos e 22 feridos graves.

Homem mais rico de Portugal 'honoris causa' em Nova Iorque

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9789560.html
Porto, 14 Jun (Lusa) - Américo Amorim vai ser distinguido segunda-feira com o grau Doutor Honoris Causa pela universidade norte-americana de Saint Johns, um prémio ao percurso no mundo dos negócios, marcado pela defesa do sobreiro e a aproximação à sociedade civil.
"Foi uma surpresa quando recebi essa comunicação e depois entendi que era a apreciação do trabalho que desenvolvi ao longo de 56 anos, as regras e valores, a ética e a justiça social", disse, à agência Lusa, o empresário português.
Em declarações à Lusa, o homem mais rico de Portugal revelou que, depois de receber a distinção, pretende continuar a ser o 'senhor' Américo Amorim, dispensando o 'doutor'.

Hortas Biológicas: Dezenas de amadores transformam pedaços de Guimarães em "sucessos" agrícolas

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9789050.html
Guimarães, 14 Jun (Lusa) --A Horta Pedagógica de Guimarães criada pela câmara, há menos de um ano, já tem dezenas de agricultores que produzem, de forma biológica, legumes e flores. Um 'sucesso' que leva as mais variadas profissões a discutir qual a melhor semente de pepino, disse à Lusa uma agricultora.
"Aqui somos todos agricultores, trocamos sementes, legumes e flores e gozamos o prazer de cultivar a terra", referiu Cristina Pereira, operária de calçado desempregada e "dona" de um canteiro na Horta Pedagógica de Guimarães.
A horta está situada na Veiga de Creixomil, a 100 metros de um hipermercado e num dos terrenos outrora mais férteis e cultivados do concelho e onde quase só existiam silvas e ervas.

Férias: Actividades ao ar livre e nada de aulas para as crianças, recomenda especialista

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9785921.html
Porto, 12 Jun (Lusa) - O contacto com a natureza, o relacionamento com outras crianças e a ruptura com o ambiente escolar são alguns dos aspectos a ter em conta na organização das férias dos mais novos, disse à Lusa Beatriz Pereira, especialista em educação e lazer.
"Se for possível, todas as actividades de Verão devem ter uma componente fortíssima de ar livre e de relacionamento com a natureza. Temos afastado as crianças do ambiente natural, que também é fonte de aprendizagem", considera Beatriz Pereira, professora da Universidade do Minho.
Este contacto com a natureza deve ser estimulado tanto nos casos em que os pais podem ficar com as crianças, como nas situações em que optam por colocá-las em campos de férias ou oficinas de Verão.

Saúde: Suplementos alimentares podem ser prejudiciais para a saúde - Isabel do Carmo

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9786686.html
Lisboa, 13 Junho (Lusa) - A endocrinologista Isabel do Carmo alertou hoje que os suplementos alimentares, utilizados para ajudar a emagrecer, podem ser perigosos para a saúde e distinguiu-os dos suplementos multivitamínicos, que cumprem "um papel importante na alimentação equilibrada".
"As pessoas têm dificuldades em distinguir os suplementos alimentares dos suplementos vitamínicos porque ambos de vendem nas farmácias e têm um nome muito parecido", disse à Lusa a directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria.
No entanto, os suplementos vitamínicos, que também se chamam nutricionais, são apenas constituídos por vitaminas e sais minerais, não alterando o funcionamento do organismo, enquanto os suplementos alimentares contêm substâncias que vão alterar essas funções, justificou.

Meteo: Radiação UV mantém-se muito alta em todo o território

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9788240.html
Lisboa, 13 Jun (Lusa) - Os níveis de radiação ultravioleta mantêm-se hoje muito elevados em todo o território português, voltando a alcançar níveis extremos em Penhas Douradas e Funchal, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).
Nos dois locais com mais radiação é desaconselhada a exposição solar, segundo o IM, que considera o nível extremo como uma situação de "perigo".
No restante território, os níveis altos de radiação levam o IM a aconselhar a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e que se evite a exposição das crianças ao Sol.

Ambiente: Quercus "ocupa" Barragem de Belver, em Mação

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9786091.html
Mação, Abrantes, 13 Jun (Lusa) - A associação ambientalista Quercus ocupou hoje de manhã, pacificamente, a Barragem de Belver, em Mação (Abrantes), em protesto contra o novo Programa Nacional de Barragens e a recente campanha de comunicação lançada pela eléctrica EDP.
O protesto, que começou cerca das 08:00, foi marcado pela afixação de faixas e cartazes naquela albufeira, que se estende pelos concelhos de Gavião (Portalegre) e Mação (Santarém).
Durante a iniciativa, os ambientalistas desceram ainda em rapel o paredão da albufeira com mensagens de protesto.

Dia Mundial do Ritmo Cardíaco: 10 hospitais realizam hoje acções de sensibilização

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9784923.html
Lisboa, 13 Jun (Lusa) - Dez hospitais portugueses juntam-se hoje, Dia Mundial do Ritmo Cardíaco, a uma acção nacional de sensibilização sobre os riscos, prevenção e tratamento das arritmias cardíacas.
Sob o lema "Bate, Bate Coração - Sinta o seu Ritmo", vão estar à disposição dos portugueses bancas informativas entre as 10:00 e as 18:00 nos hospitais de Santa Maria e Santa Marta (Lisboa), Fernando Fonseca (Amadora), Universidade de Coimbra, distritais de Faro, Santarém e Setúbal, Infante D. Pedro (Aveiro), São Marcos (Braga) e Santo António (Porto).
Nestes locais será possível a qualquer cidadão colocar dúvidas aos profissionais de saúde que aceitaram colaborar voluntariamente com a iniciativa e também aprender a medir o ritmo cardíaco com um cartão especialmente concebido para o efeito.
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Comentário na Lusa (Maria Alves):
Para quando as autoridades fazem cumprir legislação europeia de não se fazer barulho aos fins-de-semana e feriados? O stress da semana nem sequer pode ser compensado com descanso nestes dias? Há que alterar a legislação referente ao comércio. É inadmissível que haja pequenas lojas barulhentas com horários de funcionamento 12 horas por dia incluindo os dias que deveriam ser de descanso . Para quando Portugal é um país Europeu e não Asiático?A falta de respeito pelos outros aumenta dia-a-dia. Como se pode falar em coração quando as pessoas são sobressaltadas no seu sono? São as corridas agora tão na moda, para que se possa aparecer na TV como famoso? Cumpra-se a lei e far-se-á muito pelo coração!

Gripe A H1N1: Vírus em franca expansão no Canadá fez passar fasquia dos 3500 doentes

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787940.html
Otava, 13 Jun (Lusa) -- O Canadá está a confrontar-se com um ritmo significativo de propagação da gripe A H1N1, a qual fez já mais de 3500 doentes, segundo os números oficiais.
Não quais há sinais de regressão ou de desaceleração do vírus que assim mantém a sua expansão em todo o território, à excepção da Terra Nova, que continua sem quaisquer casos.
O último balanço da doença, anunciado na sexta-feira pelo Ministério federal da Saúde, em Otava, é revelador do ritmo de progressão, ao anotar um acréscimo de 540 novos casos notificados em apenas dois dias -- de quarta para sexta-feira, passando a totalizar 3515 pacientes no país.

Ambiente: Administração Obama quer manter em segredo locais para armazenamento de resíduos de carvão

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787771.html
Washington, 13 Jun (Lusa) - A administração Obama quer manter em segredo as localizações de quase uma dúzia de instalações para armazenamento de cinzas de carvão que são uma ameaça para as pessoas que vivem próximo.
A Agência de Protecção do Ambiente identificou 44 sítios como potenciais riscos para as comunidades quando investigava o armazenamento dos resíduos de carvão depois de um derramamento numa central eléctrica do Tennessee em Dezembro. Os locais de armazenamento existem há anos com pouca ou nenhuma regulação federal.
O Corpo de Engenharia do Exército numa carta datada de 04 de Junho disse à Agência que não podia alertar o público sobre o paradeiro dos 44 locais, com o argumento que isso pode comprometer a segurança nacional.

Ambiente: EUA querem que China fixe "limite máximo anual" de emissão de gases poluentes

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787807.html
Washington, 12 Jun (Lusa) - Os Estados Unidos da América querem que a China fixe um "limite máximo anual" a partir do qual deverá reduzir as emissões de gases poluentes, disse sexta-feira o emissário norte-americano para as alterações climatéricas, Todd Stern, ao seu homólogo chinês.
Stern disse à imprensa que as autoridades chinesas aceitaram o conceito de "limite máximo anual" mas não especificaram o ano.
Todd Stern considerou que é "muito importante" saber quando é que a China vai fixar este prazo, porque os Estados Unidos querem "actos significativos a meio termo entre agora e 2020 que reduzam as emissões de forma notável em relação ao nível em que estariam (sem estas medidas)."

Informática: Sistemas operativos privados são "malévolos" - Richard Stallman

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787777.html
Quito, 13 Jun (Lusa) - Richard Stallman, pai do movimento a favor do software livre, classificou sexta-feira, em Quito, Equador, os sistemas operativos privados de "malévolos" porque atacam o utilizador.
O programador informático disse sexta-feira, em conferência de imprensa na Universidade das Américas (UDLA), que o software privado "só contém medidas de segurança impostas" e que "restringe os direitos do utilizador."
Stallman comparou o software com licença paga de utilização(como o Windows da Microsoft) com uma "droga", uma vez que "a primeira dose é grátis e para as seguintes é preciso comprar a preços elevados."

EUA: "Apagão analógico" deixa mais de dois milhões del casas sem televisão

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787625.html
Washington, 12 Jun (Lusa) - O "apagão analógico" que chegou hoje aos Estados Unidos da América e que obriga as cadeias de televisão a emitir apenas em sinal digital deixou mais de dois milhões de casas sem serviço televisivo, apesar das campanhas de consciencialização.
Todos os televisores com antena de tecto ou com antena fixa ao aparelho televisivo deixaram hoje de funcionar a menos que lhe tenha sido colocado um descodificador para converter o sinal analógico em digital.
Os norte-americanos que compraram uma televisão com sintonizador digital ou que tenham adquirido um serviço por cabo também não perderam o serviço de televisão.

PR/Itália: Portugal empenhado na União para o Mediterrâneo - Cavaco Silva

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9786544.html#page=1
Nápoles, Itália, 12 Jun (Lusa) -- O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, alertou hoje em Nápoles que os cidadãos têm de sentir-se actores do diálogo mediterrânico para que este tenha sucesso e garantiu o empenho de Portugal na União para o Mediterrâneo.
"Portugal está firmemente empenhado no sucesso da União para o Mediterrâneo e espera, sinceramente, que seja possível ultrapassar as dificuldades que vêm impedindo que o seu funcionamento se processe de forma mais fluida", afirmou Cavaco Silva na sede da Fundação Mediterrâneo, naquela cidade do Sul de Itália.
No entanto, "de nada valerão as construções políticas e institucionais, se o diálogo não chegar aos nossos cidadãos, se estes não se sentirem verdadeiros actores do diálogo", alertou.

Obras Públicas: TC satisfeito com resposta do Governo às recomendações dos juízes

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9786776.html
Lisboa, 12 Jun (Lusa) - O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, reagiu hoje de forma positiva ao facto de o Governo ter aceite as recomendações dos juízes, mas lembrou que "a exigência de rigor tem de continuar".
Em declarações à agência Lusa, o antigo ministro das Finanças de António Guterres disse que "a exigência de rigor tem de continuar", porque "não nos podemos resignar ao fatalismo das derrapagens e da indisciplina orçamental" nas obras pagas pelo Estado.
Oliveira Martins reagiu assim à notícia de que o Ministério das Obras Públicas ia avançar, no segundo semestre, com a criação de um Observatório para controlar os gastos do Estado com as obras públicas, tal como foi proposto no relatório divulgado hoje.

UE: Comissão abriu consulta pública a proposta sobre descarregamentos superiores a 80 megabytes

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9787343.html
Bruxelas, 12 Jun (Jun) - A Comissão Europeia abriu hoje uma consulta pública sobre o seu projecto de regulação do acesso às redes de nova geração de Internet que permitem uma velocidade superior a 80 megabytes para descarregar informação da rede.
O executivo comunitário está a elaborar uma recomendação que espera apresentar oficialmente no final do ano, esperando também que as partes interessadas enviem os seus comentários até 24 de Julho.
Esta recomendação pretende ser um "guia" que conceda "certeza legal" às autoridades nacionais de regulação das telecomunicações quando tenham de tomar decisões, destacou, em comunicado, a comissária europeia da Sociedade de Informação, Viviane Reding.

Ambiente: Projecto de combate a espécies invasoras 'limpou' 80 hectares de Gigante em S. Miguel, Açores

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9784825.html
Ponta Delgada, 12 Jun (Lusa) - O projecto Laurissilva Sustentável, a decorrer no nordeste da ilha de S. Miguel, Açores, já permitiu o controlo e remoção de sementes de Gigante, uma espécie invasora, em 80 hectares de zonas de Turfeiras, no Planalto dos Graminhais.
As plantas exóticas invasoras são uma das maiores ameaças à conservação da biodiversidade, contribuindo para o desaparecimento de espécies e de habitats naturais.
No arquipélago dos Açores, espécies invasoras como a Conteira, o Gigante, a Cana ou o Incenso têm vindo a invadir e destruir muitas áreas naturais, colocando em causa a sobrevivência de plantas e animais únicos destas ilhas atlânticas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os culpados

http://economico.sapo.pt/noticias/os-culpados_12632.html
12/06/09 00:01 Daniel Amaral
Depois de um ano dramático, já é possível estabelecer consensos: a recuperação vai ser muito lenta e nós ainda mais lentos do que os outros.
A face mais visível da crise está no nosso crescimento potencial, que potencia o pior. Se fossemos um país a sério, já estaríamos a discutir soluções. Como levamos a coisa a rir, ainda estamos a procurar culpados - os outros. Muito bem. Fechemos então este ciclo: de quem é a culpa?
Num país que definha pela fraca produtividade, que não o deixa competir na ordem externa, a tentação é olhar para o elo mais fraco: os culpados são os trabalhadores, que produzem pouco e ganham de mais. E é sempre fácil encontrar números que confirmam a tese: para uma média europeia igual a 100, o nosso rendimento per capita era de 79 à entrada no euro e é hoje de 73; e o peso dos nossos salários no PIB é de 50%, contra 48% do conjunto.
Mas esta análise é injusta. Não há um factor produtivo, mas dois: o capital e o trabalho. E todos sabemos que um aluno cábula, munido de calculadora, é mais rápido a fazer contas do que o professor sem apoio que ganhou o Nobel da matemática. O mesmo conceito é transponível para o interior das empresas: onde estão os investimentos produtivos, as organizações funcionais, os ambientes de trabalho que potenciem uma produtividade melhor?
Adivinho muitas orelhas a arder. Mas, em boa verdade, as empresas também podem empurrar as culpas para quem lhes enquadra a actividade. Elas investem dinheiro, adquirem equipamentos, contratam pessoas e, em última análise, consideram-se eficientes quanto baste. O problema está no empecilho governamental: as leis hediondas, os transportes paupérrimos, a formação sem jeito, os impostos brutais. Dêem-lhes um governo a sério e elas dominarão o mundo.
Sucede que quem escolhe os governos somos nós, o que transfere a responsabilidade para o degrau seguinte. Se somos nós que escolhemos os governos, que definem o enquadramento das empresas, que contratam os trabalhadores, que pelos vistos têm uma produtividade baixíssima - então somos nós que "produzimos" pouco e "trabalhamos" mal. A responsabilidade deve ser assumida por todos, em partes iguais.
Bom, talvez alguns sejam mais iguais do que outros...
d.amaral@netcabo.pt

Emissões de CO2 diminuem em 2009



Filipa Alves (2009-06-09)
As emissões no início de 2009 do gás com efeito de estufa diminuíram 3,6% em relação a igual período do ano passado de acordo com um relatório apresentado pela WWF, mas infelizmente não será um efeito permanente.

No “Observatório do Petróleo” pode ler-se que no primeiro trimestre de 2009 se verificou o primeiro fenómeno de redução das emissões de CO2 desde 1981, que se terá devido à crise económica global que provocou uma quebra no consumo de petróleo.
No entanto, de acordo com um perito em Energia e Alterações Climáticas do WWF não podemos “baixar os braços” confiando que a situação vá durar ou que se encontre uma solução contra o Aquecimento Global. Segundo o perito “num ano emitimos tantos gases de efeito de estufa que perdemos quase 4 anos em termos de orçamento de CO2”. Isto significa que , se continuarmos assim, em 2028 teremos produzido CO2 suficiente para fazer a temperatura aumentar 2ºC”.
Com a provável recuperação da economia em 2010, voltará a observar-se um retorno aos elevados níveis de emissão de CO2. Assim, e uma vez mais, a Conferência de Copenhaga em Dezembro deste ano volta a ser referida como um acontecimento crucial para a aceleração da revolução energética essencial para solucionar o problema das Alterações Climáticas.
Fonte: Europa Press
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OMS declara primeira pandemia do séc. XXI

TSF 20090611
A Organização Mundial de Saúde declarou a primeira pandemia do séc. XXI. A directora-geral, Margaret Chan, disse que a subida para o nível 6 do alerta pandémico reflecte apenas a forma como este vírus se estendeu pelo mundo.
A Organização Mundial de Saúde decidiu subir o alerta pandémico para o nível 6, o mais alto, o que significa que «o mundo se está a caminhar para o princípio da sua primeira gripe pandémica do séc. XXI».
Segundo a directora-geral da OMS, a subida deste nível reflecte apenas a forma como este vírus se estendeu pelo mundo e não a sua gravidade, que se mantém como moderada.
Margaret Chan adiantou ainda que a organização que dirige não recomenda o encerramento de fronteiras e sublinhou que não devem existir restrições ao movimento de pessoas, bens e serviços.
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OMS diz que pandemia de gripe A durará «um a dois anos»
A OMS acredita que a pandemia de gripe A deverá «circular no mundo entre um a dois anos». Em conferência de imprensa, o número dois da Organização Mundial de Saúde, Keiji Fukuda, disse que a resposta a esta pandemia «deve ser flexível».
A Organização Mundial de Saúde acredita que a pandemia de gripe A poderá «circular no mundo entre um a dois anos».
Pouco depois de anunciar a primeira pandemia do séc. XXI, o número dois da OMS explicou que este vírus «vai circular no mundo inteiro durante um a dois anos e vai contaminar pessoas de uma forma pandémica».
«A nossa resposta tem de ser flexível. vamos monitorizar de forma muito atenta» este vírus, acrescentou Keiji Fukuda, durante uma conferência de imprensa.
Este responsável da OMS indicou ainda que «quando se fala de gripes pandémicas, estamos a falar de uma maratona e não de um sprint».
Fukuda explicou ainda que «é muito difícil ter a percepção de quantas pessoas estão realmente a morrer de alguma coisa como uma gripe pandémica».
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O director-geral de Saúde admitiu que a subida ao nível mais alto do alerta pandémico para a gripe A pode vir a provocar alterações no Plano Nacional de Contingência. Francisco George prevê que este vírus possa vir a atingir 25 por cento dos portugueses, mas sem que se venha a registar um «cenário dramático».
O director-geral de Saúde admitiu que a declaração de pandemia feita pela Organização Mundial de Saúde relativamente à gripe A poderá levar a algumas alterações no Plano Nacional de Contingência, mas apenas por uma questão de prudência.
«Estamos certos que o sucesso deste programa depende da rapidez de aplicação das medidas que estão previstas e que foram equacionadas para serem aplicadas quando a propagação da infecção surgir no nosso país, se surgir», afirmou Francisco George.
Em declarações à TSF, este responsável reconheceu que é provável que cerca de um quarto da população possa vir a ficar infectada por este vírus, muito embora não se esperem muitos casos graves, já que os planos de contingência poderão minimizar muitas destas situações.
Apesar de ser «impossível fazer cenários por antecipação», Francisco George diz que a esmagadora maioria dos 25 por cento da população que é afectada por cada novo vírus da gripe não deverá ter mais que uma «infecção moderada, ligeira» se infectada pela gripe A.
O director-geral da Saúde acrescentou ainda que 90 a 95 por cento dos infectados com o vírus da gripe A deverão poder ser tratados em casa e apenas com «antipiréticos sem necessidade de outros medicamentos». «Não estamos perante um cenário dramático», sublinhou.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

JN - Honório Novo

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Hon%F3rio%20Novo
Xeque-mate ao supervisor!
JN 2009-06-08
Não concordo que se transforme num circo a audição com o governador do Banco de Portugal. Tão pouco gostaria de a ver transformada numa sessão cineclubista. Gostaria apenas de imaginar que Vítor Constâncio vai hoje finalmente colaborar com a Comissão de Inquérito (CI), facultando a documentação que lhe tem sonegado e que alguns (e não apenas o "clima eleitoral" de Nuno Melo), têm tentado conseguir por portas travessas…
As falhas da supervisão em Portugal nada têm a ver com o modelo praticado entre nós. Tem antes a ver com a displicência e a ineficácia com que tem sido exercida.
Atente-se no caso BCP, onde situações inconcebíveis passaram a "leste da supervisão", ou no BPP, com novas e clamorosas falhas de supervisão.
No BPN, inspecções realizadas mostravam ou indiciavam tudo ou quase tudo. Fazer perguntas certas no momento certo, e exigir respostas atempadas, foi coisa que o Banco de Portugal (BdP) pouco fez. Tal como nunca mandou fazer nenhuma auditoria externa ou ameaçou com a nomeação de administradores delegados. Só que o actual quadro legal permitia fazer tudo isso há muitos anos…
Vítor Constâncio está muito debilitado e não há relatório do FMI que lhe valha. Em Novembro de 2008, num debate anterior à criação da CI, já eu perguntava a Vítor Constâncio se achava que tinha condições políticas e de credibilidade (até por causa da crise financeira global que desabava), para continuar em funções. Pelos vistos, Vítor Constâncio continua a pensar que sim…
Lamentável foi a posição do PS ao impedir que a CI requeresse o levantamento do segredo profissional que o BdP usou para impedir o acesso a documentação e obstaculizar os trabalhos da Comissão.
Não é aceitável que a CI, e a própria Assembleia (um órgão de soberania), pela mão do PS, tenham sido enxovalhados e subjugados às imposições de Constâncio.

Manuel António Pina - O diabo dos números

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
JN 2009.06.10
Teplotaxl, o diabo dos números, de Hans Magnus Ensenberger, mostra a matemática como uma aventura emocionante. A aritmética, o mais humilde dos membros da família, é-o desde logo, pondo à vista coisas que, de outro modo, permaneceriam ocultas. Uma delas, no caso da aritmética eleitoral, é o desastre que constitui a lei de 2008 que instituiu o recenseamento automático e "tecnológico".
A lei levou à inscrição automática nos cadernos eleitorais de 9 491 592 eleitores, de uma população de (dados do INE) 10 617 575 pessoas. Só que, destas, 1 628 852 têm 14 anos ou menos, e cerca de 400 mil terão mais de 14 e menos de 18 anos (30% dos cerca de 1 236 000 com idades entre os 15 e os 24 anos), nenhuma podendo votar. Além disso, dos 401 612 estrangeiros residentes, a maioria é decerto constituída por não-europeus (africanos, brasileiros, chineses, ucranianos, russos, moldavos…). O que significa que, nestas "europeias", contas feitas por baixo, havia milhão e meio de fantasmas nos cadernos eleitorais. A "revolução tecnológica" também pode ser uma aventura emocionante. Se, claro, for mais que propaganda.
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Tempo de fazer contas
JN 2009.06.09
Peguemos então na máquina de calcular e deitemos contas à democracia que temos. De mais de 9 milhões e meio de eleitores inscritos, 63% (mais de 6 milhões) entenderam, no passado domingo, que não valia a pena votar. Considerando que outros 4,63%, tendo votado, o fizeram em branco, negando a confiança a qualquer partido, e que houve 2% de votos nulos, os portugueses que confiam ainda nos partidos que temos são já menos de um terço (30%).
O que significa que o PSD - partido mais votado - tem a confiança de apenas 9,5% dos portugueses (31,68% de 30%), e o PS de menos ainda: nem de 8% (26,58% de 30%). E todos os restantes partidos, no seu conjunto, de menos de 9%. É esta a legitimidade democrática (o PSD representando 9,5% dos portugueses, o PS menos de 8% e os restantes partidos menos de 9%) do actual sistema partidário. O que levou a tal divórcio dos portugueses - que, no entanto, nas primeiras eleições após o 25 de Abril acorreram em massa, esperançada e entusiasticamente, às urnas - dos políticos e da política? Teremos que mudar de povo? De políticos? Ou devemos continuar a fazer de conta?

JN - Paulo Morais - Corrupção absoluta

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1244906&opiniao=Paulo%20Morais
JN 2009-05-27
A característica mais marcante destes quatro negros anos de maioria absoluta do PS é o reforço, generalização e consolidação do fenómeno da corrupção. Na legislatura que ora termina, nem Governo nem Parlamento produziram qualquer medida eficaz contra a corrupção. Pelo contrário, tentaram legitimá-la e até incentivá-la.
A primeira machadada na democracia foi a criação desse nado-morto que é o Conselho de Prevenção da Corrupção. Constituído maioritariamente por directores gerais nomeados por Sócrates, não poderia ser nem sério nem competente. Ao fim de quase um ano de vida, não se lhe conhece mérito ou actividade relevante. Só pelo facto de existir e não actuar, funciona como entidade branqueadora, cumprindo assim objectivo inverso àquele para que foi criado. Deveria até designar-se de conselho de prevenção... do combate à corrupção.
O segundo e bem mais duro ataque foi desferido contra o regime democrático quando o Governo veio permitir a adjudicação, por ajuste directo, nas empreitadas de obras públicas para contratos até 5 150 000 euros. Livres de escolher os fornecedores que muito bem entendem, no secretismo dos gabinetes e sem dar qualquer explicação a ninguém, os políticos fazem pois muitas obras para mostrar serviço ao povo. Muitas e quanto mais caras melhor, para assim favorecerem os amigos de sempre, os construtores do regime. As contrapartidas estão patentes no enriquecimento obsceno de alguns políticos e começam já a ser visíveis em gastos sumptuosos nas campanhas eleitorais.
Mas o golpe de misericórdia no sistema político ainda estava para chegar, com a aprovação recente, no Parlamento, de legislação que permite donativos aos partidos, em numerário - em "cash", em notas, dinheiro vivo - de montantes até 1 250 000 euros; 50 vezes mais do que anteriormente estipulado. Numa atitude de cartel, os partidos praticaram o crime quase perfeito, que lhes permite alicerçarem o seu poder em cima de malas de dinheiro sujo.
Se não for vetada pelo presidente, esta lei abjecta do financiamento partidário constituirá a última peça num regime cuja arquitectura é propícia ao florescimento da corrupção. Os políticos irão adjudicar, sem nenhum controlo, obras da ordem dos cinco milhões de euros. E daqui poderão desviar, sem qualquer rasto, valores de aproximadamente um milhão de euros. Tudo legalíssimo. E abençoado pelo silêncio protector do Conselho de Prevenção da Corrupção.

JN - O País onde ainda tudo é possível

http://jn.sapo.pt/Reportagens/Interior.aspx?content_id=1258983
A propósito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, o JN procurou saber se nos últimos 35 anos mudámos mais do que sabemos ou menos do que imaginamos
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Hermínio Loureiro, 43 anos, deputado
"Escrevi: Scolari passou-se! E apareci em todo o lado"
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Usa dois telemóveis, não prescinde do computador portátil, muito menos da ligação à Internet que lhe permite "estar ligado em qualquer parte do mundo". Hermínio Loureiro, o político da Política 2.0, não se desmultiplica só em cargos públicos - Presidente da Liga de Futebol, deputado pelo PSD, Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis, etc -; está também omnipresente em tudo o que tenha a chancela "virtual". E é viciado. Basta segui-lo no blogue "4 Linhas", ou no Twitter correspondente, para perceber a dimensão da sua assiduidade. Mas há mais, que ele tem tudo minuciosamente estruturado: "Se quero uma coisa técnica, vou ao Facebook; se quero contactar pessoas mais novas, vou ao Hi5; se quero uma coisa mais popular, vou ao Twitter; se quero imagem, vou ao Youtube." É assim, ele está em todas. Todos os dias. Ou quase.

"A vida era um bocadinho mais tranquila antes de ter descoberto esta nova forma de intervenção", reconhece. Fórmula que considera "fundamental para estabelecer proximidade e disponibilidade", e que está longe de ser "puro lazer". Pelo contrário. "Acarreta responsabilidades, colocamo-nos mais a jeito, e ficamos mais desprotegidos". Até pode ser. Mas ele não parece importar-se. Diz lidar bem com as críticas e tenta publicar, pelo menos, um post por dia. Se não o faz, há logo quem apareça a reclamar.

De vez em quando, impõe-se um intervalo. "Por razões familiares, procuro resistir ao computador quando estou em casa". A filha, de apenas oito anos, é que ameaça corromper este período offline. "Foi a minha companheira da noite eleitoral. Ficou ali a dar palpites". Será isto uma forma de medir a popularidade? Diz que não. Mas reconhece que só teve noção do impacto do que escreve no dia em que o ex-seleccionador nacional deu um soco a um jogador. Escreveu: "Scolari passou-se". "E de repente, aquela frase estava em todo o lado, nas televisões, rádios e jornais".
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10 de Junho: Barreto pede "bons exemplos" à sociedade para sair da crise

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9778302.html
Santarém, 10 Jun (Lusa) - O sociólogo António Barreto desafiou hoje políticos, empresários, sindicalistas e funcionários a darem um "bom exemplo", mais do que palavras ou "sinais de esperança", para ajudar à recuperação do país, no actual momento de crise económica.
António Barreto, presidente da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano decorreram em Santarém, disse que "mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo".
"Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena dar 'sinais de esperança' ou 'mensagens de confiança'. Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica", afirmou Barreto, na sua intervenção na sessão solene.

Porto: BE exige "suspensão imediata" do regulamento de afixação de propaganda da autarquia após parecer do Provedor de Justiça

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9778464.html
Porto, 10 Jun (Lusa) - O Bloco de Esquerda exigiu hoje a "suspensão imediata" do regulamento da Câmara do Porto que proíbe a afixação de propaganda "em grande parte da cidade", depois de um parecer do provedor de Justiça ter considerado "pelo menos uma norma inconstitucional".
"O parecer do provedor é de tal forma contundente e clarividente que não deixa margem para dúvidas que a Câmara do Porto está em situação de ilegalidade", afirmou o dirigente nacional do Bloco de Esquerda (BE) e candidato à autarquia portuense João Teixeira Lopes.
Em declarações à Agência Lusa após uma conferência de imprensa no Porto, Teixeira Lopes referiu que o parecer do provedor de Justiça foi emitido na sequência de uma queixa do BE e "poucos dias antes" de Nascimento Rodrigues renunciar ao cargo.