http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368364
09.03.2009 - 12h53 Alexandra Prado Coelho
"Os funcionários dos Serviços de Arqueologia do IGESPAR manifestam a sua indignação pela entrada de maquinaria pesada no local onde trabalham e alertam para os riscos para pessoas e património que as “demolições forçadas” podem causar. As máquinas entraram durante o fim-de-semana nas antigas instalações militares na Avenida da Índia para dar início às obras no local onde será construído o novo Museu dos Coches, projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha.
“Não há condições para continuarmos a trabalhar aqui”, disse ao PÚBLICO uma das arqueólogas. “Iniciaram-se os trabalhos e há grandes camiões e máquinas que podem prejudicar o património aqui guardado, sobretudo a zona da arqueologia subaquática”.
Numa nota de imprensa, em que lembram que “o impasse [sobre o destino dos serviços que estão nestas instalações] dura há cerca de um ano”, os funcionários sublinham que têm trabalhado “em condições de desgaste e incerteza permanentes” e denunciam “o claro conflito de interesses” entre os Ministérios da Defesa, da Economia e da Cultura.
A transferência dos serviços de arqueologia – parte dos quais deverão ir para o Palácio da Ajuda, e outra parte para o edifício da Cordoaria, também na Avenida da Índia – é da responsabilidade do Ministério da Cultura. Mas o projecto do novo Museu dos Coches foi lançado pelo Ministério da Economia.
Na nota de imprensa, os arqueólogos dizem ainda que o incumprimento das convenções internacionais para a salvaguarda do património arqueológico nacional “poderá, em última instância, originar uma queixa-crime contra o Estado Português junto da Comunidade Europeia”. O texto é assinado por “todos os funcionários do IGESPAR ‘sitiados’ na Avenida da Índia”. Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Cultura disse estar a acompanhar a situação e prometeu uma reacção para mais tarde."
COMENTÁRIO:
Já ninguém tinha dúvidas que pertenciamos ao terceiro mundo. Mas não esperavamos ver, de forma tão descarada, atropelar a legislação e tudo o que são as boas práticas, para transferir obras de arte e conspurcar património.
Isto é apenas digno de criaturas desprovidas de pudor e príncipios civilizacionais, característicos de regimes do tipo feudal, ditaduriais.
Que te aconteceu Portugal? Porque te deixamos chegar a isto...
Os nossos governantes estão a perder o norte!
O povo vai esperar que seja tarde para se impôr!
Claro, isto no fim vai acabar mal...
E então, o julgamento e castigo dos ditadores que corroboram este crime, não nos vai devolver o nosso museu dos coches.
Este devia estar já classificado como património mundial, tal o seu carisma, conforme tem sido demonstrado pelos comentários de pessoas de todo o mundo, na petição que decorre em defesa do mesmo.
Agora compreendemos também a manipulação da RTP2, ontem no noticiário, ao pugnar pelos interesses instalados, para “apressar as obras”.
QUAL A VANTAGEM EM DESTRUIR ESTE DIAMANTE DO NOSSO PATRIMÓNIO?
Quem vai ganhar com isso?
Tirar os coches deste edifício para os colocar num “prédio” novo, é como colocar um penteado do sec. XIX, numa mulher moderna...
Tudo isto para fazer valer uma decisão de regime, de alguém mal aconselhado, que não dá valor às demostrações evidentes de qualidade e comunhão do povo, pois visita mais este museu que qualquer outro.
O povo está a passar fome. As empresas estão a fechar. Não há emprego.
E estes senhores vão gastar balúrdios do dinheiro recolhido ao povo, pelos impostos que paga, para se pavonearem no “SEU” novo “prédio”... que “ELES” vão construir... e em futuros almoços de estado, no belo edifício do actual museu...
Museu que O POVO GOSTA DE VISITAR CONFORME ESTÁ.
Haja decência...
Ferreira arq.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Petições que é importante divulgar e subscrever
Conforme verificamos ontem (20090308) na RTP2, estão a intervir na comunicação social para pressionar a execução do novo "monstro à beira Tejo" para museu dos velhos coches.
É uma questão de falta de cultura dos nossos governantes permitirem estas aberrações.
E é uma questão de "incultura" da nossa parte nada fazermos para o impedir.
Podemos, pelo menos, SUBSCREVER ESTAS PETIÇÕES:
http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html
http://www.petitiononline.com/Alcolena/petition.html
http://www.petitiononline.com/contrali/petition.html
É uma questão de falta de cultura dos nossos governantes permitirem estas aberrações.
E é uma questão de "incultura" da nossa parte nada fazermos para o impedir.
Podemos, pelo menos, SUBSCREVER ESTAS PETIÇÕES:
http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html
http://www.petitiononline.com/Alcolena/petition.html
http://www.petitiononline.com/contrali/petition.html
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TSF - DN: Entrevista à Arq. Helena Roseta
"Não sei se o PS virou à esquerda ou à direita, tenho impressão de que tem os piscas avariados"
João Marcelino (DN) e Paulo Baldaia (TSF)
...Uma das marcas do discurso inaugural de José Sócrates no congresso foi a campanha negra, que ele diz existir, a propósito do caso Freeport. Acha que há aqui uma campanha negra contra o primeiro-ministro?
Eu já levo muitos anos de actividade política e sei, muitas vezes, que a publicação de determinadas notícias em determinadas alturas não é completamente inocente. Isso acontece. Agora, quem está na política tem que saber viver com isso. Quem não deve não teme, e portanto, não há campanhas negras. Pode haver alturas em que a pessoa apanha com muitas notícias desagradáveis, mas tem que ser capaz de as enfrentar. Acho que uma coisa dessas não pode condicionar a actividade política. Não somos ingénuos, sabemos que essas coisas existem. Agora, no caso Freeport, não acho que tenha a ver nada com campanha negra. O que é negro no caso Freeport é o tempo que isto demorou e está a demorar. Isso é que é negro! E é negro para o País e para toda a gente. O caso Freeport é exemplar de tudo que não deve ser feito. Não deve ser feita uma aprovação de uma alteração do ordenamento de território nas condições em que aquela foi feita; não devia ter sido produzida uma decisão no tempo em que o governo estava em gestão; não deviam ter sido feitas aquelas pressas de aprovar para facilitar a situação, mesmo que o presidente da câmara assim o pedisse; nunca deveria ter sido feita a transformação do uso que não era urbano - que era um uso reservado - para a construção de um centro comercial. Há aqui uma série de erros! Se isto fosse em Espanha, ao abrigo da actual legislação que considera o crime contra o território, essa aprovação teria sido um crime! Independentemente agora de saber se houve luvas, se não houve luvas. A polícia está a investigar, o Ministério Público também, descubram as coisas. As alterações do território, feitas muitas vezes de forma muito codificada, muito pouco transparente através da administração municipal e central, e até das CCDR, sem que os cidadãos sequer se apercebam do que é que se está a passar, têm levado a que haja enriquecimentos súbitos, de pessoas que tinham terrenos rústicos que de repente passaram a valer fortunas! Passam a valer fortunas porque houve uma câmara ou um governo que decidiu que ali se pode construir. E este enriquecimento não é apropriado pelo poder público, é apropriado pelo privado.
Acha que a lei alguma vez será alterada?
Tem que ser alterada, porque nós somos uma excepção! Em todos os países da OCDE, estas mais valias urbanísticas, por definição, ou são integralmente públicas ou são parcialmente públicas. Mesmo nos liberais Estados Unidos, estas mais valias são apropriadas pelo Estado, uma parte, pelo menos! Em Espanha suponho que é cerca de 20%, e é por lei que terá que vir à mão do estado. Em Portugal não, 100 por cento pode ir para o privado! Os PIN, Projectos de Interesse Nacional, feitos em zonas de reserva natural, por exemplo. Estou a pensar um no Algarve: suspende-se um plano director para, numa zona de reserva, se fazer um hotel de seis estrelas e depois diz-se que aquilo é um projecto de interesse nacional? Um hotel de seis estrelas?! Estão a brincar comigo! E aquilo representou uma multiplicação de valor que é da ordem que eu vos disse. Pode ser uma multiplicação de 200, 300, 1000 por cento, de um dia para o outro! Isto é um escândalo em Portugal! Eu fiz as contas de todo o território português que de 1985 até 2000 era rústico e passou a ser construído, deduzindo as estradas e os equipamentos públicos, quanto é que isto valeu em termos de mais valias, e cheguei à conclusão de que entre 1985 e 200 a transformação do território por esta razão representou 4% do PIB. Foi este o enriquecimento que foi parar à mão de particulares, porque temos uma lei absolutamente iníqua!
...
(extrcto da entrevista á TSF)
Relativamente ao que se passa a nível de ordenamento territorial, haja finalmente alguém que, publicamente e sem rodeios, denuncia o que se passa:
A transformação das reservas do nosso território em zonas construídas (ou destruídas), não podem ser mais toleradas, como instrumento politíco para resolução de situações pontuais. Tem que se perceber que estas alterações, que só servem os interesses especulativos imediatos, irão esgotar, mais ano menos ano, as potencialidades turisticas do país e a sua transformação num lamaçal urbano, devido ao desaparecimento da sua beleza natural e ao desordenamento urbano. Com este tipo de atitudes compromete-se irremediávelmente o seu futuro, afastando-o defenitivamente da europa civilizada.
Antes que seja demasiado tarde, há que introduzir na legislação portuguesa, a figura do crime urbanístico.
Parabéns Helena Roseta!
Luis Marques da Silva
João Marcelino (DN) e Paulo Baldaia (TSF)
...Uma das marcas do discurso inaugural de José Sócrates no congresso foi a campanha negra, que ele diz existir, a propósito do caso Freeport. Acha que há aqui uma campanha negra contra o primeiro-ministro?
Eu já levo muitos anos de actividade política e sei, muitas vezes, que a publicação de determinadas notícias em determinadas alturas não é completamente inocente. Isso acontece. Agora, quem está na política tem que saber viver com isso. Quem não deve não teme, e portanto, não há campanhas negras. Pode haver alturas em que a pessoa apanha com muitas notícias desagradáveis, mas tem que ser capaz de as enfrentar. Acho que uma coisa dessas não pode condicionar a actividade política. Não somos ingénuos, sabemos que essas coisas existem. Agora, no caso Freeport, não acho que tenha a ver nada com campanha negra. O que é negro no caso Freeport é o tempo que isto demorou e está a demorar. Isso é que é negro! E é negro para o País e para toda a gente. O caso Freeport é exemplar de tudo que não deve ser feito. Não deve ser feita uma aprovação de uma alteração do ordenamento de território nas condições em que aquela foi feita; não devia ter sido produzida uma decisão no tempo em que o governo estava em gestão; não deviam ter sido feitas aquelas pressas de aprovar para facilitar a situação, mesmo que o presidente da câmara assim o pedisse; nunca deveria ter sido feita a transformação do uso que não era urbano - que era um uso reservado - para a construção de um centro comercial. Há aqui uma série de erros! Se isto fosse em Espanha, ao abrigo da actual legislação que considera o crime contra o território, essa aprovação teria sido um crime! Independentemente agora de saber se houve luvas, se não houve luvas. A polícia está a investigar, o Ministério Público também, descubram as coisas. As alterações do território, feitas muitas vezes de forma muito codificada, muito pouco transparente através da administração municipal e central, e até das CCDR, sem que os cidadãos sequer se apercebam do que é que se está a passar, têm levado a que haja enriquecimentos súbitos, de pessoas que tinham terrenos rústicos que de repente passaram a valer fortunas! Passam a valer fortunas porque houve uma câmara ou um governo que decidiu que ali se pode construir. E este enriquecimento não é apropriado pelo poder público, é apropriado pelo privado.
Acha que a lei alguma vez será alterada?
Tem que ser alterada, porque nós somos uma excepção! Em todos os países da OCDE, estas mais valias urbanísticas, por definição, ou são integralmente públicas ou são parcialmente públicas. Mesmo nos liberais Estados Unidos, estas mais valias são apropriadas pelo Estado, uma parte, pelo menos! Em Espanha suponho que é cerca de 20%, e é por lei que terá que vir à mão do estado. Em Portugal não, 100 por cento pode ir para o privado! Os PIN, Projectos de Interesse Nacional, feitos em zonas de reserva natural, por exemplo. Estou a pensar um no Algarve: suspende-se um plano director para, numa zona de reserva, se fazer um hotel de seis estrelas e depois diz-se que aquilo é um projecto de interesse nacional? Um hotel de seis estrelas?! Estão a brincar comigo! E aquilo representou uma multiplicação de valor que é da ordem que eu vos disse. Pode ser uma multiplicação de 200, 300, 1000 por cento, de um dia para o outro! Isto é um escândalo em Portugal! Eu fiz as contas de todo o território português que de 1985 até 2000 era rústico e passou a ser construído, deduzindo as estradas e os equipamentos públicos, quanto é que isto valeu em termos de mais valias, e cheguei à conclusão de que entre 1985 e 200 a transformação do território por esta razão representou 4% do PIB. Foi este o enriquecimento que foi parar à mão de particulares, porque temos uma lei absolutamente iníqua!
...
(extrcto da entrevista á TSF)
Relativamente ao que se passa a nível de ordenamento territorial, haja finalmente alguém que, publicamente e sem rodeios, denuncia o que se passa:
A transformação das reservas do nosso território em zonas construídas (ou destruídas), não podem ser mais toleradas, como instrumento politíco para resolução de situações pontuais. Tem que se perceber que estas alterações, que só servem os interesses especulativos imediatos, irão esgotar, mais ano menos ano, as potencialidades turisticas do país e a sua transformação num lamaçal urbano, devido ao desaparecimento da sua beleza natural e ao desordenamento urbano. Com este tipo de atitudes compromete-se irremediávelmente o seu futuro, afastando-o defenitivamente da europa civilizada.
Antes que seja demasiado tarde, há que introduzir na legislação portuguesa, a figura do crime urbanístico.
Parabéns Helena Roseta!
Luis Marques da Silva
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Crise: "Todos os pilares prontos para uma retoma este ano" - Obama
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9409395.html
08 de Março de 2009, 03:58
Washington, 08 Mar (Lusa) - O presidente norte-americano Barack Obama mostrou-se seguro sobre a situação económica considerando, numa entrevista publicada sábado pelo New York Times, que "todos os pilares da retoma" estarão prontos este ano e que os fundos para estabilizar o sistema financeiro serão suficientes.
"A nossa convicção e o nosso desejo são que teremos todos os pilares prontos para uma retoma este ano", declarou sexta-feira o presidente norte-americano a bordo do avião presidencial, Air Force One.
"Quanto tempo levará até que a retoma se traduza num mercado do emprego mais forte dependerá de um grande leque de factores", acrescentou o presidente.
"Não penso que alguém o possa ler numa bola de cristal", revelou o presidente Obama, nesta entrevista difundida no site de Internet do jornal.
O presidente Obama evocou igualmente a necessidade de uma coordenação com os outros países "porque uma parte do que vemos neste momento são fraquezas na Europa, que são realmente mais importantes do que aqui e que se repercutem em nós e têm um impacto nos nossos mercados".
Obama, que encara gastar 250 mil milhões de dólares suplementares para salvar os bancos norte-americanos, considera que esta nova provisão inscrita no orçamento deverá ser suficiente.
"Vamos assegurar-nos que o sistema financeiro está estabilizado com os recursos à disposição. Pensamos que os 250 mil milhões são uma boa estimativa e não temos razão para rever esta estimativa no orçamento", indicou.
Questionado sobre o facto de saber se a administração está pronta para deixar uma grande instituição financeira fechar as portas e se é certo que não serão feitos novos apelos de fundos ao Congresso, o presidente assegurou "faremos o que for necessário para o evitar".
Pressionado com questões sobre a natureza da sua política, o presidente Obama defendeu-se de ser socialista.
"Quando olha o orçamento, a resposta é não", disse.
"É socialista ou liberal?", insistiu o jornalista do New York Times.
"Não me vou lançar nesta discussão", referiu o presidente dos Estados Unidos.
O jornal conta que, visivelmente incomodado pela pergunta, Obama recordou alguns instantes mais tarde: "não foi a minha direcção que começou a comprar partes de bancos".
"O facto de que devemos tomar estas medidas extraordinárias e intervir não é uma indicação da minha preferência ideológica mas uma indicação da amplitude da falta de regulação e dos riscos extravagantes que precipitaram a crise", concluiu.
LMP
Lusa/fim
08 de Março de 2009, 03:58
Washington, 08 Mar (Lusa) - O presidente norte-americano Barack Obama mostrou-se seguro sobre a situação económica considerando, numa entrevista publicada sábado pelo New York Times, que "todos os pilares da retoma" estarão prontos este ano e que os fundos para estabilizar o sistema financeiro serão suficientes.
"A nossa convicção e o nosso desejo são que teremos todos os pilares prontos para uma retoma este ano", declarou sexta-feira o presidente norte-americano a bordo do avião presidencial, Air Force One.
"Quanto tempo levará até que a retoma se traduza num mercado do emprego mais forte dependerá de um grande leque de factores", acrescentou o presidente.
"Não penso que alguém o possa ler numa bola de cristal", revelou o presidente Obama, nesta entrevista difundida no site de Internet do jornal.
O presidente Obama evocou igualmente a necessidade de uma coordenação com os outros países "porque uma parte do que vemos neste momento são fraquezas na Europa, que são realmente mais importantes do que aqui e que se repercutem em nós e têm um impacto nos nossos mercados".
Obama, que encara gastar 250 mil milhões de dólares suplementares para salvar os bancos norte-americanos, considera que esta nova provisão inscrita no orçamento deverá ser suficiente.
"Vamos assegurar-nos que o sistema financeiro está estabilizado com os recursos à disposição. Pensamos que os 250 mil milhões são uma boa estimativa e não temos razão para rever esta estimativa no orçamento", indicou.
Questionado sobre o facto de saber se a administração está pronta para deixar uma grande instituição financeira fechar as portas e se é certo que não serão feitos novos apelos de fundos ao Congresso, o presidente assegurou "faremos o que for necessário para o evitar".
Pressionado com questões sobre a natureza da sua política, o presidente Obama defendeu-se de ser socialista.
"Quando olha o orçamento, a resposta é não", disse.
"É socialista ou liberal?", insistiu o jornalista do New York Times.
"Não me vou lançar nesta discussão", referiu o presidente dos Estados Unidos.
O jornal conta que, visivelmente incomodado pela pergunta, Obama recordou alguns instantes mais tarde: "não foi a minha direcção que começou a comprar partes de bancos".
"O facto de que devemos tomar estas medidas extraordinárias e intervir não é uma indicação da minha preferência ideológica mas uma indicação da amplitude da falta de regulação e dos riscos extravagantes que precipitaram a crise", concluiu.
LMP
Lusa/fim
Crise: Manuela Ferreira Leite considera "insultuoso" que socialistas se preocupem com imagem
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9410221.html
08 de Março de 2009, 14:05
Porto, 08 Mar (Lusa) - A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, considerou hoje, na Maia, "insultuoso" que o partido do Governo, em tempos de crise, se preocupe com a imagem, reafirmando ainda a necessidade de apoiar as PME como forma de criar emprego.
"É absolutamente chocante e insultuoso que o PS, num momento de crise, aquilo com que se preocupa é com a imagem", afirmou a líder social-democrata, no discurso que encerrou uma acção de formação promovida pela JSD para jovens quadros da organização.
Ferreira Leite defendeu que é necessário "ser firme e substituir a ilusão pela realidade", frisando acreditar que os jovens sociais-democratas "não desistem de lutar pelo país".
"Os jovens têm que ser os primeiros a acreditar que, com uma nova política, não há razão para que Portugal não encontre o seu caminho e se aproxime dos níveis de bem-estar do resto da Europa".
FR.
Lusa/fim
08 de Março de 2009, 14:05
Porto, 08 Mar (Lusa) - A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, considerou hoje, na Maia, "insultuoso" que o partido do Governo, em tempos de crise, se preocupe com a imagem, reafirmando ainda a necessidade de apoiar as PME como forma de criar emprego.
"É absolutamente chocante e insultuoso que o PS, num momento de crise, aquilo com que se preocupa é com a imagem", afirmou a líder social-democrata, no discurso que encerrou uma acção de formação promovida pela JSD para jovens quadros da organização.
Ferreira Leite defendeu que é necessário "ser firme e substituir a ilusão pela realidade", frisando acreditar que os jovens sociais-democratas "não desistem de lutar pelo país".
"Os jovens têm que ser os primeiros a acreditar que, com uma nova política, não há razão para que Portugal não encontre o seu caminho e se aproxime dos níveis de bem-estar do resto da Europa".
FR.
Lusa/fim
domingo, 8 de março de 2009
Banco Mundial adverte que países em desenvolvimento enfrentam falta de liquidez superior a 700 mil milhões de dólares
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9411113.html
08 de Março de 2009, 19:00
Lisboa, 08 Mar (Lusa) - Os países em desenvolvimento enfrentam uma falta de liquidez superior a 700 mil milhões de dólares (552 mil milhões de euros) para pagar as importações e cumprirem o pagamento das dívidas este ano, afirmou o Banco Mundial.
A economia mundial está em contracção pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, com um crescimento de pelo menos 5 pontos percentuais abaixo do seu potencial, refere o Banco Mundial num relatório divulgado hoje.
"Precisamos de reagir em tempo real perante uma crise crescente que está afectar as pessoas nos países em vias de desenvolvimento, afirmou o presidente do Banco Mundial Robert Zoellick em comunicado.
O responsável diz que os governos e as instituições de crédito têm que agir para "evitar agitações políticas e sociais".
O comércio mundial deverá registar este ano o seu maior declínio em 80 anos, com a Ásia a sofrer a queda mais acentuada, afirmou o banco.
A produção industrial mundial deverá este ano ficar 15 por cento abaixo dos níveis de 2008.
O relatório refere que 94 dos 116 países em vias de desenvolvimento estão a registar um abrandamento económico, com a pobreza a aumentar em 43 países.
A consequência será o aumento da dependência da ajuda externa, afirma o Banco Mundial.ACF.
Lusa/fim
08 de Março de 2009, 19:00
Lisboa, 08 Mar (Lusa) - Os países em desenvolvimento enfrentam uma falta de liquidez superior a 700 mil milhões de dólares (552 mil milhões de euros) para pagar as importações e cumprirem o pagamento das dívidas este ano, afirmou o Banco Mundial.
A economia mundial está em contracção pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, com um crescimento de pelo menos 5 pontos percentuais abaixo do seu potencial, refere o Banco Mundial num relatório divulgado hoje.
"Precisamos de reagir em tempo real perante uma crise crescente que está afectar as pessoas nos países em vias de desenvolvimento, afirmou o presidente do Banco Mundial Robert Zoellick em comunicado.
O responsável diz que os governos e as instituições de crédito têm que agir para "evitar agitações políticas e sociais".
O comércio mundial deverá registar este ano o seu maior declínio em 80 anos, com a Ásia a sofrer a queda mais acentuada, afirmou o banco.
A produção industrial mundial deverá este ano ficar 15 por cento abaixo dos níveis de 2008.
O relatório refere que 94 dos 116 países em vias de desenvolvimento estão a registar um abrandamento económico, com a pobreza a aumentar em 43 países.
A consequência será o aumento da dependência da ajuda externa, afirma o Banco Mundial.ACF.
Lusa/fim
Lisboa/Idosos: Autarquia quer criar observatório sobre violência
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9400779.html
06 de Março de 2009, 10:30
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - A Câmara de Lisboa deverá constituir um Observatório para a violência sobre idosos em parceira com a Procuradoria-geral da República e a Associação de Apoio à Vítima, concluiu o Plano Gerontológico Municipal, a que a Lusa teve acesso.
"A violência sobre idosos é uma área de muito difícil conhecimento. As pessoas têm muita dificuldade em falar nisso e em explicitar o que lhes passou concretamente", disse à Lusa a responsável pelo plano, Lurdes Quaresma.
O Plano Gerontológico Municipal, desenvolvido pelo pelouro da Acção Social, tutelado pela vereadora Ana Sara Brito (PS), faz um diagnóstico inédito sobre a população idosa da capital e propõe medidas a concretizar entre 2009 e 2013.
A forma de funcionamento do observatório para a violência sobre idosos deverá estar concluída "até ao Verão", de acordo com Lurdes Quaresma.
Até ao final do ano deverá ser também criada uma linha SOS maus-tratos e definido um programa de formação sobre a violência e maus-tratos a integrar nos programas de formação a concretizar no âmbito do Plano Gerontológico.
Para a criação de unidades de cuidados continuados, a autarquia vai estabelecer um protocolo com a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo.
A Câmara já identificou terrenos para acolher essas unidades, mediante cedências de direitos de superfície, cabendo à ARS a identificação das entidades que poderão vir a gerir os equipamentos.
O Plano Gerontológico aponta igualmente para a criação de um programa de intervenção para as pessoas com demência, uma área onde existe uma "carência enorme de equipamentos", referiu Lurdes Quaresma.
Esse programa deverá passar pela realização de acções de formação e qualificação de profissionais na área gerontológica, abrangendo 100 profissionais por ano.
As medidas propostas passam também pelo apoio ao aumento de cobertura de serviços de apoio domiciliário, na área das demências, apoiar a requalificação dos serviços existentes com vista à criação de núcleos especializados em cuidados na demência.
Parcerias com uma universidade para a realização de um estudo sobre a incidência ou prevalência das situações de demência nos equipamentos sociais é outra das medidas propostas.
Para melhorar a acessibilidade, segurança e conforto, é proposto o aumento no mínimo de 10 por cento ao ano do número de intervenções no domicílio dos idosos, ao nível de pequenas obras e reparações, sendo prioritárias as freguesias com maiores índices de envelhecimento e pobreza.
Com o objectivo de melhorar a segurança, as metas passam, entre outras medidas, pelo apoio à criação de um serviço de tele-assistência, comparticipando a mensalidade de 50 pessoas por ano, e a colaboração na manutenção do programa integrado de policiamento de proximidade.
Criar pelo menos um "espaço sénior" em cada uma das quatro zonas territoriais da cidade por ano e revitalizar pelo menos um espaço público de cada uma dessas áreas são metas propostas para "reduzir as situações de envelhecimento".
Com vista a melhorar as "competências sociais" dos idosos é proposto o aumento do número de acções de formação na área da informática.
Para "fortalecer a participação dos seniores na vida comunitárias" são propostas, entre outras metas, a integração de pelo menos 10 pessoas com 50 anos ou mais no banco de voluntariado da cidade e criar um programa de voluntariado cultural e ambiental até ao final do ano.
O Plano Gerontológico será debatido em "mini-fóruns" que deverão decorrer durante o mês de Abril e num fórum municipal, em Julho.
Depois destes debates, serão definidas estratégias prioritárias, em função das sugestões feitas, confrontando-as com as propostas do plano.
ACL.
Lusa/Fim.
06 de Março de 2009, 10:30
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - A Câmara de Lisboa deverá constituir um Observatório para a violência sobre idosos em parceira com a Procuradoria-geral da República e a Associação de Apoio à Vítima, concluiu o Plano Gerontológico Municipal, a que a Lusa teve acesso.
"A violência sobre idosos é uma área de muito difícil conhecimento. As pessoas têm muita dificuldade em falar nisso e em explicitar o que lhes passou concretamente", disse à Lusa a responsável pelo plano, Lurdes Quaresma.
O Plano Gerontológico Municipal, desenvolvido pelo pelouro da Acção Social, tutelado pela vereadora Ana Sara Brito (PS), faz um diagnóstico inédito sobre a população idosa da capital e propõe medidas a concretizar entre 2009 e 2013.
A forma de funcionamento do observatório para a violência sobre idosos deverá estar concluída "até ao Verão", de acordo com Lurdes Quaresma.
Até ao final do ano deverá ser também criada uma linha SOS maus-tratos e definido um programa de formação sobre a violência e maus-tratos a integrar nos programas de formação a concretizar no âmbito do Plano Gerontológico.
Para a criação de unidades de cuidados continuados, a autarquia vai estabelecer um protocolo com a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo.
A Câmara já identificou terrenos para acolher essas unidades, mediante cedências de direitos de superfície, cabendo à ARS a identificação das entidades que poderão vir a gerir os equipamentos.
O Plano Gerontológico aponta igualmente para a criação de um programa de intervenção para as pessoas com demência, uma área onde existe uma "carência enorme de equipamentos", referiu Lurdes Quaresma.
Esse programa deverá passar pela realização de acções de formação e qualificação de profissionais na área gerontológica, abrangendo 100 profissionais por ano.
As medidas propostas passam também pelo apoio ao aumento de cobertura de serviços de apoio domiciliário, na área das demências, apoiar a requalificação dos serviços existentes com vista à criação de núcleos especializados em cuidados na demência.
Parcerias com uma universidade para a realização de um estudo sobre a incidência ou prevalência das situações de demência nos equipamentos sociais é outra das medidas propostas.
Para melhorar a acessibilidade, segurança e conforto, é proposto o aumento no mínimo de 10 por cento ao ano do número de intervenções no domicílio dos idosos, ao nível de pequenas obras e reparações, sendo prioritárias as freguesias com maiores índices de envelhecimento e pobreza.
Com o objectivo de melhorar a segurança, as metas passam, entre outras medidas, pelo apoio à criação de um serviço de tele-assistência, comparticipando a mensalidade de 50 pessoas por ano, e a colaboração na manutenção do programa integrado de policiamento de proximidade.
Criar pelo menos um "espaço sénior" em cada uma das quatro zonas territoriais da cidade por ano e revitalizar pelo menos um espaço público de cada uma dessas áreas são metas propostas para "reduzir as situações de envelhecimento".
Com vista a melhorar as "competências sociais" dos idosos é proposto o aumento do número de acções de formação na área da informática.
Para "fortalecer a participação dos seniores na vida comunitárias" são propostas, entre outras metas, a integração de pelo menos 10 pessoas com 50 anos ou mais no banco de voluntariado da cidade e criar um programa de voluntariado cultural e ambiental até ao final do ano.
O Plano Gerontológico será debatido em "mini-fóruns" que deverão decorrer durante o mês de Abril e num fórum municipal, em Julho.
Depois destes debates, serão definidas estratégias prioritárias, em função das sugestões feitas, confrontando-as com as propostas do plano.
ACL.
Lusa/Fim.
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Lisboa/idosos:Maioria são mulheres isoladas, residentes em casas camarárias - Plano Gerontológico
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9399931.html
06 de Março de 2009, 10:29
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - Os idosos de Lisboa são sobretudo mulheres, vivem em casas da autarquia, numa situação de isolamento e com baixos níveis de escolaridade e rendimento, de acordo com o Plano Gerontológico Municipal, a que a Lusa teve acesso.
Quase metade dos idosos (48 por cento) tem rendimentos médios mensais iguais ou inferiores a 420 euros, um número que atinge os 61 por cento no caso das mulheres.
O primeiro ciclo do ensino básico é o grau de instrução que a maioria dos inquiridos atingiu (47 por cento), 65 por cento possuem o ensino básico completo (primeiro, segundo e terceiro ciclos), 17 por cento não tem qualquer instrução e oito por cento possui formação universitária.
O número de idosos sem qualquer grau de escolaridade é superior nas mulheres, 22 por cento contra 10 por cento dos homens.
O Plano Gerontológico Municipal, desenvolvido pelo pelouro da Acção Social, tutelado pela vereadora Ana Sara Brito (PS), faz um diagnóstico inédito sobre a população idosa da capital e propõe medidas a concretizar entre 2009 e 2013.
Para abranger uma visão "prospectiva" e de planeamento, os inquéritos realizados não se cingiram a pessoas com mais de 65 anos, recuando até aos 50 anos o limite etário mínimo dos inquiridos, explicou à Lusa a responsável pelo plano, Lurdes Quaresma.
Entre a população inquirida, 60 por cento são mulheres e 40 por cento homens, sendo o escalão etário mais representado o que compreende as idades entre 65 e 79 anos.
As mulheres estão em esmagadora maioria (69 por cento) entre os idosos com idades iguais ou superiores a 80 anos, o que é explicado pela sua maior esperança de vida.
A maioria dos idosos vive em casas municipais (44 por cento), seguindo-se a habitação em casa arrendada (23 por cento), casa própria (21 por cento) e lares ou residências (11 por cento).
O acesso às habitações apresenta degraus em 73 por cento dos casos, sendo também expressiva a existência de barreiras arquitectónicas dentro das casas (57 por cento).
"Esta característica arquitectónica é determinante para a falta de independência funcional/social e empurra os indivíduos para o isolamento forçado", lê-se no plano, que concluiu que 63 por cento dos idosos afirma ter dificuldade em andar, 15 por cento devido a deficiência motora.
A autarquia encontrou uma mulher de 85 anos, residente num segundo andar acessível por 40 degraus, que não sai de casa há nove anos.
A maioria dos idosos (48 por cento) vive na mesma casa há 30 anos e é também maioritário o número daqueles que afirmam que gostariam de permanecer em sua casa sem quaisquer alterações (46 por cento) ou desde que fossem efectuadas reparações (26 por cento), sendo que apenas nove por cento preferia mudar-se para um lar ou residência.
Ao nível do conforto, 23 por cento dos alojamentos não tem qualquer sistema de aquecimento e 89 por cento dos sistemas existentes são móveis, e em 6 por cento dos lares e residências não há qualquer aquecimento, um dado "bastante significativo" por se tratarem de equipamentos sociais.
Entre os idosos a viver "isolados" ou em famílias "nucleares sem filhos", há uma predominância das mulheres, que representam 61 por cento, um número que ascende a 72 por cento nas inquiridas que vivem "isoladas".
O plano concluiu que há uma "realidade de total isolamento diário para 59 por cento da população que reside sozinha, evidenciando um risco de solidão".
Entre a população que não reside em lares, 25 por cento recebe algum apoio institucional, nomeadamente refeições, cuidados e higiene pessoal.
A saúde é a grande preocupação manifestada pela maioria dos inquiridos (62 por cento), que ocupam os tempos livres a ver televisão (34 por cento), conviver com amigos (29 por cento) e com a família (29 por cento).
O envelhecimento é entendido como um factor de preocupação para a maioria dos idosos (42 por cento), manifestando uma atitude mais optimista 23 por cento dos inquiridos.
As mulheres manifestam maior preocupação (49 por cento) e receio (17 por cento) quanto ao seu próprio envelhecimento que os homens, que têm uma atitude mais optimista (40 por cento).
A percepção negativa do envelhecimento está patente na ausência de quaisquer projectos para os próximos anos manifestada pela maioria dos idosos (57 por cento).
Entre os que têm projectos que afirmam irão concretizar, viajar e passear, conviver com a família e os amigos, investir na educação dos filhos e netos são os mais comuns.
A falta de dinheiro é o impedimento avançado pela maioria dos idosos (50 por cento) para não realizar os seus projectos, seguida dos motivos de saúde (33 por cento).
ACL.
Lusa/Fim.
Foram entrevistadas 293 pessoas com 50 e mais anos, residentes em Lisboa, em locais públicos com actividades vocacionadas para os tempos livres, lares e residências da Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia e indivíduos residentes no património disperso da autarquia.
06 de Março de 2009, 10:29
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - Os idosos de Lisboa são sobretudo mulheres, vivem em casas da autarquia, numa situação de isolamento e com baixos níveis de escolaridade e rendimento, de acordo com o Plano Gerontológico Municipal, a que a Lusa teve acesso.
Quase metade dos idosos (48 por cento) tem rendimentos médios mensais iguais ou inferiores a 420 euros, um número que atinge os 61 por cento no caso das mulheres.
O primeiro ciclo do ensino básico é o grau de instrução que a maioria dos inquiridos atingiu (47 por cento), 65 por cento possuem o ensino básico completo (primeiro, segundo e terceiro ciclos), 17 por cento não tem qualquer instrução e oito por cento possui formação universitária.
O número de idosos sem qualquer grau de escolaridade é superior nas mulheres, 22 por cento contra 10 por cento dos homens.
O Plano Gerontológico Municipal, desenvolvido pelo pelouro da Acção Social, tutelado pela vereadora Ana Sara Brito (PS), faz um diagnóstico inédito sobre a população idosa da capital e propõe medidas a concretizar entre 2009 e 2013.
Para abranger uma visão "prospectiva" e de planeamento, os inquéritos realizados não se cingiram a pessoas com mais de 65 anos, recuando até aos 50 anos o limite etário mínimo dos inquiridos, explicou à Lusa a responsável pelo plano, Lurdes Quaresma.
Entre a população inquirida, 60 por cento são mulheres e 40 por cento homens, sendo o escalão etário mais representado o que compreende as idades entre 65 e 79 anos.
As mulheres estão em esmagadora maioria (69 por cento) entre os idosos com idades iguais ou superiores a 80 anos, o que é explicado pela sua maior esperança de vida.
A maioria dos idosos vive em casas municipais (44 por cento), seguindo-se a habitação em casa arrendada (23 por cento), casa própria (21 por cento) e lares ou residências (11 por cento).
O acesso às habitações apresenta degraus em 73 por cento dos casos, sendo também expressiva a existência de barreiras arquitectónicas dentro das casas (57 por cento).
"Esta característica arquitectónica é determinante para a falta de independência funcional/social e empurra os indivíduos para o isolamento forçado", lê-se no plano, que concluiu que 63 por cento dos idosos afirma ter dificuldade em andar, 15 por cento devido a deficiência motora.
A autarquia encontrou uma mulher de 85 anos, residente num segundo andar acessível por 40 degraus, que não sai de casa há nove anos.
A maioria dos idosos (48 por cento) vive na mesma casa há 30 anos e é também maioritário o número daqueles que afirmam que gostariam de permanecer em sua casa sem quaisquer alterações (46 por cento) ou desde que fossem efectuadas reparações (26 por cento), sendo que apenas nove por cento preferia mudar-se para um lar ou residência.
Ao nível do conforto, 23 por cento dos alojamentos não tem qualquer sistema de aquecimento e 89 por cento dos sistemas existentes são móveis, e em 6 por cento dos lares e residências não há qualquer aquecimento, um dado "bastante significativo" por se tratarem de equipamentos sociais.
Entre os idosos a viver "isolados" ou em famílias "nucleares sem filhos", há uma predominância das mulheres, que representam 61 por cento, um número que ascende a 72 por cento nas inquiridas que vivem "isoladas".
O plano concluiu que há uma "realidade de total isolamento diário para 59 por cento da população que reside sozinha, evidenciando um risco de solidão".
Entre a população que não reside em lares, 25 por cento recebe algum apoio institucional, nomeadamente refeições, cuidados e higiene pessoal.
A saúde é a grande preocupação manifestada pela maioria dos inquiridos (62 por cento), que ocupam os tempos livres a ver televisão (34 por cento), conviver com amigos (29 por cento) e com a família (29 por cento).
O envelhecimento é entendido como um factor de preocupação para a maioria dos idosos (42 por cento), manifestando uma atitude mais optimista 23 por cento dos inquiridos.
As mulheres manifestam maior preocupação (49 por cento) e receio (17 por cento) quanto ao seu próprio envelhecimento que os homens, que têm uma atitude mais optimista (40 por cento).
A percepção negativa do envelhecimento está patente na ausência de quaisquer projectos para os próximos anos manifestada pela maioria dos idosos (57 por cento).
Entre os que têm projectos que afirmam irão concretizar, viajar e passear, conviver com a família e os amigos, investir na educação dos filhos e netos são os mais comuns.
A falta de dinheiro é o impedimento avançado pela maioria dos idosos (50 por cento) para não realizar os seus projectos, seguida dos motivos de saúde (33 por cento).
ACL.
Lusa/Fim.
Foram entrevistadas 293 pessoas com 50 e mais anos, residentes em Lisboa, em locais públicos com actividades vocacionadas para os tempos livres, lares e residências da Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia e indivíduos residentes no património disperso da autarquia.
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Crise: Efeitos da crise sobre pensões serão limitados no curto prazo -- Comissão Europeia
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9403243.html
06 de Março de 2009, 12:43
Bruxelas, 06 Mar (Lusa) - A Comissão Europeia prevê que os efeitos da crise financeira e económica sobre as pensões serão limitados para aqueles que estão agora a reformar-se ou prestes a fazê-lo, mas alerta para os riscos futuros.
Os serviços da Comissão, que procedeu hoje a uma "avaliação" geral sobre os efeitos que a crise poderá ter nas pensões, consideram que as pensões resistem melhor à crise que outros produtos financeiros, dada a sua natureza de longo prazo, mas que mesmo assim "não são imunes" à crise, sendo difícil adivinhar o da contracção económica preciso da crise a médio e longo prazo.
Sem fornecer dados ou estimativas por Estado-membro, os serviços do executivo comunitário avisam que nenhum sistema é perfeito e que, dada a gravidade da crise financeira, os regimes de pensões de todos os Estados-membros sofrerão um impacto, maior ou menor.
Bruxelas considera ainda que os efeitos da crise variarão entre os 27 em função do regime de pensões em cada país.
A Comissão acredita no entanto que a maior parte dos cidadãos que estão a reformar-se ou prestes a fazê-lo não sofrerão os impactos da crise e que há tempo para os Estados-membros identificarem as fraquezas dos respectivos sistemas e fazerem as reformas necessárias para acautelar o médio e longo prazo, garantindo a sustentabilidade dos regimes de pensões.
Bruxelas lembra que apesar dos muitos sistemas em vigor no espaço comunitário, o esquema de pensões estatal numa base contributiva continua importante em todos os Estados-membros, e que nestes casos, no curto prazo, as pessoas receberão as pensões que estão à espera, podendo ir sendo feitos ajustamentos graduais para o longo prazo.
Segundo o executivo comunitário, a recessão económica e o aumento da dívida nacional fazem aumentar a necessidade de se proceder a esses ajustamentos, de forma a assegurar a sustentabilidade dos regimes em diversos países.
Numa questão que é competência dos Estados-membros - cada país é que decide os seus sistemas de protecção social -, o executivo comunitário dá no entanto o seu contributo com relatórios que visam ajudar os 27 a cooperar e partilhar melhores práticas para fazer face a problemas comuns, tendo elaborado esta semana um relatório sobre protecção social e inclusão social.
Nesse relatório, que será adoptado na próxima segunda-feira pelos ministros do Emprego da União Europeia e discutido na "Cimeira da Primavera", de 19 e 20 de Março, o executivo comunitário sublinha a importância de pensões "adequadas mas sustentáveis", admitindo que as perspectivas económicas "tornam mais difícil atingir o delicado equilíbrio que é necessário".
De acordo com os mais recentes dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre os sistemas de pensões, os actuais trabalhadores portugueses vão ter em média uma das pensões mais baixas do conjunto dos 30 países mais desenvolvidos do mundo, que corresponderá a pouco mais de metade do último salário recebido.
Reagindo ao relatório da OCDE, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, considerou todavia que a reforma da Segurança Social possibilitou a Portugal deixar de ser um país de alto risco, para ser um país de "pensões viáveis" e disse que "as mudanças que foram feitas na segurança social tiveram como objectivo assegurar o pagamento das pensões daqui a 10, 20, 30 anos".
ACC.
Lusa/fim
06 de Março de 2009, 12:43
Bruxelas, 06 Mar (Lusa) - A Comissão Europeia prevê que os efeitos da crise financeira e económica sobre as pensões serão limitados para aqueles que estão agora a reformar-se ou prestes a fazê-lo, mas alerta para os riscos futuros.
Os serviços da Comissão, que procedeu hoje a uma "avaliação" geral sobre os efeitos que a crise poderá ter nas pensões, consideram que as pensões resistem melhor à crise que outros produtos financeiros, dada a sua natureza de longo prazo, mas que mesmo assim "não são imunes" à crise, sendo difícil adivinhar o da contracção económica preciso da crise a médio e longo prazo.
Sem fornecer dados ou estimativas por Estado-membro, os serviços do executivo comunitário avisam que nenhum sistema é perfeito e que, dada a gravidade da crise financeira, os regimes de pensões de todos os Estados-membros sofrerão um impacto, maior ou menor.
Bruxelas considera ainda que os efeitos da crise variarão entre os 27 em função do regime de pensões em cada país.
A Comissão acredita no entanto que a maior parte dos cidadãos que estão a reformar-se ou prestes a fazê-lo não sofrerão os impactos da crise e que há tempo para os Estados-membros identificarem as fraquezas dos respectivos sistemas e fazerem as reformas necessárias para acautelar o médio e longo prazo, garantindo a sustentabilidade dos regimes de pensões.
Bruxelas lembra que apesar dos muitos sistemas em vigor no espaço comunitário, o esquema de pensões estatal numa base contributiva continua importante em todos os Estados-membros, e que nestes casos, no curto prazo, as pessoas receberão as pensões que estão à espera, podendo ir sendo feitos ajustamentos graduais para o longo prazo.
Segundo o executivo comunitário, a recessão económica e o aumento da dívida nacional fazem aumentar a necessidade de se proceder a esses ajustamentos, de forma a assegurar a sustentabilidade dos regimes em diversos países.
Numa questão que é competência dos Estados-membros - cada país é que decide os seus sistemas de protecção social -, o executivo comunitário dá no entanto o seu contributo com relatórios que visam ajudar os 27 a cooperar e partilhar melhores práticas para fazer face a problemas comuns, tendo elaborado esta semana um relatório sobre protecção social e inclusão social.
Nesse relatório, que será adoptado na próxima segunda-feira pelos ministros do Emprego da União Europeia e discutido na "Cimeira da Primavera", de 19 e 20 de Março, o executivo comunitário sublinha a importância de pensões "adequadas mas sustentáveis", admitindo que as perspectivas económicas "tornam mais difícil atingir o delicado equilíbrio que é necessário".
De acordo com os mais recentes dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre os sistemas de pensões, os actuais trabalhadores portugueses vão ter em média uma das pensões mais baixas do conjunto dos 30 países mais desenvolvidos do mundo, que corresponderá a pouco mais de metade do último salário recebido.
Reagindo ao relatório da OCDE, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, considerou todavia que a reforma da Segurança Social possibilitou a Portugal deixar de ser um país de alto risco, para ser um país de "pensões viáveis" e disse que "as mudanças que foram feitas na segurança social tiveram como objectivo assegurar o pagamento das pensões daqui a 10, 20, 30 anos".
ACC.
Lusa/fim
Linha do Tua: Encerramento é "adivinhável" e referendo já não se justifica - autarca Mirandela
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9403298.html
06 de Março de 2009, 13:12
Mirandela, 06 Mar (Lusa) -- O presidente da Câmara de Mirandela reconheceu hoje que é "adivinhável o encerramento" da linha do Tua e a construção da barragem que acaba com a ferrovia, pelo que o processo de referendo local não deverá ser retomado.
José Silvano (PSD) acredita que "cada vez é mais difícil um Governo tomar uma decisão sobre a manutenção da linha do Tua".
"Nas circunstâncias actuais, com uma barragem a querer ser construída" e "um primeiro-ministro a dizer que as barragens são um potencial de resolução da crise e um investimento tão forte que é necessário fazer na segurança da linha", o autarca já não se mostra confiante no sucesso das suas reivindicações.
As decisões governamentais deverão ser tomadas nas próximas semanas, e como não é possível legalmente realizar o referendo local que poderia influenciar essas decisões, Silvano entende que também o processo de auscultação da população está arrumado.
O Tribunal Constitucional considerou, numa decisão conhecida quarta-feira, que a a realização do referendo sobre a linha do Tua, proposta pela autarquia de Mirandela, é ilegal por colidir com os prazos de eleições gerais nacionais que vão suceder-se ao quase ao final do ano.
Por apenas quatro dias, segundo explicou hoje o autarca, não conseguiram que o referendo se realizasse, já que o escrutínio poderia ter lugar a 12 de Abril, mas já entraria no decorrer do prazo, que começa a oito de Abril, para a o presidente da República convocar as eleições para o Parlamento Europeu.
Formalmente, só depois de todas as eleições nacionais, no final do ano ou já em 2010, é que será possível retomar o processo, o que o autarca admite ser um cenário improvável, tendo em conta as actuais circunstâncias e o facto de já estarem em funções outros órgãos autárquicos.
O referendo "já não tem sentido", reconhece o autarca social democrata que está "pouco expectante"em relação ao futuro da linha do Tua e critica o comportamento do Governo neste dilema entre a barragem e a ferrovia.
Silvano não entende o dinheiro que está a ser gasto na manutenção da linha do Tua, que está encerrada desde o acidente de Agosto.
Apesar disso, como não há uma decisão governamental conhecida sobre o futuro, o autarca, que é também presidente do Metro de Mirandela - que faz o transporte dos passageiros -, garantiu hoje que "três equipas continuam a fazer intervenções em bocados da linha, nomeadamente onde houve acidentes".
José Silvano deixou claro que "jamais permitirá a reabertura da linha com apenas estas intervenções", tendo em conta que os últimos inquéritos aos acidentes revelaram "defeitos grosseiros" na infra-estrutura.
O autarca critica ainda a diferença de posições entre dois ministérios do mesmo Governo no processo.
Ainda assim, "presumo que se o Governo tiver espírito de corpo, a decisão será aquela que é adivinhável: o encerramento (da linha)", declarou.
De acordo com os prazos legais, a Declaração de Impacte Ambiental sobre a barragem deverá ser emitida até Maio, e se for favorável implicará a desactivação imediata dos últimos quatro quilómetros, cortando a ligação à linha do Douro e ao litoral.
Depois da decisão tomada sobre a barragem, o presidente da Câmara de Mirandela prevê novas "guerras", desta feita entre os autarcas que defendem a barragem.
Dos cinco servidos pela linha do Tua, apenas José Silvano defende a linha, mas ainda está para ver como irão resolver a questão da cota.
"Dos quatro, um defende uma cota de 170 (metros) e os outros a máxima, eu quero ver como é que depois se vão entender", questionou.
HFI.
Lusa/fim
06 de Março de 2009, 13:12
Mirandela, 06 Mar (Lusa) -- O presidente da Câmara de Mirandela reconheceu hoje que é "adivinhável o encerramento" da linha do Tua e a construção da barragem que acaba com a ferrovia, pelo que o processo de referendo local não deverá ser retomado.
José Silvano (PSD) acredita que "cada vez é mais difícil um Governo tomar uma decisão sobre a manutenção da linha do Tua".
"Nas circunstâncias actuais, com uma barragem a querer ser construída" e "um primeiro-ministro a dizer que as barragens são um potencial de resolução da crise e um investimento tão forte que é necessário fazer na segurança da linha", o autarca já não se mostra confiante no sucesso das suas reivindicações.
As decisões governamentais deverão ser tomadas nas próximas semanas, e como não é possível legalmente realizar o referendo local que poderia influenciar essas decisões, Silvano entende que também o processo de auscultação da população está arrumado.
O Tribunal Constitucional considerou, numa decisão conhecida quarta-feira, que a a realização do referendo sobre a linha do Tua, proposta pela autarquia de Mirandela, é ilegal por colidir com os prazos de eleições gerais nacionais que vão suceder-se ao quase ao final do ano.
Por apenas quatro dias, segundo explicou hoje o autarca, não conseguiram que o referendo se realizasse, já que o escrutínio poderia ter lugar a 12 de Abril, mas já entraria no decorrer do prazo, que começa a oito de Abril, para a o presidente da República convocar as eleições para o Parlamento Europeu.
Formalmente, só depois de todas as eleições nacionais, no final do ano ou já em 2010, é que será possível retomar o processo, o que o autarca admite ser um cenário improvável, tendo em conta as actuais circunstâncias e o facto de já estarem em funções outros órgãos autárquicos.
O referendo "já não tem sentido", reconhece o autarca social democrata que está "pouco expectante"em relação ao futuro da linha do Tua e critica o comportamento do Governo neste dilema entre a barragem e a ferrovia.
Silvano não entende o dinheiro que está a ser gasto na manutenção da linha do Tua, que está encerrada desde o acidente de Agosto.
Apesar disso, como não há uma decisão governamental conhecida sobre o futuro, o autarca, que é também presidente do Metro de Mirandela - que faz o transporte dos passageiros -, garantiu hoje que "três equipas continuam a fazer intervenções em bocados da linha, nomeadamente onde houve acidentes".
José Silvano deixou claro que "jamais permitirá a reabertura da linha com apenas estas intervenções", tendo em conta que os últimos inquéritos aos acidentes revelaram "defeitos grosseiros" na infra-estrutura.
O autarca critica ainda a diferença de posições entre dois ministérios do mesmo Governo no processo.
Ainda assim, "presumo que se o Governo tiver espírito de corpo, a decisão será aquela que é adivinhável: o encerramento (da linha)", declarou.
De acordo com os prazos legais, a Declaração de Impacte Ambiental sobre a barragem deverá ser emitida até Maio, e se for favorável implicará a desactivação imediata dos últimos quatro quilómetros, cortando a ligação à linha do Douro e ao litoral.
Depois da decisão tomada sobre a barragem, o presidente da Câmara de Mirandela prevê novas "guerras", desta feita entre os autarcas que defendem a barragem.
Dos cinco servidos pela linha do Tua, apenas José Silvano defende a linha, mas ainda está para ver como irão resolver a questão da cota.
"Dos quatro, um defende uma cota de 170 (metros) e os outros a máxima, eu quero ver como é que depois se vão entender", questionou.
HFI.
Lusa/fim
Sócrates "é um homem muito cansado" e "obcecado com o BE e PCP"
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9403691.html
- Alexandre Soares dos Santos
06 de Março de 2009, 14:22
Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, é "um homem muito cansado" e "está obcecado com o BE e PCP", afirmou hoje o presidente da "holding" Jerónimo Martins, na apresentação dos resultados da companhia referentes ao exercício de 2008.
Questionado na conferência imprensa hoje realizada sobre se continuava a considerar Sócrates um "demagogo", numa alusão às palavras pronunciadas por Alexandre Soares dos Santos no Congresso do 10º Aniversário da Associação Portuguesa das Empresas Familiares, o presidente da Jerónimo Martins frisou que o primeiro-ministro é, sobretudo, "um homem muito cansado".
"Cansado, como ficaram também, Cavaco Silva e António Guterres", depois de Portugal ter exercido "com sucesso" as diferentes Presidências [rotativas] da União Europeia e das respectivas crises.
"Somos um país pequeno, que não é famoso pela organização" e o esforço por que Portugal teve que passar na ocasião em que ambos foram governantes debilitou-os posteriormente, disse.
Soares dos Santos considerou ainda que Sócrates "está obcecado com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista", além de estar "mal assessorado" no exercício das suas funções.
Destacou também que "as eleições estão a complicar" e a adiar "remodelações ministeriais" e a desviar o governo do principal problema que "é o desemprego".
O presidente da "holding" Jerónimo Martins destacou que "não é Francisco Louçã que manda no país nem é o partido que lidera, o Bloco de Esquerda, que deve ser o mais importante para Portugal".
JS
Lusa/Fim
- Alexandre Soares dos Santos
06 de Março de 2009, 14:22
Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, é "um homem muito cansado" e "está obcecado com o BE e PCP", afirmou hoje o presidente da "holding" Jerónimo Martins, na apresentação dos resultados da companhia referentes ao exercício de 2008.
Questionado na conferência imprensa hoje realizada sobre se continuava a considerar Sócrates um "demagogo", numa alusão às palavras pronunciadas por Alexandre Soares dos Santos no Congresso do 10º Aniversário da Associação Portuguesa das Empresas Familiares, o presidente da Jerónimo Martins frisou que o primeiro-ministro é, sobretudo, "um homem muito cansado".
"Cansado, como ficaram também, Cavaco Silva e António Guterres", depois de Portugal ter exercido "com sucesso" as diferentes Presidências [rotativas] da União Europeia e das respectivas crises.
"Somos um país pequeno, que não é famoso pela organização" e o esforço por que Portugal teve que passar na ocasião em que ambos foram governantes debilitou-os posteriormente, disse.
Soares dos Santos considerou ainda que Sócrates "está obcecado com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista", além de estar "mal assessorado" no exercício das suas funções.
Destacou também que "as eleições estão a complicar" e a adiar "remodelações ministeriais" e a desviar o governo do principal problema que "é o desemprego".
O presidente da "holding" Jerónimo Martins destacou que "não é Francisco Louçã que manda no país nem é o partido que lidera, o Bloco de Esquerda, que deve ser o mais importante para Portugal".
JS
Lusa/Fim
Programa de melhoria de habitações de idosos do interior
Solidariedade: Programa permitiu 522 intervenções para melhorar habitação dos idosos do interior
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9404842.html
06 de Março de 2009, 18:13
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - Dezenas de idosos de seis distritos do interior já viram as suas casas melhoradas para lhes dar mais conforto ao abrigo de um programa de apoio lançado em 2007.
O Programa de Conforto Habitacional para Pessoas Idosas (PCHI) já permitiu 522 intervenções para melhoramentos das habitações.
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social Vieira da Silva anunciou hoje em Seia a possibilidade de ser lançada uma "segunda geração" do PCHI.
"Creio que é um programa em que vale a pena continuar a investir, principalmente nos distritos do interior, onde o fenómeno dos idosos isolados tem mais incidência", admitiu o ministro.
De um total de 1.309 intervenções prevista foram já realizadas 522, o que equivale a uma taxa de execução total do programa de 39,9 por cento até ao final de Fevereiro.
O Programa de Conforto Habitacional para Pessoas Idosas visa melhorar as condições de vida das pessoas idosas, nomeadamente através da melhoria do conforto das suas habitações, por forma a permitir que estas permaneçam, o mais tempo possível, no seu meio habitual de vida.
A qualificação habitacional traduz-se numa intervenção a realizar ao nível do edificado e ao nível do equipamento que, em função da situação da pessoa idosa, se torne indispensável à sua mobilidade e conforto.
Já a intervenção ao nível do equipamento reporta à aquisição, nomeadamente de cama, colchão, mesas, cadeiras, fogão, frigorífico, esquentador, máquina de lavar roupa, aspirador e, ainda, ventoinhas, aquecedores e televisão.
Neste programa, o Governo apresentou como prioritários os distritos do interior com maiores índices de envelhecimento da população.
Em 2007 teve início em Bragança, Beja e Guarda e em 2008 foi alargado aos distritos de Castelo Branco, Vila Real e Portalegre.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, o programa tem como planeamento um total de 1.309 intervenções com um orçamento de mais de quatro milhões de euros.
Do total de intervenções previstas, 137 são no distrito de Bragança (12 concelhos), 174 em Beja (14 concelhos), 289 na Guarda (14 concelhos), 279 em Castelo Branco (11 concelhos), 257 em Vila Real (14) e 173 em Portalegre (173 concelhos).
O programa concretiza-se mediante a celebração de protocolos entre o Instituto da Segurança Social e os municípios, com a duração de 12 meses, podendo ser renováveis por igual período.
Segundo o Ministério, apesar de o prazo de vigência dos protocolos com as câmaras ser de 12 meses, a degradação do parque habitacional inviabilizou a execução total destes acordos, pelo que foi prorrogado o prazo inicialmente definido.
Em Bragança a taxa de execução do programa situa-se nos 80,2 por cento, na Guarda nos 59,5 por cento e em Castelo Branco um por cento.
Os restantes distritos (Portalegre, Vila Real e Beja) não têm ainda intervenções habitacionais concluídas.
GC.
Lusa/fim
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9404842.html
06 de Março de 2009, 18:13
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - Dezenas de idosos de seis distritos do interior já viram as suas casas melhoradas para lhes dar mais conforto ao abrigo de um programa de apoio lançado em 2007.
O Programa de Conforto Habitacional para Pessoas Idosas (PCHI) já permitiu 522 intervenções para melhoramentos das habitações.
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social Vieira da Silva anunciou hoje em Seia a possibilidade de ser lançada uma "segunda geração" do PCHI.
"Creio que é um programa em que vale a pena continuar a investir, principalmente nos distritos do interior, onde o fenómeno dos idosos isolados tem mais incidência", admitiu o ministro.
De um total de 1.309 intervenções prevista foram já realizadas 522, o que equivale a uma taxa de execução total do programa de 39,9 por cento até ao final de Fevereiro.
O Programa de Conforto Habitacional para Pessoas Idosas visa melhorar as condições de vida das pessoas idosas, nomeadamente através da melhoria do conforto das suas habitações, por forma a permitir que estas permaneçam, o mais tempo possível, no seu meio habitual de vida.
A qualificação habitacional traduz-se numa intervenção a realizar ao nível do edificado e ao nível do equipamento que, em função da situação da pessoa idosa, se torne indispensável à sua mobilidade e conforto.
Já a intervenção ao nível do equipamento reporta à aquisição, nomeadamente de cama, colchão, mesas, cadeiras, fogão, frigorífico, esquentador, máquina de lavar roupa, aspirador e, ainda, ventoinhas, aquecedores e televisão.
Neste programa, o Governo apresentou como prioritários os distritos do interior com maiores índices de envelhecimento da população.
Em 2007 teve início em Bragança, Beja e Guarda e em 2008 foi alargado aos distritos de Castelo Branco, Vila Real e Portalegre.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, o programa tem como planeamento um total de 1.309 intervenções com um orçamento de mais de quatro milhões de euros.
Do total de intervenções previstas, 137 são no distrito de Bragança (12 concelhos), 174 em Beja (14 concelhos), 289 na Guarda (14 concelhos), 279 em Castelo Branco (11 concelhos), 257 em Vila Real (14) e 173 em Portalegre (173 concelhos).
O programa concretiza-se mediante a celebração de protocolos entre o Instituto da Segurança Social e os municípios, com a duração de 12 meses, podendo ser renováveis por igual período.
Segundo o Ministério, apesar de o prazo de vigência dos protocolos com as câmaras ser de 12 meses, a degradação do parque habitacional inviabilizou a execução total destes acordos, pelo que foi prorrogado o prazo inicialmente definido.
Em Bragança a taxa de execução do programa situa-se nos 80,2 por cento, na Guarda nos 59,5 por cento e em Castelo Branco um por cento.
Os restantes distritos (Portalegre, Vila Real e Beja) não têm ainda intervenções habitacionais concluídas.
GC.
Lusa/fim
Etiquetas:
acção social,
arquitectura,
património,
saúde
Agrupamento Europeu de Municípios
Miranda do Douro: Agrupamento europeu de municípios apresentado em águas internacionais
07 de Março de 2009, 06:30
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9405364.html
Miranda do Douro, 07 Mar (Lusa) - O Douro Internacional foi o cenário escolhido para a apresentação pública hoje de um agrupamento europeu composto por quase 180 municípios portugueses e espanhóis que trabalham em conjunto para o desenvolvimento regional.
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero/Douro é dos primeiros a avançar no quadro desta nova figura criada pela União Europeia para facilitar e fomentar a cooperação territorial transfronteiriça.
Bruxelas já garantiu um financiamento de 48 milhões de euros a este agrupamento composto por 70 municípios e freguesias de Alto Trás-os-Montes, do Douro e da Beira Interior Norte de Portugal e 107 ayuntamientos espanhóis da Comunidade Autónoma de Castela e Leão, nomeadamente das províncias de Zamora e Salamanca.
A apresentação do AECT será feita à hora de almoço, a bordo de um barco em águas internacionais do rio Douro, junto a Miranda do Douro, e conta com a presença de representantes dos governos de Portugal e de Espanha, nomeadamente o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional português e secretário de Estado da Cooperação Territorial espanhol.
Os projectos a desenvolver pela organização irão abranger uma população conjunta, entre Espanha e Portugal, de cerca de 100 mil pessoas.
O presidente da pequena localidade de Trabanca, José Luís Pascual, promotor da iniciativa, já disse que "as principais linhas de acção do grupo são a manutenção e o desenvolvimento dos postos de trabalho, o ambiente, o desenvolvimento económico, os serviços sociais, a saúde e a educação.
HFI/MPC
Lusa/fim
07 de Março de 2009, 06:30
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9405364.html
Miranda do Douro, 07 Mar (Lusa) - O Douro Internacional foi o cenário escolhido para a apresentação pública hoje de um agrupamento europeu composto por quase 180 municípios portugueses e espanhóis que trabalham em conjunto para o desenvolvimento regional.
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero/Douro é dos primeiros a avançar no quadro desta nova figura criada pela União Europeia para facilitar e fomentar a cooperação territorial transfronteiriça.
Bruxelas já garantiu um financiamento de 48 milhões de euros a este agrupamento composto por 70 municípios e freguesias de Alto Trás-os-Montes, do Douro e da Beira Interior Norte de Portugal e 107 ayuntamientos espanhóis da Comunidade Autónoma de Castela e Leão, nomeadamente das províncias de Zamora e Salamanca.
A apresentação do AECT será feita à hora de almoço, a bordo de um barco em águas internacionais do rio Douro, junto a Miranda do Douro, e conta com a presença de representantes dos governos de Portugal e de Espanha, nomeadamente o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional português e secretário de Estado da Cooperação Territorial espanhol.
Os projectos a desenvolver pela organização irão abranger uma população conjunta, entre Espanha e Portugal, de cerca de 100 mil pessoas.
O presidente da pequena localidade de Trabanca, José Luís Pascual, promotor da iniciativa, já disse que "as principais linhas de acção do grupo são a manutenção e o desenvolvimento dos postos de trabalho, o ambiente, o desenvolvimento económico, os serviços sociais, a saúde e a educação.
HFI/MPC
Lusa/fim
Petição da O.A. contra a demolição de moradia com azulejos de Almada Negreiros
http://www.petitiononline.com/Alcolena/petition.html
É preciso salvar a Casa rua Alcolena da autoria do arquitecto António Varela com murais de azulejo da autoria do pintor Almada Negreiros.
To: Câmara Municipal de Lisboa
A Casa que António Varela projecta em 1951-1955 para a rua de Alcolena nº28/44 é uma obra maior da arquitectura do Movimento Moderno e um dos raros exemplos da “integração das três artes” já que a fachada integra um mural de azulejos do pintor Almada Negreiros.
A moradia implanta-se numa cota de terreno mais elevada que o arruamento. A solução arquitectónica encontrada pelo arquitecto sustenta-se numa implantação que recorre a um alçado principal afastado do eixo da rua, ficando emoldurada por um jardim. Estruturada em três pisos a habitação revela uma orgânica racional: cave destinada ao serviços de pessoal doméstico, arrumos e instalação de equipamento de aquecimento; no piso térreo as dependências destinadas a zonas de recepção, estar, refeições, fruição de espaço; e o primeiro piso destinado ao repouso e recolhimento dos proprietários.
António Varela é um resistente modernista, que desenvolve com assumido radicalismo um volume puro, cúbico, afirmativamente colocado no alto do terreno, desmaterializado através do jogo de vazios, de avanços e recuosdos planos de fachada, com rigorosa geometria plasticamente trabalhada, onde surgem extensos painéis de azulejo da autoria de Almada Negreiros, coerentes testemunhos das pesquisas sobre o número e os traçados geométricos que o genial pintor vinha investigando.
Integrada no Bairro da Encosta da Ajuda, vulgarmente designado por Bairro do Restelo, desenhado por Faria da Costa entre 1938 e 1940 no espírito da cidade-jardim Howardiana, é testemunho das primeiras obras filiadas nos princípios da Arquitectura do Movimento Moderno.
A Casa de Alcolena tem sido listada, inventariada e estudada em diversas investigações de carácter nacional e internacional sobre a produção moderna: Guia Urbano e Arquitectónico de Lisboa (Associação dos Arquitectos Portugueses, 1984); Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50 (Tostões 1995, 1997); IAPXX-Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal (Ordem dos Arquitectos, 2006); Inventário Docomomo Ibérico da Habitação (2008).
Por todas estas razões entendemos que a Casa da Rua de Alcolena deve ser preservada na íntegra porque a destruição do todo ou de partes com a remoção dos murais, põem em causa a integridade da obra. Nesse sentido torna-se urgente o pedido de abertura de um processo de classificação de património municipal por parte da Câmara Municipal de Lisboa.
Sincerely,
The Undersigned
Todo o esforço é sempre pouco para fazer compreender aos investidores que destruir o património é matar a galinha dos ovos de ouro. Património não é só cultura; é também uma mais valia económica de que se deve saber tirar partido. A destruição desta moradia para além de um crime cultural será também um atestado de incompetência aos promotores, aos autores, a quem decide a autorização e a todos nós, por não conseguirmos alterar tal estado de "in"cultura, fazendo tão pouco por isso.
É preciso salvar a Casa rua Alcolena da autoria do arquitecto António Varela com murais de azulejo da autoria do pintor Almada Negreiros.
To: Câmara Municipal de Lisboa
A Casa que António Varela projecta em 1951-1955 para a rua de Alcolena nº28/44 é uma obra maior da arquitectura do Movimento Moderno e um dos raros exemplos da “integração das três artes” já que a fachada integra um mural de azulejos do pintor Almada Negreiros.
A moradia implanta-se numa cota de terreno mais elevada que o arruamento. A solução arquitectónica encontrada pelo arquitecto sustenta-se numa implantação que recorre a um alçado principal afastado do eixo da rua, ficando emoldurada por um jardim. Estruturada em três pisos a habitação revela uma orgânica racional: cave destinada ao serviços de pessoal doméstico, arrumos e instalação de equipamento de aquecimento; no piso térreo as dependências destinadas a zonas de recepção, estar, refeições, fruição de espaço; e o primeiro piso destinado ao repouso e recolhimento dos proprietários.
António Varela é um resistente modernista, que desenvolve com assumido radicalismo um volume puro, cúbico, afirmativamente colocado no alto do terreno, desmaterializado através do jogo de vazios, de avanços e recuosdos planos de fachada, com rigorosa geometria plasticamente trabalhada, onde surgem extensos painéis de azulejo da autoria de Almada Negreiros, coerentes testemunhos das pesquisas sobre o número e os traçados geométricos que o genial pintor vinha investigando.
Integrada no Bairro da Encosta da Ajuda, vulgarmente designado por Bairro do Restelo, desenhado por Faria da Costa entre 1938 e 1940 no espírito da cidade-jardim Howardiana, é testemunho das primeiras obras filiadas nos princípios da Arquitectura do Movimento Moderno.
A Casa de Alcolena tem sido listada, inventariada e estudada em diversas investigações de carácter nacional e internacional sobre a produção moderna: Guia Urbano e Arquitectónico de Lisboa (Associação dos Arquitectos Portugueses, 1984); Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50 (Tostões 1995, 1997); IAPXX-Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal (Ordem dos Arquitectos, 2006); Inventário Docomomo Ibérico da Habitação (2008).
Por todas estas razões entendemos que a Casa da Rua de Alcolena deve ser preservada na íntegra porque a destruição do todo ou de partes com a remoção dos murais, põem em causa a integridade da obra. Nesse sentido torna-se urgente o pedido de abertura de um processo de classificação de património municipal por parte da Câmara Municipal de Lisboa.
Sincerely,
The Undersigned
Todo o esforço é sempre pouco para fazer compreender aos investidores que destruir o património é matar a galinha dos ovos de ouro. Património não é só cultura; é também uma mais valia económica de que se deve saber tirar partido. A destruição desta moradia para além de um crime cultural será também um atestado de incompetência aos promotores, aos autores, a quem decide a autorização e a todos nós, por não conseguirmos alterar tal estado de "in"cultura, fazendo tão pouco por isso.
Foto da tomada de posse do Presidente dos EUA
Uma fantástica foto da cerimónia.
Se estivesse lá, não seria capaz de ter esta visão.
É o resultado de 220 fotos diferentes que foram digitalmente agrupadas.
Pode utilizar o "zoom" e ver os detalhes.
OBSERVE BEM, e irá encontrar caras conhecidas nas diferentes plateias...
Carregue no título ou utilize o link abaixo para acessar a foto e depois, use a função de zoom.
Se clicar e segurar move a tela toda, e o zoom gira com a rodinha do
mouse
http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c
Se estivesse lá, não seria capaz de ter esta visão.
É o resultado de 220 fotos diferentes que foram digitalmente agrupadas.
Pode utilizar o "zoom" e ver os detalhes.
OBSERVE BEM, e irá encontrar caras conhecidas nas diferentes plateias...
Carregue no título ou utilize o link abaixo para acessar a foto e depois, use a função de zoom.
Se clicar e segurar move a tela toda, e o zoom gira com a rodinha do
mouse
http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c
Há lixo lá em cima
http://nortadas.blogspot.com/2009/02/ha-lixo-la-em-cima.html
2009.02.27 - Carlos Furtado
O recente lançamento pela NASA de um satélite que era suposto recolher dados sobre o estado da atmosfera foi um fiasco. Minutos depois de subir na ponta do foguetão, caiu ao mar.
Há dias, um satélite russo em fim de vida colidiu no espaço com outro satélite americano. Parece que andam a calcular onde irão cair os pedaços que sobraram.
A este propósito, a NASA divulgou que há cerca de 60.000 objectos com mais de um centímetro a circundarem o nosso planeta, entre os quais centenas de satélites que cedo ou tarde cairão na Terra. Tudo junto, são milhares de toneladas. É caso para dizer que anda muito lixo sobre as nossas cabeças e que uma parte dele não é uma mera colecção de pedrinhas.
Aos capacetes, cidadãos!
douro
Escrito por carlos furtado
2009.02.27 - Carlos Furtado
O recente lançamento pela NASA de um satélite que era suposto recolher dados sobre o estado da atmosfera foi um fiasco. Minutos depois de subir na ponta do foguetão, caiu ao mar.
Há dias, um satélite russo em fim de vida colidiu no espaço com outro satélite americano. Parece que andam a calcular onde irão cair os pedaços que sobraram.
A este propósito, a NASA divulgou que há cerca de 60.000 objectos com mais de um centímetro a circundarem o nosso planeta, entre os quais centenas de satélites que cedo ou tarde cairão na Terra. Tudo junto, são milhares de toneladas. É caso para dizer que anda muito lixo sobre as nossas cabeças e que uma parte dele não é uma mera colecção de pedrinhas.
Aos capacetes, cidadãos!
douro
Escrito por carlos furtado
PORTUGAL NA CHACOTA DA EUROPA
http://nortadas.blogspot.com/2009/03/portugal-na-chacota-da-europa.html
(Nortadas - Terça-feira, Março 03, 2009)
Vejam bem até onde vai a patetice dos nossos Governantes e que deu origem a esta noticia no Le Figaro
http://www.lefigaro.fr/flash-actu/2009/03/03/01011-20090303FILWWW00328-le-portugal-n-a-pas-besoin-d-aides-de-l-ue.php
www.lefigaro.fr
Já não lhes chega andarem a mentir aos Portugueses ainda têm de nos ridicularizar perante o mundo.Afinal de contas que patetice é esta?
Escrito por fvferreira
"Le Portugal n'a pas besoin d'aides de l'UE
AFP
03/03/2009 Mise à jour : 10:46 Commentaires 2 Ajouter à ma sélection
Le Portugal n'a pas besoin d'aides européennes grâce à une situation financière qui reste solide malgré la crise économique, affirme dans la presse allemande son ministre de l'Economie Manuel Pinho. "Notre situation est si solide que nous n'avons pas besoin actuellement d'aides financières de l'UE", a-t-il affirmé au quotidien allemand Frankfurter Allgemeine Zeitung. L'agence de notation internationale Standard & Poor's a récemment abaissé la note financière de la dette à long terme du Portugal à A+ -- tout comme celle de l'Irlande ou de la Grèce.
Ces dégradations ont pour conséquence d'augmenter les taux d'intérêt que doivent verser les Etats affectés lorsqu'ils empruntent sur les marchés obligataires. Mais la situation du Portugal n'est pas comparable avec l'Irlande ou la Grèce, affirme le ministre. Le pays a beaucoup réduit son déficit ces dernières années, il ne souffre pas de la crise de l'immobilier et ses banques résistent plutôt bien en comparaison, argumente-t-il. Le Portugal est entré en récession au quatrième trimestre, avec un recul du Produit intérieur brut de 2%."
(Nortadas - Terça-feira, Março 03, 2009)
Vejam bem até onde vai a patetice dos nossos Governantes e que deu origem a esta noticia no Le Figaro
http://www.lefigaro.fr/flash-actu/2009/03/03/01011-20090303FILWWW00328-le-portugal-n-a-pas-besoin-d-aides-de-l-ue.php
www.lefigaro.fr
Já não lhes chega andarem a mentir aos Portugueses ainda têm de nos ridicularizar perante o mundo.Afinal de contas que patetice é esta?
Escrito por fvferreira
"Le Portugal n'a pas besoin d'aides de l'UE
AFP
03/03/2009 Mise à jour : 10:46 Commentaires 2 Ajouter à ma sélection
Le Portugal n'a pas besoin d'aides européennes grâce à une situation financière qui reste solide malgré la crise économique, affirme dans la presse allemande son ministre de l'Economie Manuel Pinho. "Notre situation est si solide que nous n'avons pas besoin actuellement d'aides financières de l'UE", a-t-il affirmé au quotidien allemand Frankfurter Allgemeine Zeitung. L'agence de notation internationale Standard & Poor's a récemment abaissé la note financière de la dette à long terme du Portugal à A+ -- tout comme celle de l'Irlande ou de la Grèce.
Ces dégradations ont pour conséquence d'augmenter les taux d'intérêt que doivent verser les Etats affectés lorsqu'ils empruntent sur les marchés obligataires. Mais la situation du Portugal n'est pas comparable avec l'Irlande ou la Grèce, affirme le ministre. Le pays a beaucoup réduit son déficit ces dernières années, il ne souffre pas de la crise de l'immobilier et ses banques résistent plutôt bien en comparaison, argumente-t-il. Le Portugal est entré en récession au quatrième trimestre, avec un recul du Produit intérieur brut de 2%."
«Máfias» verdes (retirado do "Norteamos" e "O António Maria)
http://norteamos.blogspot.com/2009/03/mafias-verdes.html
20090307
Mais um episódio de mistura entre negócios privados e agentes políticos localizados em Lisboa.
O António Maria: Portugal 89
(...)Enfim, chega desta prosa bocageana que, no caso em apreço, é muito mais do que um incidente linguístico ordinário. Na verdade, o que este incidente mostra é o estado de nervosismo crescente e o descontrolo iminente das elites corrompidas do Bloco Central. O modelo neoliberal que o PS, PSD e CDS comungaram em alegre promiscuidade ao longo dos últimos vinte anos entrou em colapso. A dimensão do mesmo, e sobretudo as consequências, são ainda imprevisíveis. Mas que os cacos começaram a cair, disso não há a menor dúvida.
O incidente foi rapidamente abafado pela turma de zombies que decora o nosso parlamento —quando seria de esperar que fosse imediatamente remetido para uma comissão de disciplina interna da Assembleia da República (ignoro se existe ou não), e o deputado insultante fortemente penalizado. Assim, como os colegas deputados vão certamente assobiar para o ar, eu faço a pergunta:
* senhor deputado José Eduardo Martins, porque se irritou tanto com a insinuação do seu adversário político Afonso Candal?
* Tem ou não interesses profissionais e/ou económicos no sector económico do ambiente?
* Está ou não ligado a empresa desta área?
* Aufere ou não vencimentos, comissões ou vantagens patrimonias ou de qulquer outro tipo de empresas ou fundações vinculadas explícita ou genericamente aos negócios do ambiente?
Eu ignoro o que se passa com o deputado laranja neste particular, como aliás desconheço completamente a história da sua vida pessoal, profissional e mesmo política. Tenho escutado as suas prestações no "Frente-a-Frente" que o Mário Crespo promove diariamente no Jornal das Nove, entre protagonistas da nomenclatura político-partidária que temos, e a impressão até era boa! Vivo, rápido nas respostas, embora invariavelmente elíptico como é a esmagadora maioria dos nossos políticos. Não estava, apesar de tudo, mal. Mas agora, depois deste incidente, a sua credibilidade caíu por terra. Ou esclarece rapidamente as dúvidas que pairam no ar sobre a sua independência política, ou vai para o rol dos socratintas sem apelo nem agravo.
O negócio do ambiente é provavelmente o mais escandaloso dossier da nossa democracia recente. Os casos da EDP, que tem um plano secreto para se apropriar do direito público da água —para isso servem as onze barragens que quer construir (1); da Mota-Engil/Martifer/Suma, que quer tudo, da construção de barragens, às auto-estradas, portos e aeroportos, do duopólio da microgeração solar ao biodiesel, da limpeza urbana ao tratamento de lixos e reciclagem; ou ainda das misteriosas fundações e empresas de consultoria onde os cozinhados do Bloco Central têm lugar —Fundação Ilídio Pinho/Fomentinvest, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Fundação Mário Soares, Banif - Banco de Investimento/Fundação Horácio Roque, Caixa Geral de Depósitos (2), são de pôr os cabelos em pé! Não há mesmo outra explicação para o arrastamento inconclusivo do escândalo de corrupção Freeport, e para o silêncio aterrador do Presidente da República. A economia neoliberal dos parvenues lusitanos do Bloco Central faliu, mas tirar as mãos da massa e desnovelar todo este antro de desperdício, mentira e negócios muito mal explicados, quando não ilegítimos e corruptos, vai ser uma dor de cabeça para a actual nomenclatura democrática, sem excepção.
Publicada por Jose Silva
20090307
Mais um episódio de mistura entre negócios privados e agentes políticos localizados em Lisboa.
O António Maria: Portugal 89
(...)Enfim, chega desta prosa bocageana que, no caso em apreço, é muito mais do que um incidente linguístico ordinário. Na verdade, o que este incidente mostra é o estado de nervosismo crescente e o descontrolo iminente das elites corrompidas do Bloco Central. O modelo neoliberal que o PS, PSD e CDS comungaram em alegre promiscuidade ao longo dos últimos vinte anos entrou em colapso. A dimensão do mesmo, e sobretudo as consequências, são ainda imprevisíveis. Mas que os cacos começaram a cair, disso não há a menor dúvida.
O incidente foi rapidamente abafado pela turma de zombies que decora o nosso parlamento —quando seria de esperar que fosse imediatamente remetido para uma comissão de disciplina interna da Assembleia da República (ignoro se existe ou não), e o deputado insultante fortemente penalizado. Assim, como os colegas deputados vão certamente assobiar para o ar, eu faço a pergunta:
* senhor deputado José Eduardo Martins, porque se irritou tanto com a insinuação do seu adversário político Afonso Candal?
* Tem ou não interesses profissionais e/ou económicos no sector económico do ambiente?
* Está ou não ligado a empresa desta área?
* Aufere ou não vencimentos, comissões ou vantagens patrimonias ou de qulquer outro tipo de empresas ou fundações vinculadas explícita ou genericamente aos negócios do ambiente?
Eu ignoro o que se passa com o deputado laranja neste particular, como aliás desconheço completamente a história da sua vida pessoal, profissional e mesmo política. Tenho escutado as suas prestações no "Frente-a-Frente" que o Mário Crespo promove diariamente no Jornal das Nove, entre protagonistas da nomenclatura político-partidária que temos, e a impressão até era boa! Vivo, rápido nas respostas, embora invariavelmente elíptico como é a esmagadora maioria dos nossos políticos. Não estava, apesar de tudo, mal. Mas agora, depois deste incidente, a sua credibilidade caíu por terra. Ou esclarece rapidamente as dúvidas que pairam no ar sobre a sua independência política, ou vai para o rol dos socratintas sem apelo nem agravo.
O negócio do ambiente é provavelmente o mais escandaloso dossier da nossa democracia recente. Os casos da EDP, que tem um plano secreto para se apropriar do direito público da água —para isso servem as onze barragens que quer construir (1); da Mota-Engil/Martifer/Suma, que quer tudo, da construção de barragens, às auto-estradas, portos e aeroportos, do duopólio da microgeração solar ao biodiesel, da limpeza urbana ao tratamento de lixos e reciclagem; ou ainda das misteriosas fundações e empresas de consultoria onde os cozinhados do Bloco Central têm lugar —Fundação Ilídio Pinho/Fomentinvest, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Fundação Mário Soares, Banif - Banco de Investimento/Fundação Horácio Roque, Caixa Geral de Depósitos (2), são de pôr os cabelos em pé! Não há mesmo outra explicação para o arrastamento inconclusivo do escândalo de corrupção Freeport, e para o silêncio aterrador do Presidente da República. A economia neoliberal dos parvenues lusitanos do Bloco Central faliu, mas tirar as mãos da massa e desnovelar todo este antro de desperdício, mentira e negócios muito mal explicados, quando não ilegítimos e corruptos, vai ser uma dor de cabeça para a actual nomenclatura democrática, sem excepção.
Publicada por Jose Silva
Os erros no desenho neoliberal da UEM e as consequências que a crise expõe
De: O valor das ideias - Carlos Santos
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/os-erros-no-desenho-neoliberal-da-uem-e.html
Terça-feira, 3 de Março de 2009
O Banco Central Europeu é hoje alvo de duras críticas no Financial Times, que fazem eco de opiniões que têm crescido no seio da UE, para desagrado de alguns. A sua obsessão anti inflacionista e falta de capacidade para compreender os reais problemas à sua volta levaram a um tardio corte nas taxas de juro, argumenta-se, frisando mesmo que o Banco ainda estava preocupado com a inflação quando o mundo estava já a implodir à sua volta.
É particularmente interessante esta opinião quando alguns opinion makers rejubilaram ontem com os valores da inflação na zona euro, indiciando, argumentavam que o risco de deflação estava afastado. Um mínimo de cautela impunha-se a menos que o perigo da deflação não seja verdadeiramente compreendido, o que com toda a probabilidade é o caso.
Na reunião da próxima quinta não é assim expectável que um Banco que um banco que parece estar sistematicamente desfasado do desenrolar dos eventos, possa proceder a mais que um corte de meio ponto base na sua taxa directora, o que no contexto actual é de todas as formas que se queira ver, ridículo. E muito provavelmente, além da ortodoxia reinante, o problema do BCE passa pelo continuado uso de métodos de previsão e modelos de representação económica incorrectos. Já era assim quando lá estive.
A título exemplificativo, a previsão do BCE para a queda do output gap (a diferença entre o produto de uma economia e o seu máximo potencial) este ano era de 0,5% há algum tempo. Os dados mais recentes apontam para uma queda de 2% no output gap. Mecanismos económicos elementares implicam que essa queda induza um aumento do desemprego face ao esperado e, consequentemente, uma conjuntura em que a descida da taxa de inflação se torne inevitável. Como observam diversos analistas uma mais ousada descida das taxas que surpreendesse o mercado teria provavelmente impactos visíveis na economia, o que não sucede com o corte de meio ponto base.
Os problemas da estrutura económica da UEM começam a tornar-se tão claros quanto temos defendido que eles são. A zona euro foi construída com base na retórica das zonas monetárias óptimas de Mundell. Isto seriam áreas em que o ideal, suponha-se, seria a existência de uma moeda única.
Há contudo dois requisitos de base na teoria do Mundell, que a UEM não cumpre. Em primeiro lugar uma zona monetária óptima deve ter mobilidade perfeita de factores, para, na esteira desse utópico raciocínio neoclássico, se produzir um ajustamento que evite a existência de áreas mais deprimidas. Dito de outra forma, se as condições económicas se tornassem adversas em Portugal, a migração do trabalho para a Bélgica, onde por hipótese a conjuntura fosse expansionista, levaria, por interacção de oferta e procura a uma descida dos salários na Bélgica e uma subida em Portugal, repondo-se o equilíbrio. Ora basta uma simples olhadela para os salários reais nos diversos países da zona Euro para compreender que esse equilíbrio idílico pura e simplesmente não se produz. E o problema não será tanto dos modelos de funcionamento do mercado de trabalho que atulham as cabecinhas mais crentes. O problema é antes a inexistência de uma efectiva mobilidade dos factores de produção. Se no caso do capital isto não é problema, no caso do trabalho, a tradição europeia não é a dos EUA. Existem factores culturais, sociais, linguísticos entre outros que impedem que se verifique uma verdadeira mobilidade do trabalho. Assim, o mercado não se autoregula em face do desemprego. E aqui reside o busílis da divergência face aos neoliberais: se o mercado não corrige as disparidades de desemprego e salários ou aceitamos que elas se perpetuem, ou, como é minha opção, defendemos que existe um papel social do Estado. Se esse papel passa pela concessão de apoio aos desempregados, ou por manutenção de empregos não é para mim uma escolha. Passa pelas duas vertentes e ainda por uma terceira, de ordem mais supply side: baixar a curva de Beveridge, isto é, aumentar o fluxo de informação entre procura e oferta de trabalho. Porque, e lá está outro mito dos mercados autoreguláveis: a informação não é perfeita.
O segundo factor que afasta a UEM de uma zona monetária óptima prende-se com outro requisito de Mundell. Uma zona monetária óptima não sofre choques assimétricos. Isto é, mediante um choque negativo ele é sentido de forma idêntica em toda o espaço. Ora quem pretender que a UEM não está sujeita a choques assimétricos precisa de uma clara medicação para acordar e ver a realidade. O quadro actual mostra uma Itália com problemas de sobreendividamento público em relação ao PIB, uma Espanha exposta a uma crise no imobiliário, uma Aústria que encara seriamente a possibilidade de colapso de parte do seu sistema bancário por excessiva exposição ao risco de incumprimento do crédito no leste Europeu. Em que se traduz tudo isto? Numa heterogeneidade efectiva dos choques a que os membros da zona Euro estão sujeitos. E qual é o problema disso? Uma política monetária única não consegue responder a todos os problemas, porque eles são diferentes entre si. E como a política fiscal está barbaramente condicionada por essa invenção germânica que é o Pacto de Estabilidade e Crescimento, pergunta-se o que é suposto cada um destes países fazer para resolver os seus problemas? Não me venham com as tretas do ajustamento livre do mercado, porque, como se ilustrou acima, o mercado de trabalho não é fluído na UEM.
A conclusão dos pontos acima é inevitável: os problemas actuais apenas vieram desnudar o que muitos argumentavam há bastante tempo: o desenho da zona Euro pode ter servido objectivos políticos relevantes a nível da unidade europeia, mas acabou por, na prática criar um monstro que não tem capacidade de resposta quando confrontado com uma recessão desta envergadura. A questão dos contribuintes alemães faz sentido: porque vão eles suportar uma crise que não sentem da mesma maneira que outros? Mas então também faz sentido a visão dos franceses quanto ao apoio à Renault e à Peugeot para preservar primeiramente os postos de trabalho gauleses. E este tipo de raciocínio é desintegrador da União. Foi isto que Barroso quis dizer. Mas claramente há o risco de não tomando os países em conta o interesse das suas populações os ciclos eleitorais condicionarem as opções políticas. A solidariedade europeia de que falei em post anterior é um conceito que infelizmente não foi fomentado junto dos diferentes povos da União. Os resultados estão à vista. E o risco é quando passam de alternâncias de poder a manifestações de rua violentas, como se viu recentemente em Atenas. Porque o que a economia neoclássica não compreende á que as pessoas são reais!
Qual o problema do BCE no meio de tudo isto? A objecção a algumas soluções. A ideia de Jorge Sampaio e George Soros de criação de eurobonds de modo a diminuir o custo de endividamento de alguns países europeus e aumentar ligeiramente para outros é intolerável para Holandeses e Alemães. E para o BCE que não pode, em função do terceiro erro da UEM – o desenho dos seus estatutos – comprar directamente títulos de dívida aos estados membros. Ou seja o que o BCE pode fazer por exemplo pelas necessidades de capital dos bancos austríacos seria simplesmente criar-lhes linhas de crédito. Sucede que esta gente está convencida que a inflação é um fenómeno monetário exclusivamente. E, por isso, não tolera a violação do objectivo consagrado nos estatutos do banco: estabilidade de preços. Não se percebe por isso o quis dizer Joaquim Almunia ao advogar que existiriam soluções se um qualquer estado da zona Euro entrasse em risco de insolvência. Porque se não é possível fazer o bailout de Estados, nem o BCE actuar no auxílio de estados particulares, o que sobra, estando como disse Almunia no FT de hoje, os eurobonds excluídos politicamente? Ele responde que não diz mas que existem soluções. Podemos concordar com a interpretação do FT e entender as suas palavras como significando que a Alemanha poderia aceitar ajudar algum estado particular, mas nunca um conjunto de estados ou uma região. O problema é então duplo:
- por um lado, a famosa UE continua a depender em exclusivo do que a Alemanha quer ou não fazer – o que significa que se calhar chamarmos a isto tudo Alemanha em vez de UE! Terá o Hitler ganho a guerra 60 anos depois??
- por outro, e o que é mais grave, a liberdade de capitais e a integração financeira levam a que ninguém acredite que um país europeu caia sozinho. A utópica ideia de auxílio a um só estado ignora as interdependências que a UEM criou. A título de exemplo, as participações cruzadas entre bancos e seguradoras a nível europeu levariam rapidamente a efeitos de contágio se bancos na Áustria e na Itália caíssem em função do incumprimento de países de leste.
Em síntese, o desenho das instituições comunitárias atrapalha em lugar de auxiliar a resolução da crise. O BCE não tem sequer consagrada (como já escrevi em Outubro!) a função mais clássica dos Bancos Centrais: lender of last resort. Por aí poderia financiar os bancos em dificuldades. Mas o risco de colisão com a famosa estabilidade de preços leva a que essa função não esteja consagrada nos estatutos.
Quem quiser saber porquê terá a desilusão final com a loucura dos neoliberais. A função de prestamista de última instância tende a desaparecer para que os bancos tenham mais responsabilidade na gestão dos seus activos. E os depositantes? Que culpa têm se a Aústria tem bancos que emprestaram balúrdios ao leste? Toda. Diz a tal teoria que os depositantes têm o dever de vigiar os relatórios e contas das entidades onde depositam o seu dinheiro só o fazendo nas mais sólidas!! Portanto, caro leitor, vá tirar um cursinho de contabilidade bancária, porque a UEM entende que o leitor é reponsável por saber a situação financeira do seu banco.
Há coisas fantásticas…..(a continuar)
Publicada por Carlos Santos em 16:40
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/os-erros-no-desenho-neoliberal-da-uem-e.html
Terça-feira, 3 de Março de 2009
O Banco Central Europeu é hoje alvo de duras críticas no Financial Times, que fazem eco de opiniões que têm crescido no seio da UE, para desagrado de alguns. A sua obsessão anti inflacionista e falta de capacidade para compreender os reais problemas à sua volta levaram a um tardio corte nas taxas de juro, argumenta-se, frisando mesmo que o Banco ainda estava preocupado com a inflação quando o mundo estava já a implodir à sua volta.
É particularmente interessante esta opinião quando alguns opinion makers rejubilaram ontem com os valores da inflação na zona euro, indiciando, argumentavam que o risco de deflação estava afastado. Um mínimo de cautela impunha-se a menos que o perigo da deflação não seja verdadeiramente compreendido, o que com toda a probabilidade é o caso.
Na reunião da próxima quinta não é assim expectável que um Banco que um banco que parece estar sistematicamente desfasado do desenrolar dos eventos, possa proceder a mais que um corte de meio ponto base na sua taxa directora, o que no contexto actual é de todas as formas que se queira ver, ridículo. E muito provavelmente, além da ortodoxia reinante, o problema do BCE passa pelo continuado uso de métodos de previsão e modelos de representação económica incorrectos. Já era assim quando lá estive.
A título exemplificativo, a previsão do BCE para a queda do output gap (a diferença entre o produto de uma economia e o seu máximo potencial) este ano era de 0,5% há algum tempo. Os dados mais recentes apontam para uma queda de 2% no output gap. Mecanismos económicos elementares implicam que essa queda induza um aumento do desemprego face ao esperado e, consequentemente, uma conjuntura em que a descida da taxa de inflação se torne inevitável. Como observam diversos analistas uma mais ousada descida das taxas que surpreendesse o mercado teria provavelmente impactos visíveis na economia, o que não sucede com o corte de meio ponto base.
Os problemas da estrutura económica da UEM começam a tornar-se tão claros quanto temos defendido que eles são. A zona euro foi construída com base na retórica das zonas monetárias óptimas de Mundell. Isto seriam áreas em que o ideal, suponha-se, seria a existência de uma moeda única.
Há contudo dois requisitos de base na teoria do Mundell, que a UEM não cumpre. Em primeiro lugar uma zona monetária óptima deve ter mobilidade perfeita de factores, para, na esteira desse utópico raciocínio neoclássico, se produzir um ajustamento que evite a existência de áreas mais deprimidas. Dito de outra forma, se as condições económicas se tornassem adversas em Portugal, a migração do trabalho para a Bélgica, onde por hipótese a conjuntura fosse expansionista, levaria, por interacção de oferta e procura a uma descida dos salários na Bélgica e uma subida em Portugal, repondo-se o equilíbrio. Ora basta uma simples olhadela para os salários reais nos diversos países da zona Euro para compreender que esse equilíbrio idílico pura e simplesmente não se produz. E o problema não será tanto dos modelos de funcionamento do mercado de trabalho que atulham as cabecinhas mais crentes. O problema é antes a inexistência de uma efectiva mobilidade dos factores de produção. Se no caso do capital isto não é problema, no caso do trabalho, a tradição europeia não é a dos EUA. Existem factores culturais, sociais, linguísticos entre outros que impedem que se verifique uma verdadeira mobilidade do trabalho. Assim, o mercado não se autoregula em face do desemprego. E aqui reside o busílis da divergência face aos neoliberais: se o mercado não corrige as disparidades de desemprego e salários ou aceitamos que elas se perpetuem, ou, como é minha opção, defendemos que existe um papel social do Estado. Se esse papel passa pela concessão de apoio aos desempregados, ou por manutenção de empregos não é para mim uma escolha. Passa pelas duas vertentes e ainda por uma terceira, de ordem mais supply side: baixar a curva de Beveridge, isto é, aumentar o fluxo de informação entre procura e oferta de trabalho. Porque, e lá está outro mito dos mercados autoreguláveis: a informação não é perfeita.
O segundo factor que afasta a UEM de uma zona monetária óptima prende-se com outro requisito de Mundell. Uma zona monetária óptima não sofre choques assimétricos. Isto é, mediante um choque negativo ele é sentido de forma idêntica em toda o espaço. Ora quem pretender que a UEM não está sujeita a choques assimétricos precisa de uma clara medicação para acordar e ver a realidade. O quadro actual mostra uma Itália com problemas de sobreendividamento público em relação ao PIB, uma Espanha exposta a uma crise no imobiliário, uma Aústria que encara seriamente a possibilidade de colapso de parte do seu sistema bancário por excessiva exposição ao risco de incumprimento do crédito no leste Europeu. Em que se traduz tudo isto? Numa heterogeneidade efectiva dos choques a que os membros da zona Euro estão sujeitos. E qual é o problema disso? Uma política monetária única não consegue responder a todos os problemas, porque eles são diferentes entre si. E como a política fiscal está barbaramente condicionada por essa invenção germânica que é o Pacto de Estabilidade e Crescimento, pergunta-se o que é suposto cada um destes países fazer para resolver os seus problemas? Não me venham com as tretas do ajustamento livre do mercado, porque, como se ilustrou acima, o mercado de trabalho não é fluído na UEM.
A conclusão dos pontos acima é inevitável: os problemas actuais apenas vieram desnudar o que muitos argumentavam há bastante tempo: o desenho da zona Euro pode ter servido objectivos políticos relevantes a nível da unidade europeia, mas acabou por, na prática criar um monstro que não tem capacidade de resposta quando confrontado com uma recessão desta envergadura. A questão dos contribuintes alemães faz sentido: porque vão eles suportar uma crise que não sentem da mesma maneira que outros? Mas então também faz sentido a visão dos franceses quanto ao apoio à Renault e à Peugeot para preservar primeiramente os postos de trabalho gauleses. E este tipo de raciocínio é desintegrador da União. Foi isto que Barroso quis dizer. Mas claramente há o risco de não tomando os países em conta o interesse das suas populações os ciclos eleitorais condicionarem as opções políticas. A solidariedade europeia de que falei em post anterior é um conceito que infelizmente não foi fomentado junto dos diferentes povos da União. Os resultados estão à vista. E o risco é quando passam de alternâncias de poder a manifestações de rua violentas, como se viu recentemente em Atenas. Porque o que a economia neoclássica não compreende á que as pessoas são reais!
Qual o problema do BCE no meio de tudo isto? A objecção a algumas soluções. A ideia de Jorge Sampaio e George Soros de criação de eurobonds de modo a diminuir o custo de endividamento de alguns países europeus e aumentar ligeiramente para outros é intolerável para Holandeses e Alemães. E para o BCE que não pode, em função do terceiro erro da UEM – o desenho dos seus estatutos – comprar directamente títulos de dívida aos estados membros. Ou seja o que o BCE pode fazer por exemplo pelas necessidades de capital dos bancos austríacos seria simplesmente criar-lhes linhas de crédito. Sucede que esta gente está convencida que a inflação é um fenómeno monetário exclusivamente. E, por isso, não tolera a violação do objectivo consagrado nos estatutos do banco: estabilidade de preços. Não se percebe por isso o quis dizer Joaquim Almunia ao advogar que existiriam soluções se um qualquer estado da zona Euro entrasse em risco de insolvência. Porque se não é possível fazer o bailout de Estados, nem o BCE actuar no auxílio de estados particulares, o que sobra, estando como disse Almunia no FT de hoje, os eurobonds excluídos politicamente? Ele responde que não diz mas que existem soluções. Podemos concordar com a interpretação do FT e entender as suas palavras como significando que a Alemanha poderia aceitar ajudar algum estado particular, mas nunca um conjunto de estados ou uma região. O problema é então duplo:
- por um lado, a famosa UE continua a depender em exclusivo do que a Alemanha quer ou não fazer – o que significa que se calhar chamarmos a isto tudo Alemanha em vez de UE! Terá o Hitler ganho a guerra 60 anos depois??
- por outro, e o que é mais grave, a liberdade de capitais e a integração financeira levam a que ninguém acredite que um país europeu caia sozinho. A utópica ideia de auxílio a um só estado ignora as interdependências que a UEM criou. A título de exemplo, as participações cruzadas entre bancos e seguradoras a nível europeu levariam rapidamente a efeitos de contágio se bancos na Áustria e na Itália caíssem em função do incumprimento de países de leste.
Em síntese, o desenho das instituições comunitárias atrapalha em lugar de auxiliar a resolução da crise. O BCE não tem sequer consagrada (como já escrevi em Outubro!) a função mais clássica dos Bancos Centrais: lender of last resort. Por aí poderia financiar os bancos em dificuldades. Mas o risco de colisão com a famosa estabilidade de preços leva a que essa função não esteja consagrada nos estatutos.
Quem quiser saber porquê terá a desilusão final com a loucura dos neoliberais. A função de prestamista de última instância tende a desaparecer para que os bancos tenham mais responsabilidade na gestão dos seus activos. E os depositantes? Que culpa têm se a Aústria tem bancos que emprestaram balúrdios ao leste? Toda. Diz a tal teoria que os depositantes têm o dever de vigiar os relatórios e contas das entidades onde depositam o seu dinheiro só o fazendo nas mais sólidas!! Portanto, caro leitor, vá tirar um cursinho de contabilidade bancária, porque a UEM entende que o leitor é reponsável por saber a situação financeira do seu banco.
Há coisas fantásticas…..(a continuar)
Publicada por Carlos Santos em 16:40
sexta-feira, 6 de março de 2009
A máscara de Sócrates - Paulo Morais
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1020315&opiniao=Paulo%20Morais
JN - 2008-10-01
"José Sócrates gostaria de ser recordado como o líder que deixou na esquerda a marca de seriedade e competência que parecia ser apanágio da direita. Fiel à sua matriz ideológica, socialista, prometeu um estado eficaz e sério, uma administração pública capaz e ao serviço dos cidadãos. Volvidos três anos e meio sobre a sua posse, os resultados são frustrantes, a imagem do primeiro-ministro esboroa-se.
Em campanha eleitoral, o secretário-geral do PS prometera o choque tecnológico, o combate sem tréguas ao desemprego, com a criação de 150 mil novos postos de trabalho, e o não aumento de impostos. Ao invés, subiu o IVA e obrigou mais de 150 mil portugueses a procurar emprego no exterior, num movimento migratório só comparável ao dos últimos anos da ditadura. O choque tecnológico resume-se a uma distribuição populista de computadores, num estilo plagiado de Valentim Loureiro.
Sócrates empurra-nos para o abismo. A reforma da administração pública foi um flop. Temos hoje um estado ainda maior, mais pesado e mais caro: aumentou a despesa corrente e o número de funcionários não diminuiu significativamente. A justiça continua paralisada, as forças de segurança inoperantes. O sistema público de educação transformou os professores em burocratas, desvalorizando-os e desresponsabilizando-os. Os gastos estatais em saúde aumentam e os beneficiários não são os utentes, mas sim os grupos privados de saúde, laboratórios e farmácias. O Simplex, programa que prometia desburocratizar a administração pública, é uma miragem. Prevalece e reforça-se a cultura centralista e burocrática, ao ponto de, ainda em 2008, ser o Ministério da Educação a regulamentar as podas das árvores nos recreios das escolas de Bragança ou Melgaço. Os portugueses estão mais pobres, o estado mais ineficaz, o país sem estratégia.
Durante algum tempo e à força de muita propaganda, subsistiu a imagem de eficácia de Sócrates. Com o seu ar sisudo, apropriou-se do arquétipo do político austero, competente, magro, na senda de Salazar ou Cavaco Silva. Renegava assim a sua origem afectiva, de esquerda, e o padrão do político permissivo, bonacheirão e anafado, desempenhado pelos incapazes Mário Soares ou Guterres. Só que a postura de competência e determinação jamais tiveram tradução na acção do seu governo. Ao cair da máscara, percebe-se que Sócrates é um novo Guterres, disfarçado de Cavaco. Um bom disfarce num óptimo actor. Mas só isso."
JN - 2008-10-01
"José Sócrates gostaria de ser recordado como o líder que deixou na esquerda a marca de seriedade e competência que parecia ser apanágio da direita. Fiel à sua matriz ideológica, socialista, prometeu um estado eficaz e sério, uma administração pública capaz e ao serviço dos cidadãos. Volvidos três anos e meio sobre a sua posse, os resultados são frustrantes, a imagem do primeiro-ministro esboroa-se.
Em campanha eleitoral, o secretário-geral do PS prometera o choque tecnológico, o combate sem tréguas ao desemprego, com a criação de 150 mil novos postos de trabalho, e o não aumento de impostos. Ao invés, subiu o IVA e obrigou mais de 150 mil portugueses a procurar emprego no exterior, num movimento migratório só comparável ao dos últimos anos da ditadura. O choque tecnológico resume-se a uma distribuição populista de computadores, num estilo plagiado de Valentim Loureiro.
Sócrates empurra-nos para o abismo. A reforma da administração pública foi um flop. Temos hoje um estado ainda maior, mais pesado e mais caro: aumentou a despesa corrente e o número de funcionários não diminuiu significativamente. A justiça continua paralisada, as forças de segurança inoperantes. O sistema público de educação transformou os professores em burocratas, desvalorizando-os e desresponsabilizando-os. Os gastos estatais em saúde aumentam e os beneficiários não são os utentes, mas sim os grupos privados de saúde, laboratórios e farmácias. O Simplex, programa que prometia desburocratizar a administração pública, é uma miragem. Prevalece e reforça-se a cultura centralista e burocrática, ao ponto de, ainda em 2008, ser o Ministério da Educação a regulamentar as podas das árvores nos recreios das escolas de Bragança ou Melgaço. Os portugueses estão mais pobres, o estado mais ineficaz, o país sem estratégia.
Durante algum tempo e à força de muita propaganda, subsistiu a imagem de eficácia de Sócrates. Com o seu ar sisudo, apropriou-se do arquétipo do político austero, competente, magro, na senda de Salazar ou Cavaco Silva. Renegava assim a sua origem afectiva, de esquerda, e o padrão do político permissivo, bonacheirão e anafado, desempenhado pelos incapazes Mário Soares ou Guterres. Só que a postura de competência e determinação jamais tiveram tradução na acção do seu governo. Ao cair da máscara, percebe-se que Sócrates é um novo Guterres, disfarçado de Cavaco. Um bom disfarce num óptimo actor. Mas só isso."
Justiça demolidora - Paulo Morais
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1123114&opiniao=Paulo%20Morais
JN - 2009-01-29
"Paira uma enorme cortina de fumo sobre o misterioso caso Sócrates-Freeport. Mas podemos resumi-lo em poucas palavras: terá eventualmente havido (ou não!) favorecimento do ministro do Ambiente José Sócrates na autorização do complexo Freeport. E investiga-se se intermediários receberam "luvas" para influenciar o licenciamento de favor. Este só poderá ter assumido uma de duas formas, a saber: aprovação de um empreendimento que não cumpre as regras legais ambientais em vigor; ou alteração dessas mesmas regras, a pedido, e com desrespeito pelo interesse colectivo.
Em qualquer dos casos, o problema é, contrariamente ao que nos querem fazer crer, facilmente equacionável. O que a opinião pública deve exigir é apenas saber se o empreendimento imobiliário gigantesco que nasceu em Alcochete era legítimo e cumpria a legislação. E, se foi mal aprovado ou até se ilegal, por que motivo os tribunais administrativos não exigem, de imediato, a sua demolição.
Só com esta medida a sociedade recupera o que lhe foi saqueado, a capacidade construtiva excessiva e ilegal, com todas as consequências cívicas, sociais e económicas daí decorrentes. E apenas assim se reparam danos ambientais.
Com este tipo de actuação sistemática, demolindo o que é ilegal, dissuadir-se-iam os eventuais especuladores e evitar-se-ia a sua fúria e ganância. O Freeport seria assim um excelente exemplo, a par do edifício Cidade do Porto, cuja implosão, já ordenada pelos tribunais, é um imperativo de justiça e até de higiene democrática.
A retirada do bem ilicitamente obtido é, aliás, a prática comummente seguida com os ladrões de automóveis. Quando um carro roubado é detectado pela Polícia, é imediatamente apreendido, sem se cuidar de saber se o comprador foi enganado ou qual o enquadramento legal aplicável. É apreendido e ponto final. Pois se assim se procede com os ladrões de automóveis, por que não fazê-lo com os ladrões de capacidade construtiva?
Quando os tribunais assim actuarem, deixaremos de ter uma justiça mole e passaremos finalmente a ter uma justiça demolidora dos interesses mais perversos e mafiosos.
Até lá, a Justiça portuguesa continuará, como sempre, ineficaz e inútil. E nem mesmo a pressão da Justiça inglesa fará com que os tribunais portugueses produzam algum resultado que não seja... para inglês ver."
JN - 2009-01-29
"Paira uma enorme cortina de fumo sobre o misterioso caso Sócrates-Freeport. Mas podemos resumi-lo em poucas palavras: terá eventualmente havido (ou não!) favorecimento do ministro do Ambiente José Sócrates na autorização do complexo Freeport. E investiga-se se intermediários receberam "luvas" para influenciar o licenciamento de favor. Este só poderá ter assumido uma de duas formas, a saber: aprovação de um empreendimento que não cumpre as regras legais ambientais em vigor; ou alteração dessas mesmas regras, a pedido, e com desrespeito pelo interesse colectivo.
Em qualquer dos casos, o problema é, contrariamente ao que nos querem fazer crer, facilmente equacionável. O que a opinião pública deve exigir é apenas saber se o empreendimento imobiliário gigantesco que nasceu em Alcochete era legítimo e cumpria a legislação. E, se foi mal aprovado ou até se ilegal, por que motivo os tribunais administrativos não exigem, de imediato, a sua demolição.
Só com esta medida a sociedade recupera o que lhe foi saqueado, a capacidade construtiva excessiva e ilegal, com todas as consequências cívicas, sociais e económicas daí decorrentes. E apenas assim se reparam danos ambientais.
Com este tipo de actuação sistemática, demolindo o que é ilegal, dissuadir-se-iam os eventuais especuladores e evitar-se-ia a sua fúria e ganância. O Freeport seria assim um excelente exemplo, a par do edifício Cidade do Porto, cuja implosão, já ordenada pelos tribunais, é um imperativo de justiça e até de higiene democrática.
A retirada do bem ilicitamente obtido é, aliás, a prática comummente seguida com os ladrões de automóveis. Quando um carro roubado é detectado pela Polícia, é imediatamente apreendido, sem se cuidar de saber se o comprador foi enganado ou qual o enquadramento legal aplicável. É apreendido e ponto final. Pois se assim se procede com os ladrões de automóveis, por que não fazê-lo com os ladrões de capacidade construtiva?
Quando os tribunais assim actuarem, deixaremos de ter uma justiça mole e passaremos finalmente a ter uma justiça demolidora dos interesses mais perversos e mafiosos.
Até lá, a Justiça portuguesa continuará, como sempre, ineficaz e inútil. E nem mesmo a pressão da Justiça inglesa fará com que os tribunais portugueses produzam algum resultado que não seja... para inglês ver."
quinta-feira, 5 de março de 2009
Finanças ocultas - Paulo Morais
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1147428&opiniao=Paulo%20Morais
2009-02-18
"Com três eleições à porta, já se adivinham os milhões gastos em propaganda. Não vai haver crise nas campanhas eleitorais, pois no financiamento partidário nunca faltam meios nem financiadores. O que escasseia, e muito, é transparência nos seus mecanismos.
Nas eleições europeias, mas sobretudo nas legislativas e nas autárquicas, partidos e candidatos não se pouparão a despesas, derretendo milhões em cartazes, festas, comícios e outras megaproduções. A que acrescem os serviços de jantares de vitela assada para milhares, mas em que só alguns (muito poucos) pagam. Há ainda a contratação de empresas de comunicação, encomendas de sondagens e todo um rol de custos inimagináveis e, sobretudo, ilimitados.
Apenas uma ínfima parcela destas despesas é suportada pelo Orçamento do Estado. A larguíssima maioria dos fundos que financiam este regabofe tem uma origem secreta e obscura. Assim convém aos diversos actores do sistema. Interessa aos partidos, que desta forma não têm de explicar ao eleitorado os compromissos mafiosos de que se tornam reféns. Favorece os angariadores de fundos, que dominam todo o circuito. São estes que lucram de forma escandalosa, acumulando fortunas obscenas, pois no processo de angariação retêm para si comissões que chegam a atingir valores de 40 por cento. Se em cada 100 mil euros arrecadados, apenas entregam ao partido 60 mil, facilmente se explica o seu enriquecimento meteórico.
Por fim, este esquema beneficia principalmente os doadores. O retorno do seu investimento é garantido, rápido e colossal; sob a forma de favores do Estado, à custa de recursos colectivos. A adjudicação de grandes obras públicas aos "amigalhaços" e as autorizações habituais de enormes aberrações urbanísticas constituem os exemplos mais comuns do monstruoso tráfico de influências a que se hipotecou o aparelho de Estado português.
O modelo vigente de financiamento partidário é um dos principais entraves ao desenvolvimento. Deve ser alterado, por imperativo ético e em defesa de uma democracia real, participativa e transparente, que ponha cobro ao vergonhoso circo em que vivemos. Enquanto isto durar, as forças ocultas que financiam os partidos continuarão a dominar os poderes incultos que os dirigem."
2009-02-18
"Com três eleições à porta, já se adivinham os milhões gastos em propaganda. Não vai haver crise nas campanhas eleitorais, pois no financiamento partidário nunca faltam meios nem financiadores. O que escasseia, e muito, é transparência nos seus mecanismos.
Nas eleições europeias, mas sobretudo nas legislativas e nas autárquicas, partidos e candidatos não se pouparão a despesas, derretendo milhões em cartazes, festas, comícios e outras megaproduções. A que acrescem os serviços de jantares de vitela assada para milhares, mas em que só alguns (muito poucos) pagam. Há ainda a contratação de empresas de comunicação, encomendas de sondagens e todo um rol de custos inimagináveis e, sobretudo, ilimitados.
Apenas uma ínfima parcela destas despesas é suportada pelo Orçamento do Estado. A larguíssima maioria dos fundos que financiam este regabofe tem uma origem secreta e obscura. Assim convém aos diversos actores do sistema. Interessa aos partidos, que desta forma não têm de explicar ao eleitorado os compromissos mafiosos de que se tornam reféns. Favorece os angariadores de fundos, que dominam todo o circuito. São estes que lucram de forma escandalosa, acumulando fortunas obscenas, pois no processo de angariação retêm para si comissões que chegam a atingir valores de 40 por cento. Se em cada 100 mil euros arrecadados, apenas entregam ao partido 60 mil, facilmente se explica o seu enriquecimento meteórico.
Por fim, este esquema beneficia principalmente os doadores. O retorno do seu investimento é garantido, rápido e colossal; sob a forma de favores do Estado, à custa de recursos colectivos. A adjudicação de grandes obras públicas aos "amigalhaços" e as autorizações habituais de enormes aberrações urbanísticas constituem os exemplos mais comuns do monstruoso tráfico de influências a que se hipotecou o aparelho de Estado português.
O modelo vigente de financiamento partidário é um dos principais entraves ao desenvolvimento. Deve ser alterado, por imperativo ético e em defesa de uma democracia real, participativa e transparente, que ponha cobro ao vergonhoso circo em que vivemos. Enquanto isto durar, as forças ocultas que financiam os partidos continuarão a dominar os poderes incultos que os dirigem."
A terra a quem a trabalha - Paulo Morais
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Paulo%20Morais
JN - 2009.03.04
O território, uma das nossas maiores riquezas, está votado ao abandono. Este é mais um sintoma do nosso subdesenvolvimento. Ou talvez uma das suas causas. Uma viagem pelo interior de Portugal dá-nos hoje uma visão deprimente. Não há praticamente emprego. Por regra, a Câmara Municipal local é o maior empregador, logo seguido do sector público administrativo do Estado, das instituições particulares de solidariedade social e pouco mais. E isto nas sedes do concelho. Porque as restantes localidades são habitadas por reformados, ex-emigrantes e beneficiários do rendimento mínimo, do subsídio de desemprego ou de subsídios do Ministério da Agricultura. A maioria das localidades já nem tem sequer viabilidade econónica.
A indústria é residual, porque longe dos grandes centros urbanos não se gera massa crítica que a justifique. E as actividades mais tradicionais, agricultura e pecuária, foram destruídas por políticas suicidas dos últimos trinta anos.
Aquando da revolução de Abril de 74, havia mais de trinta por cento da população activa no sector primário. Esta situação era insustentável e própria de uma agricultura de subsistência, que gerava fome e miséria. Centenas de milhar rumaram então às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, em busca de novas oportunidades.
Esperar-se-ia que os restantes se tornassem produtivos e ricos. Mas as políticas europeias, em particular a mais injusta de todas, a política agrícola comum (PAC), encarregou-se de destruir de vez a agricultura portuguesa. Com uma lógica de subsídios que pagavam e premiavam quem não produzia - a PAC condenou os agricultores à subsidiodependência, muitas das vezes à indigência, e desestruturou todo o território. A honrosa excepção foi a produção vitivinícola
O regresso aos campos é agora um imperativo. Um imperativo económico, já que um povo pobre não se pode dar ao luxo de esbanjar uma das suas maiores riquezas. Um imperativo social, pois só com uma agricultura, pecuária e silvicultura pujantes se reorganiza o território, se repovoa o interior e se dignifica a vida no mundo rural. E um imperativo moral, pois num mundo com biliões de famintos, não se podem desperdiçar os bens agrícolas, como actualmente acontece na Europa.
Para que se cumpra este desígnio, os agricultores têm de voltar a ser os verdadeiros donos da sua actividade. Devem poder produzir livremente, sem o jugo dos tecnocratas de Bruxelas ou dos seus lacaios de Lisboa.
JN - 2009.03.04
O território, uma das nossas maiores riquezas, está votado ao abandono. Este é mais um sintoma do nosso subdesenvolvimento. Ou talvez uma das suas causas. Uma viagem pelo interior de Portugal dá-nos hoje uma visão deprimente. Não há praticamente emprego. Por regra, a Câmara Municipal local é o maior empregador, logo seguido do sector público administrativo do Estado, das instituições particulares de solidariedade social e pouco mais. E isto nas sedes do concelho. Porque as restantes localidades são habitadas por reformados, ex-emigrantes e beneficiários do rendimento mínimo, do subsídio de desemprego ou de subsídios do Ministério da Agricultura. A maioria das localidades já nem tem sequer viabilidade econónica.
A indústria é residual, porque longe dos grandes centros urbanos não se gera massa crítica que a justifique. E as actividades mais tradicionais, agricultura e pecuária, foram destruídas por políticas suicidas dos últimos trinta anos.
Aquando da revolução de Abril de 74, havia mais de trinta por cento da população activa no sector primário. Esta situação era insustentável e própria de uma agricultura de subsistência, que gerava fome e miséria. Centenas de milhar rumaram então às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, em busca de novas oportunidades.
Esperar-se-ia que os restantes se tornassem produtivos e ricos. Mas as políticas europeias, em particular a mais injusta de todas, a política agrícola comum (PAC), encarregou-se de destruir de vez a agricultura portuguesa. Com uma lógica de subsídios que pagavam e premiavam quem não produzia - a PAC condenou os agricultores à subsidiodependência, muitas das vezes à indigência, e desestruturou todo o território. A honrosa excepção foi a produção vitivinícola
O regresso aos campos é agora um imperativo. Um imperativo económico, já que um povo pobre não se pode dar ao luxo de esbanjar uma das suas maiores riquezas. Um imperativo social, pois só com uma agricultura, pecuária e silvicultura pujantes se reorganiza o território, se repovoa o interior e se dignifica a vida no mundo rural. E um imperativo moral, pois num mundo com biliões de famintos, não se podem desperdiçar os bens agrícolas, como actualmente acontece na Europa.
Para que se cumpra este desígnio, os agricultores têm de voltar a ser os verdadeiros donos da sua actividade. Devem poder produzir livremente, sem o jugo dos tecnocratas de Bruxelas ou dos seus lacaios de Lisboa.
Gestores públicos têm de identificar riscos de corrupção
JN - 2009.03.05
13h03m
Mais de 500 gestores públicos vão ter 30 dias para responder a um inquérito sobre prevenção da corrupção, que os responsabilizará no futuro por eventuais ilícitos, disse à Lusa o secretário-geral do Conselho de Prevenção da Corrupção.
"O Conselho de Prevenção da Corrupção aprovou uma deliberação estrutural que reconhece e recomenda que todos os gestores de dinheiros e de património públicos devem analisar as suas organizações, identificar os eventuais riscos de corrupção e prever medidas que possam reduzir ou eliminar a sua ocorrência", afirmou José Tavares.
Esta decisão resultou da reunião do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), realizada quarta-feira no Tribunal de Contas, acrescenta o director-geral do Tribunal de Contas, José Tavares, que, por inerência, é secretário-geral do CPC.
Para ajudar, o CPC definiu à partida "duas áreas" de maior risco de corrupção, como a contratação pública e a concessão de benefícios públicos. É sobre estas áreas que incidem as questões do inquérito que o CPC "tentará enviar durante a próxima semana", informou José Tavares.
O secretário-geral considera que o pedido aos gestores públicos de informação sobre os riscos e as medidas de prevenção de corrupção é da "maior importância", porque permite "responsabilizar os gestores públicos".
Isto porque, a acontecer alguma situação de corrupção haverá "culpa agravada" daqueles responsáveis, adiantou.
Terão de responder ao inquérito gestores dos serviços das administrações Central, Regional e Local, sendo "mais de 500", prevê o secretário-geral do CPC.
O sector empresarial do Estado e os organismos de direito privado que gerem dinheiros públicos ficam para uma segunda fase, garante.
Depois de recolhidas as respostas, o que terá de acontecer em 30 dias, o CPC fará uma análise das mesmas, estando previstas visitas aos serviços do Estado por membros do CPC para verificar se as respostas correspondem à prática do dia-a-dia dos serviços.
"O CPC vai visitar as entidades inquiridas para se inteirar da aplicação prática das medidas referidas nas respostas", disse o secretário-geral do CPC, José Tavares.
Do questionário a que os serviços do Estado terão de responder fazem parte perguntas como o montante global das empreitadas adjudicadas nos últimos três anos e o detalhe de todo o processo de adjudicação (quem faz, como faz, os regulamentos), entre outros aspectos abordados.
O secretário-geral garante que os resultados deste processo serão publicados.
Na reunião de quarta-feira ficou igualmente decidido que o CPC irá ouvir personalidades de reconhecido mérito na área da corrupção.
No encontro de quarta-feira, o professor de ciências políticas, Luís de Sousa, foi o especialista ouvido.
Em declarações à Lusa, o professor do ISCTE defendeu que a "melhoria no acesso à informação qualitativa sobre o fenómeno da corrupção" é essencial para o sucesso do combate.
Questionado sobre se a corrupção está a aumentar ou se há antes mais conhecimento dos casos, o especialista respondeu que acontece "um pouco das duas coisas".
O professor admitiu que os casos de corrupção dos dias de hoje são "mais complexos", devido ao efeito de uma "economia mais globalizada, ao recurso a mecanismos mais complexos, como off-shores, e à existência de áreas mais complexas de decisão no Estado".
Luís de Sousa considerou ainda que "há um interesse cada vez maior da opinião pública" sobre estas matérias, até em resultado do aumento dos níveis de literacia da população e desenlace de alguns casos a nível internacional há uns anos atrás.
13h03m
Mais de 500 gestores públicos vão ter 30 dias para responder a um inquérito sobre prevenção da corrupção, que os responsabilizará no futuro por eventuais ilícitos, disse à Lusa o secretário-geral do Conselho de Prevenção da Corrupção.
"O Conselho de Prevenção da Corrupção aprovou uma deliberação estrutural que reconhece e recomenda que todos os gestores de dinheiros e de património públicos devem analisar as suas organizações, identificar os eventuais riscos de corrupção e prever medidas que possam reduzir ou eliminar a sua ocorrência", afirmou José Tavares.
Esta decisão resultou da reunião do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), realizada quarta-feira no Tribunal de Contas, acrescenta o director-geral do Tribunal de Contas, José Tavares, que, por inerência, é secretário-geral do CPC.
Para ajudar, o CPC definiu à partida "duas áreas" de maior risco de corrupção, como a contratação pública e a concessão de benefícios públicos. É sobre estas áreas que incidem as questões do inquérito que o CPC "tentará enviar durante a próxima semana", informou José Tavares.
O secretário-geral considera que o pedido aos gestores públicos de informação sobre os riscos e as medidas de prevenção de corrupção é da "maior importância", porque permite "responsabilizar os gestores públicos".
Isto porque, a acontecer alguma situação de corrupção haverá "culpa agravada" daqueles responsáveis, adiantou.
Terão de responder ao inquérito gestores dos serviços das administrações Central, Regional e Local, sendo "mais de 500", prevê o secretário-geral do CPC.
O sector empresarial do Estado e os organismos de direito privado que gerem dinheiros públicos ficam para uma segunda fase, garante.
Depois de recolhidas as respostas, o que terá de acontecer em 30 dias, o CPC fará uma análise das mesmas, estando previstas visitas aos serviços do Estado por membros do CPC para verificar se as respostas correspondem à prática do dia-a-dia dos serviços.
"O CPC vai visitar as entidades inquiridas para se inteirar da aplicação prática das medidas referidas nas respostas", disse o secretário-geral do CPC, José Tavares.
Do questionário a que os serviços do Estado terão de responder fazem parte perguntas como o montante global das empreitadas adjudicadas nos últimos três anos e o detalhe de todo o processo de adjudicação (quem faz, como faz, os regulamentos), entre outros aspectos abordados.
O secretário-geral garante que os resultados deste processo serão publicados.
Na reunião de quarta-feira ficou igualmente decidido que o CPC irá ouvir personalidades de reconhecido mérito na área da corrupção.
No encontro de quarta-feira, o professor de ciências políticas, Luís de Sousa, foi o especialista ouvido.
Em declarações à Lusa, o professor do ISCTE defendeu que a "melhoria no acesso à informação qualitativa sobre o fenómeno da corrupção" é essencial para o sucesso do combate.
Questionado sobre se a corrupção está a aumentar ou se há antes mais conhecimento dos casos, o especialista respondeu que acontece "um pouco das duas coisas".
O professor admitiu que os casos de corrupção dos dias de hoje são "mais complexos", devido ao efeito de uma "economia mais globalizada, ao recurso a mecanismos mais complexos, como off-shores, e à existência de áreas mais complexas de decisão no Estado".
Luís de Sousa considerou ainda que "há um interesse cada vez maior da opinião pública" sobre estas matérias, até em resultado do aumento dos níveis de literacia da população e desenlace de alguns casos a nível internacional há uns anos atrás.
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criminalidade,
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Juros ingleses ao nível mais baixo de sempre
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1160921
JN - 2009.03.05
O Banco Central de Inglaterra anunciou hoje um corte de meio ponto da sua principal taxa directora, para 0,50 %, um mínimo desde que a instituição foi criada em 1694.
O corte saiu em linha com a previsão média dos 60 analistas consultados pela agência noticiosa Bloomberg.
É o sexto corte consecutivo decidido pelos responsáveis da política monetária do Reino Unido para fazer face ao agravamento da crise financeira e económica mundial que atinge de forma particularmente dura a economia britânica.
O BoE tinha cortado a sua principal taxa directora em meio ponto em Outubro, num ponto e meio em Novembro, num ponto em Dezembro e em mais meio ponto em Janeiro e em Fevereiro.
As taxas britânicas acompanham assim as taxas japonesas e norte-americanas, próximas de zero, a 0,10 por cento para as primeiras, e num intervalo de 0 a 0,25 por cento para as segundas.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido contraiu-se 1,5 por cento no quarto trimestre, face ao terceiro em que recuara 0,7 por cento, fazendo entrar oficialmente o país em recessão.
JN - 2009.03.05
O Banco Central de Inglaterra anunciou hoje um corte de meio ponto da sua principal taxa directora, para 0,50 %, um mínimo desde que a instituição foi criada em 1694.
O corte saiu em linha com a previsão média dos 60 analistas consultados pela agência noticiosa Bloomberg.
É o sexto corte consecutivo decidido pelos responsáveis da política monetária do Reino Unido para fazer face ao agravamento da crise financeira e económica mundial que atinge de forma particularmente dura a economia britânica.
O BoE tinha cortado a sua principal taxa directora em meio ponto em Outubro, num ponto e meio em Novembro, num ponto em Dezembro e em mais meio ponto em Janeiro e em Fevereiro.
As taxas britânicas acompanham assim as taxas japonesas e norte-americanas, próximas de zero, a 0,10 por cento para as primeiras, e num intervalo de 0 a 0,25 por cento para as segundas.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido contraiu-se 1,5 por cento no quarto trimestre, face ao terceiro em que recuara 0,7 por cento, fazendo entrar oficialmente o país em recessão.
...desmoronamento do Arquivo Histórico de Colónia
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9392645.html
03 de Março de 2009, 21:44
Berlim, 03 Mar (Lusa) - As equipas de resgate continuam a procurar três pessoas que se encontram desaparecidas em consequência do desmoronamento, hoje, do Arquivo Histórico da Colónia e de dois edifícios próximos, informou a polícia.
O paradeiro de outras seis pessoas, que estavam dadas como desaparecidas, foi entretanto esclarecido.
Se as três pessoas que estão a ser procuradas se encontrarem entre os escombros, as possibilidades de saírem com vida são escassas, considera a polícia.
Os empregados do arquivo e as pessoas que estavam a consultar documentos conseguiram salvar-se porque ouviram um ruído que anunciava o desmoronamento e fugiram para a rua.
Pensa-se que o desmoronamento do edifício se ficou a dever às obras de ampliação da linha do metro de Colónia.
Alguns funcionários do arquivo disseram ter alertado há semanas para o aparecimento de fendas.
O Arquivo Histórico de Colónia continha documentos com mais de mil anos de História e recentemente tinha recebido o legado completo do Prémio Nobel da Literatura de 1972, Heinrich Boll.
A "memória" da cidade renana - como era conhecido o edifício de la Severinstrasse - continha 65 mil actas, a mais antiga do ano 922, 104.00 mapas e planos, 50 mil cartazes e cerca de meio milhão de fotografias.
Tinha ainda 780 legados e colecções, designadamente o de Boll, comprado pela cidade de Colónia à família do escritor o mês passado.
O legado de Boll continha 6.400 manuscritos, além de cartas e documentos.
O Arquivo Histórico era considerado como um dos maiores arquivos municipais a Norte dos Alpes.
Em declarações à imprensa alemã, funcionários do arquivo admitiram que as perdas causadas podem ser mais valiosas do que as registadas no incêndio da biblioteca Anna Amalia de Weimar.
"Estamos a falar de 18 quilómetros de estantes que continham documentos do mais alto valor a nível europeu", disse Eberhard Illner, um homem que durante muitos anos trabalhou no arquivo, à emisssora Deutschland Radio.
TM.
Lusa/Fim
03 de Março de 2009, 21:44
Berlim, 03 Mar (Lusa) - As equipas de resgate continuam a procurar três pessoas que se encontram desaparecidas em consequência do desmoronamento, hoje, do Arquivo Histórico da Colónia e de dois edifícios próximos, informou a polícia.
O paradeiro de outras seis pessoas, que estavam dadas como desaparecidas, foi entretanto esclarecido.
Se as três pessoas que estão a ser procuradas se encontrarem entre os escombros, as possibilidades de saírem com vida são escassas, considera a polícia.
Os empregados do arquivo e as pessoas que estavam a consultar documentos conseguiram salvar-se porque ouviram um ruído que anunciava o desmoronamento e fugiram para a rua.
Pensa-se que o desmoronamento do edifício se ficou a dever às obras de ampliação da linha do metro de Colónia.
Alguns funcionários do arquivo disseram ter alertado há semanas para o aparecimento de fendas.
O Arquivo Histórico de Colónia continha documentos com mais de mil anos de História e recentemente tinha recebido o legado completo do Prémio Nobel da Literatura de 1972, Heinrich Boll.
A "memória" da cidade renana - como era conhecido o edifício de la Severinstrasse - continha 65 mil actas, a mais antiga do ano 922, 104.00 mapas e planos, 50 mil cartazes e cerca de meio milhão de fotografias.
Tinha ainda 780 legados e colecções, designadamente o de Boll, comprado pela cidade de Colónia à família do escritor o mês passado.
O legado de Boll continha 6.400 manuscritos, além de cartas e documentos.
O Arquivo Histórico era considerado como um dos maiores arquivos municipais a Norte dos Alpes.
Em declarações à imprensa alemã, funcionários do arquivo admitiram que as perdas causadas podem ser mais valiosas do que as registadas no incêndio da biblioteca Anna Amalia de Weimar.
"Estamos a falar de 18 quilómetros de estantes que continham documentos do mais alto valor a nível europeu", disse Eberhard Illner, um homem que durante muitos anos trabalhou no arquivo, à emisssora Deutschland Radio.
TM.
Lusa/Fim
Natureza: Quase 25 por cento das espécies de antílopes em risco de extinção
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9393027.html
04 de Março de 2009, 01:15
Genebra, 04 Mar (Lusa) - Quase 25 por cento de todas as espécies de antílopes estão em risco de extinção, com cinco delas em maior perigo e uma que já desapareceu do seu meio natural apesar dos esforços para recuperá-la.
Um dos antílopes mais ameaçados em África é o Hirola, cuja população, em cativeiro, diminuiu entre 85 e 90 por cento desde 1980, segundo os novos dados da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.
As estatísticas, divulgadas na terça-feira, revelam que o Duiker de Ader, que se encontra na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e numa pequena área do Quénia, é o antílope que corre maior perigo a nível mundial, com uma quebra de cinco mil exemplares em 1983 para 640 em 1999, ano a que remontam as últimas informações sobre a população deste mamífero.
A redução e a deterioração da qualidade do seu "habitat", devido ao abate clandestino de árvores e caça, explicam a diminuição drástica da espécie.
A Gazela Dama, a maior das gazelas, segue o mesmo caminho... até ao seu desaparecimento do meio natural, com uma redução em 80 por cento da sua população.
Na Ásia, o antílope mais ameaçado é o Saiga, já que, além da redução do seu número, foram encontrados problemas que indicam a possibiliade de colapso reprodutivo, pelo que a Rússia, onde vive esta espécie, está a equacionar a possibilidade de expandir e criar novas áreas protegidas.
A União Internacional para a Conservação na Natureza defende igualmente a proibição do comércio da sua carne e dos chifres.
A quinta espécie de antílope em maior perigo é o Addax do deserto do Sara, do qual se estima que existam 300 exemplares, a maioria no Níger.
Da lista fazem igualmente parte mais nove espécies ameaçadas e outras tantas vulneráveis.
A espécie que já desapareceu do seu meio selvagem é o Oryx, ainda que haja alguns milhares de exemplares em cativeiro e tenham sido lançados projectos para os reintroduzir na natureza no Senegal, Marrocos e na Tunísia.
A Índia também é destacada pelos seus esforços efectivos na preservação dos antílopes.
ER.
Lusa/Fim
04 de Março de 2009, 01:15
Genebra, 04 Mar (Lusa) - Quase 25 por cento de todas as espécies de antílopes estão em risco de extinção, com cinco delas em maior perigo e uma que já desapareceu do seu meio natural apesar dos esforços para recuperá-la.
Um dos antílopes mais ameaçados em África é o Hirola, cuja população, em cativeiro, diminuiu entre 85 e 90 por cento desde 1980, segundo os novos dados da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.
As estatísticas, divulgadas na terça-feira, revelam que o Duiker de Ader, que se encontra na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e numa pequena área do Quénia, é o antílope que corre maior perigo a nível mundial, com uma quebra de cinco mil exemplares em 1983 para 640 em 1999, ano a que remontam as últimas informações sobre a população deste mamífero.
A redução e a deterioração da qualidade do seu "habitat", devido ao abate clandestino de árvores e caça, explicam a diminuição drástica da espécie.
A Gazela Dama, a maior das gazelas, segue o mesmo caminho... até ao seu desaparecimento do meio natural, com uma redução em 80 por cento da sua população.
Na Ásia, o antílope mais ameaçado é o Saiga, já que, além da redução do seu número, foram encontrados problemas que indicam a possibiliade de colapso reprodutivo, pelo que a Rússia, onde vive esta espécie, está a equacionar a possibilidade de expandir e criar novas áreas protegidas.
A União Internacional para a Conservação na Natureza defende igualmente a proibição do comércio da sua carne e dos chifres.
A quinta espécie de antílope em maior perigo é o Addax do deserto do Sara, do qual se estima que existam 300 exemplares, a maioria no Níger.
Da lista fazem igualmente parte mais nove espécies ameaçadas e outras tantas vulneráveis.
A espécie que já desapareceu do seu meio selvagem é o Oryx, ainda que haja alguns milhares de exemplares em cativeiro e tenham sido lançados projectos para os reintroduzir na natureza no Senegal, Marrocos e na Tunísia.
A Índia também é destacada pelos seus esforços efectivos na preservação dos antílopes.
ER.
Lusa/Fim
Arte: Cruzeiro Seixas expõe cerca de 40 pinturas e desenhos em Lisboa
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9394323.html
04 de Março de 2009, 14:17
Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Cerca de 40 pinturas e desenhos de Cruzeiro Seixas, figura importante do Surrealismo português, vão estar expostos a partir de quinta-feira na Galeria São Mamede, em Lisboa, numa mostra intitulada "Homenagem a Júlio Reis Pereira".
A mostra, que estará patente até 02 de Abril, abrange obras criadas pelo artista desde os anos 1940 até à actualidade.
Fundador do grupo "Os Surrealistas" Portugal - com Mário Cesariny, falecido em 2006, e Fernando José Francisco, falecido no início deste ano - Artur Cruzeiro Seixas continua em actividade aos 88 anos, tendo realizado recentemente duas exposições individuais em Amarante e em Ermesinde.
Considerado um dos maiores expoentes do Surrealismo português, expõe desde os anos 40 e está representado em muitas colecções particulares e museus em Portugal, nomeadamente o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
Entre 1969 a 1974, Cruzeiro Seixas foi também director artístico da Galeria São Mamede, onde apoiou o lançamento de artistas como Paula Rêgo, Mário Botas, Raúl Perez, António Areal, Cesariny e Júlio (Reis Pereira), que nesta exposição é homenageado.
O Maniesto do Surrealismo, publicado em 1924 pelo escritor francês André Breton, deu origem a um novo modo de encarar a arte, estabelecendo os princípios surrealistas que viriam a influenciar muitos artistas a nível mundial, e que passavam pela adopção de uma realidade superior, a recusa do controlo da lógica, da razão, da moral e da estética na criação artística.
Cruzeiro Seixas, um dos motores do movimento em Portugal, continua a expor não só em espaços culturais do país mas também no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos e na Bélgica.
Em Amarante, foi convidado no ano passado a expor no museu de Amadeo de Souza-Cardoso, onde aproveitou para realizar um projecto artístico antigo: um décor surrealista com quadros suspensos em movimento.
Em Lisboa, em 2006, participou na Galeria Perve com Cesariny e Fernando José Francisco na última exposição conjunta dos fundadores de "Os Surrealistas" em Portugal.
AG.
Lusa/Fim
04 de Março de 2009, 14:17
Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Cerca de 40 pinturas e desenhos de Cruzeiro Seixas, figura importante do Surrealismo português, vão estar expostos a partir de quinta-feira na Galeria São Mamede, em Lisboa, numa mostra intitulada "Homenagem a Júlio Reis Pereira".
A mostra, que estará patente até 02 de Abril, abrange obras criadas pelo artista desde os anos 1940 até à actualidade.
Fundador do grupo "Os Surrealistas" Portugal - com Mário Cesariny, falecido em 2006, e Fernando José Francisco, falecido no início deste ano - Artur Cruzeiro Seixas continua em actividade aos 88 anos, tendo realizado recentemente duas exposições individuais em Amarante e em Ermesinde.
Considerado um dos maiores expoentes do Surrealismo português, expõe desde os anos 40 e está representado em muitas colecções particulares e museus em Portugal, nomeadamente o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
Entre 1969 a 1974, Cruzeiro Seixas foi também director artístico da Galeria São Mamede, onde apoiou o lançamento de artistas como Paula Rêgo, Mário Botas, Raúl Perez, António Areal, Cesariny e Júlio (Reis Pereira), que nesta exposição é homenageado.
O Maniesto do Surrealismo, publicado em 1924 pelo escritor francês André Breton, deu origem a um novo modo de encarar a arte, estabelecendo os princípios surrealistas que viriam a influenciar muitos artistas a nível mundial, e que passavam pela adopção de uma realidade superior, a recusa do controlo da lógica, da razão, da moral e da estética na criação artística.
Cruzeiro Seixas, um dos motores do movimento em Portugal, continua a expor não só em espaços culturais do país mas também no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos e na Bélgica.
Em Amarante, foi convidado no ano passado a expor no museu de Amadeo de Souza-Cardoso, onde aproveitou para realizar um projecto artístico antigo: um décor surrealista com quadros suspensos em movimento.
Em Lisboa, em 2006, participou na Galeria Perve com Cesariny e Fernando José Francisco na última exposição conjunta dos fundadores de "Os Surrealistas" em Portugal.
AG.
Lusa/Fim
Asteróide “rasou” a Terra
http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=14784395#toolbar
Sentido das Letras / Copyright 2008 - 3/4/2009 9:46 PM
"Um asteróide com 30 a 40 metros de diâmetro, passou no início desta semana a 60 mil quilómetros a sueste do Pacífico. Segundo os cientistas nenhum objecto desse tamanho foi alguma vez observado tão perto do nosso planeta e por pouco não atingiu a Terra na sua trajectória.
A passagem do DD45 deixou espantada a comunidade científica pela proximidade da trajectória - sete vezes mais perto da Terra do que a Lua.
O 2009/DD45 é o primeiro asteróide que mais se aproximou da Terra desde 1973 e é semelhante àquele que arrasou cerca de 2.000 quilómetros quadrados de bosque na Sibéria no ano de 1908.
O objecto foi detectado na passada sexta-feira por Rob McNaught, do observatório australiano de Siding Spring. Segundo o cientista por pouco o asteróide não atingiu a Terra.
De acordo com o especialista, cerca de mil asteróides estão classificados como potencialmente perigosos para a Terra. A probabilidade de que um meteorito de mais de um quilómetro de diâmetro colida com o nosso planeta é de um em milhões de anos. Mas a possibilidade de um corpo de menos tamanho e capaz de destruir uma cidade inteira é de um em apenas algumas centenas de anos."
Sentido das Letras / Copyright 2008 - 3/4/2009 9:46 PM
"Um asteróide com 30 a 40 metros de diâmetro, passou no início desta semana a 60 mil quilómetros a sueste do Pacífico. Segundo os cientistas nenhum objecto desse tamanho foi alguma vez observado tão perto do nosso planeta e por pouco não atingiu a Terra na sua trajectória.
A passagem do DD45 deixou espantada a comunidade científica pela proximidade da trajectória - sete vezes mais perto da Terra do que a Lua.
O 2009/DD45 é o primeiro asteróide que mais se aproximou da Terra desde 1973 e é semelhante àquele que arrasou cerca de 2.000 quilómetros quadrados de bosque na Sibéria no ano de 1908.
O objecto foi detectado na passada sexta-feira por Rob McNaught, do observatório australiano de Siding Spring. Segundo o cientista por pouco o asteróide não atingiu a Terra.
De acordo com o especialista, cerca de mil asteróides estão classificados como potencialmente perigosos para a Terra. A probabilidade de que um meteorito de mais de um quilómetro de diâmetro colida com o nosso planeta é de um em milhões de anos. Mas a possibilidade de um corpo de menos tamanho e capaz de destruir uma cidade inteira é de um em apenas algumas centenas de anos."
quarta-feira, 4 de março de 2009
Manuel António Pina "CRÓNICA INDECENTE"
JN 2009.03.04
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
"O"Diário Económico" noticiou ontem que a PJ e o Ministério Público fizeram buscas nas instalações do ME relacionadas com o negócio do Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues com João Pedroso, ex-membro do Conselho Superior de Magistratura, de onde saiu para defender o irmão, Paulo Pedroso, acusado (mas não pronunciado) por vários crimes de abuso sexual de menores no âmbito da "cabala" da Casa Pia e anunciado candidato do PS à Câmara de Almada.
Um jornal, uma notícia (provavelmente uma violação do segredo de justiça; faça-se o inquérito e proceda-se em conformidade), e polícias e magistrados juntos e ao vivo: os tenebrosos "poderes ocultos" atacam novamente. E, no entanto, um contrato não cumprido mas pago; depois, novo contrato de novo não cumprido e de novo pago; e, finalmente, a devolução pelo incumpridor, em 12 suaves prestações mensais, de… metade dos 288 mil euros entretanto recebidos pelo trabalho que não fez, é tudo o que há de mais transparente. Houvesse decência na vida democrática portuguesa e os jornais não falariam de coisas destas nem um indecente como eu escreveria uma crónica."
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
"O"Diário Económico" noticiou ontem que a PJ e o Ministério Público fizeram buscas nas instalações do ME relacionadas com o negócio do Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues com João Pedroso, ex-membro do Conselho Superior de Magistratura, de onde saiu para defender o irmão, Paulo Pedroso, acusado (mas não pronunciado) por vários crimes de abuso sexual de menores no âmbito da "cabala" da Casa Pia e anunciado candidato do PS à Câmara de Almada.
Um jornal, uma notícia (provavelmente uma violação do segredo de justiça; faça-se o inquérito e proceda-se em conformidade), e polícias e magistrados juntos e ao vivo: os tenebrosos "poderes ocultos" atacam novamente. E, no entanto, um contrato não cumprido mas pago; depois, novo contrato de novo não cumprido e de novo pago; e, finalmente, a devolução pelo incumpridor, em 12 suaves prestações mensais, de… metade dos 288 mil euros entretanto recebidos pelo trabalho que não fez, é tudo o que há de mais transparente. Houvesse decência na vida democrática portuguesa e os jornais não falariam de coisas destas nem um indecente como eu escreveria uma crónica."
A Justiça Criminosa - Clara Ferreira Alves (Expresso 20/10/2007)
http://uemeai.wordpress.com/2007/10/22/a-justica-criminosa/
«Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são «abafadas», como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa e Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Bragaparques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo «normal» e encolhem os ombros. Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente «importante» estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente «importante», jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os «senhores importantes» que abusaram, abusavam, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.»
«Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças»
Clara Ferreira Alves, Única, Expresso, 20-Out-2007
«Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são «abafadas», como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa e Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Bragaparques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo «normal» e encolhem os ombros. Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente «importante» estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente «importante», jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os «senhores importantes» que abusaram, abusavam, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.»
«Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças»
Clara Ferreira Alves, Única, Expresso, 20-Out-2007
Ambiente: Nova sede da Quercus vai ser exemplo construção ecológica
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9385788.html
02 de Março de 2009, 13:07
Lisboa, 02 Mar (Lusa) - Mostrar que é possível construir com respeito pelo ambiente, fazendo o aproveitamento máximo de todos os recursos naturais e reciclando a maioria dos resíduos produzidos, é o objectivo principal do Edifício Verde, a próxima sede nacional da Quercus.
O projecto, apresentado hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, irá ocupar a antiga estação de comboios de Sacavém e, como explicou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus), pretende ser um espaço demonstrativo de construção sustentável.
"Num momento em que se fala muito da necessidade de economia de recursos, economia de energia e economia também do próprio funcionamento dos espaços, o projecto Edifico Verde tem um grande objectivo na área da demonstração de que é possível nós termos menores consumos de energia no funcionamento dos edifícios", explicou Hélder Spínola.
De acordo com o presidente da associação ambientalista, o respeito pelo ambiente passa pela utilização de materiais viáveis do ponto de vista económico, mas ao mesmo tempo que reduzam a pegada ecológica com custos ambientais mais baixos, e passa igualmente por uma escolha "muito criteriosa" das soluções a aplicar para reduzir o consumo de água, reaproveitar águas residuais ou fazer uma "gestão adequada" dos resíduos produzidos.
Em termos ambientais, o objectivo é que o edifício seja "autónomo em termos energéticos e ter um aproveitamento da água utilizada para fins não potáveis.
"Pretende-se também reutilizar ou reciclar mais de 90 por cento dos resíduos que são ali produzidos, quer do ponto de vista de desenvolvimento da obra, quer do ponto de vista do funcionamento do edifício", adiantou Hélder Spínola.
Das contas que a Quercus já fez, o projecto poderá custar perto de um milhão de euros, valor a repartir pelos vários parceiros que a associação ambientalista espera conseguir envolver na obra.
Para já, o edifício, a antiga estação de comboios, foi cedido pela Refer, o projecto de arquitectura foi desenvolvido pela ARX Portugal Arquitectos e nas mãos do Grupo SGS Portugal ficou a responsabilidade da certificação da sustentabilidade da construção da futura sede da Quercus, não havendo ainda empresa que assuma as obras de reconstrução.
SV.
Lusa/fim
02 de Março de 2009, 13:07
Lisboa, 02 Mar (Lusa) - Mostrar que é possível construir com respeito pelo ambiente, fazendo o aproveitamento máximo de todos os recursos naturais e reciclando a maioria dos resíduos produzidos, é o objectivo principal do Edifício Verde, a próxima sede nacional da Quercus.
O projecto, apresentado hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, irá ocupar a antiga estação de comboios de Sacavém e, como explicou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus), pretende ser um espaço demonstrativo de construção sustentável.
"Num momento em que se fala muito da necessidade de economia de recursos, economia de energia e economia também do próprio funcionamento dos espaços, o projecto Edifico Verde tem um grande objectivo na área da demonstração de que é possível nós termos menores consumos de energia no funcionamento dos edifícios", explicou Hélder Spínola.
De acordo com o presidente da associação ambientalista, o respeito pelo ambiente passa pela utilização de materiais viáveis do ponto de vista económico, mas ao mesmo tempo que reduzam a pegada ecológica com custos ambientais mais baixos, e passa igualmente por uma escolha "muito criteriosa" das soluções a aplicar para reduzir o consumo de água, reaproveitar águas residuais ou fazer uma "gestão adequada" dos resíduos produzidos.
Em termos ambientais, o objectivo é que o edifício seja "autónomo em termos energéticos e ter um aproveitamento da água utilizada para fins não potáveis.
"Pretende-se também reutilizar ou reciclar mais de 90 por cento dos resíduos que são ali produzidos, quer do ponto de vista de desenvolvimento da obra, quer do ponto de vista do funcionamento do edifício", adiantou Hélder Spínola.
Das contas que a Quercus já fez, o projecto poderá custar perto de um milhão de euros, valor a repartir pelos vários parceiros que a associação ambientalista espera conseguir envolver na obra.
Para já, o edifício, a antiga estação de comboios, foi cedido pela Refer, o projecto de arquitectura foi desenvolvido pela ARX Portugal Arquitectos e nas mãos do Grupo SGS Portugal ficou a responsabilidade da certificação da sustentabilidade da construção da futura sede da Quercus, não havendo ainda empresa que assuma as obras de reconstrução.
SV.
Lusa/fim
Viana: Cidade classificada como "Meca da Arquitectura" por revista britânica da especialidade
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9387555.html
02 de Março de 2009, 19:34
Viana do Castelo, 02 Mar (Lusa) - A revista londrina Wallpaper classificou a cidade de Viana do Castelo como uma "Meca da Arquitectura", pela sua "colecção de edifícios", de que se destaca a nova Biblioteca Municipal, assinada por Siza Vieira, informou hoje fonte camarária.
Segundo a fonte, daquela "colecção" faz ainda parte a Praça da Liberdade, desenhada por Fernando Távora, o "inovador" Hotel Axis e o futuro Coliseu de Souto Moura.
"Uma cidade marítima portuguesa está a ser transformada numa Meca da Arquitectura, com uma colecção de edifícios ao gosto de Fernando Távora, e agora a chegada de um hotel inovador em pilha", escreve a Wallpaper.
Acrescenta que os edifícios são "fonte de orgulho municipal", com destaque para a nova Biblioteca Municipal, desenhada em betão branco por Álvaro Siza.
"A Biblioteca domina uma praça planeada por Fernando Távora - mentor de Siza Vieira e fundador da Escola do Porto", refere ainda a revista, fazendo também referência aos "dois edifícios ambiciosos" situados na Praça da Liberdade.
Num texto ilustrado com imagens de Dan Holdsworth, a revista fala da praça de arquitectura "cinco estrelas", que ficará completa com o Coliseu, um pavilhão multiusos com risco de Eduardo Souto Moura. "Este terá como característica uma caixa de alumínio em cima de uma estrutura leve, o que enfatiza a natureza etérea da visão de Távora sobre esta parte da cidade", lê-se na revista.
A fonte camarária sublinha que a Wallpaper é "uma referência incontornável" do design, arquitectura, moda e estilos de vida.
Além das obras destacadas na revista, a fonte lembra que a cidade de Viana do Castelo possui vários outros edifícios de grandes arquitectos, como a Pousada da Juventude de Carrilho da Graça (recentemente galardoado com o Prémio Pessoa), e a Biblioteca da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e o auditório Lima de Carvalho, ambos de Fernando Távora.
Há também o edifício de entrada da Citânia de Santa Luzia e o conjunto habitacional da Rua João Alves Cerqueira, da arquitecta Paula Santos.
Da "Meca da Arquitectura", acrescenta a fonte municipal, constam ainda o conjunto habitacional do antigo mercado (Alves Costa e Sérgio Fernandez) a Praça da República (Viana de Lima), o Hospital (Chorão Ramalho), a Casa Grande da Rua Mateus Barbosa (Nazoni) e o templo de Santa Luzia (Ventura Terra).VCP.
Lusa/fim
02 de Março de 2009, 19:34
Viana do Castelo, 02 Mar (Lusa) - A revista londrina Wallpaper classificou a cidade de Viana do Castelo como uma "Meca da Arquitectura", pela sua "colecção de edifícios", de que se destaca a nova Biblioteca Municipal, assinada por Siza Vieira, informou hoje fonte camarária.
Segundo a fonte, daquela "colecção" faz ainda parte a Praça da Liberdade, desenhada por Fernando Távora, o "inovador" Hotel Axis e o futuro Coliseu de Souto Moura.
"Uma cidade marítima portuguesa está a ser transformada numa Meca da Arquitectura, com uma colecção de edifícios ao gosto de Fernando Távora, e agora a chegada de um hotel inovador em pilha", escreve a Wallpaper.
Acrescenta que os edifícios são "fonte de orgulho municipal", com destaque para a nova Biblioteca Municipal, desenhada em betão branco por Álvaro Siza.
"A Biblioteca domina uma praça planeada por Fernando Távora - mentor de Siza Vieira e fundador da Escola do Porto", refere ainda a revista, fazendo também referência aos "dois edifícios ambiciosos" situados na Praça da Liberdade.
Num texto ilustrado com imagens de Dan Holdsworth, a revista fala da praça de arquitectura "cinco estrelas", que ficará completa com o Coliseu, um pavilhão multiusos com risco de Eduardo Souto Moura. "Este terá como característica uma caixa de alumínio em cima de uma estrutura leve, o que enfatiza a natureza etérea da visão de Távora sobre esta parte da cidade", lê-se na revista.
A fonte camarária sublinha que a Wallpaper é "uma referência incontornável" do design, arquitectura, moda e estilos de vida.
Além das obras destacadas na revista, a fonte lembra que a cidade de Viana do Castelo possui vários outros edifícios de grandes arquitectos, como a Pousada da Juventude de Carrilho da Graça (recentemente galardoado com o Prémio Pessoa), e a Biblioteca da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e o auditório Lima de Carvalho, ambos de Fernando Távora.
Há também o edifício de entrada da Citânia de Santa Luzia e o conjunto habitacional da Rua João Alves Cerqueira, da arquitecta Paula Santos.
Da "Meca da Arquitectura", acrescenta a fonte municipal, constam ainda o conjunto habitacional do antigo mercado (Alves Costa e Sérgio Fernandez) a Praça da República (Viana de Lima), o Hospital (Chorão Ramalho), a Casa Grande da Rua Mateus Barbosa (Nazoni) e o templo de Santa Luzia (Ventura Terra).VCP.
Lusa/fim
terça-feira, 3 de março de 2009
Em Portugal!...Águia-imperial morta a tiro
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1158505
00h30m
"O macho do único casal de águia-imperial que nidificou em Portugal no ano passado foi encontrado morto junto ao ninho. A ave foi atingida por chumbos de caçadeira, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que vai apresentar queixa no Ministério Público e já notificou o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR.
O ninho do animal fica na área do Vale do Guadiana, "numa zona abrangida por uma zona de caça associativa", refere o ICNB em comunicado. A morte terá ocorrido entre 21 e 23 de Fevereiro, resultante de um acto que configura "contra-ordenação ambiental muito grave", segundo o Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Ainda de acordo com o instituto, a cria do casal já abandonara o ninho.
A águia-imperial (aquila adalberti) é uma das aves de rapina mais ameaçadas do Mundo, sendo classificada como estando "em perigo de extinção". É considerada "globalmente ameaçada" na Europa e "criticamente em perigo" no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Trata-se, assim, de uma espécie prioritária para a conservação da natureza, de acordo com a legislação europeia.
Calcula-se que existam no nosso país menos de dez águias imperiais, confirmando-se a sua presença no troço superior do rio Tejo e respectivos afluentes, na bacia do rio Guadiana, nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial de Moura/Mourão/Barrancos, Vale do Guadiana e Castro Verde."
Jornal de Notícias - 2009.03.03
00h30m
"O macho do único casal de águia-imperial que nidificou em Portugal no ano passado foi encontrado morto junto ao ninho. A ave foi atingida por chumbos de caçadeira, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que vai apresentar queixa no Ministério Público e já notificou o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR.
O ninho do animal fica na área do Vale do Guadiana, "numa zona abrangida por uma zona de caça associativa", refere o ICNB em comunicado. A morte terá ocorrido entre 21 e 23 de Fevereiro, resultante de um acto que configura "contra-ordenação ambiental muito grave", segundo o Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Ainda de acordo com o instituto, a cria do casal já abandonara o ninho.
A águia-imperial (aquila adalberti) é uma das aves de rapina mais ameaçadas do Mundo, sendo classificada como estando "em perigo de extinção". É considerada "globalmente ameaçada" na Europa e "criticamente em perigo" no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Trata-se, assim, de uma espécie prioritária para a conservação da natureza, de acordo com a legislação europeia.
Calcula-se que existam no nosso país menos de dez águias imperiais, confirmando-se a sua presença no troço superior do rio Tejo e respectivos afluentes, na bacia do rio Guadiana, nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial de Moura/Mourão/Barrancos, Vale do Guadiana e Castro Verde."
Jornal de Notícias - 2009.03.03
Manuel António Pina - Crime e castigo
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
Crime e castigo
00h30m
"Noticia o JN que está marcado para o dia 20 de Abril, no Tribunal da Maia, o julgamento de um homem que, em 2007, terá arrombado um galinheiro e furtado duas galinhas no valor de 50 euros.
A Justiça tarda, mas chega. O criminoso andou mal e merece justa punição, quer pela mediocridade de fins quer pela ruralidade de meios. Gente como ele, que pilha galinhas em vez de fundar um banco e pilhar as contas dos depositantes, ou como aquela septuagenária que não pagou uma pasta de dentes num supermercado em vez de pedir uns milhões à Caixa, comprar o supermercado na bolsa e igualmente não o pagar, vendendo-o depois à Caixa através de um "offshore" pelo dobro do preço (ou vendendo-lho mesmo antes de o ter comprado), não tem lugar no Portugal moderno e empreendedor. Ainda por cima, deixou-se apanhar. Se calhar, até confessou, em vez de invocar lapsos de memória. E aposto que nem se lembrou de se divorciar antes de ser preso, pondo os 50 euros a salvo na partilha de bens. Não queria estar na pele do seu advogado, não há Código de Processo Penal que valha a um caso destes. É condenação mais que certa."
Crime e castigo
00h30m
"Noticia o JN que está marcado para o dia 20 de Abril, no Tribunal da Maia, o julgamento de um homem que, em 2007, terá arrombado um galinheiro e furtado duas galinhas no valor de 50 euros.
A Justiça tarda, mas chega. O criminoso andou mal e merece justa punição, quer pela mediocridade de fins quer pela ruralidade de meios. Gente como ele, que pilha galinhas em vez de fundar um banco e pilhar as contas dos depositantes, ou como aquela septuagenária que não pagou uma pasta de dentes num supermercado em vez de pedir uns milhões à Caixa, comprar o supermercado na bolsa e igualmente não o pagar, vendendo-o depois à Caixa através de um "offshore" pelo dobro do preço (ou vendendo-lho mesmo antes de o ter comprado), não tem lugar no Portugal moderno e empreendedor. Ainda por cima, deixou-se apanhar. Se calhar, até confessou, em vez de invocar lapsos de memória. E aposto que nem se lembrou de se divorciar antes de ser preso, pondo os 50 euros a salvo na partilha de bens. Não queria estar na pele do seu advogado, não há Código de Processo Penal que valha a um caso destes. É condenação mais que certa."
Que vai dizer Manuel Alegre?...
http://clubedospensadores.blogspot.com/2009/03/pos-congresso.html
Joaquim Jorge
"O congresso do PS já passou deixou uma marca indelével de profissionalismo , capacidade de dar uma imagem positiva e acção.
Mas agora no seu rescaldo as atenções viram-se para o que vai fazer Manuel Alegre e muitos dos que não concordam com este unanimismo que aparenta mais do que vale.
Os partidos precisam de listas abertas e pensamento diversificado . A indigência e trivialidade deste congresso socialista pelo pensamento único , querendo dotar o Estado de uma estrutura monocrática ( o monopólio da verdade , das virtudes e das acções políticas ).
Viu-se aqui a desvergonha pessoal da fobia na carreira e dos happenings para lá chegar , é o triunfo da desmoralização da causa pública.
Percebo muito bem o que diz António Bracinha Vieira : « nunca votei para que alguém governasse. Votei para que aqueles que iam governar governassem com um pouco menos de força». A culpa é nossa devíamos ser um povo mais culto e ter cuidado nas escolhas que fazemos quer nos partidos quer no Governo , e o grau de exigência fosse o devido e não o mal menor."
...
Joaquim Jorge
"O congresso do PS já passou deixou uma marca indelével de profissionalismo , capacidade de dar uma imagem positiva e acção.
Mas agora no seu rescaldo as atenções viram-se para o que vai fazer Manuel Alegre e muitos dos que não concordam com este unanimismo que aparenta mais do que vale.
Os partidos precisam de listas abertas e pensamento diversificado . A indigência e trivialidade deste congresso socialista pelo pensamento único , querendo dotar o Estado de uma estrutura monocrática ( o monopólio da verdade , das virtudes e das acções políticas ).
Viu-se aqui a desvergonha pessoal da fobia na carreira e dos happenings para lá chegar , é o triunfo da desmoralização da causa pública.
Percebo muito bem o que diz António Bracinha Vieira : « nunca votei para que alguém governasse. Votei para que aqueles que iam governar governassem com um pouco menos de força». A culpa é nossa devíamos ser um povo mais culto e ter cuidado nas escolhas que fazemos quer nos partidos quer no Governo , e o grau de exigência fosse o devido e não o mal menor."
...
domingo, 1 de março de 2009
Shoppings fantasma: Quando o sucesso vai bater a outras portas
01 de Março de 2009, 11:05
Lisboa, 01 Mar (Lusa) - A história das cidades também se faz pelos seus espaços comerciais. Depois de anos de sucesso, em muitos casos restam apenas as lojas vazias, com vidros forrados de jornais, e a memória dos tempos áureos.
Os "centros comerciais fantasma" são comuns a todas as cidades, médias ou grandes, até porque muitos dos projectos, típicos dos anos 70 e 80, revelaram-se desadequados para as necessidades e gostos dos consumidores.
Em Lisboa, a discoteca Whispers marcou uma geração e o sucesso do shopping Imaviz que se agora limita a lojas para um tipo de consumidores de menores posses. As lojas escondidas e as escadas não ajudam ao sucesso comercial de outros tempos.
Do outro lado da avenida, o Palácio Sotto Mayor, apesar de recente, nunca se conseguiu impor e muitas lojas permanecem fechadas. A poucos metros, o City apresenta um cenário semelhante mas tem a atenuante de ser também antigo como o Imaviz, resumindo-se as poucas lojas abertas a negócios de ocasião e alguma restauração.
Na zona de Alvalade, convivem outros dois shoppings fantasma, mas com histórias diferentes. O shopping Alvalade tem corredores vazios depois do sucesso do passado. Já o Alvaláxia, no estádio do Sporting, nunca atingiu os objectivos iniciais só regista enchentes em dias de jogos grandes.
No Porto, nomes como o Stop, Sirius, Dallas, Cedofeita, Brasília, Clérigos Shopping e Central Shopping figuram na lista de espaço, que sofreram as consequências da desertificação da cidade, da falta de condições de segurança e do aparecimento dos grandes shoppings de segunda geração, mais organizados e modernos.
O Centro Comercial Stop, construído na década de 80, viveu cerca de dez anos pujantes que acabaram com o fecho das duas salas de cinema. Hoje, reinventou-se e é considerado o maior pólo agregador de bandas de música do Porto e muitas lojas, abandonadas durante anos, funcionam como salas de ensaio.
Já cenário diferente é o Dallas, inaugurado em 1984 e encerrado desde 1999, por ordem da autarquia devido à falta de condições de segurança e de licença de funcionamento. O interior labiríntico e os problemas de segurança, com assaltos, confrontos físicos e tiroteios frequentes, nunca permitiram o total sucesso deste centro comercial, apesar da sua boa localização.
O Sirius, o Centro Comercial de Cedofeita ou o Brasília - o mais antigo e emblemático shopping da cidade - tentam actualmente voltar a fazer parte do quotidiano dos portuenses, mas ainda com pouco sucesso.
Inaugurado em 1996, o antigo Central Shopping, propriedade do Grupo Soares da Costa, está encerrado há mais de um ano. Os promotores prometem uma "profunda remodelação" e um novo nome, "Galeria Central", mas aos consumidores só resta esperar. Também o Clérigos Shopping, permanece abandonado desde 2002. Ao longo dos anos não faltaram sugestões para o reconverter, mas ao concurso público concorreu apenas uma empresa: a Bragaparques.
Mais a sul, em Coimbra, o centro comercial Avenida é um dos espaços onde é visível a falta de movimento, sofrendo com a própria configuração física do interior, que o tornou "pouco atractivo" para os consumidores.
Quem o diz é o dirigente da Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC) Arménio Pratas Henriques que aponta também o risco de declínio no Golden. Já no Girassolum, "os comerciantes renovaram-se" e investiram na qualificação do espaço.
Em Aveiro, o mais antigo centro comercial é o Oita, aberto há 25 anos mas mantém apenas 20 por cento de lojas ocupadas, que pouco ou nada têm a ver com os negócios originais. É aqui que se localiza a "famosa" loja de venda de drogas livres, uma sex-shop do mesmo proprietário e outros comércios mais ou menos excêntricos.
Mais para o interior, na cidade da Guarda, o Centro Comercial de S. Francisco abriu as suas portas há 25 anos mas agora não passa de um cenário decadente. "Das 40 lojas temos dez abertas no piso de cima e três no de baixo", reconheceu o administrador António Dias. No Garden Shopping Center, o segundo centro comercial mais antigo da Guarda, o cenário é diferente, embora um terço das lojas estejam fechadas.
Em Leiria, o presidente da associação de comerciantes, Carlos Caiado, admitiu que o sucesso dos centros comerciais depende da moda, da localização e do poder de compra. Exemplo disso são as Galerias Alcrima, uma "moda" que teve um rápido declínio.
De todos os centros comerciais antigos, o único que resiste com sucesso é o Maringá, que beneficia da localização e estacionamento próprio. O mesmo já não se passa com o Sol Leiria, o Lis, o São Francisco, o D. Dinis ou o Edifício 2000, que não passam de "pequenos centros comerciais", que não registaram evolução nos últimos anos, observou Carlos Caiado.
Em Évora, o degradado centro comercial Eborim - inaugurado em 1983 e que chegou a acolher 26 lojas e duas salas de cinemas - vai deixar de ser um espaço fantasma, passando a acolher o comando distrital da PSP, com obras de adaptação que deverão arrancar ainda este ano.
No extremo sul do país, o "Faro Shopping" chegou a ser uma referência mas agora a forte concorrência de grandes espaços comerciais reduziu o número de lojas abertas a quase nada.
No meio do Atlântico, em Ponta Delgada, o primeiro shopping do arquipélago foi palco de anos de crise, que levou ao encerramento de várias lojas. Em 2008, transformou-se em "Sol Mar Avenida Center" e, além dos vários consultórios de advogados e médicos, quer agora captar lojistas alternativos de "moda, música, acessórios, restauração, cafetaria e serviços", afirmou a relações públicas do centro comercial, Maria das Mercês.
PJA/SYR/MSO/SYM/PM/MCS/ASR/RME.
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Lisboa, 01 Mar (Lusa) - A história das cidades também se faz pelos seus espaços comerciais. Depois de anos de sucesso, em muitos casos restam apenas as lojas vazias, com vidros forrados de jornais, e a memória dos tempos áureos.
Os "centros comerciais fantasma" são comuns a todas as cidades, médias ou grandes, até porque muitos dos projectos, típicos dos anos 70 e 80, revelaram-se desadequados para as necessidades e gostos dos consumidores.
Em Lisboa, a discoteca Whispers marcou uma geração e o sucesso do shopping Imaviz que se agora limita a lojas para um tipo de consumidores de menores posses. As lojas escondidas e as escadas não ajudam ao sucesso comercial de outros tempos.
Do outro lado da avenida, o Palácio Sotto Mayor, apesar de recente, nunca se conseguiu impor e muitas lojas permanecem fechadas. A poucos metros, o City apresenta um cenário semelhante mas tem a atenuante de ser também antigo como o Imaviz, resumindo-se as poucas lojas abertas a negócios de ocasião e alguma restauração.
Na zona de Alvalade, convivem outros dois shoppings fantasma, mas com histórias diferentes. O shopping Alvalade tem corredores vazios depois do sucesso do passado. Já o Alvaláxia, no estádio do Sporting, nunca atingiu os objectivos iniciais só regista enchentes em dias de jogos grandes.
No Porto, nomes como o Stop, Sirius, Dallas, Cedofeita, Brasília, Clérigos Shopping e Central Shopping figuram na lista de espaço, que sofreram as consequências da desertificação da cidade, da falta de condições de segurança e do aparecimento dos grandes shoppings de segunda geração, mais organizados e modernos.
O Centro Comercial Stop, construído na década de 80, viveu cerca de dez anos pujantes que acabaram com o fecho das duas salas de cinema. Hoje, reinventou-se e é considerado o maior pólo agregador de bandas de música do Porto e muitas lojas, abandonadas durante anos, funcionam como salas de ensaio.
Já cenário diferente é o Dallas, inaugurado em 1984 e encerrado desde 1999, por ordem da autarquia devido à falta de condições de segurança e de licença de funcionamento. O interior labiríntico e os problemas de segurança, com assaltos, confrontos físicos e tiroteios frequentes, nunca permitiram o total sucesso deste centro comercial, apesar da sua boa localização.
O Sirius, o Centro Comercial de Cedofeita ou o Brasília - o mais antigo e emblemático shopping da cidade - tentam actualmente voltar a fazer parte do quotidiano dos portuenses, mas ainda com pouco sucesso.
Inaugurado em 1996, o antigo Central Shopping, propriedade do Grupo Soares da Costa, está encerrado há mais de um ano. Os promotores prometem uma "profunda remodelação" e um novo nome, "Galeria Central", mas aos consumidores só resta esperar. Também o Clérigos Shopping, permanece abandonado desde 2002. Ao longo dos anos não faltaram sugestões para o reconverter, mas ao concurso público concorreu apenas uma empresa: a Bragaparques.
Mais a sul, em Coimbra, o centro comercial Avenida é um dos espaços onde é visível a falta de movimento, sofrendo com a própria configuração física do interior, que o tornou "pouco atractivo" para os consumidores.
Quem o diz é o dirigente da Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC) Arménio Pratas Henriques que aponta também o risco de declínio no Golden. Já no Girassolum, "os comerciantes renovaram-se" e investiram na qualificação do espaço.
Em Aveiro, o mais antigo centro comercial é o Oita, aberto há 25 anos mas mantém apenas 20 por cento de lojas ocupadas, que pouco ou nada têm a ver com os negócios originais. É aqui que se localiza a "famosa" loja de venda de drogas livres, uma sex-shop do mesmo proprietário e outros comércios mais ou menos excêntricos.
Mais para o interior, na cidade da Guarda, o Centro Comercial de S. Francisco abriu as suas portas há 25 anos mas agora não passa de um cenário decadente. "Das 40 lojas temos dez abertas no piso de cima e três no de baixo", reconheceu o administrador António Dias. No Garden Shopping Center, o segundo centro comercial mais antigo da Guarda, o cenário é diferente, embora um terço das lojas estejam fechadas.
Em Leiria, o presidente da associação de comerciantes, Carlos Caiado, admitiu que o sucesso dos centros comerciais depende da moda, da localização e do poder de compra. Exemplo disso são as Galerias Alcrima, uma "moda" que teve um rápido declínio.
De todos os centros comerciais antigos, o único que resiste com sucesso é o Maringá, que beneficia da localização e estacionamento próprio. O mesmo já não se passa com o Sol Leiria, o Lis, o São Francisco, o D. Dinis ou o Edifício 2000, que não passam de "pequenos centros comerciais", que não registaram evolução nos últimos anos, observou Carlos Caiado.
Em Évora, o degradado centro comercial Eborim - inaugurado em 1983 e que chegou a acolher 26 lojas e duas salas de cinemas - vai deixar de ser um espaço fantasma, passando a acolher o comando distrital da PSP, com obras de adaptação que deverão arrancar ainda este ano.
No extremo sul do país, o "Faro Shopping" chegou a ser uma referência mas agora a forte concorrência de grandes espaços comerciais reduziu o número de lojas abertas a quase nada.
No meio do Atlântico, em Ponta Delgada, o primeiro shopping do arquipélago foi palco de anos de crise, que levou ao encerramento de várias lojas. Em 2008, transformou-se em "Sol Mar Avenida Center" e, além dos vários consultórios de advogados e médicos, quer agora captar lojistas alternativos de "moda, música, acessórios, restauração, cafetaria e serviços", afirmou a relações públicas do centro comercial, Maria das Mercês.
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